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Textos com Etiquetas ‘OCDE’

Brasil registra uma das maiores estimativas de desaceleração da OCDE

A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), sediada em Paris, alertou nesta segunda-feira que as principais economias mundiais dão sinais de desaceleração econômica. Entre estes países, está o Brasil. A notícia deve trazer ainda mais nervosismo aos mercados, que temem uma nova recessão global.

Da RFI

A organização divulgou hoje seus indicadores compostos avançados, que antecipam a atividade econômica dos países. Os índices do mês de junho indicam a desaceleração do crescimento econômico nas principais potências do planeta. Em três países, Estados Unidos, Japão e Rússia, surgem indícios de inversão do ciclo de crescimento, revela a organização em comunicado.

Nos 34 países integrantes da OCDE, assim como nas economias mais ricas do planeta que integram o G7, o índice se deteriorou em junho pelo terceiro mês consecutivo. Em relação ao mês de maio, o indicador composto avançado do bloco OCDE recuou 0,3 centésimos, passando a registrar 102,2 pontos em junto. O índice dos países do G7 passou de 103,0 a 102,7 pontos

O fenômeno não poupa as grandes potências emergentes. Brasil, Índia e China também dão sinais de desaceleração econômica. Segundo a organização, o indicador brasileiro recua 1,1 ponto, um dos maiores recuos apontados pelo documento, o chinês 0,3 e o indiano 0,9.

O anúncio desta degradação do clima econômico mundial coincide com a onda de turbulência que atravessa as bolsas mundiais. Nesta segunda-feira, os mercados vivem mais um dia de forte instabilidade após a decisão histórica da agência de classificação Standard&Poor’s de rebaixar a nota americana.

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Os EUA exageraram. Em breve será a hora de pagar a conta.

Comentário: o assunto da dívida pública começa a se tornar “popular” nos EUA. Mesmo quando se considera o nível atual, já é altíssimo. As perspectivas, como detalha o artigo abaixo, são as piores possíveis. Talvez seja a hora, de uma vez por todas, das economias “fortes” tomarem os amargos remédios que as economias “emergentes” se submeteram nas décadas anteriores.

A dívida do governo irá crescer a níveis perigosos e insustentáveis em economias mais avançadas e outras emergentes durante os próximos 25 anos.

Por Gretchen Morgenson, do The New York Times, tradução por Sandro Araújo.

Diga isso a respeito do estouro do limite de endividamento federal: pelo menos as pessoas estão falando abertamente sobre o crescimento da dívida de nossa nação. Essa questão dos 14,3 trilhões de dólares está à frente e no centro – exatamente onde ela deveria estar.

Nessa briga vem o novo e instigante artigo de Joseph E. Gagnon, um pesquisador senior do Peterson Institute for International Economics, que estuda política econômica. Escrito com Marc Hinterschweiger, um analista de pesquisas lá, o relatório afirma claramente: “Que a dívida do governo irá crescer a níveis perigosos e insustentáveis em economias mais avançadas e outras emergentes durante os próximos 25 anos – se não houver mudanças nas atuais alíquotas de impostos ou programas de benefícios governamentais para previdência e assistência à saúde – é praticamente incontestável”.

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Premiê do Japão afirma que vai reduzir dependência nuclear do país

O primeiro-ministro do Japão, Naoto Kan, disse que o seu país tenciona reduzir dramaticamente sua dependência de combustíveis fósseis e de energia nuclear.

Da NHK World

Kan fez um pronunciamento perante o fórum da Organização para Cooperação Econômica e o Desenvolvimento, em Paris ontem, quarta-feira, em antecipação à reunião do G8. Ele disse que é uma responsabilidade histórica do Japão de tornar o acidente da usina nuclear Fukushima 1 uma lição para o mundo inteiro.

O premiê japonês, ao revelar a nova política básica de energia , afirmou que as fontes renováveis e a conservação de energia serão estimuladas para se tornarem o dobro da quantidade gerada de contes renováveis. Ele acrescentou que o Japão deseja que 20 porcento do total de seu consumo de energia deste tipo seja conseguido até o início da década de 2020.

O Japão também tem como meta reduzir o custo da geração de energia solar para um terço do atual nível, até o ano 2020, e para um sexto, uma década mais tarde. Um outro plano seria de instalar painéis solares em 10 milhões de residências.

Naoto Kan vai participar da reunião do Grupo dos Oito, programada para ter lugar em Deauville, na França, na quinta-feira. Acredita-se que ele vá apresentar a nova política também nesta ocasião, onde o tema da segurança da energia nuclear é um importante item da agenda.

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OCDE comemora 50 anos mudando de credo

Por Andreas Keiser, swissinfo.ch

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) – que teve uma disputa fiscal com a Suíça, há dois anos – comemora seus 50 anos em Paris esta semana.

A instituição, que causou polêmica quando colocou a Suíça em sua “lista cinza” dos paraísos fiscais não cooperantes, diz que agora está movendo seu foco da abertura dos mercados às questões sociais e ambientais.

“Durante uma década, saudamos a abertura dos mercados como uma religião, como se fosse a única coisa que trouxesse alegria. Qual foi o resultado? A maior crise econômica de nossas vidas”, declarou na terça (24/5) o secretário-geral da OCDE, Angel Gurria. “Talvez devêssemos começar a ver o princípio da regulação com um pouco mais de respeito”, completou.

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Brasil, um país doador

Cruzamento inédito de dados mostra que o país já fornece mais do que recebe em ajuda internacional entre governos e agências multilaterais. Conforme se expande a cooperação brasileira, cresce também o seu poder econômico e político no mundo.

por Amanda Rossi – Le Monde Diplomatique Brasil

Em busca de um lugar de destaque no cenário global, o Brasil está se firmando como doador de recursos a países pobres. De acordo com cruzamento de dados inédito realizado pelo Le Monde Diplomatique Brasil, o governo já fornece mais ajuda internacional do que obtém de países e agências multilaterais, como a ONU. Entre 2005 e 2009, o Brasil recebeu US$ 1,48 bilhão. No mesmo período, doou US$ 1,88 bilhão – uma diferença de US$ 400 milhões em relação ao que recebeu.

Os valores ainda são pequenos, mas refletem o crescimento da economia brasileira e o desejo do país de ter mais influência nas decisões mundiais. “É bastante conhecido que o Brasil tem ambições de ter assento permanente no Conselho de Segurança da ONU. Todas essas apostas no sentido de apoiar mais são formas de mostrar que o país está à altura de ser visto como um líder mundial do ponto de vista político”, diz a pesquisadora Lídia Cabral, do centro de pesquisas britânico Overseas Development Institute.

Durante décadas, o Brasil foi basicamente receptor de ajuda internacional. Hoje tem um amplo programa de cooperação internacional com países em desenvolvimento e parou de receber alguns fundos como, por exemplo, o Banco Mundial e o FMI – agora é o Brasil que envia dinheiro para essas duas instituições.

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Economistas dizem que país precisa de reforma tributária, regulação adequada e eficiência na educação

Carolina Gonçalves – Agência Brasil

Rio de Janeiro – A redução de distorções de leis e da cobrança de impostos pode aumentar a produtividade no Brasil e garantir um crescimento maior e sustentável da economia. Foi o que defendeu hoje (13) o economista Pedro Cavalcanti Ferreira, da Escola de Pós-Graduação em Economia da Fundação Getulio Vargas, durante o Seminário de Metas da Inflação, promovido pelo Banco Central, no Rio de Janeiro.

Cavalcanti disse que os milagres e desastres do crescimento de um país refletem os milagres e desastres da produtividade dessas nações. Segundo ele, o Brasil coleciona tanto sucessos quanto crises e, hoje, celebra o crescimento econômico, mas com uma produtividade ainda baixa. O economista alertou que, entre os desafios institucionais do país, devem estar priorizadas as reformas e transformações estruturais.

“Uma redução de distorções como regulação para abertura de firma, para contratação de trabalhadores, ou seja, uma simplificação da legislação, a reforma tributária, que o governo está tentando para diminuir a taxação sobre a folha de salário, e talvez um direcionamento do crédito oficial de maneira mais equilibrada, privilegiando menos as grandes empresas e fazendo uma alocação mais por eficiência e por critérios de produtividade do que por critérios de setores importantes”, defendeu.

A educação foi outro fator apontado para a manutenção e incremento do crescimento econômico durante o seminário. Segundo André Portela, da Escola de Economia de São Paulo, da FGV, esse quesito reflete, por exemplo, na qualidade dos trabalhadores. Para Portela, o problema “não é que gastamos pouco com educação, mas é a qualidade do gasto”.

Pelas contas do economista, o gasto público com educação no Brasil chega a 5% do Produto Interno Bruto (PIB), mais do que o que é investido nos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que apresentam melhores resultados na área. Mas ele alerta que, nessa conta, é preciso considerar a qualidade do ensino e a evasão escolar que ocorre no Brasil.

“As crianças demoram muito [na evolução escolar] e muitas saem [das escolas] no meio do caminho. As que ficam aprendem muito pouco”, alertou Portela, destacando que a cada 100 crianças que começam no ensino fundamental apenas 20 chegam às universidades.

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Equilíbrio entre governo e mercado é sucesso no Brasil, diz economista-chefe da OCDE

Daniela Fernandes
De Paris para a BBC Brasil

Daniela Fernandes - De Paris para a BBC Brasil

O italiano Pier Carlo Padoan, secretário-geral adjunto e economista-chefe da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), vê o Brasil como uma “história de sucesso” no contexto da crise financeira global porque soube encontrar um novo equilíbrio entre o livre mercado e a intervenção do Estado na economia.

Em entrevista à BBC Brasil, Padoan diz que o “Brasil encontrou um equilíbrio importante entre o crescimento econômico e as questões sociais” embora possa crescer mais se houver melhorias na educação e no sistema fiscal.

Ele fala também dos desafios da Europa diante da crise econômica global e diz que essa “é uma oportunidade importante para mudanças positivas” no continente.

Leia a entrevista completa no sítio da BBC Brasil

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