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Textos com Etiquetas ‘Meio Ambiente’

Departamento da ONU elogia modelo brasileiro de economia sustentável

Economista do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais citou programas de energia limpa e progressos na área dos bicombustíveis.

Por Mônica Villela Grayley – Rádio ONU

O Brasil está no caminho certo quanto à produção de tecnologias limpas. A opinião é do economista indiano Nikhil Chandavarkar.

Segundo o chefe de Comunicação para o Desenvolviomento Sustentável do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU, Desa, o programa de biocombustíveis brasileiros pode servir de exemplo para vários países.

Progressos Enormes

“Eu acho que o Brasil está numa situação muito privilegiada. Porque em comparação com outros países já é um país muito verde, no sentido de que depende de energias limpas. Já fez progressos enormes. O Brasil, por exemplo, em biocombustíveis, pode até servir de exemplo para outros países. Em outra entrevista, eu dei o exemplo do Brasil porque havia lá interesse em biocombustíveis como maneira de reduzir emissões. Eu acho que o Brasil está no caminho certo.”

O economista indiano que trabalhou vários anos no escritório do Banco Mundial em Brasília falou à Rádio ONU sobre o relatório do Desa a respeito da sustentabilidade do planeta nas próximas décadas.

No documento, lançado nesta terça-feira, economistas das Nações Unidas alertaram para a necessidade de investimentos anuais equivalentes a quase R$ 3 trilhões em tecnologias limpas.

De acordo com o relatório, “O Mundo Econômico e a Pesquisa Social 2011”, se nada for feito, nas próximas décadas, o planeta poderá estar inabitável. O relatório servirá de base para a Conferência Rio + 20, marcada para junho de 2012 no Rio de Janeiro.

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Rio+20 poderá gerar órgão mundial destinado à preservação do meio ambiente

Por Renata Giraldi – Agência Brasil

Autoridades de países que são alvos de críticas internacionais por causa da forma como tratam a preservação ambiental e o estímulo à economia verde, deverão participar da Conferência Rio+20, de 28 de maio a 6 de junho de 2012, na área do Porto do Rio de Janeiro. A expectativa, segundo os organizadores, é que a China, Índia e os Estados Unidos enviem emissários do primeiro escalão do governo para os debates. As discussões da cúpula poderão gerar a proposta de criação de um órgão específico internacional para a área ambiental.

O órgão, em estudo, ficará subordinado à Organização das Nações Unidas (ONU), como ocorre com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) – que será comandada pelo brasileiro José Graziano da Silva.

A ideia é que a sede do novo órgão, responsável pela área ambiental, seja na África. Atualmente só há uma agência da ONU para cuidar do tema, que é o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), cuja sede fica no Quênia. Criado em 1972, o programa tem o objetivo de fortalecer as ações mundiais de desenvolvimento sustentável.

As autoridades brasileiras e estrangeiras, porém, concluíram que é necessário ampliar os esforços em nível mundial, pois hoje não há uma definição universal sobre economia verde nem foram estabelecidos os instrumentos, aceitos de forma global, para o desenvolvimento sustentável.

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Brasil é elogiado pelo combate ao contrabando de animais silvestres

Convenção da ONU sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas, Cites, pretende usar um novo sistema eletrônico para impedir a falsificação da emissão de licenças.

Por Daniela Gross – Rádio ONU

Contrabando gera bilhões de dólares

A Convenção das Nações Unidas sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas, Cites, anunciou que quer implantar um novo sistema eletrônico único de emissão de licenças. O dispositivo poderia ser acessado de várias partes do mundo.

A proposta foi debatida num encontro da ONU, realizado na Nicarágua, com especialistas de diversos países latino-americanos incluindo o Brasil. O sistema de rastreamento brasileiro foi citado como exemplo na reunião.

África

De acordo com o coordenador de equipe da Cites, Marcos Silva, atualmente é muito fácil falsificar as licenças que estabelecem se uma espécie animal ou planta pode ou não ser exportada. Segundo ele, as falsificações são muito comuns nos países da África.

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China pede que países reforcem cooperação para promover desenvolvimento verde e de baixo carbono

Por Sônia Qiu – CRI

Para enfrentar as mudanças climáticas e concretizar a concepção de desenvolvimento verde e de baixo carbono, os diversos países devem reforçar a cooperação internacional. A afirmação foi feita ontem (22) à noite por Xie Zhenhua, vice-diretor da Comissão Estatal de Desenvolvimento e Reforma da China, na abertura do Fórum Internacional de Alto Nível sobre Mudanças Climáticas e Desenvolvimento Verde e de Baixo Carbono.

O enfrentamento das mudanças climáticas é um severo desafio que os países tem pela frente, e o desenvolvimento verde e de baixo carbono é uma concepção totalmente nova. O fórum, que vai durar três dias, é organizado pela Comissão Estatal de Desenvolvimento e Reforma e pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. O evento tem três tópicos para debates: políticas e ações para desenvolvimento verde e de baixo carbono; adaptação da atual situação e desafios das mudanças climáticas; e construção da capacidade de gerenciamento e financiamento para o enfrentamento das mudanças climáticas.

Na reunião, Xie Zhenhua afirmou que, devido às diferentes situações e fases de desenvolvimento em que se encontram, os diversos países tem meios diferentes para promover o desenvolvimento verde. Eles devem respeitar as opções das outras nações, e não é obrigatório adotar um modelo unificado. Segundo ele, a China empenha-se em sondar um caminho de desenvolvimento verde de característica chinesa através de economia de energia e redução de emissões:

“A China é uma nação em desenvolvimento com Produto Interno Bruto per capita pouco acima de US$4.700, porém conta com uma população de 1,3 bilhão de pessoas. Com desenvolvimento desequilibrado, a China se encontra em uma fase de rápida industrialização e urbanização. Além disso, tem pela frente vários desafios de desenvolvimento econômico, eliminação da pobreza, melhora da vida da população, enfrentamento das mudanças climáticas e proteção ambiental.”

Xie afirmou que, para o enfrentamento das mudanças climáticas e a promoção do desenvolvimento verde e de baixo carbono, é necessário efetuar cooperações entre os países:

“Os países avançados contam com forte potencial econômico e dominam as tecnologias avançadas. Enquanto isso, os países em desenvolvimento não apenas carecem de capital, mas também de meios tecnológicos. Assim que as nações em desenvolvimento receberem apoio financeiro e tecnológico dos países avançados, poderão diminuir na esfera nacional as emissões de gases do efeito-estufa com baixo custo de produção.”

Xie Zhenhua espera que os países avançados honrem seus compromissos de fornecer verbas e transferir tecnologias de baixo carbono para ajudar as nações em desenvolvimento a elevar a capacidade de enfrentamento das mudanças climáticas:

“Somente através de aceleração de pesquisa e desenvolvimento, promoção e industrialização das tecnologias é que poderá ser concretizado o desenvolvimento verde e de baixo carbono. A Comunidade Internacional deve estabelecer um mecanismo que estimule renovações e transferências tecnológicas no quadro da Convenção da ONU sobre Mudanças Climáticas.”

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Pesquisa estuda a estrutura interna das tempestades no Brasil

Prever fenômenos extremos no Brasil – como as tempestades que costumam castigar diversas áreas no país durante o verão – com maior prazo de antecedência ainda é um desafio para os meteorologistas.

Por Mônica Pileggi – Agência FAPESP

Projeto de pesquisa conduzido no Inpe estuda a estrutura interna das tempestades no Brasil. Objetivo é coletar dados para prever com maior prazo de antecedência os fenômenos extremos (reprodução)

Na tentativa de evitar que tais eventos se tornem catastróficos, um grupo de pesquisadores do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CPTEC-Inpe) busca entender a estrutura interna das tempestades decorrentes dos principais regimes de precipitação do país.

O grupo integra o Projeto Temático financiado pela FAPESP “Processos de nuvens associados aos principais sistemas precipitantes no Brasil: uma contribuição à modelagem da escala de nuvens e ao GPM (Medida Global de Precipitação”, coordenado por Luiz Augusto Machado, meteorologista e pesquisador titular do CPTEC.

Batizada de “Projeto Chuva”, a iniciativa consiste em estudar a microfísica das nuvens, isto é, os processos físicos no interior delas, para desenvolver um modelo numérico capaz de rodar no supercomputador Tupã, em operação desde janeiro no Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos, em Cachoeira Paulista (SP).

“Por conta do maior poder de resolução espacial do Tupã, é preciso parametrizar e descrever os elementos com mais detalhes. Isso implica medir o tamanho dos hidrometeoros (partículas encontradas nas nuvens), como as gotas líquidas, o granizo, o graupel (forma de granizo) e a neve, assim como sua distribuição nos sistemas climáticos”, disse Machado à Agência FAPESP.

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Filme Rio ajuda a marcar contagem regressiva para conferência ambiental

Diretor da película, Carlos Saldanha, falou à Rádio ONU que produção incentiva o diálogo sobre as mudanças climáticas.

Por Luisa Leme – Rádio ONU

Rio conta a história da ararinha azul Blu no Rio de Janeiro. Foto: divulgação.

A contagem regressiva para a Rio + 20, em Nova York, começou de maneira colorida e animada na sede das Nações Unidas nesta quarta-feira. Quase 1 mil pessoas lotaram duas salas para assistir ao filme Rio, do diretor Carlos Saldanha.

Antes de apresentar o filme, o secretário-geral da Rio +20, Sha Zukang, falou da importância do evento para todo o mundo.

Ararinha Azul

Zukang afirmou que pode garantir que o Brasil está tão comprometido de fazer a Rio + 20 um sucesso quanto as Nações Unidas.

Para assistir ao filme, funcionários da ONU levaram filhos e parentes. Na plateia, estavam também convidados da organização que acompanharam as aventuras da ararinha azul, Blu, que sai de uma pequena cidade americana para salvar a própria espécie no Rio de Janeiro.

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Brasil oferece modelo agrícola sem elevação do desmatamento, diz estudo

Relatório divulgado na Conferência do Clima em Bonn aponta o estado do Acre como exemplo de combinação entre agricultura e preservação. Relatório foi concluído antes de o novo Código Florestal ser aprovado pela Câmara.

Por Nádia Pontes – Deutsche Welle

Em meio às discussões sobre o polêmico Código Florestal brasileiro, um estudo apresentado durante a conferência do clima em Bonn ressalta um exemplo positivo de combinação da agricultura com a preservação de florestas vindo do Brasil.

Publicado nesta quarta-feira (08/06), o documento assinado pelo Conselho de Pesquisa Agrícola Internacional (CGIAR) e a Lexema Consultoria, com base em Vancouver, no Canadá, aponta que o modelo em vigor no estado do Acre pode indicar caminhos de como aumentar a produção agrícola e, ao mesmo tempo, diminuir os índices de desmatamento.

O estudo avaliou a situação brasileira nos últimos seis anos e foi concluído pouco antes da aprovação das mudanças na legislação ambiental na Câmara dos Deputados. O relatório também pode ser visto como um alerta que antecede a discussão no Congresso do polêmico Código Florestal.

“Há muitos exemplos do Brasil que são interessantes e positivos para as negociações aqui em Bonn. O novo Código Florestal em discussão não foi considerado nesse relatório. E essas mudanças na política colocam em perigo tudo de bom que o Acre fez ao longo dos anos”, ressaltou Andy Jarvis, pesquisador do CGIAR, em entrevista à Deutsche Welle.

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Brasil vai fornecer a outros países tecnologia para controle de comércio de madeira

Por Gilberto Costa – Agência Brasil

O sistema eletrônico brasileiro que controla a comercialização de madeira, chamado Documento de Origem Florestal (DOF), deverá ser “exportado” para países latino-americanos e também para a África do Sul, China e Rússia. A informação é do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), responsável pelo sistema, criado em 2006.

A tecnologia substituiu as antigas autorizações de transporte de produto florestal (ATPF), feitas em papel moeda, que eram constantemente roubadas ou até falsificadas em gráficas clandestinas, por uma documentação que tramita por meio da internet entre produtores de madeira, compradores e exportadores; o Ibama e os órgãos estaduais de meio ambiente; a Polícia Rodoviária Federal, a Receita Federal e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

A Secretaria-Geral da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (Cites) convidou o Ibama a apresentar o sistema, em reunião, no fim deste mês, em Manágua (Nicarágua).

A avaliação é que o sistema brasileiro é o mais moderno do mundo e foi elaborado de acordo com os parâmetros da convenção, da qual o Brasil é signatário desde 1975. Caso se confirme o interesse, o Brasil doará, por meio de cooperação técnica, o código-fonte que permite a cópia do sistema. A Cites tem a adesão de 175 países.

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Rio e São Paulo em contagem regressiva para Conferência Rio+20

Por Pedro Capello, do Rio de Janeiro  para a Rádio ONU

As cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo abrigam, nesta sexta-feira, dois eventos para marcar a contagem regressiva para a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, batizada de Rio+20.

O encontro será realizado no Rio de Janeiro de 4 a 6 de junho de 2012.

Bandeira

No Rio, a Prefeitura organiza o evento “Rumo a Rio+20” com a presença do prefeito Eduardo Paes, do secretário-geral da Conferência e subsecretário-geral da ONU para Assuntos Sociais e Econômicos, Sha Zukang. O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Antonio Patriota e a chefe da pasta do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, também comparecerão ao lançamento.

A bandeira da Rio+20 será hasteada pela primeira vez, e o Cristo Redentor, será iluminado com as cores da conferência, como contou à Rádio ONU, o diretor do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil, Giancarlo Summa.

Agenda Política

“Aqui no Brasil, isso tem um valor ainda simbólico e político, talvez maior, porque 20 anos atrás foi a Rio 92 que deslanchou esse processo, e tornou a questão do desenvolvimento sustentável parte da agenda política internacional”, afirmou.

Já em São Paulo, será realizada uma conferência sobre o Ano Internacional das Florestas e um festival de filmes sobre meio ambiente.

Participam do evento, a chefe do Secretariado do Fórum sobre Florestas, Jan McAlpine, e a representante do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma, no Brasil, Cristina Montenegro.

A conferência, em São Paulo, discutirá os planos do empresariado e da sociedade civil brasileira para a Rio+20.

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Amazontech 2011: sustentabilidade em pauta no Inpa

A abertura do evento, realizado pelo Sebrae, ocorre nesta quinta-feira (2) no Auditório da Ciência localizado no Bosque da Ciência a partir das 9h

Do Inpa

Amazontech 2011

O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCT) recebe manhã desta quinta-feira (2) a abertura do Amazontech 2011. O evento é realizado pelo Serviço Brasileiro de Apoio as Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e ocorre em todos os estados da Amazônia irá aborda o desenvolvimento sustentável para a região.

A finalidade do Amazontech é promover debates para a promoção da inovação tecnológica. Para o coordenador de extensão do Inpa, Carlos Bueno, eventos como esse ajudam a promover uma cadeia de inovação.

“Aqui no Inpa nos temos biodiversidade, ciência, tecnologia e várias inovações que estão sendo geradas. E no contexto do evento, o Instituto entra na parte de divulgação das pesquisas tanto para as pessoas quanto para empresas que a partir daí vão gerar renda”, enfatiza.

Tocantins

Neste ano, o Amazontech ocorre no mês de outubro em Palmas (TO). Segundo Bueno, o Inpa participará das aditividades com exposição dos produtos e processos gerados a partir das pesquisas do Instituto. “Em Palmas vamos focar nesse novo olhar do Instituto na questão da Ciência e Tecnologia, principalmente as patentes”, finaliza.

Atualmente o Inpa possui 53 produtos ou processos patenteados.

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