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Textos com Etiquetas ‘Meio Ambiente’

Neve e gelo paralisam a Europa

Comentário: Quando, nos últimos anos, houve redução do gelo no ártico ou invernos “atípicos” na Europa, com temperaturas mais altas que o “normal”, não faltaram os que disseram que era prova irrefutável do “aquecimento global”. O que se vê hoje na Europa é uma onda de frio extremo, com consequências enormes. É preciso saber enxergar além da cortina… Assim como temos os fenômenos “El niño” e “La niña”, períodos com frio extremo e invernos “quentes” alternam-se na história natural. Não se trata de fazer vista grossa para a destruição de recursos naturais. Mas a análise sobre um real “aquecimento” ou “esfriamento” global deve ser feita com uma amplitude temporal de gerações e não apenas fruto da comparação de um ano com outro ou ainda de uma década com a anterior. A racionalidade ajudaria bastante na tomada de decisões. Quiçá, durante o Rio +20, tenhamos discussões profundas e não as superficiais com as quais já estamos nos acostumando.

Inverno rigoroso castiga Europa, faz centenas de mortos e leva caos ao trânsito de várias cidades, sobretudo na Sérvia e na Itália. Até a manhã desta segunda-feira, onda de frio havia provocado quase 300 mortes.

Da Deutsche Welle

Massas de neve e gelo tomam conta da Europa, fazendo centenas de mortos e levando caos ao trânsito de diversas cidades, principalmente no leste e no sul do continente. Até a manhã desta segunda-feira (06/02), quase 300 mortes foram contabilizadas como resultado do frio.

A situação no Leste Europeu fica cada vez mais dramática. Somente na Ucrânia, mais de 130 morreram por causa do frio. Na Romênia, foram contabilizados mais de 30 mortes desde o início da onda de frio, e mais de 60 pessoas morreram na Polônia. Na Rússia, até fins de janeiro foram registradas mais de 60 mortes devido ao frio intenso.

Na Romênia e na Bulgária, a chuva que caiu após a neve fez com que as ruas fossem cobertas por uma camada de gelo, causando numerosos acidentes.

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Brasil é o primeiro país a gerar energia limpa a partir de biocombustível na Antártica

Em uma iniciativa pioneira, o Brasil vai iluminar a Estação Antártica Comandante Ferraz com um motogerador a etanol. A ação faz parte da comemoração dos 30 anos da Estação, operada pela Marinha do Brasil, e conta com a parceria da Vale Soluções em Energia (VSE) e da Petrobras.

Do Ministério da Defesa (adaptado)

Em 10 de janeiro, o ministro da Defesa, Celso Amorim, esteve na Antártica para visitar a Estação, onde dará partida na operação do motogerador a etanol, que tem capacidade de suprir, com folga, toda a energia necessária às operações e aos programas científicos lá realizados.

Estação Comandante Ferraz

Energia limpa na Antártida

A partir do evento, o motogerador passará a operar continuamente na Antártica, dando início ao programa científico que faz do Brasil o primeiro país do mundo a utilizar biocombustível para produção de energia no continente.

Segundo Celso Amorim, a iniciativa brasileira é digna de celebração, pois coloca o país em destaque no cenário tecnológico mundial e alinhado com a meta da ONU, que declarou 2012 como o Ano Internacional de Energia Sustentável para Todos.

O projeto

O motogerador a etanol brasileiro foi desenvolvido com tecnologia totalmente nacional e gera energia limpa, sem qualquer tipo de aditivo, a partir de um sofisticado equipamento de controle e comando via internet. A tecnologia foi desenvolvida pela VSE, uma empresa da Vale e do BNDES.

A Petrobras fornece 350 mil litros de etanol, idêntico ao utilizado nos veículos nacionais, e fará o acompanhamento tecnológico para validar a utilização do biocombustível em condições climáticas severas.

O projeto é beneficiado pela Lei da Inovação, por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), que promove e incentiva o desenvolvimento de produtos e processos inovadores voltados para atividades de pesquisa.

O equipamento e o biocombustível partiram em outubro do Brasil para a Antártica no navio de Pesquisas Oceânicas Ary Rongel. Em seguida, uma equipe de engenheiros brasileiros partiu para o continente para realizar as instalações e os testes necessários ao funcionamento do equipamento.

A partir de agora e durante um ano, o motogerador vai operar em total sincronismo com os motogeradores já existentes a diesel, preservando o parque energético atual como uma medida adicional de segurança.

Estação Antártica Comandante Ferraz

A estação brasileira é operada pela Marinha do Brasil e foi instalada na Baía do Almirantado, localizada na Ilha Rei George, no verão de 1984. A partir de 1986, passou a ser ocupada anualmente e guarnecida por militares da Marinha do Brasil e pesquisadores, podendo acomodar até 58 pessoas. A estação possui laboratórios destinados às ciências biológicas, atmosféricas e químicas.

Novo gerador a Etanol: energia limpa

Novo gerador a Etanol: energia limpa

A partida na operação do motogerador a etanol é um dos eventos que marcam os 30 anos do Programa Antártico Brasileiro (Proantar), gerenciado pela Marinha por meio da Secretaria da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (SECIRM).

Criado em janeiro de 1982, o Proantar tem realizado importantes pesquisas científicas em diversas áreas de conhecimento, de forma a respaldar a condição do Brasil de membro consultivo do Tratado da Antártica, assegurando a participação nacional nos processos decisórios relativos ao futuro daquele continente.

Acompanham o ministro da Defesa na missão à Antártica o comandante da Marinha, almirante-de-esquadra Julio Soares de Moura Neto, e o comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro-do-ar Juniti Saito.

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Chuva: governo vai acelerar mapeamento geológico de 250 municípios

Em função dos crescentes estragos provocados pela chuva em alguns estados, o governo decidiu acelerar o mapeamento geológico de 250 municípios para conhecer os riscos a que estão sujeitos em caso de tempestade.

Por Yara Aquino – Agência Brasil

A previsão era que esse mapeamento fosse concluído em 2014, mas a presidenta Dilma Rousseff determinou aos ministros que antecipassem a finalização do trabalho. Na próxima semana, a Casa Civil irá coordenar uma reunião com a Petrobras e representantes de universidades federais a fim de identificar geólogos dessas instituições que possam para reforçar o trabalho de mapeamento.

O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, disse só será possível estimar o novo prazo de conclusão do mapeamento após saber quantos profissionais estarão disponíveis para a tarefa. “Depois de feito esse mapeamento poderemos nos deparar inclusive com a necessidade de remover famílias de alguma regiões em função do risco geológico da área”, disse o ministro, hoje (18), após participar de reunião na Casa Civil com integrantes de ministérios como o da Ciência e Tecnologia e o do Meio Ambiente.

Segundo o ministro, a presidenta Dilma Rousseff determinou que os municípios que tiveram imóveis totalmente destruídos tenham prioridade no Programa Minha Casa, Minha Vida. A estimativa, segundo Bezerra, é que a demanda seja de 3 mil unidades habitacionais.

“A presidenta autorizou ao grupo de acompanhamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que todas as demandas que venham a surgir de estados e municípios que tiveram casas totalmente destruídas, que se abra espaço dentro do Minha Casa, Minha Vida. Já temos demandas que chegam de Minas Gerais e Rio de Janeiro e, na próxima semana, teremos os encaminhamentos após a reunião do grupo de acompanhamento do PAC”, explicou.

Fernando Bezerra informou que, devido à previsão de aumento da chuva em São Paulo e em Santa Catarina, vão ser instalados nos dois estados unidade do Centro de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais.

Ainda hoje, o ministro irá a Belo Horizonte para a transferência de R$ 25 milhões em recursos emergenciais ao estado. O governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, deverá entregar ao ministro o pleito de recursos para as obras de recuperação no estado.

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Reciclagem de dióxido de carbono

A contribuição do excesso de emissão de dióxido de carbono (CO2) para as mudanças climáticas globais tem levado a comunidade científica a buscar formas mais eficientes para estocar e diminuir o lançamento do composto para a atmosfera.

Por Elton Alisson – Agência FAPESP

Pesquisadores da Unesp de Presidente Prudente descobrem molécula capaz de capturar o gás atmosférico e convertê-lo em compostos que poderão ser utilizados no futuro por indústrias químicas (reprodução)

Um novo estudo realizado por pesquisadores do Laboratório de Química Orgânica Fina da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Presidente Prudente, abre a perspectiva de desenvolvimento de tecnologias que possibilitem capturar quimicamente o gás atmosférico e convertê-lo em produtos que possam ser utilizados pela indústria química para substituir reagentes altamente tóxicos utilizados hoje para fabricação de compostos orgânicos usados como pesticidas e fármacos.

Derivadas de um projeto de pesquisa apoiado pela FAPESP por meio do Programa Jovens Pesquisadores em Centros Emergentes, as descobertas do trabalho, intitulado “Estudo da fixação e ativação da molécula de dióxido de carbono com bases nitrogenadas”, foram publicadas na revista Green Chemistry, da The Royal Society of Chemistry.

O estudo demonstrou, pela primeira vez, que uma molécula, denominada DBN (uma base orgânica nitrogenada), é capaz de capturar dióxido de carbono, formando compostos (carbamatos) que podem liberar CO2 seletivamente a temperaturas moderadas. Dessa forma, a molécula poderá ser utilizada como modelo para pesquisas sobre a captura seletiva de dióxido de carbono de diversas misturas de gases.

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Estudantes descobrem fungo que degrada plástico

Estudantes do departamento de Biologia Molecular e Bioquímica da Universidade de Yale, Estados Unidos, descobriram que o fungo denominado Pestalotiopsis microspora pode degradar plástico.

Da CicloVivo

Várias espécies de fungo podem degradar plástico, ao menos parciamente, mas o Pestalotiopis microspora é o único que pode fazê-lo sem a presença de oxigênio. Imagem: Universidade de Yale

Várias espécies de fungo podem degradar plástico, ao menos parciamente, mas o Pestalotiopis é o único que pode fazê-lo sem a presença de oxigênio, algo fundamental para futuras aplicações em aterros.

A viagem de um grupo de estudantes para a Amazônia teve um resultado inesperado e potencialmente revolucionário: o descobrimento de um fungo que pode decompor ou degradar plástico.

Como parte do curso, os alunos realizaram um trabalho de campo na selva amazônica onde coletaram organismos endófitos – fungos ou bactérias que vivem pelo menos parte de sua vida simbioticamente nos tecidos das plantas sem causar doença.

Pria Anand, uma das estudantes decidiu investigar se os endófitos que haviam sido coletados no Equador em 2008 registravam atividade biológica na presença do plástico. Depois da graduação de Pria outros estudantes continuaram a pesquisa. Jeffrey Huang, por exemplo, investigou a capacidade dos organismos em quebrar ligações químicas.

Jonathan Russell, por sua vez, identificou as enzimas mais eficientes na decomposição do poliuretano, um plástico amplamente utilizado na produção de fibras sintéticas, componentes eletrônicos e espumas para isolamento térmico.

Russell também observou um dia que parte do plástico da Placa de Petri (instrumento de laboratório usado para a cultura de micróbios) tinha desaparecido. O que os alunos haviam descoberto é que o fungo denominado Pestalotiopsis microspora era capaz de degradar plástico.

“Esta descoberta mostra que podem acontecer coisas maravilhosas quando incentivamos a criatividade dos alunos”, disse Kaury Lucera, professora de Biologia Molecular da Universidade.

O uso de toneladas de plástico e as dificuldades de reciclagem são um grande desafio para a ciência. Sacolas plásticas são usadas muitas vezes por apenas alguns minutos – o tempo que leva para chegar do supermercado à casa, mas pode levar séculos para se decompor. Muitos acabam no mar, onde são comidas fatalmente pela fauna marinha.

Mas transformar uma descoberta do laboratório em uma ferramenta em escala industrial pode ser um processo longo. Russell adverte que o achado não é uma solução mágica, mas um passo modesto na direção de um objetivo importante.

Um novo grupo de estudantes está analisando se endófitos coletados de viagens recentes para a Amazônia podem ser usados para quebrar plásticos ainda mais difíceis de se decompor, como o poliestireno.

Os resultados da pesquisa foram publicados na revista Applied and Environmental Microbiology e as expedições na floresta foram financiadas pelo Instituto Médico Howard Hughes.

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Unesco testa sistema de alertas de tsunami

Objetivo é aperfeiçoar os procedimentos de comunicação de mensagens entre os Centros do Atlântico Nordeste e Mediterrâneo; Portugal, Cabo Verde e Grécia na lista dos 31 países que participam do teste.

Por Anelise Borges – Rádio ONU

Nesta quarta-feira (17), os 31 Estados-Membros da Comissão Oceanográfica Intergovernamental da Unesco participam do primeiro teste geral de comunicação do sistema de alertas de tsunami. Portugal, Cabo Verde, Espanha e Grécia estão na lista dos participantes.

O exercício inclui o envio de mensagens através de email, fax, e do sistema de telecomunicações global do Observatório de Istambul, na Turquia, para todos os centros nacionais e de pontos de alerta de tsunami.

Transmissão Rápida

O objetivo é aperfeiçoar os procedimentos de comunicação de mensagens de alerta entre os Centros do Atlântico Nordeste, Mediterrâneo e de mares de conexão. Para a Comissão, um sistema rápido de transmissão de informações é crucial.

A diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, disse que a catástrofe no Japão demonstrou de forma dramática como os desastres naturais estão aumentando em número e impacto. Segundo ela, isto exige as melhores ferramentas para antecipar riscos. Embora a forte atividade sísmica seja historicamente mais frequente no Oceano Pacífico, a zona nordeste do Atlântico e o Mar Mediterrâneo são regiões propensas a tsunami.

Lisboa

Dezenas de milhares de vítimas e grandes danos atingiram as cidades costeiras da região. Um dos casos históricos foi o terremoto da zona de falha em Açores e Gibraltar e o consequente tsunami que destruiu a cidade de Lisboa em 1755.

O sistema de alertas de tsunami para o nordeste do Atlântico e Mediterrâneo é um dos quatro sistemas de aviso antecipados regionais que são coordenados pela Comissão Oceanográfica Intergovernamental da Unesco. Sistemas semelhantes já existem para os oceanos Pacífico e Índico e para o Caribe.

Um teste mais abrangente de um cenário de tsunami envolvendo a participação dos meios de comunicação vai ser realizado em 2012.

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CTNBio vota hoje liberação comercial de feijão transgênico

A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) deve decidir hoje (11) sobre a liberação comercial de feijão geneticamente modificado. As variedades, produzidas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), são resistentes ao vírus do mosaico dourado, principal praga da cultura do grão no Brasil e na América do Sul.

Por Luana Lourenço – Agência Brasil

O pedido de liberação foi feito em dezembro de 2010 pela Embrapa e é o segundo item da pauta de votações de hoje da CTNBio, responsável pela liberação comercial de organismos geneticamente modificados no Brasil.

Um dos responsáveis pelo projeto, o pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia Francisco Aragão disse que a aprovação do feijão transgênico pode reduzir significativamente o índice de perda nas lavouras. “O vírus do mosaico dourado ocorre em todas as regiões em que se planta feijão no Brasil e as perdas anuais equivalem a uma quantidade que poderia alimentar entre 9 milhões e 18 milhões de pessoas adultas”, compara.

Aragão disse ainda que a pesquisa para chegar ao grão geneticamente modificado durou dez anos e é a primeira desenvolvida exclusivamente por uma instituição pública brasileira.

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Tecnologia espacial vai monitorar patrimônios da Humanidade

A iniciativa é resultado de uma parceria entre a Academia Chinesa de Ciências e a Unesco.

Por Anelise Borges – Rádio ONU

Fenômeno de Ilulissat Icefjord, na Groelândia, é monitorado do espaço

Nesta segunda-feira, 25 de julho, a Unesco inaugura um Centro Internacional para o uso de Tecnologias Espaciais em benefício do Patrimônio Cultural e Natural.

O Centro Internacional é o resultado de uma parceria entre a agência da ONU e o Centro de Observação da Terra, instituição da Academia Chinesa de Ciências.

Assistência Técnica

A intenção é fazer uma ponte entre governos e instituições internacionais, além de compartilhar conhecimentos. O Centro vai fornecer assistência técnica ao monitoramento, documentação, modelagem e apresentação do patrimônio cultural e natural.

Segundo a Unesco, apesar do grande esforço na proteção de patrimônios da Humanidade, “nem sempre existe acesso a ferramentas científicas e tecnológicas de proteção da diversidade cultural e natural”.

De acordo com a diretora-geral asisstente da Unesco, Gretchen Kalonji, o “Centro Internacional para uso de Tecnologias Espaciais em benefício do Patrimônio Cultural e Natural é um passo para fortalecer a assistência de seus Estados-membros”.

Há 10 anos, a Unesco convida agências espaciais e instituições de pesquisa do espaço para estimular a proteção do Patrimônio Mundial. Além da Academia Chinesa de Ciências, um outro parceiro nesta área é a Agência Espacial Europeia.

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Agrotóxicos biológicos não precisam mais apresentar o símbolo da caveira nas embalagens

Da Agência Brasil

Os agrotóxicos biológicos de controle de pragas, menos agressivos à saúde humana que os defensivos químicos tradicionais, não são mais obrigados a apresentar, em embalagens e bulas, o símbolo da caveira (desenho de um crânio humano sobre dois ossos em X). A liberação foi autorizada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

A decisão faz parte de um programa governamental de incentivo ao registro de produtos biológicos, que busca ampliar o uso de defensivos desse tipo, conhecidos tecnicamente como produtos biológicos de controle, e reduzir o prazo para avaliação dos pedidos de certificação.

A decisão, publicado no Diário Oficial da União, considerou as conclusões do Comitê Técnico para Assessoramento para Agrotóxicos (CTA), que reúne integrantes do Mapa, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

O governo espera que, até 2015, de 7% a 10% dos agrotóxicos autorizados para venda no Brasil sejam biológicos. Hoje, eles representam apenas 3% do segmento. Das 1.430 marcas comerciais permitidas, apenas 41 são biológicas ou semelhantes.

A lista dos agrotóxicos que tem venda autorizada no Brasil está disponível no endereço eletrônico do Mapa na internet.

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Departamento da ONU elogia modelo brasileiro de economia sustentável

Economista do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais citou programas de energia limpa e progressos na área dos bicombustíveis.

Por Mônica Villela Grayley – Rádio ONU

O Brasil está no caminho certo quanto à produção de tecnologias limpas. A opinião é do economista indiano Nikhil Chandavarkar.

Segundo o chefe de Comunicação para o Desenvolviomento Sustentável do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU, Desa, o programa de biocombustíveis brasileiros pode servir de exemplo para vários países.

Progressos Enormes

“Eu acho que o Brasil está numa situação muito privilegiada. Porque em comparação com outros países já é um país muito verde, no sentido de que depende de energias limpas. Já fez progressos enormes. O Brasil, por exemplo, em biocombustíveis, pode até servir de exemplo para outros países. Em outra entrevista, eu dei o exemplo do Brasil porque havia lá interesse em biocombustíveis como maneira de reduzir emissões. Eu acho que o Brasil está no caminho certo.”

O economista indiano que trabalhou vários anos no escritório do Banco Mundial em Brasília falou à Rádio ONU sobre o relatório do Desa a respeito da sustentabilidade do planeta nas próximas décadas.

No documento, lançado nesta terça-feira, economistas das Nações Unidas alertaram para a necessidade de investimentos anuais equivalentes a quase R$ 3 trilhões em tecnologias limpas.

De acordo com o relatório, “O Mundo Econômico e a Pesquisa Social 2011”, se nada for feito, nas próximas décadas, o planeta poderá estar inabitável. O relatório servirá de base para a Conferência Rio + 20, marcada para junho de 2012 no Rio de Janeiro.

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