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Textos com Etiquetas ‘Inflação’

Queda nos preços dos alimentos freia Índice de Preços ao Produtor

Por Vitor Abdala – Agência Brasil

A queda nos preços dos alimentos freou a alta da inflação medida pelo Índice de Preços ao Produtor (IPP) no mês de abril. O IPP, que mede a variação de preços dos produtos na saída das fábricas, isto é, sem impostos ou custos de frete, variou 0,34% em abril, abaixo dos índices verificados nos meses de março deste ano (0,39%) e abril de 2010 (0,40%).

A redução no ritmo da inflação foi influenciada, principalmente, pela queda de 1,21% no preço dos alimentos industrializados, segundo dados divulgados hoje (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o gerente do IPP, Alexandre Brandão, os alimentos vêm tendo reduções de preços desde o início de 2011 e já acumulam queda de 1,50% no ano, ao contrário de 2010, quando houve alta. “Neste mês, especificamente, começamos a ver a entrada da safra da cana, então o preço do açúcar cai, a safra da laranja também provoca a queda no preço da laranja etc.”, disse Brandão.

As maiores influências para a queda dos preços dos alimentos foram o açúcar cristal, o açúcar demerara (tipo de açúcar cristal, mas mais escuro porque não passa por processo de branqueamento) e o suco concentrado de laranja.

Apesar do comportamento dos alimentos, a inflação chegou a 0,34%, um reflexo da alta nos preços em 13 das 23 atividades pesquisadas pelo IBGE, em especial nos setores de refino de petróleo e produtos de álcool (inflação de 2,45%), metalurgia (2,41%) e outros produtos químicos (0,56%).

“No caso do refino, temos o preço do álcool, que está subindo, assim como o do querosene de aviação e do nafta, que é um produto vem crescendo ao longo do tempo. O nafta, em especial, também impacta o setor de químicos. No setor de químicos, há ainda uma recuperação dos

preços que caíram com a crise de 2008. No caso da metalurgia, isso se deve a novas negociações e contratos onde eles puderam aumentar o preço”, destacou Brandão.

O Índice de Preços ao Produtor acumulado no ano chega a 1,74% e no acumulado de 12 meses, a 6,73%.

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Preços da gasolina e do etanol voltam a cair na média nacional

Na cidade de São Paulo, o preço médio do etanol caiu 4,00% e no município do Rio, 4,70%. Em Brasília, a queda chegou a 6,69% para o combustível, enquanto no Paraná, a redução foi de 9,62% e no Ceará, de 4,48%

Da ANP

Os preços do etanol e da gasolina comum mantiveram a trajetória de queda na quarta semana de maio, na média nacional, de acordo com o Levantamento de Preços da ANP realizado entre 22 e 28 de maio. No Brasil, o preço médio da gasolina “C” comum, que contém 25% de etanol anidro, foi de R$ 2,813/l, apresentando uma redução de 1,68%, em relação à semana anterior, queda superior a que ocorreu na terceira semana do mês, que foi de 1,28%. Já o preço médio de revenda do etanol hidratado no país caiu 4,58%, no mesmo período, e passou para R$ 1,981/l. A redução foi inferior à ocorrida na terceira semana do mês, quando o preço recuou 6,65% em relação à segunda semana do mês.

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Mercado reduz pela quarta semana seguida projeção para inflação oficial em 2011

Analistas e investidores do mercado financeiro reduziram pela quarta semana consecutiva a projeção da inflação oficial para este ano. Segundo o boletim Focus, divulgado hoje (30) pelo Banco Central, a expectativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 6,27% para 6,23%.

Por Daniel Lima – Agência Brasil

Já a perspectiva para a taxa básica de juros (Selic) foi mantida em 12,50% ao ano. Apenas os preços administrados pelo governo tiveram elevação nas projeções, passando de 4,95% para 5% em 2011.

No caso da estimativa para a taxa de câmbio, houve uma leve redução, de R$ 1,62 para R$ 1,61. O mercado financeiro acredita ainda em uma redução da relação entre a dívida líquida do setor público e o Produto Interno Bruto (PIB), que deve fechar o ano em 39,20% e não mais nos 39,23% projetados anteriormente.

Os analistas mantiveram em 4% a estimativa de crescimento da economia este ano. A expansão da produção industrial também foi mantida, em 3,73%.

No setor externo também não houve alterações. O déficit em conta-corrente permaneceu em US$ 60 bilhões, com o saldo da balança comercial projetado em US$ 20 bilhões e os investimentos estrangeiros diretos em US$ 50 bilhões.

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IGP-M recua em maio

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) variou 0,43%, em maio. Em abril, o índice variou 0,45%. O IGP-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

Da FGV

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) apresentou taxa de variação de 0,03%. No mês anterior, a taxa foi de 0,29%. O índice relativo aos Bens Finais variou -0,11%, em maio. Em abril, este grupo de produtos mostrou variação de 0,71%. Contribuiu para a desaceleração o subgrupo alimentos processados, cuja taxa de variação passou de 0,38% para -0,74%. Excluindo-se os subgrupos alimentos in natura e combustíveis, o índice de Bens Finais (ex) registrou variação de -0,05%. Em abril, a taxa foi de 0,24%.

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Planejamento prevê crescimento menor do PIB e inflação mais alta

Por Daniel Lima e Kelly Oliveira – Agência Brasil

Brasília – O governo reduziu a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano de 5% para 4,5% e elevou a estimativa de inflação pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 5% para 5,7%. As novas projeções constam do segundo relatório bimestral de avaliação de receitas e despesas do governo, divulgado pelo Ministério do Planejamento.

O relatório também mostra que o governo estimou a elevação do Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), de 6,28% para 7,01%.O IGP-DI é o balisador dos reajustes de aluguéis e preços públicos controlados, como energia elétrica e telefonia.

Foi mantido o esforço fiscal, divulgado nas avaliações de fevereiro e março, de R$ 50,1 bilhões em relação ao volume total de gastos aprovado pelo Congresso Nacional para 2011.

Os técnicos também reduziram a estimativa para a taxa de câmbio média, que passou de R$ 1,70 para R$ 1,61. A projeção para a evolução da massa salarial passou de 10,96% para 11,71%. O salário mínimo utilizado no cálculo é o vigente, de R$ 545.

O ministério também passou a trabalhar com a hipótese de petróleo mais caro. A estimativa para o preço médio do barril subiu de US$ 98,34 para US$ 103,31.

Para a taxa básica de juros (Selic) média, a projeção passou de 11,58% ao ano para 11,74%.

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IPCA-15 de maio fica em 0,70%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) apresentou variação de 0,70% no mês de maio, um pouco abaixo do resultado de 0,77% de abril. No acumulado do ano, a variação situou-se em 3,86 %, acima dos 3,16% referentes a igual período do ano anterior. Considerando os últimos 12 meses, o índice ficou em 6,51%, pouco maior que os 12 meses anteriores (6,44%). Em maio de 2010 a taxa havia ficado em 0,63%.

Do IBGE

A diferença de 0,07 ponto percentual da taxa de abril (0,77%) para maio (0,70%) é explicada, principalmente, pelos grupos alimentação e bebidas, que passou dos 0,79% para 0,54%, e transporte, que, de 1,45%, foi para 0,93%.

O menor ritmo de crescimento nos preços do grupo dos alimentos (de 0,79% em abril para 0,54% em maio) se deveu aos produtos in natura e por aqueles consumidos fora do domicílio. O tomate ficou 9,18% mais barato no mês, assim como as frutas (-2,90%) e as hortaliças (-1,51%), que também tiveram reduções em seus preços. Nas refeições fora, item importante no orçamento das famílias, com peso de 4,54% no índice, a redução na taxa de crescimento foi significativa, passando dos 0,91% de abril para 0,47% em maio. Já os lanches consumidos fora, chegaram a apresentar queda de 0,63%, enquanto haviam subido 0,54% em abril.

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Brasil assiste a ‘revolução’ das babás, diz ‘New York Times’

Da BBC Brasil

Uma reportagem publicada nesta sexta-feira pelo diário americano The New York Times relata o que chama de “revolução” das babás no Brasil, com o aumento dos salários e da mobilidade social na profissão.

Intitulada “Babás ascendentes chegam à classe média brasileira”, a reportagem diz que essa revolução “está destruindo o estereótipo colonial da ajuda doméstica barata, mas dedicada, na América Latina”.

“Conforme aumentam suas expectativas por uma melhor qualidade de vida, as babás estão cada vez mais procurando trabalhar para os muito ricos e se tornando menos acessíveis para muitas famílias de classe média”, diz o texto.

Para o jornal, a situação vem criando tensões sociais num país em que mais mulheres vêm entrando no mercado de trabalho sem ter o acesso aos desenvolvidos sistemas de creches que existem em algumas nações industrializadas.

“Estão se apagando rapidamente os dias em que babás vestidas de branco trabalhavam por um salário humilhante, com apenas dois dias de folga a cada 15 dias. Babás mais qualificadas estão se recusando a trabalhar nos fins de semana e exigindo salários que são de duas a quatro vezes maiores do que ganhavam há apenas cinco anos”, diz o texto.

Apartamento, casa e terreno

A reportagem cita o economista Marcelo Neri, da Fundação Getúlio Vargas, segundo quem os salários médios das babás subiram 34% em termos reais entre 2003 e 2009 – mais que o dobro da média geral dos trabalhadores brasileiros -, enquanto a carga de trabalho caiu 5%, para 36,2 horas por semana.

Segundo Neri, a situação reflete a ascensão da classe média brasileira, que cresceu de 37% da população, em 2003, para 55% em 2010.

A reportagem cita exemplos como o da babá Andreia Soares, de 39 anos, que com um salário de cerca de R$ 5 mil mensais trabalhando para uma família de classe alta de São Paulo conseguiu ganhar dinheiro suficiente na profissão para comprar um apartamento de dois quartos, uma casa para a mãe e um terreno para o irmão e já planeja a compra de um carro que custa mais de R$ 60 mil.

Apesar do progresso, o jornal observa que “alguns economistas estão céticos sobre quanto tempo mais a revolução pode durar”.

Neri lembra que os brasileiros ainda têm um nível educacional baixo, e Rodrigo Constantino, economista da consultoria Graphus Capital, disse que a falta de investimentos em educação no Brasil deve impedir que muitos trabalhadores domésticos encontrem outros trabalhos mais bem remunerados. Ele adverte ainda que os incessantes pedidos de aumentos salariais podem alimentar a inflação.

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Projeção para inflação oficial este ano volta a cair e chega a 6,31%

Kelly Oliveira – Agência Brasil

Brasília – A projeção de analistas do mercado financeiro para a inflação oficial neste ano caiu pela segunda semana seguida. A estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 6,33% para 6,31%, segundo o boletim Focus, publicação semanal do Banco Central (BC) feita com base em projeções para os principais indicadores da economia. Para 2012, a estimativa para o IPCA permanece em 5%.

Apesar da queda, a estimativa para o IPCA neste ano está longe do centro da meta de inflação de 4,5%, mas dentro do limite superior de 6,5%. Cabe ao BC perseguir a meta de inflação e, para isso, o principal instrumento usado é a taxa básica de juros, a Selic. Na avaliação dos analistas, essa taxa, atualmente em 12% ao ano, deve encerrar 2011 em 12,50% ao ano. A previsão para o final de 2012 é de 12,25% ao ano.

O boletim Focus também traz projeção para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), que neste ano deve ficar em 5,90%, contra 5,82% previstos anteriormente. Em 2012, a expectativa para esse índice passou de 4,78% para 4,79%.

A estimativa para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) caiu de 7% para 6,94%, neste ano. No caso do Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), passou de 6,92% para 6,81%. Para esses dois índices, a previsão para 2012 é 5%.

A estimativa dos analistas para os preços administrados subiu de 4,80% para 4,95%, em 2011, e permanece em 4,50%, no próximo ano. Os preços administrados são aqueles cobrados por serviços monitorados, como combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação, saneamento, transporte urbano coletivo, entre outros.

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Indústrias alimentícias no Brasil: bom apetite

Por Max Gonzales do mergermarket publicado no blog do FT.com – Tradução por Sandro Araújo

O crescimento econômico do Brasil durante a última década levou a várias mudanças – uma das quais foi o aumento do consumo de alimentos. Famílias de baixo poder aquisitivo que antes talvez mantivessem distância dos supermercados estão agora lotando os corredores para comprar alimentos industrializados que cabem no seu orçamento pela primeira vez.

Inevitavelmente, o crescimento foi acompanhado pela consolidação. O divisor de águas foi a aquisição da Sadia, um processador de carne, por sua rival Perdigão para criar a Brasil Foods em 2009. Em 2010, a indústria da alimentação no Brasil viu 17 negócios avaliados em 849 milhões de dólares – comparado com apenas 4 negócios valendo 145 milhões em 2005, de acordo com dados coletados por mergermarket.

O processo continua. Em uma negociação anunciada em 11 de maio, Tangará Foods do Espírito Santo, uma empresa de leite, café e comida processada, anunciou que pode pagar 15,6 milhões de dólares por uma participação de 51% na distribuidora de alimentos Sanes Brasil, baseada no Rio de Janeiro. O comprador é a 70ª maior empresa de alimentação no Brasil, como vendas de 1,1 bilhões de reais (679 milhões de dólares) em 2010, quando atingiu um novo recorde de lucro em 143 milhões de reais, 73% mais que em 2009.

Esta não é a primeira aquisição da Tangará neste ano. Em março, a empresa adquiriu a Lativale, uma produtora de produtos lácteos do Rio Grande do Sul, incluindo produção de leite no seu portifólio. E em 2009, a empresa se internacionalizou, ao comprar 50% de participação da Caturra Coffee, baseada nos EUA.

A consolidação é um caminho seguro para capturar crescimento na indústria de alimentos industrializados, turbinado pelo aumento do poder aquisitivo da população, diz Renato Prado, analista da indústria da alimentação e varejo do Banco Fator. “Quando a renda da população aumenta, seus hábitos de consumo mudam, como comprar mais comida industrializada ao invés de frutas ou cereais”.

Empresas como Tangará e Brasil Foods também tomam vantagem das maiores margens de lucro oferecidas pelos alimentos industrializados. Prado sublinha a margem de 15% de EBITDA da Brasil Foods no 4o Trim/2010. “Será maior no longo prazo. Em um cenário de aumento dos preços das commodities é muito provável que os preços dos alimentos industralizados não irá cair”.

De fato, os preços dos alimentos industralizados no Brasil aumentaram em 0,48% em março e 0,29% em abril, de acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), uma universidade e centro de pesquisa. Isto segue um aumento no consumo em 16% por pessoas de baixa renda em 2010, de acordo com a Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS).

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Inflação deve cair, mas não atingirá centro da meta em 2011, diz Tombini

Flávia Villela – Agência Brasil

Rio de Janeiro – O arrefecimento do comércio, apontado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e a queda no preço da gasolina vão contribuir para a diminuição da inflação nos próximos meses. O centro da meta (4,5%), entretanto, só deve ser alcançado em 2012, segundo o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini.

“Qualquer redução de inflação a um nível setorial ajuda o processo. Agora, nós temos um período à frente para fazer com que a inflação convirja para o centro da meta em 2012”, disse durante o 12º Seminário de Metas para a Inflação, no Rio de Janeiro.

Tombini falou que, para 2011, a inflação deve chegar, no máximo, aos 6,5%, dentro da margem de dois pontos percentuais acima da meta de 4,5%, estabelecida pelo Banco Central.

Ele explicou que três pontos fortes contribuem para o alcance da meta em 2012: a manutenção da taxa de juros do Comitê de Política Monetária (Copom), a política de redução de crédito e o corte de despesas do governo. Todos, segundo ele, já sendo implementados.

Durante o discurso, Tombini explicou que a inflação é um problema mundial, mas que o Brasil tem todas as condições de continuar a crescer de forma autossustentável, mantendo a inflação baixa de forma responsável.

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