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EUA devem aceitar Brasil como parceiro

Os Estados Unidos devem encarar o Brasil como um “ator internacional complexo”, cuja influência nas grandes questões mundiais “crescerá”, indica um relatório do Council on Foreign Relations (CFR), lançado nesta semana em Nova York.

Da RNW

Arquivo/RNW

Intitulado “Brasil Global e as relações EUA-Brasil”, o relatório convida as autoridades americanas a “reconhecer a posição do Brasil como ator global, tratar seu surgimento como uma oportunidade para os Estados Unidos trabalharem com o Brasil para desenvolver políticas complementares”.

A irrupção do Brasil no cenário mundial deu lugar a relações às vezes tensas com os Estados Unidos, em meio às disputas entre as potências emergentes e os países industrializados em áreas como política monetária, comércio ou a resolução de conflitos.

“É de interesse dos Estados Unidos entender o Brasil como um complexo ator internacional cuja influência nas grandes questões mundiais atuais apenas deverá aumentar”, afirma o CFR ao resumir as conclusões deste documento preparado por um grupo de 30 especialistas patrocinado por essa organização.

Os especialistas recomendam também ao presidente Barack Obama que “apoie de forma plena a candidatura do país a uma cadeira como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU“, argumentando que desse modo serão superadas “as persistentes suspeitas” em relação à sua falta de compromisso em ter uma “relação madura” com o Brasil.

Outras recomendações são que o Congresso americano inclua “a eliminação de tarifas alfandegárias para o etanol” em qualquer projeto que contemple a reforma do regime de crédito impositivo dos biocombustíveis, e que os Estados Unidos deem o “primeiro passo” para incluir o Brasil em seu programa de isenção de vistos.

O Council on Foreign Relations, fundado em 1921 em Nova York, é uma organização americana apartidária dedicada à política externa e que publica a revista Foreign Affairs.

O grupo de trabalho do CFR sobre Brasil é presidido pelo ex-secretário americano de Energia Samuel W. Bodman, e pelo ex-presidente do Banco Mundial James Wolfensohn.

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EUA não vão dar calote na dívida, garante secretário do Tesouro

O secretário do tesouro norte-americano, Timothy Geithner, garantiu, neste domingo, que os Estados Unidos não deixarão de pagar sua dívida. Republicanos e democratas não conseguem chegar a um acordo para elevação do teto legal da dívida e o Tesouro afirma que não poderá mais arcar com seus compromissos a partir de 2 de agosto.

Por Ana Carolina Dani – RFI

“Não vamos nos tornar inadimplentes e os membros do Congresso compreendem isso”, afirmou Geithner, repetindo que um acordo deve ser encontrado até o dia 2 de agosto. Depois desta data, o Tesouro norte-americano afirma que não poderá mais garantir os compromissos tomados juntos a seus credores no mercado.

“Não há nenhuma possibilidade de dar mais tempo ao Congresso”, insistiu o secretário norte-americano.

O presidente da Câmara dos Representantes, o republicano John Boehner, anunciou, neste sábado, que renunciava a chegar a um “acordo amplo” sobre a divida com a Casa Branca. Em um comunicado, ele disse que iria, a partir de agora, se consagrar a encontrar medias de “menor amplitude” sobre a questão da dívida.

Republicanos e democratas discutem no Congresso um acordo orçamentário que permitiria elevar o teto da dívida, atualmente em US$ 14,3 trilhões (R$ 22,3 trilhões). O Congresso precisa elevar o limite de endividamento do país para evitar que um default, ou seja, suspensão de pagamento, recoloque o país na recessão e derrube os mercados financeiros.

Mas os congressistas não conseguem resolver o impasse. Os democratas insistem que aumentos de impostos sejam considerados, enquanto os republicanos argumentam que isso prejudicaria a já frágil recuperação da economia e exigem cortes de gastos.

FMI

Em entrevista transmitida neste domingo pela rede de tevê ABC, a nova diretora geral do FMI, Christine Lagarde, disse que um calote norte-americano teria consequências “deploráveis” para os Estados Unidos e para o resto do mundo. Segundo ela, será um “choque” e uma “péssima notícia” se as negociações entre democratas e republicanos não forem concluídas até o dia 2 de agosto.

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Irã faz demonstração de força ao lançar 14 mísseis

Comentário: é incrível como as “Potências Ocidentais”, em especial aquelas que venceram a Segunda Grande Guerra revestem-se do papel de “defensores da humanidade” e “demonizam” todos os que se voltam contra esta postura. Diversos países foram listados como integrantes do “eixo do mal” exatamente por isto. Não se trata aqui de uma defesa de regimes totalitários como o da Coréia do Norte. Mas não há diferença do tratamento dispensado em Guantánamo pelo “Grande Irmão” ou ainda os milhares de civis mortos no Iraque e no Afeganistão em relação ao igual tratamento dispensado pelos países do “eixo do mal”. Mas a “grande opinião pública” está do lado dos “defensores da humanidade”. É necessário visão crítica e entender até que ponto atitudes como esta do Irã são defensivas ou ofensivas. Israel, por exemplo, contra tudo e contra todos, possui armas nucleares – e a “grande opinião pública” bate palmas e aceita a justificativa de auto-defesa. Enquanto isto a população Palestina vive à míngua.

O Irã lançou nesta terça-feira testes com 14 mísseis de curto e médio alcance. Os testes foram realizados no segundo dia de exercícios militares iranianos que têm como objetivo mostrar a potência do país para os inimigos Israel e Estados Unidos.

Da RFI

Reuters

Os Guardiões da Revolucão do Irã testaram 14 mísseis nesta terça-feira, 28/06/2011.

Os mísseis de fabricação iraniana foram lançados sobre um mesmo alvo, informou a agência oficial Irna. Treze dos 14 mísseis eram modelos de curto alcance, com capacidade para atingir entre 300 a 500 quilômetros de distância. Um único teste foi realizado com o míssil Ghadr, de médio alcance, que pode atingir alvos a até dois mil quilômetros de distância. Os testes integram os dez dias de exercícios militares “defensivos” realizados todos os anos pelos Guardiões da Revolução.

Apesar do Irã ter afirmado que os exercícios são uma mensagem de paz e de amizade aos países da região, o míssil Ghadr tem capacidade para atingir Israel, inimigo jurado da República islâmica, assim como bases americanas no Oriente Médio. O comandante das forças aéreas iranianas, Amir Ali Hajizadeh, afirmou que hoje que o país está pronto para atacar Israel e os alvos americanos na região.

O programa de mísseis iraniano preocupa as potências ocidentais que temem que Teerã use essa capacidade balística para lançar eventuais ogivas nucleares. Os Estados Unidos e Israel não descartam uma ação militar contar o Irã caso fracassem as negociações diplomáticas para que o país renuncie ao seu programa nuclear civil, suspeito de ser uma fachada para a produção de armas atômicas. Teerã nega essas acusações.

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Brasil vence Estados Unidos em disputa na OMC sobre suco de laranja

O Brasil venceu os Estados Unidos em uma disputa na Organização Mundial do Comércio (OMC) envolvendo as tarifas antidumping aplicadas pelos norte-americanos na importação de suco de laranja brasileiro. Os técnicos da OMC examinaram os detalhes do processo e ordenaram a retirada das sobretaxas nos percentuais de 5,26% e 8,13%.

Por Renata Giraldi – Agência Brasil

O prazo dado ao governo dos Estados Unidos para recorrer da decisão do painel da OMC em favor do Brasil acaba hoje (17). Mas diplomatas que acompanham as discussões informaram que os norte-americanos desistiram do recurso. O Itamaraty divulgou um comunicado informando sobre a decisão da OMC e a posição dos Estados Unidos.

“O Brasil recebe com satisfação essa decisão, que reforça o sistema multilateral de comércio, em geral, e o mecanismo de solução de controvérsias da OMC, em particular”, informa o texto. “O desfecho exitoso desse litígio confirma o acerto da estratégia brasileira de iniciar o caso na OMC, o qual se somou a casos semelhantes abertos por mais nove membros da organização e contribuiu para consolidar jurisprudência multilateral contrária a essa prática.”

As negociações começaram em setembro de 2009. O Brasil apelou à OMC para analisar o uso, em procedimentos antidumping, do mecanismo denominado zeroing. Por esse instrumento, as operações de venda em que o valor de exportação do produto é superior ao seu valor normal no mercado doméstico são ignoradas no cálculo da margem de dumping.

De forma otimista, o governo brasileiro indicou, no texto divulgado pelo Itamaraty, que a controvérsia foi encerrada. “O Brasil confia que os EUA darão pleno cumprimento às determinações do painel no prazo de nove meses acordado entre as partes para implementação.”

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Organização de Cooperação de Shanghai criará novo modelo de cooperação multilateral

Comentário: Durante o auge da “Guerra Fria”, os EUA mantinham sua influência através da OTAN e a extinta União Soviética através do Pacto de Varsóvia. Com o esfacelamento da URSS, vários países migraram para a OTAN e o Pacto morreu por “inanição”. Com a Organização de Cooperação de Shangai, a China move o tabuleiro da influência internacional e se coloca de maneira mais presente como antagonista dos EUA. Ao declarar que a nova organização não será uma “Otan Oriental”, joga para a platéia: o objetivo é exatamente esse…

A Declaração de Astana nos dez anos do estabelecimento da Organização de Cooperação de Shanghai, assinada na quarta-feira (15), definiu a futura trajetória do desenvolvimento da entidade. Se afastando da possibilidade de se tornar a chamada “União Europeia Oriental” ou a “Otan Oriental”, a entidade decidiu criar um novo modelo de cooperação multilateral e os novos conceitos de parceria.

Por Li – CRI

Quando do estabelecimento, há dez anos, a Organização de Cooperação de Shanghai tinha como objetivo promover a segurança e o desenvolvimento por meio de cooperação. Passada uma década, a entidade reforça o caráter de estabelecimento de parcerias e vem ganhando influência no palco internacional.

O novo modelo definido pela Organização tem duas partes principais. Primeiro, para os países membros, a entidade dá prioridade à solução das questões básicas relacionadas à estabilidade e ao desenvolvimento econômico da região. Os projetos de cooperação definidos na Declaração nos 10 Anos são concretos e pragmáticos, tanto nas áreas de segurança, como nos campos econômico ou humano.

Por outro lado, sendo uma organização internacional, a entidade reforça o papel positivo na democratização das relações internacionais, posicionando-se nas questões do Afeganistão, do Oeste Asiático e do Norte da África. Se opondo à interferência de forças armadas e se posicionando à favor do reforço do papel das Nações Unidas nas disputas, a Organização de Cooperação de Shanghai já se cresceu como uma força construtora da paz regional.

A declaração destina grande espaço às análises dos panoramas internacional e regional. O que mostra que para a entidade, o maior desafio no futuro será as complexas transformações internacional e regional. A organização já se prepara para enfrentar as diversas dificuldades com uma atitude mais ativa. Segundo a declaração, o bloco continuará dando prioridade à cooperação em segurança e economia, em particular nas áreas estreitamente relacionadas com o bem-estar da população.

A Organização de Cooperação de Shanghai é a única organização internacional que foi batizada com o nome de uma cidade chinesa e que tem seu secretariado no território chinês.

Após a cúpula de Astana, capital do Cazaquistão, a China assumiu a presidência rotativa da organização e definiu os anos 2011 e 2012 como Anos de Boa Vizinhança para a entidade, na busca para intensificar intercâmbios entre os países membros. Outro trabalho que a China quer destacar é a cooperação econômica, com o fim de melhorar o nível de vida das populações. Por fim, nos próximos dias, a organização vai mostrar mais “caráter da Ásia e do Pacífico”, tal como disse na declaração, o bloco é capaz de promover a formação da estrutura de segurança e de cooperação da Ásia e do Pacífico.

A década seguinte é o período chave para a Organização de Cooperação de Shangai. O bloco terá mais progresso com a implementação do novo modelo de cooperação multilateral.

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Queda do risco da dívida brasileira representa reconhecimento da política fiscal, diz secretário do Tesouro Nacional

Comentário: o imbroglio da não-autorização, pelo Congresso dos EUA, de aumento do limite de endividamento do país tem levado a temores de default (moratória) da dívida. Este fato tem trazido impacto negativo no cálculo do Credit Default Swap, que encontra-se superior ao índice brasileiro pela primeira vez na história. É possível (e bem provável) que seja um fato efêmero e isolado – e por isto mesmo não deveríamos festejar tanto. Mas como já visto noutro artigo deste blog, a Dívida Pública dos EUA está em níveis próximos do insustentável e isto pode sim sinalizar um possível default no futuro…

A queda do risco de calote da dívida do Brasil para níveis inferiores aos dos Estados Unidos representa o reconhecimento da política fiscal do país nos últimos anos, disse hoje (15) o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin. Em audiência na Comissão Mista de Orçamento, ele afirmou que a política de superávits primários (economia para pagar os juros da dívida pública) e de redução gradual da dívida líquida do setor público permitiu a melhoria da percepção dos investidores internacionais em relação à economia brasileira.

Por Wellton Máximo – Agência Brasil

“Essa é uma demonstração de que os resultados [da política fiscal brasileira] são reconhecidos pelo mercado. Isso reflete a estratégia de cumprimento de metas fiscais que temos conseguido apresentar e colocar para o país”, afirmou o secretário.

Convidado para falar sobre o cumprimento das metas fiscais, a execução do Orçamento de 2011 e a preparação do Orçamento de 2012, o secretário apresentou números de cumprimento das metas para as contas públicas. Segundo Augustin, o esforço fiscal permitiu a redução da dívida líquida de 54,8% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2003 para 39,85% em abril deste ano. “Existe uma forte tendência na redução da dívida líquida. Não é à toa que os agentes econômicos vêm reconhecendo os fundamentos da economia brasileira.”

Em relação ao cumprimento das metas fiscais, Augustin ressaltou que o superávit primário nos quatro primeiros meses do ano atingiu R$ 40,69 bilhões, quase metade da meta de R$ 81,76 bilhões para todo o ano. “Em 2009 e 2010, reduzimos resultado primário para a reativação da economia. Agora, com a economia em expansão, estamos voltando aos resultados de antes da crise.”

Mais cedo, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, também tinha comemorado a redução do risco de o Brasil deixar de pagar a dívida. Em entrevista no Palácio do Planalto, o ministro afirmou que o fato significa a solidez da economia brasileira.

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Pela primeira vez na história, risco Brasil é menor que risco EUA

Comentário: em diversos artigos aqui do blog já tocamos no assunto do enorme endividamento dos EUA e da possível incapacidade de pagamento. Agora os números começam a mostrar claramente esta tendência, enquanto agências de risco já cogitam rebaixar os títulos da dívida estadunidense. Um dos cernes da questão é a negativa ou a demora do congresso em aumentar o limite de endividamento do governo federal (de lá).

Pela primeira vez na história, os investidores enxergam mais risco de calote dos Estados Unidos que do Brasil.

Da coluna de Guilherme Barros (iG)

O Credit Default Swap (CDS) de um ano – instrumento de proteção contra o risco de um devedor não cumprir suas obrigações – do Brasil tem sido negociado abaixo do norte-americano.

“Ainda que circunstancial, trata-se de algo inédito na história ou mesmo um fato impensável que pudesse ocorrer em algum momento”, diz o diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco, Octavio de Barros.

No dia de ontem, o CDS do Brasil estava em 41,2 pontos-base, enquanto o norte-americano estava em 49,7 pontos.

“As dificuldades enfrentadas pela economia americana e as tensões no Congresso americano em relação ao teto para o endividamento que será atingido em julho geram incertezas nos mercados”, completou Octavio de Barros.

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EUA quer ampliar relações comerciais com a África

De passagem pela Zâmbia, a secretária de Estado norte-americana Hillary Clinton disse que os Estados Unidos querem aumentar suas relações comerciais com a África. Washington espera assim concorrer diretamente com os chineses, que já são os principais parceiros comerciais no continente negro.

Por Silvano Mendes – RFI

Hillary Clinton destacou durante seu discurso o interesse dos Estados Unidos pelas economias africanas. A representante da Casa Branca lembrou que o Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê um crescimento para a região bem maior que no resto do mundo durante os próximos anos.

A secretária de Estado está em Lusaka, na Zâmbia, para participar de uma reunião sobre a Agoa, legislação que permite à 37 países da região exportar produtos para os Estados Unidos com insenção de taxas alfandegárias. Mas Hillary lembrou que por enquanto o continente não aproveita todos os benefícios da medida. “Os países africanos exportam apenas um punhado dos 6.500 produtos que poderiam ser enviados aos Estados Unidos. A exportação mais comum ainda é a do barril de petróleo”, disse ela.

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EUA manterão status de única super potência mundial nos próximos 30 anos

Comentário: a afirmação é da China, um país que pode rivalizar com os EUA. Parece ser uma forma de “tranquilizar” o “grande irmão”. Mas é pouco provável que a China, agora o terceiro país do mundo a enviar naves tripuladas ao espaço e que está construindo seu primeiro porta-aviões, deixe de lado a expansão do seu poderio militar nas próximas 3 décadas…

O Livro Azul sobre os Estados Unidos, documento publicado hoje (9) pela Academia de Ciências Sociais da China, afirma que o país norte-americano continuará a ser a única super potência mundial nós próximos 20 a 30 anos.

Por Dong Jue – CRI

O documento aponta que, além das excelentes condições naturais e geográficas, os EUA possuem muitas vantagens no suporte de seu desenvolvimento, como recursos humanos, respeito à justiça, mecanismos inovadores, consciência de liberdade, divisão de poderes, diversificação cultural, reforma social graduada, liberdade de expressão, espírito crítico, classe média significativa, mercado interno aberto e forte expansão ao exterior.

Apesar da tendência para o surgimento de outras potências, tanto na Europa quanto na Ásia, o Livro Azul considera que nenhum país será capaz de se igualar aos EUA no curto prazo.

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Como os brasileiros podem ajudar a economia dos EUA

“Todos deveriam amar os turistas brasileiros. Eles gastam mais per capita que qualquer outra nacionalidade. Em todo o mundo, os turistras brasileiros gastam uma média de 43,3 milhões de dólares por dia, resultando num gigantesco total de 1,4 bilhões apenas no último abril, 83% a mais que o mesmo período no ano anterior, de acordo com o Banco Central do Brasil”.

Por Sandro Araújo

O texto acima é de reportagem da revista Time, disponível no seu sítio internet. A matéria cita exemplo de estações de ski, que “estão lutando para contratar instrutores falantes de português”.

Mas… Seriam os EUA um país fácil de ser visitado por turistas brasileiros? A resposta é: NÃO. “Ao invés de abrir o tapete vermelho para viajantes das nações sul-americanas, a cada dia mais ricas, os EUA fazem com que os brasileiros – e todos das demais nações sul-americanas – se submetam a um demorado e caro processo de obtenção de visto, que leva meses de planejamento e pode custar milhares de dólares em viagens, hospedagem, alimentação e outros gastos – tudo antes de deixar o país”.

Ainda segundo a Time, em todo o Brasil – um país mais extenso que a parte continental dos EUA, existem apenas quatro consulados estadunidenses: em Brasília, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. Isto significa que uma família de Porto Alegre deve se deslocar inteira para São Paulo para obter o visto.

Apesar do Departamento de Estado informar uma demora de 30 dias para obtenção do visto, este processo pode durar 141 dias, segundo Steve Joyce, da U.S. Travel Association. Somente o consulado de São Paulo processa uma média de 2.300 vistos por dia – mais que qualquer outro consulado dos EUA no mundo. A demanda de brasileiros por vistos de turismo nos EUA é a que mais cresce no mundo, com 234% de aumento nos últimos cinco anos, “eclipsando a China, com 124%”, também de acordo com o Departamento de Estado.

Os Estados Unidos possuem um programa, denominado “Visa Waiver“, o qual lista 36 países cujos cidadãos não necessitam visto prévio para entrada no país. Segundo a Time, empresários da indústria do turismo advogam a entrada do Brasil, da Argentina e do Chile nesta lista.

“Se no passado os brasileiros vinham aos Estados Unidos à procura de trabalho, agora vêm para gastar dinheiro e criar vagas de emprego”.

A reportagem completa, em inglês, pode ser acessada aqui.

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