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Os mais endividados na União Europeia: Irlanda e Reino Unido

Comentário: A questão da dívida dos países centrais é um tema a ser explorado… Os EUA estão no limite do endividamento – apesar de “apenas” cerca de 100% do PIB. Os casos da Irlanda e do Reino Unido fazem crer que a dívida Grega é um “troco”…

Não em termos absolutos, mas em relação à riqueza que criam. Numa amostra de oito países “periféricos” e do “centro”, o peso da dívida total varia entre 663% do PIB na Irlanda e 267% do PIB na Grécia

Do Expresso.pt

Por mais paradoxal que pareça, o país que está à beira de uma bancarrota externa, a Grécia, tinha uma dívida total que era, apenas, 267% do seu produto interno bruto (PIB) em meados do ano passado. O que é quase uma ninharia comparada com 663% do PIB para o caso da Irlanda e 507% para o Reino Unido, segundo uma comparação entre oito países da União Europeia, realizada pelo McKinsey Global Institute (MGI) no seu recente relatório “Debt and deleveraging”, publicado este mês.

A dívida total portuguesa era de 356% do PIB e, neste grupo de oito, ficou em 4.º lugar, depois da Irlanda, Reino Unido e Espanha (com 363% do PIB). Em melhor posição do que Portugal, ficaram França (com 346%), Itália (com 314%), Alemanha (com 278%) e Grécia (com 267%).

Por dívida total entende-se a dívida de famílias, empresas, entidades financeiras e governo. Os dados referem-se ao segundo trimestre de 2011 e, no caso português, irlandês e italiano, ao primeiro trimestre do ano passado.

No caso da Grécia, o elo mais fraco da zona euro que conduziu ao trilho da bancarrota externa, é a dívida pública, que representava 132% do PIB, mais do que a italiana que pesava 111% ou a francesa que pesava 90%. Nesta comparação, a dívida pública portuguesa pesava 79%.

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Governo estuda mecanismo para forçar Espanha a reduzir restrições a brasileiros

Por Roberta Lopes* – Agência Brasil

Em busca do fim das restrições a brasileiros na Espanha, o governo do Brasil estuda adotar um mecanismo denominado de reciprocidade em relação aos espanhóis que tentam ingressar no país. A afirmação é do ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota. O chanceler disse hoje (15) que a alternativa só será adotada quando todas as negociações forem esgotadas.

Patriota afirmou que as negociações com a Espanha se intensificaram e houve uma queda no número de brasileiros proibidos de ingressar naquele país. Segundo ele, no passado, a média mensal era 250 brasileiros impedidos de entrar na Espanha. Agora, de acordo com o chanceler, este número caiu para cerca de 140 pessoas por mês.

Ao mesmo tempo, as autoridades brasileiras passaram a informar detalhadamente todas as exigências feitas pela Espanha para o ingresso naquele país. Durante audiência pública na Comissão de Relações Exteriores na Câmara, o chanceler afirmou que há um esforço conjunto de vários setores dos dois governos para reduzir as dificuldades.

Patriota reconheceu que ainda há obstáculos no processo de negociação por consenso. Do lado brasileiro, as articulações são conduzidas pelos ministérios das Relações Exteriores e da Justiça. “[Mas] vamos ver se o número de inadmissões [impedimentos] de brasileiros na Espanha continua caindo.”

O assunto foi tema de uma longa reunião, no mês passado, de Patriota com a ministra das Relações Exteriores da Espanha, Trinidad Jiménez. Durante a conversa, o brasileiro lembrou que há relatos de várias situações humilhantes vividas por brasileiros na Espanha.

O chanceler acrescentou ainda que tem aumentado o número de espanhóis que visitam o Brasil. Segundo o ministro, eles vêm ao Brasil em busca de turismo, mas também para procurar emprego.

*Colaborou Renata Giraldi

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‘Primavera europeia’ nascida na Espanha cruza fronteira com a França

Comentário: Após a sucessão de manifestações no “Mundo Árabe” (Norte da África e Oriente Médio), que já derrubou dois ditadores e ainda coloca em cheque líderes como Kadaffi, na Líbia e Assad, na Síria, que vem sendo chamada de “Primavera Árabe”, a Europa também vem sendo alvo de levantes. Não tão violentos, mas igualmente “perigosos” para os governos de plantão. No caso espanhol, o Chefe de Governo José Luis Zapatero sofreu fragorosa derrota nas últimas eleições e já se fala em convocação de eleições antecipadas. Agora o movimento pode chegar à França. Em toda a Europa, temas como o desemprego, em especial dos jovens, vêm sendo motivo para manifestações, naquilo que já vem sendo chamado de “Primavera Europeia”.

O movimento cidadão impulsionado por jovens espanhóis que exigem uma democracia “verdadeira” e uma distribuição melhor da renda está se transformando em uma “primavera europeia”, que também chegou à França, onde estão previstas doze concentrações em diversas cidades.

Da NWL

Manifestações na Espanha

“Nós nos mobilizamos em solidariedade aos jovens espanhóis, para seguir seu exemplo e defender nossa dignidade”, explicou à AFP Benjamin Ball, integrante do grupo “Os desobedientes”, que esta semana convocou concentrações similares em pelo menos doze cidades da França, de Nantes, Rennes, Paris e Clermont Ferrand a Bordeaux, Bayonne e Perpignan.

Já na noite desta terça-feira, em Paris, 200 jovens se reuniam na Praça da Bastilha em apoio aos manifestantes espanhóis, constatou um jornalista da AFP.

Na esplanada da Ópera Bastilha, em calma, os jovens mostraram cartazes, com inscrições em francês, inglês e espanhol, que diziam “Povo de Paris, avante!” ou “Democracia real!”.

Um dos organizadores, Alex Merlo, declarou: “Estamos aqui para difundir o movimento espanhol, apoiá-lo e mostrar que é possível fazer o mesmo na França”.

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Crise social na Espanha ganha destaque nas manchetes francesas

A crise econômica e social na Espanha e a queda, ontem, das bolsas de valores na zona euro estão em destaque nas manchetes desta terça-feira, 24 de maio.

Por Adriana Moysés – RFI

Capa do jornal francês l'Humanité destaque para o protesto dos "Indignados" nas ruas da Espanha

A praça da Porta do Sol em Madri, ocupada por milhares de jovens revoltados com o desemprego na Espanha, ganha destaque na imprensa francesa. O jornal comunista L’Humanité reproduz em sua manchete a palavra de ordem do movimento: indignados. Libération se refere às manifestações, iniciadas há uma semana, como a “primavera ibérica”, notando que os jovens espanhois desafiam a classe política. Depois de ouvir o porta-voz do movimento da praça da Porta do Sol, Les Echos afirma que os protestos estão apenas no começo.

Le Figaro destaca que a crise social na Espanha, associada ao impasse econômico na Grécia e agora a preocupação de que a Itália também necessite de socorro financeiro afetam seriamente a moeda única europeia. Esse ambiente de incertezas fez a bolsa de Paris perder nessa segunda-feira 2,1% e o euro recuar a 1,40 dólar. A maior preocupação dos analistas continua sendo a Grécia, afirma o diário conservador. O governo grego prometeu acelerar o programa de privatizações para reduzir o déficit público, mas na prática as reformas não avançam.

Há dez dias uma missão do FMI, do Banco Central Europeu e da União Europeia foi à Grécia avaliar a situação financeira do país. O relatório dessa visita não foi divulgado até hoje, nota um analista nas páginas de Le Figaro, dando a entender que a situação deve estar péssima, daí o silêncio constrangedor. O mesmo analista explica que a Grécia deveria reduzir sua dívida de 30% a 35%, prolongando o prazo de reembolso. O problema é que muitos bancos privados europeus perderiam dinheiro nessa operação, levando os estados a injetar novos recursos para salvar essas instituições. Esse socorro contínuo a países indisciplinados revolta os contribuintes europeus, que têm a impressão de estar pagando para salvar investidores privados, uma situação que tem graves consequências para o futuro político da zona euro.

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Brasil ultrapassa Espanha e Canadá e já é 8ª maior economia

Do Diário Digital:

A economia brasileira ultrapassou durante o período de crise o Canadá e a Espanha e passou a ser a oitava maior economia mundial, relegando a Espanha para nona maior economia, diz hoje o jornal espanhol Expansión.

De acordo com o jornal espanhol, comparando o crescimento das dez maiores economias nos períodos entre segundo trimestre de 2006 ao primeiro de 2007 e do segundo trimestre de 2009 ao primeiro de 2010, a Espanha perde a oitava posição para o Brasil e passa a nona maior economia do mundo (comparando apenas o seu Produto Interno Bruto nestes períodos).

A economia brasileira ultrapassa ainda a canadense, que passa a ser a décima maior economia (apesar de integrar oficialmente o G7).

Destaque ainda para a China, que passa a ocupar o segundo lugar no Top Ten das 10 maiores economias, relegando o Japão para terceiro lugar.

No conjunto das dez maiores economias, apenas duas registram um PIB inferior em 2010 ao que haviam registrado no final do primeiro trimestre de 2007, sendo a maior queda a do Reino Unido, seguindo-se então a economia italiana.

Em primeiro lugar continuam os Estados Unidos, com um PIB que é mais de o dobro registrado pela China (segundo) e do Japão (terceiro), sendo inclusive maior que estas duas juntas.

Segue-se Alemanha, França, Itália, Reino Unido, Brasil, Espanha e Canadá.

Dez maiores economias (PIB em bilhões de dólares):

1 EUA 14,217
2 China 5,220
3 Japão 5,118
4 Alemanha 3,415
5 França 2,666
6 Itália 2,089
7 Reino Unido 2,066
8 Brasil 1,797
9 Espanha 1,464
10 Canadá 1,347

Diário Digital / Lusa

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