O Brasil foi o país emergente mais bem avaliado em um ranking de percepção das empresas multinacionais sobre a prática de suborno, divulgado nesta quarta-feira pela organização Transparência Internacional.
Da BBC Brasil
O país ficou em 14º lugar na lista de 28 nações, subindo três posições em relação ao último levantamento, em 2008.
A nota do país subiu apenas ligeiramente, dentro da margem de erro, passando de 7,4 para 7,7, em uma escala de zero a dez onde o valor mais alto é melhor.
Entretanto, isso foi suficiente para deixar para trás Hong Kong, África do Sul, Taiwan e inclusive a Itália, país com o qual havia permanecido empatado no último ranking.
O levantamento foi feito ouvindo 3 mil executivos de empresas de países desenvolvidos e em desenvolvimento, que opinaram sobre as probabilidades de uma empresa ser obrigada a pagar propina para operar nos diferentes países e setores.
Cingapura e Coreia do Sul, cujo status de rico ou emergente tem dividido analistas, ficaram à frente do Brasil.
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Por Roberta Lopes – Agência Brasil
Brasília – A Controladoria-Geral da União (CGU) investiga se houve desvio de recursos federais no suposto esquema de pagamento de propina no governo do Distrito Federal descoberto pela Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal.
Segundo a controladoria, a investigação foi aberta na última segunda-feira (30), por medida de segurança, por determinação do ministro Jorge Hage, chefe da CGU. Será feito um levantamento dos recursos repassados pelo governo federal ao DF, para verificar se houve algum desvio. Questionada se existem suspeitas de que realmente tenha ocorrido algum desvio de recursos, a CGU negou.
A Operação Caixa de Pandora foi realizada na última sexta-feira para coletar provas sobre a suposta distribuição de recursos ilegais à base aliada do governo do Distrito Federal. O esquema seria comandado pelo governador José Roberto Arruda. A autorização da operação de busca e apreensão em residências, locais de trabalho e sedes de empresas foi dada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Entre os suspeitos de participar do esquema de desvio de recursos estão deputados distritais, secretários do governo do DF e o vice-governador Paulo Octávio. Investigado por suspeita de irregularidades no período em que presidiu a Companhia de Desenvolvimento do Planalto (Codeplan), o então secretário de Relações Institucionais do DF, Durval Barbosa, denunciou o esquema em troca de deleção premiada. Arruda o demitiu depois que as denúncias vieram à tona.