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Textos com Etiquetas ‘Ciência’

Alcântara inicia série de lançamentos de foguetes de treinamento

Do MCT

O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), localizado no Maranhão, realiza, a partir da próxima segunda-feira (13) a Operação Falcão I, com o lançamento de dois Foguetes de Treinamento (FTB). Esta é a primeira de uma série de lançamentos planejada para este ano. A primeira fase termina no dia 22. As segunda e terceira fases estão previstas, respectivamente, entre os dias 1 e 10 de agosto, e de 24 de outubro a 2 de novembro. No total serão lançados quatro FTB.

“O objetivo é desenvolver e certificar foguetes instrumentados para treinamento do CLA e do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI) visando o aprimoramento e a manutenção da capacidade operacional para o cumprimento das atividades previstas no Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE)”, explica o diretor do CLA, coronel aviador Ricardo Rodrigues Rangel.

Os treinamentos proporcionados pelas campanhas de lançamento dos veículos FTB, segundo o diretor do CLA, viabilizam a preparação do Centro de Lançamento de Alcântara para operações de maior porte, com é o caso do VLS (Veículo Lançador de Satélites, uma família de foguetes desenvolvida no Brasil com a finalidade de colocar um satélite na órbita da Terra.) e do Cyclone 4 (foguete lançador de satélites desenvolvido pela Ucrânia).

O coronel Ricardo Rangel explica que essas operações são fundamentais para os Centros de Lançamento, pois permitem o treinamento das equipes técnicas, a manutenção dos meios operacionais e a identificação de novos procedimentos técnicos, incluindo as áreas de preparação, integração, lançamento, rastreio, coordenação operacional, meios aéreos e marítimos de esclarecimento, mecanismos de resgate e evacuação aeromédica, segurança de superfície e de vôo.

“Só para ter uma idéia da importância dos foguetes de treinamento, antes de se realizar um lançamento do VLS, todos os meios operacionais deverão ser testados, inclusive o sistema de terminação de vôo, que poderá ser avaliado com o lançamento de um Foguete de Treinamento Intermediário, que é equipado com telemetria na banda “S”, transponder na banda “C” e sistema de terminação de vôo, além de 30kg disponíveis para experimentos”, afirma o coronel Ricardo Rangel.

Os FTB têm comprimento total de 3,05 m, tempo de queima de 4s e um peso total de 68,3 Kgf. Na Operação Falcão I não serão levados experimentos a bordo em nenhum dos dois foguetes, embora haja disponibilidade de 5 kg de carga útil em cada lançamento, com possibilidade de transmissão dos dados via telemetria para as estações de solo.

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Peles de sapos podem tratar mais de 70 doenças, dizem cientistas

Cientistas da Queens University, em Belfast, na Irlanda do Norte, ganharam um prêmio pela pesquisa sobre o uso de pele de anfíbios como pererecas e sapos, que pode levar à criação de novos tratamentos para mais de 70 doenças.

Da BBC Brasil

Proteína da pele da 'Phyllomedusa sauvagii' pode inibir crescimento de vasos sanguíneos

A pesquisa, liderada pelo professor Chris Shaw, da Escola de Farmácia da universidade, identificou duas proteínas nas peles dos anfíbios que podem regular o crescimento de vasos sanguíneos.

Uma proteína da pele da perereca Phyllomedusa sauvagii (Hylidae) inibe o crescimento de vasos sanguíneos e pode ser usada para matar tumores cancerígenos.

Shaw informou que a maioria destes tumores apenas pode crescer até um certo tamanho, antes de precisarem de vasos sanguíneos fornecedores de oxigênio e nutrientes.

“Ao paralisarmos o crescimento dos vasos sanguíneos, o tumor terá menos chance de crescer e, eventualmente, vai morrer”, disse. “Isto tem o potencial de transformar o câncer de doença terminal em condição crônica”, acrescentou.

Na segunda-feira, os cientistas receberam o prêmio Medical Futures Innovation, em Londres.

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Proteção bacteriana

Por Fábio de Castro – Agência FAPESP

Estudo publicado na Science, com participação brasileira, mostra como plantas exploram combinação específica de bactérias do solo para se proteger de patógenos. Trabalho identificou 33 mil microrganismos (reprodução)

Os chamados “solos supressivos” são ecossistemas naturalmente especiais: nesse tipo de solo, mesmo que os agentes patógenos persistam, eles causam pouquíssimo dano às plantas. No entanto, os microrganismos e mecanismos responsáveis por essa característica são pouco conhecidos.

Utilizando uma técnica metagenômica, um grupo internacional de cientistas, com participação brasileira, identificou uma série de bactérias e genes envolvidos no fenômeno.

Os dados, publicados na revista Science, indicam que, sob um ataque de patógenos, as plantas, a fim de se proteger contra infecções, podem explorar uma combinação de micróbios específica contida no solo.

O primeiro autor do artigo, Rodrigo Mendes, atualmente pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Meio Ambiente, participou do estudo durante seu pós-doutorado na Universidade de Wageningen, na Holanda, entre 2009 e 2010. Entre 2003 e 2008, Mendes cursou o doutorado na Universidade de São Paulo (USP), com Bolsa da FAPESP.

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Química: Tabela Periódica ganha dois novos elementos

Tabela periódica ganha oficialmente novos elementos, o 114 (ununquadium) e o 116 (ununhexium)

Por Sandro Araújo, com informações de physorg.com e iupac.org

Após três anos de revisão, um comitê representante da União Internacional de Química e Física (IUPAC, em inglês) reconheceu o trabalho de uma equipe de físicos como prova da criação dos elementos 114 e 116 e permitiu a adição dos mesmos na Tabela Periódica de Elementos oficial da entidade.

Os dois novos elementos ainda não possuem nomes – atualmente são denominados ununquadium e ununhexium – e são agora os dois elementos mais pesados da tabela, com massa atômica de 289 e 292, sendo ambos radioativos.

Dois grupos apresentaram provas reconhecidas da criação dos novos elementos: o Joint Institute for Nuclear Research (JINR), em Dubna, Rússia e o Lawrence Livermore National Laboratory, na Califória, EUA. Outros grupos reclamaram o mesmo feito, sem no entanto terem sido reconhecidos pelo IUPAC.

Ambos elementos, criados em laboratório, somente foram detectados por curto espaço de tempo – suficiente, no entanto, para comprovar sua existência. As demais propriedades dos mesmos ainda serão objeto de novos estudos. Os elementos 113 e 115 ainda não foram “descobertos”.

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Brasil pode ser dono de uma das maiores reservas de terras raras do planeta

Mas País não explora material usado em superimãs, telas de tablets, computadores e celulares, no processo de produção de gasolina e em painéis solares

Por Janaína Simões – Unicamp

As terras raras são 17 elementos químicos muito parecidos, mas que diferem no número de elétrons em uma das camadas da eletrosfera do átomo. São agrupadas em uma família na tabela periódica porque ocorrem juntos na natureza e são quimicamente muito parecidos. Imagem: Peggy Greb/USDA via sítio InovaçãoTecnológica

O Brasil pode ser dono de uma das maiores reservas de terras raras do planeta, mas, hoje, praticamente não explora esses recursos minerais, usados em superimãs, telas de tablets, computadores e celulares, no processo de produção de gasolina, e em painéis solares. Estimativas da agência US Geological Survey (USGS), dos Estados Unidos, apontam que as reservas brasileiras podem chegar a 3,5 bilhões de toneladas de terras raras. De olho no potencial brasileiro, a Fundação Certi, de Santa Catarina, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), de São Paulo, e Centro de Tecnologia Mineral (Cetem), do Rio de Janeiro, estão se articulando para dar apoio à iniciativa privada, caso o Brasil decida explorar esses recursos minerais e entrar no mercado, hoje dominado pela China, responsável por 95% da produção e dona de 36% das reservas conhecidas. O valor do mercado mundial dos óxidos de terras raras é da ordem de US$ 5 bilhões anuais.

Mercado é dominado pela China, com 95% da produção e 36% das reservas conhecidas. O valor do mercado mundial dos óxidos de terras raras é de US$ 5 bi/ano; preços no mercado internacional praticamente triplicaram

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Os anjos da guarda do futuro serão eletrônicos

Os “Guardian Angels” (GA) são uma nova geração de chips que produzem sua própria energia e controlam a saúde humana e o meio ambiente.

Por Marc-Andre Miserez, swissinfo.ch

Visita à EPFL

Os laboratórios da EPFL estão entre as instalações mais modernas do mundo. (Keystone)

É um dos projetos da Escola Politécnica Federal de Lausanne (EPFL), em colaboração com a politécnica de Zurique (ETH), que está disputando a dotação de um bilhão de euros da União Europeia.

O experimento impressiona os visitantes do laboratório de Michael Graetzel na Ecole Polytechnique Federale de Lausanne: uma ou duas framboesas esmagadas numa pequena placa de vidro, cobertas por uma outra chapa com tinta branca e traços de lápis, tudo conectado através de dois eletrodos exposto à luz . Essa estranha montagem produz uma corrente elétrica capaz de fazer funcionar um motorzinho.

Especializada há 20 anos em células solares de baixo custo inspiradas na natureza, a equipe do Professor Graetzel foi naturalmente incorporada ao segundo projeto suíço escolhido para ser um “flagship” europeu (ver ao final).

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Mais de 4 mil livros de ciência de graça

A National Academies Press (NAP), editora das academias nacionais de ciência dos Estados Unidos, anunciou no dia 2 de junho que passou a oferecer seu catálogo completo para ser baixado e lido de graça pela internet.

Da Agência FAPESP

National Academies Press, editora das academias nacionais de ciência dos EUA, publica todo o catálogo em pdf para ser baixado livremente

São mais de 4 mil títulos, que podem ser baixados inteiros ou por capítulos, em arquivos pdf. A NAP publica mais de 200 livros por ano nas mais diversas áreas do conhecimento, com destaque para publicações importantes em política científica e tecnológica.

Os livros podem ser copiados livremente a partir de qualquer computador conectado na internet e mostram o esforço da NAP em democratizar o acesso ao conteúdo produzido pelas academias norte-americanas. As academias, que atuam há mais de 100 anos, são: National Academy of Sciences, National Academy of Engineering, Institute of Medicine e National Research Council.

Os títulos em capa dura continuarão à venda no site da NAP. A opção de ler de graça parte de livros ou títulos inteiros começou a ser oferecida pelo site em 1994. A oferta de todo o catálogo de graça para ser baixado em pdf foi feita primeiro para os países em desenvolvimento.

Entre os títulos que podem ser baixados estão: On Being a Scientist: A Guide to Responsible Conduct in Research, Guide for the Care and Use of Laboratory Animals e Prudent Practices in the Laboratory: Handling and Management of Chemical Hazards.

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Biotecnologia na Internet

Da Agência FAPESP

Sociedade Brasileira de Genética lança serviço educativo e de acesso gratuito sobre aplicações da manipulação genética (Wikimedia)

A Sociedade Brasileira de Genética (SBG) lançou o site Saiba mais sobre biotecnologia. Destinado ao público geral, tem conteúdo educativo e gratuito com explicação de aplicações possíveis da manipulação genética.

A iniciativa tem por objetivo demonstrar que a biotecnologia não se detém aos laboratórios de institutos de pesquisa, mas que também está presente no dia a dia das pessoas. Além de promover o estudo da genética, o portal visa à popularização da ciência.

“O conhecimento não pode ficar apenas dentro de laboratórios e publicações especializadas”, disse Carlos Menck, presidente da SBG e coordenador do Projeto Temático Respostas celulares a lesões no genoma, apoiado pela FAPESP.

O conteúdo do novo site está dividido em cinco seções: Biotecnologia, Vegetais transgênicos, Animais transgênicos, Terapia gênica e Células-tronco.

Para explicar como a biotecnologia pode ser empregada nas mais variadas situações, tais como investigações criminais, testes de paternidade e clonagem, o site conta com recursos multimídia como vídeos e animações.

O serviço dispõe também de um fórum para a troca de ideias entre os visitantes e uma área que permite ao usuário descrever suas pesquisas, além de propor alterações ou inclusões em outros trabalhos.

Mais informações: sbg.nucleoead.net/moodle

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Biotecnologia para a cana

Por Fábio de Castro – Agência FAPESP

Reunindo dados sobre produção de cultivares comerciais, fisiologia e genômica funcional da cana-de-açúcar, estudo liderado por cientistas ligados ao BIOEN-FAPESP tem alto impacto após publicação na Plant Biotechnology Journal (Wikimedia)

Um estudo realizado por cientistas ligados ao Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN) confirmou – pela primeira vez em cultivares comerciais de cana-de-açúcar – que os genes associados ao teor de sacarose apresentam alterações de acordo com o potencial de rendimento de biomassa da planta.

Publicado na revista Plant Biotechnology Journal, o trabalho teve impacto importante na comunidade científica internacional e foi considerado “artigo altamente acessado” pelo periódico. A publicação foi feita em fevereiro e, em abril, os editores já comemoraram a marca de 1,6 mil downloads contabilizados.

O fato de reunir em um mesmo estudo dados de fisiologia, genômica funcional e produção é o que explica o alto nível de interesse despertado pelo estudo, de acordo com a autora principal do trabalho, Glaucia Mendes de Souza, professora do Instituto de Química (IQ) da Universidade de São Paulo (USP) e membro da coordenação do BIOEN-FAPESP.

“Pela primeira vez um artigo reúne o conhecimento sobre fisiologia e genômica aos dados tecnológicos relacionados a cultivares de cana-de-açúcar voltados para a produção de bioenergia. Várias empresas de biotecnologia estão iniciando programas de melhoramento da planta e há um interesse muito grande da indústria em trazer biotecnologia para a cana-de-açúcar”, disse Souza à Agência FAPESP.

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Amazontech 2011: sustentabilidade em pauta no Inpa

A abertura do evento, realizado pelo Sebrae, ocorre nesta quinta-feira (2) no Auditório da Ciência localizado no Bosque da Ciência a partir das 9h

Do Inpa

Amazontech 2011

O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCT) recebe manhã desta quinta-feira (2) a abertura do Amazontech 2011. O evento é realizado pelo Serviço Brasileiro de Apoio as Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e ocorre em todos os estados da Amazônia irá aborda o desenvolvimento sustentável para a região.

A finalidade do Amazontech é promover debates para a promoção da inovação tecnológica. Para o coordenador de extensão do Inpa, Carlos Bueno, eventos como esse ajudam a promover uma cadeia de inovação.

“Aqui no Inpa nos temos biodiversidade, ciência, tecnologia e várias inovações que estão sendo geradas. E no contexto do evento, o Instituto entra na parte de divulgação das pesquisas tanto para as pessoas quanto para empresas que a partir daí vão gerar renda”, enfatiza.

Tocantins

Neste ano, o Amazontech ocorre no mês de outubro em Palmas (TO). Segundo Bueno, o Inpa participará das aditividades com exposição dos produtos e processos gerados a partir das pesquisas do Instituto. “Em Palmas vamos focar nesse novo olhar do Instituto na questão da Ciência e Tecnologia, principalmente as patentes”, finaliza.

Atualmente o Inpa possui 53 produtos ou processos patenteados.

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