Arquivo

Textos com Etiquetas ‘Argentina’

Consenso de Brasília

Segue interessante texto, de Patrícia Campos de Melo, sobre o “Consenso de Brasília”. É bom observar por outro ângulo as transformações pelas quais passam nosso país e nossa região.

Ao tomar posse em Lima, no dia 28 de julho, o presidente peruano Ollanta Humala seguiu à risca o script de seu mentor, Luiz Inácio Lula da Silva.

Por Patrícia Campos de Melo – Do Interesse Nacional

Humala prometeu que vai governar “um Peru para todos”, ecoando o “Brasil, um País de todos” de Lula. Anunciou a expansão do programa de transferência de renda Juntos, nos moldes do Bolsa Família. Decretou aumento de 12,5% do salário-mínimo e enfatizou que sua prioridade será crescimento com inclusão social. Revelou também que iria criar um conselho social, nos moldes do conselho de desenvolvimento social do governo brasileiro. O discurso do peruano foi coescrito pelo petista Luís Favre, que fez toda a campanha de Humala.

Hugo Chávez, antigo inspirador do esquerdista Humala, não mereceu nenhuma menção. Nem indireta.

Com a vitória de Humala na eleição presidencial do Peru – e seu início de governo com muitos afagos para os moderados e um gabinete centrista – avança na América Latina o que vem sendo chamado de “Consenso de Brasília”.

Regimes de esquerda moderada, que combinam inclusão social com nacionalismo na exploração de recursos naturais e estabilidade macroeconômica, estão se consolidando na América Latina.

Os maiores símbolos deste novo consenso são Brasil, Uruguai e El Salvador. O prêmio Nobel Mario Vargas Llosa, conhecido defensor do livre-mercado, apoiou Humala nesta eleição e falou do novo consenso em coluna no jornal espanhol El País.

“Para que aqueles programas (sociais) sejam bem-sucedidos é indispensável que o Peru continue crescendo como nos últimos anos, senão não há riqueza para distribuir. Os socialistas chilenos, brasileiros, uruguaios e salvadorenhos entenderam isso e, apesar de continuarem se chamando de socialistas, têm feito um governo social-democrata (não digo liberal para não assustar ninguém, mas não seria mentira).”

Leia mais…

Share

Investimentos diretos brasileiros na Argentina disparam

Os investimentos diretos do Brasil na Argentina dispararam e se diversificaram nos últimos seis anos e a perspectiva é de que eles continuem crescendo em diversos setores industriais, segundo dados reunidos pelo setor comercial da embaixada do Brasil em Buenos Aires.

Por Marcia Carmo – BBC Brasil

O crescimento econômico argentino (9% anual), a desvalorização do peso frente ao real (R$ 1 igual a $ 2,6), a possibilidade de escapar das barreiras comerciais, a chance de atender a demanda local e exportar para o Brasil e outros mercados são os motivos que levam empresas brasileiras de diferentes setores a se instalarem na Argentina, segundo economistas, autoridades de governo e empresários do país vizinho ouvidos pela BBC Brasil.

A estimativa de estoque de investimentos globais brasileiros no país vizinho, entre 1997 e o primeiro semestre de 2011, é de US$ 11,2 bilhões. Deste total, segundo dados da embaixada, quase US$ 8 bilhões (US$ 7,7 bilhões) foram investidos entre 2005 e 2011. Sendo, por exemplo, 25% correspondentes ao setor industrial, 18,5% ao petróleo e gás e 10,9% a mineração.

Leia mais…

Share
Categories: Economia, Internacional Tags: ,

Patriota reconhece que relação comercial entre Brasil e Argentina exige atenção

Na semana em que a presidenta argentina Cristina Kirchner visita o Brasil, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, minimizou hoje (27) a crise comercial entre os dois países.

Por Débora Zampier – Agência Brasil

“Quando você tem uma relação comercial intensa, é natural que surjam situações que exigem atenção. É assim que acontece com qualquer relacionamento comercial bilateral da importância deste que temos com a Argentina”, disse Patriota.

De acordo com o chanceler, a crise comercial não será o tema principal da visita de Kirchner, mas deve constar na agenda que começa na próxima sexta-feira (29). “Questões comerciais têm seus canais habituais já consolidados no diálogo do ministro Pimentel [Fernando Pimentel, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior] com a ministra Débora Giorgi [ministra da Indústria argentina]”.

Desde meados deste ano, intensificaram-se as trocas de acusações do setor industrial dos dois países sobre restrições para entrada de produtos. Na Páscoa deste ano, por exemplo, as cargas de caminhões brasileiros abastecidos com ovos de chocolate foram perdidas devido à demora para entrar na Argentina. No dia 12 de maio, o Brasil impôs barreiras à importação de carros de todos os países, mas a decisão foi vista como uma retaliação à Argentina.

De acordo com Patriota, a visita de Cristina, que começa às 11h, seguirá protocolo sem novidades: reunião bilateral seguida de uma reunião ampliada, contato com a imprensa e almoço no Itamaraty. Mais tarde, Cristina irá inaugurar a nova sede da Chancelaria argentina em Brasília .

Patriota disse que haverá um comunicado conjunto semelhante ao adotado na visita de Dilma a Buenos Aires, com avaliação de áreas de cooperação como a espacial, nuclear, financeira e a coordenação dentro do G20. “Acho que será uma excelente oportunidade para fazermos uma avaliação aqui do percurso já transcorrido nesses primeiros meses desde que a presidenta Dilma esteve em Buenos Aires”.

Share

Produtores argentinos vão bloquear ponte para impedir entrada de carne de porco do Brasil

Por Monica Yanakiew – Correspondente da EBC em Buenos Aires

Suinocultores da Argentina prometeram bloquear, a partir da próxima quarta-feira (27), por tempo indeterminado, a ponte Rosário-Victoria, entre as províncias de Santa Fé e Entre Rios. Por essa ponte, que fica a 350 quilômetros ao norte de Buenos Aires, passa boa parte dos caminhões que transportam produtos chilenos e brasileiros. “Mas só vamos parar os caminhões com carne de porco”, assegurou à Agência Brasil Cristian Roca, chefe da área sindical da Federação Agrária Argentina. “Não queremos prejudicar o comércio do Mercosul, só queremos medidas do governo para proteger nossos produtores”.

“A Argentina sempre importou carne de porco do Brasil, mas nunca tanto como agora”, reclamou a sindicalista. “Nos primeiros seis meses de 2011, importamos a mesma quantidade de todo o ano passado.” Os pequenos produtores argentinos querem que a Argentina limite a importação de carne de porco processada do Brasil.

Segundo Roca, as crescente importações do Brasil fizeram com que o preço da carne de porco do produtor argentino caísse de 7 pesos (R$ 2,66) para 5 pesos (R$ 1,87) por quilograma (kg). Omar Príncipe, outro dirigente sindical da FAA, disse que os produtores locais querem limitar as importações a 2,5 mil toneladas mensais, mas que, no momento, a Argentina está comprando quase o dobro.

Boa parte da carne de porco produzida pela Argentina ou importada do Brasil e do Chile é destinada à fabricação de frios e embutidos, consumidos no mercado interno e exportados. Segundo Roca, os frigoríficos argentinos estão importando mais do Brasil porque o vizinho produz em grande escala e os preços são mais competitivos. “Mas o consumidor final, aqui, não está pagando menos”, disse Roca. “Os frigoríficos estão ganhando com a diferença e o governo não está protegendo o produtor local”, acrescentou. A Argentina importa do Brasil quase 70% da carne de porco que consome. Em 2010, importou o equivalente a US$ 100 milhões, 60% a mais que no ano anterior.

Share

Argentina não cumpre acordo para liberar cargas brasileiras em menos de 60 dias

Mais de um mês após o encontro da ministra da Indústria da Argentina, Débora Giorgi, com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, pouca coisa mudou nas fronteiras do parceiro de Mercosul em relação aos exportadores brasileiros. Na época, foi firmado um compromisso de respeito ao prazo máximo de 60 dias para liberação de produtos importados, como recomenda a Organização Mundial do Comércio (OMC).

Por Luciene Cruz – Agência Brasil

No entanto, segundo exportadores nacionais, a relação comercial com os vizinhos do Sul permanece difícil e os produtos brasileiros continuam sendo retidos pela burocracia argentina por períodos superiores aos aceitos pela OMC. Segundo resposta oficial enviada pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), “não houve nenhuma mudança na relação comercial dos dois países. Tudo continua muito crítico”.

O mesmo ocorre no segmento de calçados. O diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria de Calçados (Abicalçados), Heitor Klein, confirma que o acordo não está sido cumprido. “O acordo não aconteceu. As mercadorias continuam presas. Temos produtos esperando liberação desde março”, reclamou.

Leia mais…

Share

Binner, o suiço que pretende governar a Argentina

O socialista Hermes Binner, neto de imigrantes suiços do Valais (sudoeste) no século 19, acaba de anunciar sua candidatura à presidência da Argentina.

Por Norma Domínguez – Swissinfo.ch

Se triunfar nas eleições de 23 de outubro, Binner será o primeiro presidente da Argentina que conserva a nacionalidade suíça.

Na tarde de 11 de junho último, aconteceu o que muitos argentino (e muitos suíços e descendentes de suíços na Argentina) estavam esperando: Hermes Binner, que em 2007 foi o primeiro governador socialista de um país sul-americano, anunciou oficialmente sua candidatura à presidências nas eleições previstas para 23 de outubro próximo.

Apoiado por uma frente progressista, Binner – reconhecido por sua trajetória política, transparência em sua gestão e um perfil discreto – decidiu tentar aplicar no plano federal um projeto de centro-esquerda que vem cultivando com êxito há duas décadas na província de Santa Fé.

Leia mais…

Share
Categories: Internacional Tags:

O Brasil na vida cotidiana argentina

É o principal destino das exportações e a primeira origem das importações; 82% dos automóveis argentinos vai para lá; a chegada de turistas brasileiros duplicou em 2010; ocupa o quarto lugar como investidor externo e suas empresas dominam em carne, cimento e sapatos.

Por Emilia Subiza – La Nacion – Tradução por Sandro Araújo

Arte: La Nación

Denomina-se “engrenagem” o mecanismo utilizado para transmitir potência de um componente a outro dentro de uma máquina. Praticamente assim funciona dentro do contexto econômico do Mercosul a relação bilateral do Brasil com a Argentina.

Desde as variáveis macroeconômicas e também desde o consumo, o Brasil se faz cada vez mais relevante para a Argentina. Para lá se destinam 21% de todas as exportações, sendo 42% das industriais e se concentra 31% de nossas compras no exterior. O aumento de seu capital ganha cada vez mais relevância; já ocupa o quarto lugar em importância em todos os investidores externos que chegam ao país. O aumento de seus turistas, que duplicou no ano passado, representa um boom em hotéis, restaurantes, comércio e transporte.

“O Brasil é a oitava economia do mundo, está no caminho para ser a sétima e superar a Itália em breve. Não há parte significativa na indústria e serviços da Argentina em que não tenha participação. A relação bilateral se fez muito mais estreita que na década anterior”, diz o economista da Fundación Standard Bank, Raúl Ochoa.

Leia mais…

Share

Brasil e Argentina construirão dois satélites Sabiá-mar

Da Agência Espacial Brasileira

A cooperação Brasil-Argentina para a construção conjunta de dois satélites de observação oceanográfica, o Sabiá-mar 1 e 2, eleva-se a uma fase mais avançada, pois já conta com os recursos necessários para tornar-se realidade.

Na reunião do Mecanismo de Integração e Cooperação entre os dois países, realizada na Embaixada da Argentina, na última quinta-feira (19), o chefe da Assessoria de Cooperação Internacional da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Monserrat Filho, relatou que o Brasil já dispõe dos recursos financeiros destinados ao desenvolvimento básico do projeto Sabiá-mar. O lado argentino, por sua parte, também está pronto para iniciar esse trabalho cooperativo, que, estima-se, terá forte impacto não apenas nos dois países, mas igualmente em toda a América Latina. “Será a primeira vez que dois países latino-americanos se unirão para construir satélites, usando tão somente suas competências e capacidades”, comentou Monserrat.

Segundo o coordenador-geral do Programa de Satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Marco Chamom, as áreas de engenharia dos dois países já aprofundaram o detalhamento técnico do projeto. Ao Brasil, caberá a Plataforma Multimissão para os dois satélites (de pequeno porte). E a Argentina responderá pelas cargas úteis. No entanto, cada parte poderá participar ativamente nos itens de responsabilidade da outra parte. As próximas tarefas a serem cumpridas serão definidas no encontro de Buenos Aires.

De parte da Argentina, a reunião do Mecanismo de Integração e Cooperação dos dois países foi conduzida pelo ministro Sérgio Pérez Gunella e contou com a presença de vários diplomadas argentinos.

O próximo passo será a realização de um seminário técnico, em Buenos Aires, nos dias 30 de junho e 1º de julho, com as equipes de engenheiros encarregadas de concretizar o projeto.

Share
Categories: Tecnologia Tags:

Forte presença brasileira faz real virar moeda corrente em Buenos Aires

A forte presença de turistas brasileiros na Argentina transformou o real em moeda corrente nos principais pontos turísticos do país e especialmente na capital, Buenos Aires. Empresas de táxi, lojas no aeroporto internacional de Ezeiza, restaurantes, cafés, lojas de produtos de beleza, camelôs e casas de tango são alguns que aceitam a moeda brasileira.

Por Marcia Carmo – BBC Brasil

É possível comer, assistir aos espetáculos e comprar lembrancinhas com reais no bolso. Cada comerciante oferece a sua própria cotação, que pode variar entre 2,40 a 2,50 pesos por real – preço semelhante ao das casas de câmbio.

As amigas paulistas Sueli Mazer, de 58 anos, e Ana Paula Silva, de 28 anos, disseram que compram “de tudo” com reais em Buenos Aires.

Leia mais…

Share
Categories: Economia, Internacional Tags: ,

Brasil impõe restrição à importação de carros

Comentário: Trata-se, sim, de retaliação à Argentina. Cerca de 50% dos automóveis que o Brasil importa vêm de lá. O pior, para eles, é que o impacto da restrição é maior para indústria local que para a brasileira, que tem uma pauta de importadores muito mais ampla. O que não dá para entender é o Governo Brasileiro insistir em dizer que não é retaliação. Por quê? Para manter a política de boa vizinhança? Já faz muito tempo que esta não é a política dos “hermanos”. Talvez agora, agindo com a mesma moeda, haja diálogo.

Joao Fellet – BBC Brasil

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) anunciou nesta quinta-feira que o governo impôs uma barreira à importação de veículos.

A associação diz que, a partir desta semana, a entrada de automóveis no Brasil só será permitida após a obtenção de licenças, cuja concessão será avaliada em um prazo de 60 dias, conforme regras da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Até então, as licenças eram concedidas de forma automática.

A assossoria do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior confirmou à BBC Brasil a adoção da medida e disse que ela visa “monitorar o fluxo de importações” do setor.

Segundo a Anfavea, porém, a nova regra tem como objetivo retaliar o governo argentino por restrições a produtos brasileiros, intenção não confirmada pelo governo.

A Argentina é uma grande produtora de carros e tem o Brasil como um de seus principais mercados. No primeiro trimestre deste ano, a importação de veículos pelo Brasil teve aumento próximo de 50% em relação ao mesmo período de 2010.

A Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva) ainda não se pronunciou sobre a medida.

Atualmente, o Brasil já impõe restrições à importação de automóveis, ao cobrar 35% de imposto sobre o valor do veículo importado.

Além da Argentina, também devem ser afetados pela medida México, Estados Unidos e Japão, outros grandes exportadores de veículos para o Brasil.

Share
Categories: Economia Tags: