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	<title>Blog Sandro Araújo</title>
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	<description>Economia, Política, Opinião, Variedades…</description>
	<lastBuildDate>Wed, 02 May 2012 11:00:55 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt</language>
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		<title>&#8216;Novo petróleo&#8217; promete mudar mapa geopolítico da energia</title>
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		<pubDate>Wed, 02 May 2012 11:00:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Araújo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[Petróleo]]></category>

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		<description><![CDATA[Novas tecnologias para explorar petróleo e gás prometem revolucionar o mapa geopolítico da energia, segundo especialistas no setor. Por Ruth Costas &#8211; BBC Brasil Imagine um mundo em que os Estados Unidos não se importam tanto com o que acontece no Oriente Médio – porque abastecer as frotas de Nova York ou Chicago não depende [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Novas tecnologias para explorar petróleo e gás prometem revolucionar o mapa geopolítico da energia, segundo especialistas no setor.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Por Ruth Costas &#8211; <a title="'Novo petróleo' promete mudar mapa geopolítico da energia" href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/05/120501_petroleo_geopolitica_rc.shtml" target="_blank">BBC Brasil</a></em></p>
<p style="text-align: justify;">Imagine um mundo em que os Estados Unidos não se importam tanto com o que acontece no Oriente Médio – porque abastecer as frotas de Nova York ou Chicago não depende de um combustível vindo do Iraque ou da Arábia Saudita. O poder da influente Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) está esvaziado. A Europa não precisa do gás russo e a China não está tão preocupada em financiar regimes africanos para garantir sua fatia da produção local de combustíveis fósseis.</p>
<p style="text-align: justify;">É mais ou menos esse o cenário de médio prazo pintado por consultorias e especialistas entusiasmados com novas tecnologias, que permitem a exploração de reservas de gás e petróleo de difícil acesso ou cujo produto precisa passar por processos químicos específicos antes de ser utilizado. São os chamados combustíveis fósseis &#8220;não convencionais&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Eles apontam que não só as fontes de petróleo e gás não devem se esgotar em um futuro próximo – como previam estudos proféticos das últimas décadas –, como a distribuição geográfica das novas reservas é muito mais democrática, o que favorece grandes consumidores.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Até pouco tempo, eram dominantes as previsões de que os países importadores aumentariam sua dependência do Oriente Médio e não haveria solução para altos preços do petróleo&#8221;, diz o geólogo e economista Robin Mills, autor do livro O Mito da Crise do Petróleo (The Mith of the Oil Crisis) e consultor em Dubai.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Com os avanços tecnológicos dos últimos anos, ganham força expectativas de que, ao menos no médio prazo, os preços dos combustíveis fósseis voltem a cair, países que eram importadores de recursos energéticos se tornem autossuficientes ou até exportadores e a OPEC seja mais pressionada a revisar suas práticas&#8221;, disse à BBC Brasil.</p>
<p style="text-align: justify;">São muitas as tecnologias que estão ajudando a traçar um novo mapa da energia no mundo. A começar pelas que permitem a exploração de petróleo em águas profundas – caso do pré-sal brasileiro. Outro exemplo é o aproveitamento do petróleo arenoso – encontrado em Alberta, no Canadá – também só é possível graças ao aprimoramento de processos físicos e químicos que purificam esse petróleo de baixa qualidade.</p>
<p style="text-align: justify;">A técnica que mais desperta entusiasmo, porém, é de longe a relacionada à exploração do petróleo e, principalmente, do gás de xisto, obtidos a partir da rocha de mesmo nome. Segundo o especialista do mercado de petróleo Daniel Yergin, trata-se da maior invenção da área de energia da década.</p>
<p style="text-align: justify;">Em centros de estudos e consultorias especializadas, o termo &#8220;revolução do gás de xisto&#8221; já virou corrente, e a respeitada Agência Internacional de Energia (AIE) chegou a perguntar em um relatório no ano passado: &#8220;Estaríamos entrando na &#8216;era dourada do gás&#8217;&#8221;?</p>
<p style="text-align: justify;">Leia mais no sítio da <a title="'Novo petróleo' promete mudar mapa geopolítico da energia" href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/05/120501_petroleo_geopolitica_rc.shtml" target="_blank">BBC Brasil</a></p>
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		<title>Evém o Acordo Ortográfico Anglo-Americano</title>
		<link>http://www.araujosam.net/2012/04/evem-o-acordo-ortografico-anglo-americano/</link>
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		<pubDate>Wed, 25 Apr 2012 16:50:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Araújo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Variedades]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Inglaterra]]></category>
		<category><![CDATA[Inglês]]></category>

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		<description><![CDATA[Custou, mas eles tomaram tino. Essas diferenças – digamos logo, desavenças – entre o inglês escrito nos Estados Unidos, Canadá, Austrália, Grã-Bretanha e outros países bobalhões irão, finalmente, depois de mais de 500 anos, passar por uma faxina total. Por Ivan Lessa &#8211; BBC Brasil Miraram-se no exemplo dado por Brasil (a economia que ronda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Custou, mas eles tomaram tino. Essas diferenças – digamos logo, desavenças – entre o inglês escrito nos Estados Unidos, Canadá, Austrália, Grã-Bretanha e outros países bobalhões irão, finalmente, depois de mais de 500 anos, passar por uma faxina total.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Por Ivan Lessa &#8211; <a title="Evém o Acordo Ortográfico Anglo- Americano" href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/04/120425_ivanlessa_tp.shtml" target="_blank">BBC Brasil</a></em></p>
<p style="text-align: justify;">Miraram-se no exemplo dado por Brasil (a economia que ronda os ianquis) e Portugal (o país onde taxista não joga ronda no ponto) e vão unificar suas respectivas línguas, que, no seu falar, é quase idêntica, à exceção das pronúncias e idiossincrasias locais, mas, uma vez posta no papel, causa vertigens e insultos cerebrais.</p>
<p style="text-align: justify;">Como dois dos principais países a utilizar o instrumento de trabalho de Shakespeare e Thomas Pynchon não possuem uma academia de letras, seja por atraso, esquecimento ou vilipêndio, ficou a cargo dos governos, mediantes nomeações, e dos editores, mediante mirabolantes jogadas, dar uma ordem na centenária confusão reinante.</p>
<p style="text-align: justify;">Voltaram-se, os interessados, principalmente para o homem comum, aquele que já leu mais de um livro, costuma folhear um jornal e, já que apesar dessa crise toda o turismo continua, aquele mesmo que faz fila e vai de um lado para o outro do oceano ver para crer e, conforme o lugar-comum de sua mente, jurando por Deus que viajar abre caminhos mentais.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi notado que muita gente supostamente boa, inglesa ou americana, estava dando com os donkeys in the water, para empregar no idioma de Herman Mellville e Charles Dickens, uma expressão nossa, isto é, luso-brasileira, quando confrontada com mistérios inexplicáveis e indecifráveis.</p>
<p style="text-align: justify;">Acontece que, hoje mesmo, se um cidadão de Slough, na Inglaterra, por mais informado que seja (e não o são), chegar em Nova York e quiser ir ao teatro e ver de perto uma atração local que só conhece de cartão postal vai ter que rebolar, rebolar, rebolar.</p>
<p style="text-align: justify;">O camaradinha abre o guia que comprou no aeroporto do lado americano, onde tudo é mais barato, e procura lá uma boa peça com devida recomendações. Não vai encontrar.</p>
<p style="text-align: justify;">Por quê? Porque os locais desconhecem o idioma de Evelyn Waugh e, no índice, nosso pobre amigo só encontrará theater e não theatre. Perplexo, acabará voltando para o hotel depois de ir ver, em 3D, a recente versão ultra-maquiada do Titanic, de James Cameron.</p>
<p style="text-align: justify;">Do outro lado do Atlântico, o dono do armarinho The Golden Needle, da cidade de Dayton, no estado de Ohio, entrou no quarto de hotel e, depois de combinar com esposa e filha mais velha o lanche no McDonald&#8217;s, sabia-se que ele mais família estariam sedentos de cultura. Logo, claro, o remédio é um musical do Andrew Lloyd Webber (Webbre?).</p>
<p style="text-align: justify;">Taca a procurar nos folhetos que o hotel 3 estrelas adianta. Voa para a seção de theater e, sabemos, nada irá encontrar. Resigna-se e vai ver os outros turistas dando de comer aos pombos na praça Trafalgar.</p>
<p style="text-align: justify;">E assim, e por diante vai, com mil coisas. Um e outro, americano e inglês, não entenderão ou se entenderão com colour e color, humour e humor, meter e metre, para não falar de tempo de verbos, ordem no dia, mês e ano da viagem, palavras obscuras como queue em vez de uma simples e estrelada line. Foi tudo um engano. Alguém a ambas as famílias turistáveis deveria apologise. Ou será apologize?</p>
<p style="text-align: justify;">Está tudo engatilhado. Assim que o Afeganistão for deixado a seu destino ou sina terão início os trabalhos de unificação ortográfica.</p>
<p style="text-align: justify;">Mais uma vez mostramos, com Portugal na rabeira, como se chegar a uma das 10 maiores economias do mundo sem muitos mortos ou feridos e engordando os bolsos desses santos desbravadores, os editores de livros e periódicos.</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.araujosam.net%2F2012%2F04%2Fevem-o-acordo-ortografico-anglo-americano%2F&amp;title=Ev%C3%A9m%20o%20Acordo%20Ortogr%C3%A1fico%20Anglo-Americano" id="wpa2a_4"><img src="http://www.araujosam.net/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Dilma Implanta a Sua Tese, em Menos de 15 Meses</title>
		<link>http://www.araujosam.net/2012/04/dilma-implanta-a-sua-tese-em-menos-de-15-meses/</link>
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		<pubDate>Mon, 23 Apr 2012 17:11:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Araújo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma]]></category>
		<category><![CDATA[juros]]></category>
		<category><![CDATA[SELIC]]></category>

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		<description><![CDATA[Do Blog de Stephen Kanitz Em 2007 na Veja,  defendi a Dilma no seu projeto de abaixar os juros que ninguém achava que era possível, até ontem. &#8220;Ela precisará de todo o apoio dos engenheiros, administradores, contadores, advogados, médicos que querem ver o custo da &#8220;renda fixa&#8221; cair, obrigando os investidores a virar empreendedores e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em>Do Blog de <a title="Dilma Implanta a Sua Tese, em Menos de 15 Meses" href="http://blog.kanitz.com.br/2012/04/dilma-implanta-a-sua-tese-em-menos-de-15-meses.html" target="_blank">Stephen Kanitz</a></em></p>
<p>Em 2007 na Veja,  defendi a Dilma no seu projeto de abaixar os juros que ninguém achava que era possível, até ontem.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;Ela precisará de todo o apoio dos engenheiros, administradores, contadores, advogados, médicos que querem ver o custo da &#8220;renda fixa&#8221; cair, obrigando os investidores a virar empreendedores e a assumir o risco da &#8220;renda variável&#8221;.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;<strong>Ela já tem o meu total apoio, agora só falta o seu&#8221;. </strong></em></p>
<p style="text-align: justify;">Dilma baixou o Custo de Capital das empresas brasileiras para 2% ano, algo que noticiou.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;Se o estado paga 13% ao ano de &#8220;renda fixa&#8221; para &#8220;rolar&#8221; a sua dívida, nenhum projeto empresarial com retorno abaixo de 13%, 14% ou talvez até 19% será retirado das gavetas, devido ao risco do negócio.&#8221;</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;Nenhum administrador ou empreendedor vai assumir o risco de quebrar, o risco de perder tudo, o risco de processos trabalhistas e de consumidores, se o estado oferece 13% ao ano, e sem risco.&#8221;</em></p>
<p style="text-align: justify;">Em vez de discutir o que escrevi acima, todo mundo está discutindo que os Spreads dos Bancos continuam elevados, que a caderneta é a opção.</p>
<p style="text-align: justify;">O que ninguém se deu conta é que temos agora R$ 1 trilhão de Órfãos dos Juros Nominais dos Economistas do Estado, que não mais receberão os polpudos juros que os permitiam fazer <strong>nada</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">Com somente 2%, vão mudar de ideia.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Vão ter que agora fazer algo</strong>, vão ter que investir em fundos de ações, fundos de private equity, e concorrer com os Bancos.</p>
<p style="text-align: justify;">Se os Bancos não quiserem reduzir os Spreads, os fundos de private equity irão emprestar no seu lugar, com muito mais cuidado, governância e ajuda administrativa. Bancos nem sabem mais fazer isto.</p>
<p style="text-align: justify;">Escrevi outros posts sobre a Tese da Dilma, que agora valem a pena reler.</p>
<ul>
<li><a href="http://blog.kanitz.com.br/2010/11/a-tese-da-dilma-e-futuro-do-brasil.html" target="_self">http://blog.kanitz.com.br/2010/11/a-tese-da-dilma-e-futuro-do-brasil.html</a></li>
<li><a href="http://blog.kanitz.com.br/2010/11/a-tese-da-dilma-e-a-miriam-leit%C3%A3o-.html" target="_self">http://blog.kanitz.com.br/2010/11/a-tese-da-dilma-e-a-miriam-leit%C3%A3o-.html</a></li>
<li><a href="http://blog.kanitz.com.br/2010/11/a-tese-da-dilma-ii.html" target="_self">http://blog.kanitz.com.br/2010/11/a-tese-da-dilma-ii.html</a></li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Nem eu, honestamente, acreditei que a Dilma seria tão rápida e que isto ocorreria somente em 2013 ou 2014.</p>
<p style="text-align: justify;">Um ano antes do planejado, a reeleição da Dilma está praticamente garantida, se o que ocorreu ontem for noticiado.</p>
<p style="text-align: justify;">Só falta os que querem ver este país crescer divulgarem o significado de tudo isto para o desenvolvimento das empresas brasileiras, algo que faltou fazer.</p>
<p style="text-align: justify;">Se ninguém perceber que o que acaba de ocorrer, o que a Dilma disse há mais de 5 anos que faria, se ninguém perceber que tudo isto aconteceu e não aproveitar esta janela de oportunidade, se todo mundo ficar falando de caderneta de poupança como opção e ficar culpando os Bancos que no mundo inteiro estão morrendo de velhos, <strong>vamos novamente morrer na praia.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Divulguem isto, minha gente, a China fez isto em 1986. Estive lá e vi com meus olhos. Por isto, tenho a segurança de dizer o que estou dizendo agora. O Custo do Capital das Empresas é a variável crítica deste país, não o Dólar ou a Taxa de Câmbio.</p>
<p style="text-align: justify;">Como só tenho 19.000 seguidores no Blog,<strong> sei que vamos morrer na praia</strong>, sei que vamos jogar mais um bilhete premiado, como tantas vezes fizemos. Não entendo porque tão poucos seguem um blog que realmente informa com antecedência o que vai acontecer neste país. Deve ser minha péssima redação.</p>
<p style="text-align: justify;">Esta é a nossa última chance, acreditem em mim. Não desperdissem esta última oportunidade.</p>
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		<title>Tratamento mata o câncer sem efeitos colaterais</title>
		<link>http://www.araujosam.net/2012/04/tratamento-mata-o-cancer-sem-efeitos-colaterais/</link>
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		<pubDate>Wed, 18 Apr 2012 17:49:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Araújo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Variedades]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Bruno Garattoni e Salvador Nogueira, da Super Interessante Além de difícil, tratar o câncer também é sofrido: as sessões de quimioterapia e radioterapia têm efeitos colaterais fortes. Mas e se a pessoa pudesse ir ao hospital, tomar uma injeção inofensiva, receber uma aplicação de luz e voltar para casa curada, sem efeitos adversos? Parece [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_2603" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.araujosam.net/wp-content/uploads/2012/04/super-301-cancer.jpg"><img class="size-medium wp-image-2603" title="Câncer" src="http://www.araujosam.net/wp-content/uploads/2012/04/super-301-cancer-300x217.jpg" alt="" width="300" height="217" /></a><p class="wp-caption-text">Técnica usa luz infravermelha para eliminar os tumores sem afetar as células sadias do organismo.</p></div>
<p style="text-align: justify;"><em>Por Bruno Garattoni e Salvador Nogueira, da <a href="http://super.abril.com.br/ciencia/tratamento-mata-cancer-efeitos-colaterais-676509.shtml">Super Interessante</a></em></p>
<p style="text-align: justify;">Além de difícil, tratar o câncer também é sofrido: as sessões de quimioterapia e radioterapia têm efeitos colaterais fortes. Mas e se a pessoa pudesse ir ao hospital, tomar uma injeção inofensiva, receber uma aplicação de luz e voltar para casa curada, sem efeitos adversos? Parece até mágica, mas está se tornando realidade. Pesquisadores dos Institutos Nacionais de Saúde dos <acronym title='Estados Unidos da América'>EUA</acronym> desenvolveram uma nova técnica, a fotoimunoterapia, que utiliza raios de luz infravermelha (invisível a olho nu) para destruir tumores.</p>
<p style="text-align: justify;">Funciona assim. Primeiro o paciente recebe uma injeção com versões modificadas dos anticorpos HER2, EGFR ou PSMA, que têm a capacidade de &#8220;grudar&#8221; nas células cancerosas. Sozinhos, eles não fazem nada contra o tumor. Só que esses anticorpos são turbinados com uma molécula chamada IR700 &#8211; é a microbomba que irá destruir o câncer. Em seguida, o paciente recebe raios infravermelhos emitidos por uma máquina. Eles penetram no corpo e chegam até a IR700, que é ativada e libera uma substância que ataca a célula cancerosa. Ou seja: é como se fosse uma microquimioterapia, que só mata o tumor e não afeta as células sadias.</p>
<p style="text-align: justify;">Testes em camundongos de laboratório tiveram resultados animadores: o tratamento se mostrou eficaz contra tumores de mama, pulmão, pâncreas, cólon e próstata. &#8220;Acreditamos que esse método tenha potencial para subtituir vários tratamentos de quimioterapia, radioterapia e cirurgia&#8221;, diz Hisataka Kobayashi, líder do estudo.</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.araujosam.net%2F2012%2F04%2Ftratamento-mata-o-cancer-sem-efeitos-colaterais%2F&amp;title=Tratamento%20mata%20o%20c%C3%A2ncer%20sem%20efeitos%20colaterais" id="wpa2a_8"><img src="http://www.araujosam.net/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Novo navio oceanográfico brasileiro está a caminho</title>
		<link>http://www.araujosam.net/2012/04/novo-navio-oceanografico-brasileiro-esta-a-caminho/</link>
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		<pubDate>Wed, 18 Apr 2012 15:12:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Araújo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Fábio de Castro &#8211; Agência FAPESP Alpha Crucis, o novo navio oceanográfico brasileiro, está a caminho do país. Depois de passar por reformas nos últimos 10 meses, em Seattle (Estados Unidos), o navio zarpou no dia 30 de março com destino ao porto de Santos (SP). A data prevista de chegada é 10 de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em>Por Fábio de Castro &#8211; Agência FAPESP</em></p>
<div id="attachment_2600" class="wp-caption alignright" style="width: 210px"><img class="size-full wp-image-2600" title="Alpha Crucis" src="http://www.araujosam.net/wp-content/uploads/2012/04/foto_dentro15437_5.jpg" alt="Alpha Crucis" width="200" height="138" /><p class="wp-caption-text">Alpha Crucis foi adquirido pela FAPESP para substituir o Professor Besnard, utilizado entre 1967 e 2008. Embarcação a cargo da USP, que aumentará o alcance e variedade das pesquisas oceanográficas no país, deverá chegar a Santos em maio (Foto: Chico Vicentini)</p></div>
<p style="text-align: justify;">Alpha Crucis, o novo navio oceanográfico brasileiro, está a caminho do país. Depois de passar por reformas nos últimos 10 meses, em Seattle (Estados Unidos), o navio zarpou no dia 30 de março com destino ao porto de Santos (SP). A data prevista de chegada é 10 de maio.</p>
<p style="text-align: justify;">O navio foi adquirido pela FAPESP para a Universidade de São Paulo (USP), que também ficará responsável pela manutenção e gestão da embarcação. A compra faz parte de um projeto de incremento da capacidade de pesquisa submetido à FAPESP pelo Instituto Oceanográfico (IO) da USP, no âmbito do Programa Equipamentos Multiusuários (EMU).</p>
<p style="text-align: justify;">De acordo com o diretor do IO-USP, Michel Michaelovitch Mahiques, o navio deverá levar a capacidade de pesquisas oceanográficas a um patamar inédito no Brasil. O país não tinha um navio oceanográfico civil em operação desde 2008, quando o navio Professor W. Besnard, utilizado desde 1967, sofreu um incêndio e ficou sem condições operacionais de pesquisa.</p>
<p style="text-align: justify;">“O Alpha Crucis proporcionará um imenso salto qualitativo na pesquisa oceanográfica. Uma das razões para isso é que ele tem capacidade para navegar por 40 dias, enquanto o Professor Besnard tinha autonomia limitada a 15 dias. Isso significa que o novo navio poderá fazer estudos em oceano aberto, ampliando nossos limites geográficos de pesquisa”, disse Mahiques à Agência FAPESP.</p>
<p style="text-align: justify;">Além da maior autonomia, o Alpha Crucis dispõe de equipamentos que não estavam disponíveis no Professor Besnard, o que amplia a gama de possibilidades de pesquisa. “Alguns desses equipamentos viabilizarão estudos de cardumes, de mapeamento de relevo de fundo, de medição de correntes, por exemplo, que antes seriam impossíveis. O potencial de pesquisa é muito maior”, disse Mahiques.</p>
<p style="text-align: justify;">Com o novo navio também será possível operar um veículo submersível operado remotamente (ROV, na sigla em inglês) de pequenas dimensões. O Alpha Crucis também ampliará a capacidade de pesquisa para além de estudos estritamente oceanográficos.</p>
<p style="text-align: justify;">Projetos ligados ao Programa BIOTA-FAPESP e ao Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG) serão especialmente favorecidos. “No Professor Besnard era muito difícil realizar estudos sobre diversidade de organismos de água profunda, por exemplo”, disse Mahiques.</p>
<p style="text-align: justify;">O Alpha Crucis, que antes (com o nome Moana Wave) pertencia à Universidade do Havaí, tem 64 metros de comprimento por 11 metros de largura. O navio tem capacidade para levar 20 pessoas e deslocar 972 toneladas. O custo total da embarcação, incluindo a reforma, foi de US$ 11 milhões.</p>
<p style="text-align: justify;">Nos últimos 10 meses, várias reformas e modificações foram realizadas na embarcação, no estaleiro onde se encontrava em Seattle. “A reforma teve duas vertentes. Uma delas correspondeu às adaptações necessárias para que o navio, fabricado em 1973, atendesse à legislação brasileira atual referente à segurança de embarcações. A segunda vertente foi voltada para modernizar o navio, atendendo às demandas da pesquisa científica”, disse.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-2599"></span>A adequação à legislação exigiu a substituição de diversas paredes e a troca do material do forro e do piso. Toda a mobília de madeira foi substituída por metal e foram também instalados novos equipamentos de segurança. A modernização incluiu a reforma de todos os laboratórios a bordo, além da instalação de novos elementos na ponte de comando, novos guinchos e novos equipamentos científicos.</p>
<p style="text-align: justify;">“O Alpha Crucis está concretamente pronto para operar. Mas, quando atracar em Santos, ainda será preciso realizar o processo de nacionalização do navio junto à Receita Federal. Em seguida, será realizado o trâmite burocrático de transferência da propriedade da FAPESP para a USP. A partir de julho, o navio deverá ter condições para operar de fato”, explicou Mahiques.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Posicionamento dinâmico</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Foram instalados no navio perfiladores acústicos de corrente, sistemas de mapeamento de fundo – um deles conhecido como ecossonda multifeixe –, sistemas de mapeamento de subsuperfície, que permitem estudar as camadas abaixo do fundo do mar, e sistemas acústicos de mensuração de cardumes.</p>
<p style="text-align: justify;">“Um dos acréscimos mais importantes foi a instalação de um sistema de posicionamento dinâmico. Embora não seja um equipamento de pesquisa, é um instrumento de navegação que dará mais qualidade aos dados”, disse Mahiques.</p>
<p style="text-align: justify;">O sistema de posicionamento dinâmico – que inclui sensores aliados a hélices na proa do navio e um sistema de lemes independente – permite que o navio corrija continuamente, de forma automática, sua posição no mesmo ponto do oceano.</p>
<p style="text-align: justify;">“Quando começávamos uma estação oceanográfica com o Professor Besnard, o vento e a corrente deslocavam o navio continuamente. Quando era preciso ficar muito tempo em uma estação, isso exigia manobras para voltar ao ponto o tempo todo. Com o posicionamento dinâmico, o navio fica parado automaticamente, garantindo que não haja deriva, tornando os dados mais fidedignos”, explicou Mahiques.</p>
<p style="text-align: justify;">O uso do navio não ficará restrito aos pesquisadores do IO-USP, mas será compartilhado com projetos de pesquisa de outras unidades da USP e de outras instituições.</p>
<p style="text-align: justify;">“Por determinação da FAPESP, criamos um comitê gestor que está recebendo demandas de utilização. Além de organizar o calendário do navio, o comitê é responsável por administrar a embarcação, apontando exigências e necessidades de otimização do tempo de uso”, disse Mahiques.</p>
<p style="text-align: justify;">Os custos de manutenção e operação do navio serão cobertos pela USP. “É difícil prever os valores, porque um dos principais componentes do custo de operação é o óleo combustível, mas muitos projetos incluem o fornecimento do óleo por outros parceiros. Entretanto, há itens de custo fixo importantes. O principal é o seguro, que nos custou US$ 400 mil por um ano”, disse.</p>
<p style="text-align: justify;">A tripulação do navio, remunerada pela USP, é em grande parte a mesma que trabalhava no Professor Besnard. “A maior parte do pessoal já é bastante experimentado em trabalho oceanográfico”, disse Mahiques.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Professor Besnard</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O destino do Professor Besnard é motivo de grande preocupação, já que a USP não tem condições para manter dois navios. “Em conversas informais, a prefeitura de Santos manifestou o interesse de receber o navio em doação para transformá-lo em um museu marítimo. Mas, infelizmente, não houve mais nenhuma manifestação formal, com um pedido de doação”, disse Mahiques.</p>
<p style="text-align: justify;">A situação é preocupante, porque atualmente o Professor Besnard está atracado em frente ao Armazém 8, no porto de Santos, exatamente no local onde ficará o Alpha Crucis. O IO-USP está pleiteando a cessão do Armazém 8 para a criação de uma base oceanográfica. Se o caso não for solucionado rapidamente, o Professor Besnard precisará ser afundado.</p>
<p style="text-align: justify;">“Sem um pedido formal de doação do Professor Besnard com um fim específico, não teremos alternativa além do afundamento controlado do navio, para transformá-lo em um recife artificial com fins de pesquisa. Mas essa seria uma saída muito dolorosa para todos nós, porque o Professor Besnard é o primeiro navio oceanográfico brasileiro e tem um valor histórico inestimável”, afirmou Mahiques.</p>
<p style="text-align: justify;">Além do Alpha Crucis, o incremento da capacidade de pesquisa oceanográfica no IO-USP inclui o Alpha Delfini, o primeiro barco oceanográfico inteiramente construído no Brasil. O barco teve sua construção iniciada em agosto de 2011, no estaleiro Inace, em Fortaleza (CE), e também foi adquirido com apoio da FAPESP por meio do Programa Equipamentos Multiusuários.</p>
<p style="text-align: justify;">“O Alpha Delfini terá 25 metros de comprimento e autonomia de 10 a 15 dias. A construção está avançada e o barco deverá ter condições de operação no segundo semestre de 2012”, disse Mahiques.</p>
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		<title>Quem será o Brasil da África?</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Mar 2012 21:23:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Araújo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[África]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Marcelo Giugale* &#8211; Publicado no Huffington Post, traduzido por Waldyr Kopezky, via Luiz Nassif Online Faça uma viagem pela África nos dias de hoje e você vai sentir uma sensação de expectativa, um sentimento de que a prosperidade está perto &#8211; ao virar da esquina. Os elevados preços para petróleo, gás e minerais (de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em style="text-align: justify;">Por Marcelo Giugale* &#8211; Publicado no <a title="Who Will Be Africa's Brazil? " href="http://www.huffingtonpost.com/marcelo-giugale/who-will-be-africas-brazi_b_1370652.html?ref=brazil" target="_blank">Huffington Post</a>, traduzido por Waldyr Kopezky, via <a title="Quem será o Brasil da África?" href="http://www.advivo.com.br/node/831675" target="_blank">Luiz Nassif Online</a></em></p>
<p style="text-align: justify;">Faça uma viagem pela África nos dias de hoje e você vai sentir uma sensação de expectativa, um sentimento de que a prosperidade está perto &#8211; ao virar da esquina. Os elevados preços para petróleo, gás e minerais (de reservas recentes descobertas) estão transformando grande parte do continente em uma cidade de crescimento gigante. Os investidores estão comprando ativos com entusiasmo, de direitos de exploração mineral a negócios dentro do setor imobiliário. Financiadores estão correndo para abrir escritórios em cidades onde seus Blackberries nem funcionam, ainda. As migrações (diásporas) financeiras se preocupam com as suas reservas &#8211; seus dólares e euros estão perdendo poder de compra no retorno a seus países de origem. E velhos mestres coloniais como a Grã-Bretanha e França estão disputando espaço estratégico com novos atores, como China e Índia. Atrás da euforia, as autoridades governamentais sensíveis procurar maneiras de transformar a atual bonança em um caminho certo rumo ao desenvolvimento duradouro. Eles vasculham o mundo em busca de um país que poderia servir como um &#8220;modelo de sucesso”, algo como um manual de instrução para guiar suas próprias decisões de Estado. Nessa busca, ninguém mais possui lide4rança e respeito do que o Brasil &#8211; um país vasto que, em uma geração, aproveitou a sua riqueza natural para construir uma economia diversificada, com crescente inclusão social e um papel de liderança global.</p>
<p style="text-align: justify;">Haverá em algum momento um &#8220;Brasil da África&#8221;? Qual país (ou quais) será ele? Angola? Congo? Etiópia? Nigéria? África do Sul? Vamos inverter essa pergunta: o que seria preciso para um país africano tornar-se um novo Brasil?</p>
<p style="text-align: justify;">Muita coisa. Primeiro, ele deverá possuir governos que não gastem ou peçam muito, e bancos centrais independentes que mantenham a inflação baixa. Ou seja, a primeira obrigatoriedade no sistema econômico é um &#8220;quadro macroeconômico&#8221; estável. O Brasil conseguiu fazer isso, mas só depois de décadas de inflação galopante e crises financeiras. Muitos países africanos estão fazendo progressos nessa direção, mas nenhum ainda é suficiente para chegar lá.</p>
<p style="text-align: justify;">Em segundo lugar, os investidores &#8211; nacionais e estrangeiros, grandes e pequenos &#8211; precisam ser tratados de forma justa. Isso significa que as leis, regulamentos e instituições que protejam sua propriedade e os deixem fazer negócios, obter lucros, pagar seus impostos e criar empregos. A questão não é sobre se grandes empresas estatais e bancos podem ou devem existir &#8211; no Brasil, eles existem &#8211; mas como eles são administrados profissionalmente, e se eles existem para ajudar ou para competir com os privados. Sim, o Brasil produz aviões de primeira linha através de uma empresa patrocinada pelo governo (Embraer), mas a empresa é obrigada a competir de frente no mercado internacional e se tornou uma fonte de excelência tecnológica para o país como um todo (acredite ou não, esses jatos sofisticados e pequenos que levam você para cima e para baixo, de leste a oeste nos <acronym title='Estados Unidos da América'>EUA</acronym> são todos fabricados no Brasil).</p>
<p style="text-align: justify;">Em terceiro lugar, você tem que se manter aberto. Você não pode se tornar um peso-pesado internacional se a sua economia é fechada à concorrência estrangeira. Isso não é apenas sobre estabelecer acordos de livre comércio com distantes superpoderes – por melhores que eles sejam. Isso é também sobre a integração com seus vizinhos mais próximos. O Brasil liderou o caminho no Mercosul, o bloco de comércio formado por Argentina, Paraguai e Uruguai na década de 1990. Aqui, a África está a quilômetros atrás. Há muitas áreas supostamente de livre comércio &#8211; como a Comunidade do Leste Africano e a União Aduaneira da África Austral. Mas, na prática, relativamente pouco comércio acontece neles e a região permanece grandemente dividida.</p>
<p style="text-align: justify;">Em quarto lugar, no &#8220;Brasil Africano&#8221;, a agricultura teria de passar por uma nova revolução &#8211; uma impulsionada pelo conhecimento e comercialização. Foi o que aconteceu no Brasil. A agência pública (Embrapa) implacavelmente perseguiu tecnologias que, contra todas as probabilidades, adaptaram as regiões de savana do país (chamada de Cerrado) para a agricultura. O investimento privado, em seguida, entrou no negócio. A produção do pequeno produtor/trabalhador rural (com parcos recursos e ferramentas básicas) foi mantido e conectado a esse sistema, sendo muitas vezes absorvido por grandes produtores e corporações empresariais, capazes de trazer equipamentos e mais acesso ao mercado. Isso pode ter causado um menor emprego na agricultura e certa migração para as cidades. Mas elevou a renda das famílias rurais. Qual o país africano tem &#8211; ou pode criar &#8211; um Embrapa?</p>
<p style="text-align: justify;">Em quinto lugar, se é para ser politicamente sustentável em termos de progresso econômico tem de ser compartilhada. Mercados não são muito bons em matéria de partilha, então você precisa de uma ação “inteligente” do governo &#8211; do tipo &#8220;não espantar investidores pra longe&#8221;, foi como o Brasil entendeu isso. Relembrando o início dos anos 2000, houve a partir daí a transferência de dinheiro para sua classe mais pobre – isso com a condição de que eles iriam ajudar a si mesmos, mantendo os filhos na escola. Isso forçou o governo a começar a conhecer os pobres individualmente, um por um. A informação ajudou a focar outros programas sociais &#8211; agora você sabe quem realmente precisa de ajuda e quem não precisa. Para se ter uma idéia, hoje, o Bolsa Família, carro-chefe a transferência de renda, atinge um quarto da população brasileira. Seu custo é a metade de um por cento do seu <acronym title='Produto Interno Bruto'>PIB</acronym> por ano &#8211; uma pechincha, se você comparar com o custo de exclusão social, para não mencionar a agitação social. Conhecer os pobres da África pelo nome, é claro, uma tarefa ainda a ser realizada, embora cerca de 35 países da região já estão começando.</p>
<p style="text-align: justify;">Finalmente, o Brasil obteve seu sucesso sócio-econômico em uma democracia. Esta é a alternância política &#8211; leia-se presidentes que deixam o cargo pacificamente e com dignidade quando finalizam seus termos (além do grande Nelson Mandela, quantos ex-presidentes vivos a África possui, cuja popularidade ou profissionalismo comparam-se com Lula da Silva ou Fernando Henrique Cardoso?). E também há a descentralização das tomadas de decisões em favor daqueles administradores que estão mais perto do eleitor &#8211; governadores dos estados brasileiros e prefeitos das cidades decidem mais da metade de todos os gastos públicos e são responsáveis por serviços públicos essenciais como saúde, educação e segurança. Em ambos os casos, há uma devolução implícita do poder de fato. Que até agora tem sido uma tarefa difícil para qualquer país africano médio conquistar.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, apesar de tudo, o &#8220;modelo&#8221; brasileiro é de equilíbrio &#8211; entre a disciplina econômica e a solidariedade social, eficiência e equidade, mercados e pessoas. Quando manteve-se tal equilíbrio, veio a estabilidade política. E daí veio também uma visão de país que está orientando todos os brasileiros. Para ser franco, o país ainda tem muitos problemas &#8211; como a alta desigualdade, a falta de infra-estrutura e um serviço público enorme. Mas ele possui um sistema no caminho de solucioná-los. Que vale a pena ser imitado na África.</p>
<p style="text-align: justify;">*<em> Diretor do Banco Mundial para Políticas Econômicas e Programas de Redução da Pobreza na África</em></p>
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		<title>Danos aos oceanos poderão custar US$ 2 trilhões por ano</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Mar 2012 14:42:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Araújo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Variedades]]></category>
		<category><![CDATA[Água]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>

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		<description><![CDATA[Se nada for feito para atenuar o aquecimento global, o custo dos desgastes causados aos oceanos poderá chegar a cerca de 2 trilhões de dólares por ano até 2100 para a economia mundial, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira pelo Instituto Ambiental de Estocolmo. Por Daniela Leiras &#8211; RFI Uma equipe de especialistas suecos calculou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Se nada for feito para atenuar o aquecimento global, o custo dos desgastes causados aos oceanos poderá chegar a cerca de 2 trilhões de dólares por ano até 2100 para a economia mundial, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira pelo Instituto Ambiental de Estocolmo.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Por Daniela Leiras &#8211; <a title="Danos aos oceanos poderão custar US$ 2 trilhões por ano " href="http://www.portugues.rfi.fr/economia/20120321-danos-aos-oceanos-poderao-custar-us-2-trilhoes-por-ano" target="_blank">RFI</a></em></p>
<p style="text-align: justify;">Uma equipe de especialistas suecos calculou os prejuízos ocasionados pelas mudanças climáticas na pesca e no turismo, além dos custos provocados por tempestades, pela subida do nível das águas e pela redução da função oceânica de poço de carbono.</p>
<p style="text-align: justify;">Dois cenários foram analisados, um pessimista e o outro otimista. O primeiro é baseado na elevação do nível de emissões de gás de efeito estufa, que devem causar uma alta de 4 graus Celsius na temperatura média global até 2100. Neste caso, os danos aos oceanos terão gastos de 2 trilhões de dólares por ano, equivalente a 0,37% do <acronym title='Produto Interno Bruto'>PIB</acronym> mundial. As perdas para o turismo chegariam a 640 bilhões de dólares e para a pesca, 340 bilhões de dólares.</p>
<p style="text-align: justify;">O segundo cenário inclui uma redução rápida das emissões nos próximos 90 anos, o que limitaria o aumento da temperatura média do planeta a 2,2 graus. Neste caso, os prejuízos causados aos oceanos seriam bem menores (610 bilhões de dólares), com as consequências negativas para o turismo estimadas em 300 bilhões de dólares e as da pesca em 260 bilhões de dólares.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Estes números são apenas a parte visível do icebergue, mas dão uma indicação do custo que se pode evitar, em termos de futuros desgastes ambientais nos oceanos em uma escala global&#8221;, disse o diretor do instituto sueco, Franck Ackerman.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre os problemas identificados nos oceanos estão a acidificação e o aquecimento crescente, a multiplicação de zonas mortas, os riscos de inundações, a subida do nível das águas e a poluição marinha.</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.araujosam.net%2F2012%2F03%2Fdanos-aos-oceanos-poderao-custar-us-2-trilhoes-por-ano%2F&amp;title=Danos%20aos%20oceanos%20poder%C3%A3o%20custar%20US%24%202%20trilh%C3%B5es%20por%20ano" id="wpa2a_14"><img src="http://www.araujosam.net/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>China &#8211; A águia e o dragão</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Mar 2012 17:17:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Araújo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[China]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>

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		<description><![CDATA[Vicejou nos anos 2000 a ideia de que os EUA e a China vivem uma simbiose, a “Chimérica”, um sistema único que representava um quarto da população, um terço da economia e metade do crescimento do planeta, no qual chineses financiam e abastecem estadunidenses que em troca lhes oferecem seu mercado consumidor e financeiro. Combinada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Vicejou nos anos 2000 a ideia de que os <acronym title='Estados Unidos da América'>EUA</acronym> e a China vivem uma simbiose, a “Chimérica”, um sistema único que representava um quarto da população, um terço da economia e metade do crescimento do planeta, no qual chineses financiam e abastecem estadunidenses que em troca lhes oferecem seu mercado consumidor e financeiro. Combinada à ilusão monetária causada pela subvalorização do yuan, que fez o peso do setor externo na economia chinesa parecer maior do que realmente é, essa meia-verdade criou a ilusão de que Pequim teria seu crescimento pautado pelos <acronym title='Estados Unidos da América'>EUA</acronym> e jamais ousaria desafiá-lo.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Por Antonio Luiz M. C. Costa &#8211; <a title="China - A águia e o dragão" href="http://www.cartacapital.com.br/internacional/a-aguia-e-o-dragao-2/" target="_blank">Carta Capital</a></em></p>
<p style="text-align: justify;">Mas a reação da China à crise de 2008 mostrou que o país quer -continuar a crescer sem depender do Ocidente e tem planos mais ambiciosos do que lhe servir de periferia industrial. E o próprio inventor da Chimérica, o historiador britânico Niall Ferguson, passou a prever, em 2010, o fim da parceria.</p>
<p style="text-align: justify;">Enquanto tentam promover o uso internacional do yuan com acordos bilaterais com parceiros comerciais, os chineses começaram a reduzir rapidamente o peso dos títulos do tesouro dos <acronym title='Estados Unidos da América'>EUA</acronym> em suas reservas. Em 2002, 75% das reservas chinesas eram denominadas em dólares e esse número pouco se alterou até 2006, mas caiu para 65% em 2010 e para 54% em meados de 2011: 1,73 trilhão de dólares em um valor total equivalente a 3,2 trilhões. No final de 2011, o valor parece ter caído para 1,15 trilhão. A compra de T-bonds representou apenas 15% do crescimento das reservas chinesas nos 12 meses terminados em 30 de junho de 2011, ante 45% em 2010 e 65% na média dos últimos cinco anos. Nem a crise do euro reverteu a tendência – pelo contrário, os chineses aproveitaram seu barateamento para acelerar a diversificação, enquanto países como Japão e Brasil continuam a financiar Tio Sam.</p>
<p style="text-align: justify;">Outro movimento é o deslocamento do foco da economia, das exportações para o mercado interno. Isso significa reduzir incentivos e privilégios dos exportadores e melhorar os salários e benefícios sociais dos trabalhadores para que estes se sintam seguros para consumir mais e poupar menos. Ao mesmo tempo, aumenta a preocupação do governo com reduzir emissões de carbono e melhorar os padrões de saúde, educação e preservação ambiental.</p>
<p style="text-align: justify;">É uma operação delicada, pois mexe com as estruturas econômicas e interesses consolidados e a transição pode criar desemprego em setores e metrópoles inteiras que se criaram em -função do mercado externo – como, por exemplo, Shenzhen, que saltou de 300 mil para 10 milhões de habitantes em 30 anos, ao se tornar a mais importante Zona Econômica Especial do país.</p>
<p style="text-align: justify;">Significa também desacelerar o crescimento. Em 5 de março, o primeiro-ministro Wen Jiabao abriu a Assembleia Popular Nacional com o aviso de que em nome de um “crescimento sustentável e de melhor qualidade”, a meta de expansão do <acronym title='Produto Interno Bruto'>PIB</acronym> em 2012 será de “apenas” 7,5%. É a primeira vez, desde que medidas anti-inflacionárias reduziram o crescimento a 4% em 1989-90 e criaram o clima para os protestos da Praça Tiananmen, que o governo chinês se atreve a deixar o país crescer menos de 8% ao ano. Hoje, o crescimento da força de trabalho é menor, mais de metade já vive em cidades e o êxodo rural é menos intenso, ao -mesmo tempo que a maior ênfase no mercado interno significa mais crescimento dos serviços e menos de indústrias de capital intensivo, absorvendo mais mão de obra com menos crescimento.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-2590"></span>Isso joga água fria na fervura dos setores minerais e agrícolas de outros países que faziam a festa com o boom industrial chinês, mas pode ser bom para seus setores industriais. Com maiores custos de mão de obra e crescimento mais direcionado ao mercado interno, a China concorrerá menos e oferecerá mais oportunidades, enquanto se volta para produtos mais sofisticados. O país que desde 2007 é o maior exportador do mundo será em 2014 também o maior importador, segundo as projeções de The Economist. Superará os <acronym title='Estados Unidos da América'>EUA</acronym> no tamanho de vendas no varejo também em 2014 e em gastos dos consumidores em 2023. Vale lembrar que em 2010 já o ultrapassou em produção industrial, consumo de energia e vendas de veículos.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas a transformação da China em superpotência tem um aspecto mais incômodo para o Ocidente, que é o crescimento de seu poderio militar e estratégico. Sua capacidade militar há muito basta para a defesa, mas a transformação da nação fechada e autossuficiente da era maoísta em potência que demanda insumos de todo o planeta – inclusive da América Latina e África, que <acronym title='Estados Unidos da América'>EUA</acronym> e União Europeia, respectivamente, tratavam como seus “quintais” – implica, mais cedo ou mais tarde, em capacidade militar para dissuadir rivais de ameaçar seus aliados, fornecedores e rotas comerciais em todo o planeta.</p>
<p style="text-align: justify;">Mesmo com o pé no freio da economia, Pequim amplia suas forças armadas. No orçamento de 2012, os gastos militares crescem oficialmente 11,2% (ante 12,7% em 2011) e atingem 106 bilhões de dólares e 2,1% do <acronym title='Produto Interno Bruto'>PIB</acronym>. Ainda é muito menos que os 739 bilhões e 4,8% do <acronym title='Produto Interno Bruto'>PIB</acronym> dos <acronym title='Estados Unidos da América'>EUA</acronym>, mas as projeções de The Economist sugerem que a China deve superar os <acronym title='Estados Unidos da América'>EUA</acronym> em <acronym title='Produto Interno Bruto'>PIB</acronym> real em 2016, em <acronym title='Produto Interno Bruto'>PIB</acronym> nominal por volta de 2018 e em gastos militares em 2025.</p>
<p style="text-align: justify;">O que isso significa, em termos qualitativos, é mais difícil de prever. Em 2011, a China apenas começou a testar seu primeiro porta-aviões e seu primeiro caça furtivo (o Mighty Dragon J-20, comparável ao Raptor F-22 dos <acronym title='Estados Unidos da América'>EUA</acronym>), áreas onde Washington lidera há décadas. Seu arsenal nuclear, comparável ao da França ou Reino Unido, ainda é o de uma potência de segunda classe.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas os chineses já mostraram a seus rivais sua capacidade de queimar etapas (inclusive, por exemplo, com seu programa espacial) e são hoje a única das cinco potências nucleares tradicionais a expandir seu arsenal atômico. Segundo o Bulletin of the Atomic Scientists, tinham 240 ogivas em 2011 (<acronym title='Estados Unidos da América'>EUA</acronym> e Rússia têm cerca de 5 mil cada um). Só 40 delas, hoje, podem -alcançar os <acronym title='Estados Unidos da América'>EUA</acronym>, mas devem ser mais de 100 em 2025 e estão construindo novos submarinos e mísseis navais capazes de colocar a outra margem do Pacífico dentro de seu raio de ação. Além disso, a habilidade dos hackers chineses na sabotagem e espionagem cibernéticas surpreendeu o Pentágono, que reage com atraso ao criar sua própria força de “ciberguerreiros”.</p>
<p style="text-align: justify;">E as articulações geopolíticas da China já são mundiais. Têm dois eixos que se sobrepõem parcialmente e permitem superar a Chimérica. Um, econômico e comercial, é o bem conhecido <acronym title='Acrônimo para Brasil, Rússia, Índia e China, BRIC, criado pela Goldman Sachs - Posteriormente a África do Sul foi incluída'>BRICS</acronym>. Sigla criada em 2003 por um analista do Goldman Sachs para países que pareciam só ter tamanho e potencial em comum, tornou-se, a partir de 2009, um clube real, com reuniões anuais e políticas comuns (e a África do Sul como sócio menor). A “cola” que os uniu é a China, hoje a maior parceira comercial de cada um dos outros integrantes e sua aliada na maioria dos conflitos com os países ricos e na gradual construção de alternativas ao comércio em dólares.</p>
<p style="text-align: justify;">O outro eixo, de segurança e defesa, é a Organização de Cooperação de Xangai, que abrange China, Rússia e as repúblicas ex-soviéticas da Ásia Central (exceto, por enquanto, o Turcomenistão), com a Índia, Irã, Paquistão e Mongólia como observadores: no conjunto, mais da metade da população da Terra. Fundada em 2001 para supressão de dissidentes, separatistas, narcotraficantes e “terroristas”, começou exercícios militares e projetos conjuntos de energia e infraestrutura e expulsou os <acronym title='Estados Unidos da América'>EUA</acronym> de sua base no Uzbequistão. Não é uma aliança militar rígida sob um comando unificado, como é a Otan ou foi o Pacto de Varsóvia, mas em termos práticos, a China assegurou prioridade no acesso ao petróleo e minérios da Rússia e Ásia Central que o Ocidente esperava controlar nos anos 1990 e a cooperação militar do Kremlin enquanto lhe faltam seus meios próprios de ação mundial.</p>
<p style="text-align: justify;">Os <acronym title='Estados Unidos da América'>EUA</acronym>, por certo, não estão alheios a esse processo. Sua resposta é reformular sua estratégia e redistribuir tropas e comandos que, 20 anos depois do fim da União Soviética, ainda refletiam as prioridades da Guerra Fria, concentrando-se ao longo da extinta “cortina de ferro”. Nos últimos anos, foram criados comandos militares para a África e a América Latina, regiões antes asseguradas, mas onde hoje Pequim disputa influência.</p>
<p style="text-align: justify;">E em 6 de janeiro, Barack Obama anunciou uma nova estratégia cuja prioridade evidente é prevenir a hegemonia da China na região da Ásia, Pacífico e Índico. Anunciou novas bases militares na Austrália e Filipinas, ofereceu apoio a Hanói, que disputa com Pequim o mar da China Meridional e tenta seduzir Myanmar e cortejar a Índia, para prevenir uma maior aproximação com os chineses. A queda de braço com os regimes da Síria e Irã também faz mais sentido como parte desse jogo de xadrez do que como reação à improvável ameaça de Teerã ao Ocidente. Trata-se de tentar mostrar à plateia afro-latino-asiática que o bloco da Eurásia não é forte o bastante para proteger seus pupilos quando a Aliança Atlântica se decide a agir. Mas como na crise dos mísseis de Cuba, há o risco de qualquer passo em falso fazer o jogo sair do controle – e, mesmo que o pior não aconteça, de voltar a fazer pender a ameaça de aniquilação sobre toda a humanidade por mais uma geração.</p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>O novo consumidor brasileiro</title>
		<link>http://www.araujosam.net/2012/03/o-novo-consumidor-brasileiro/</link>
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		<pubDate>Fri, 16 Mar 2012 17:53:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Araújo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Consumo]]></category>
		<category><![CDATA[Varejo]]></category>

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		<description><![CDATA[O consumidor brasileiro de 2012 não é o mesmo de até bem pouco tempo atrás. Com mais dinheiro no bolso, os clientes ficaram mais exigentes e passaram a dar valor a detalhes que já não podem ser ignorados pelo mercado varejista. O brasileiro de hoje gosta de vinho, whisky importado, praticidade e rejeita produtos genéricos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>O consumidor brasileiro de 2012 não é o mesmo de até bem pouco tempo atrás. Com mais dinheiro no bolso, os clientes ficaram mais exigentes e passaram a dar valor a detalhes que já não podem ser ignorados pelo mercado varejista. O brasileiro de hoje gosta de vinho, whisky importado, praticidade e rejeita produtos genéricos ou gordurosos. Não por acaso, embora a renda dos trabalhadores tenha aumentado, a venda de sabonetes, pães e leites comuns tem tido um crescimento baixo nos últimos anos.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Por Clara Roman &#8211; <a title="O novo consumidor brasileiro" href="http://www.cartacapital.com.br/economia/o-novo-consumidor-brasileiro/" target="_blank">Carta Capital</a></em></p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, os produtos à venda competem com a oferta de serviços, como os relacionados à educação.</p>
<p style="text-align: justify;">As conclusões fazem parte de um estudo elaborado pela consultoria Nielsen e que serão apresentados no seminário “As Tendências do Mercado de Consumo”, na próxima quarta-feira 21, no Cultural Clube Transatlântico, na Granja Julieta (São Paulo). Em entrevista a CartaCapital, o gerente-executivo da empresa no Brasil, Eduardo Ragasol, fala sobre as tendências do mercado para atender este novo público e lista o que deve encalhar nas prateleiras das redes varejistas.</p>
<p style="text-align: justify;">Marcas mainstream, diz ele, levam vantagem. Já produtos que copiam os líderes, mas com qualidade inferior e menor preço sofrerão com a redução da demanda. Consequências da emergência de uma nova clientela.</p>
<p style="text-align: justify;">Saiba quem são e o que querem os novos consumidores brasileiros:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Novos valores e prioridades</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Quem começou a ganhar mais dinheiro no último biênio deve priorizar os gastos com educação e carro próprio, além de quitar dívidas adquiridas nos anos anteriores. “O público da classe C está viajando muito mais que viajava antes”, afirma Ragasol. Assim, o crescimento do mercado de consumo, ainda que positivo, será moderado. Em 2011, foi de apenas 1,2%. Em2012, a Nielsen aponta para a mesma proporção. Em contrapartida, o crescimento em valor desse mercado cresceu 8,2%. Ou seja: a expansão ocorrerá sobretudo na venda de produtos mais caros e de maior qualidade. Nesse sentido, o setor mainstream – marcas lídres, bem posicionadas – levarão vantagem. Quem quiser se inserir, terá de entrar com produtos diferenciados, seguindo os quatro parâmetros abaixo:</p>
<p style="text-align: justify;">Sofisticação: O crescimento de 40% no mercado de vinho mostra como o brasileiro tem procurado bem-estar e sofisticação ao escolher os produtos que irá consumir. O whisky importado levou vantagem em relação ao nacional, por exemplo.</p>
<p style="text-align: justify;">Praticidade: Com a inclusão da mulher no mercado de trabalho e os hábitos da vida urbana, a procura por soluções mas rápidas e convenientes tem crescido. Assim, produtos que facilitem a vida de quem cuida da casa são tendência. Entre eles, amaciantes, sabão em pó e inseticidas com spray automático. No setor alimentício, o consumo de biscoitos de marcas líderes e alimentos congelados deve crescer ainda mais.</p>
<p style="text-align: justify;">Apelo à saúde: A sofisticação e praticidade se unem ao desejo de consumir alimentos mais saudáveis. Iogurtes funcionais, pães especiais, leites sem lactose ou sem gordura se enquadram na categoria de produtos que têm tido crescimento nas vendas. Sucos prontos, práticos e que apelam para um estilo de vida mais saudável também terão aumento de procura. Sabonetes líquidos e antibacterianos são tendência no setor de cosméticos. Em contraposição, sabonetes, pães e leites comuns tem tido um crescimento inferior nas vendas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Conveniência</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Segundo Ragasol, o consumidor não está mais disposto a grandes deslocamentos para realizar suas compras. Estabelecimentos de pequeno porte espalhados no território das cidades levam vantagem, em contraposição ao modelo de hipermercados, distantes do local de moradia dos clientes.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Crédito</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A expansão do crédito, segundo a consultoria, é um dos fatores que impulsionam a economia. O seu crescimento acelerado, no entanto, pode resultar em inadimplência. “Isso ocorreu em 2010, de forma que o crédito diminui em2011”, afirma. O crédito sinaliza a confiança do consumidor – nesse quesito, o Brasil é o quinto no ranking mundial e o líder na América Latina.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Perfil</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Além de engordar a nova classe média – que corresponde hoje a 95 milhões de pessoas, mais da metade da população – o aumento da renda e do mercado formal, aliada a redução do desemprego, impulsionou o consumo na Classe D. Ou seja, quem recebia até um salário mínimo há dois anos, tinha um poder de compra menor do que hoje. Agora, com o emprego fixo, as pessoas têm mais confiança na hora de gastar. A expansão do crédito também explica o aquecimento do mercado.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Riscos/consequências:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">- Inflação. Para Ragasol, o aquecimento econômico brasileiro está preso em uma armadilha: a inflação. “Toda vez que o governo impulsiona crédito e consumo, a economia decola, mas com inflação”, afirma Ragasol. “Para segurar a inflação, por sua vez, o governo segura variáveis econômicas”. Para combater esse empecilho, Ragasol aponta que o Brasil terá de rever sua estrutura de custos e impostos, além de investir em infraestrutura e melhorar a logística da indústria. Apenas simplificar a tributação, sem necessariamente reduzir a arrecadação, já seria um avanço. As empresas acabam gastando para conseguir pagar seus impostos e entender o complexo sistema fiscal do país. “Outras economias já mostraram que, se você tiver as condições certas, no entorno legal e de infraestrutura, ela pode crescer sem inflação”, afirma.</p>
<p style="text-align: justify;">- Crise internacional: A economia brasileira ainda está baseada na exportação de commodities. Se a crise externa se agravar e a economia europeia realmente implodir, o Brasil sofrerá com a redução de demanda por matérias primas – o verdadeiro motor da economia brasileira, segundo Ragasol.</p>
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		<title>Unicamp integrará rede interenacional de universidades</title>
		<link>http://www.araujosam.net/2012/03/unicamp-integrara-rede-interenacional-de-universidades/</link>
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		<pubDate>Thu, 15 Mar 2012 13:39:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Araújo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Variedades]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>

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		<description><![CDATA[A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) foi admitida como o 19º membro e o primeiro na América Latina da Worldwide Universities Network (WUN), uma das mais renomadas redes de universidades do mundo. Da Agência FAPESP A assinatura do memorando de entendimento para a entrada da Unicamp na rede internacional ocorrerá em maio, durante a reunião [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) foi admitida como o 19º membro e o primeiro na América Latina da Worldwide Universities Network (WUN), uma das mais renomadas redes de universidades do mundo.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Da <a title="Unicamp integrará rede internacional de universidades" href="http://agencia.fapesp.br/15305">Agência FAPESP</a></em></p>
<p style="text-align: justify;">A assinatura do memorando de entendimento para a entrada da Unicamp na rede internacional ocorrerá em maio, durante a reunião anual da WUN, que será realizada em Londres, na Inglaterra.</p>
<p style="text-align: justify;">O acordo valerá inicialmente por três anos e poderá ser renovado de forma contínua após esse período. De acordo com John Hearn, diretor executivo da WUN, a rede vinha procurando uma parceira latino-americana nos últimos anos. “Era uma das nossas prioridades”, disse.</p>
<p style="text-align: justify;">Por sua vez, a Unicamp também vinha estudando a possibilidade de ingressar em um seleto grupo de universidades internacionais. “Estava faltando no projeto de internacionalização da Unicamp a participação em uma rede prestigiosa como essa”, disse Leandro Tessler, coordenador de relações institucionais e internacionais da universidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Como membro da WUN, a Unicamp poderá participar dos chamados “Global Challenges” – programas que reúnem dezenas de grupos de pesquisa interdisciplinar vinculados à rede em torno de quatro assuntos de interesse mundial: mudança climática e segurança alimentar; saúde pública e doenças não comunicáveis (câncer, diabetes e outras doenças não transmissíveis); reforma do ensino superior e da pesquisa; e compreensão de culturas.</p>
<p style="text-align: justify;">A Unicamp também poderá estabelecer colaborações para o intercâmbio de pesquisadores e alunos de pós-graduação com outras integrantes da rede, além de compartilhar recursos para ensino e concorrer aos financiamentos oferecidos pela WUN.</p>
<p style="text-align: justify;">A Unicamp deverá criar um comitê interno para cuidar dos assuntos relacionados à participação na rede. A universidade já mantém relacionamento próximo com duas de suas futuras parceiras na rede: a Universidade de Wisconsin em Madison, nos Estados Unidos, e a Universidade de Alberta, no Canadá.</p>
<p style="text-align: justify;">Das 18 universidades que compõem a WUN atualmente, cinco estão no Reino Unido e quatro nos Estados Unidos. Há ainda duas na Austrália, duas na China e uma na África do Sul, no Canadá, em Hong Kong, na Noruega e na Nova Zelândia. O Brasil será o terceiro país emergente com uma representante na rede.</p>
<p style="text-align: justify;">Mais informações: <a href="www.unicamp.br/unicamp/divulgacao/2012/03/13/unicamp-vai-integrar-rede-internacional-de-universidades" target="_blank">www.unicamp.br/unicamp/divulgacao/2012/03/13/unicamp-vai-integrar-rede-internacional-de-universidades</a>.</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.araujosam.net%2F2012%2F03%2Funicamp-integrara-rede-interenacional-de-universidades%2F&amp;title=Unicamp%20integrar%C3%A1%20rede%20interenacional%20de%20universidades" id="wpa2a_20"><img src="http://www.araujosam.net/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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