Cientistas usam cobras para prever terremotos na China

Da BBC Brasil
 
As cobras podem perceber a iminência de um terremoto até cinco dias antesCientistas na China desenvolveram uma nova forma de prever terremotos: a observação do comportamento incomum das cobras.

Especialistas do bureau de sismologia em Nanning, na província de Guangxi, no sul do país, estão monitorando viveiros locais de cobras através de webcams em operação 24 horas por dia.

Eles dizem que as serpentes podem sentir um terremoto a uma distância de 120 quilômetros, até cinco dias antes do fenômeno ocorrer.

Os animais reagem erraticamente, chegando a bater a cabeça contra as paredes em uma tentativa de fugir, dizem os cientistas.

"De todas as criaturas da Terra, as cobras talvez sejam as mais sensíveis a terremotos", disse Jiang Weisong, diretor do bureau de sismologia de Nanning ao jornal The China Daily.

Os répteis reagem com comportamento extremamente errático, afirma o técnico.

"Quando um terremoto está em vias de ocorrer, as cobras saem de seus ninhos, mesmo no frio do inverno. Se o terremoto for forte, as cobras chegam a se jogar contra paredes ao tentarem escapar."

Nanning - uma área sujeita a abalos sísmicos - é uma das doze cidades chinesas monitoradas por equipamento sofisticado. Ela também possui 143 unidades de monitoramento animal.

"Com a instalação de câmeras sobre ninhos de cobras, nós aprimoramos nossa habilidade de prever terremotos. O sistema pode ser ampliado para incluir outras partes do país para tornar nossas previsões mais precisas", disse Jiang Weisong.

A China é atingida por terremotos com freqüência.

Em 1976, cerca de 250 mil pessoas morreram quando a cidade de Tangshan foi devastada por um abalo sísmico.

Arquidiocese ordena segundo padre surdo do Brasil

Da Assessoria de Imprensa da CNBB

O dia 26 de novembro vai se tornar uma data histórica para a Igreja no Brasil. Wilson Czaia será ordenado sacerdote, tornando-se o primeiro padre natisurdo (nascido com surdez profunda) do Paraná e o segundo do país. A cerimônia ocorre na Paróquia São Francisco de Paula, pela imposição das mãos de Dom Moacyr José Vitti, arcebispo metropolitano de Curitiba (PR), às 15h.

Ordenado diácono no último dia 10 de junho, Wilson é nascido em Curitiba e tem 37 anos. Ele iniciou fazendo um discernimento vocacional em 1999 e atuando na Pastoral dos Surdos da capital. Em 2000 ingressou no Seminário Filosófico Bom Pastor. Desde então, a equipe de formadores dos seminários da arquidiocese vem acompanhando o caso do Wilson como uma verdadeira inclusão. Ele morou no seminário, conviveu com outros seminaristas, foi tratado como igual e teve as adaptações necessárias naquilo que lhe era próprio. Na Teologia teve o apoio do padre Loir Oliveira, então seminarista, que interpretava todas as aulas.

De acordo com o diácono Wilson o maior desafio é superar preconceitos. "As pessoas confundem deficiência com incapacidade. Muitos perguntam aos meus pais: Como ele vai rezar missa? Como vai confessar? Digo que tudo isso é possível quando as pessoas estão dispostas a nos conhecer. Poderei ser padre para surdos e para ouvintes. Para os surdos é mais fácil, para mim, porque é minha cultura. Mas, nada impede de atender aos ouvintes. A missa não deixará de ser missa porque um surdo vai rezá-la: basta que tenham um ouvido paciente para aceitar a minha voz," conclui.

Czaia demonstrou interesse em tudo, o que facilitou sua integração, e mais ainda, provou que a surdez não é obstáculo para nada. Ele dirige muito bem, domina computador, se comunica com linguagem de sinais e com leitura labial, conversa com os outros surdos via internet e celular (enviando mensagens) e ministra curso de Batismo e de Linguagem de sinais para os que querem trabalhar com surdos.

A ordenação diaconal de Wilson Czaia também foi marcada, em Curitiba, pelo lançamento da Pastoral das Pessoas com Deficiência, que ocorreu na mesma data e local, como fruto das ações desenvolvidas pela Campanha da Fraternidade 2006, que discute a questão das pessoas com deficiência.

Padres Surdos

O último padre surdo profundo a ser ordenado foi o Monsenhor Vicente Burnier, em 1951, em Juiz de Fora/MG. Hoje com 84 anos, ele foi o primeiro sacerdote surdo do Brasil e o segundo do mundo. O primeiro do mundo foi um francês: padre Jean de La Fonta em 1921. No mundo há padres natisurdos nos Estados Unidos, Coréia e África do Sul.

Município do Amazonas é o primeiro a oficializar línguas indígenas no país

Thaís Brianezi - Agência Brasil

Manaus - O prefeito de São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, Juscelino Gonçalves, assinou hoje (10) o decreto que regulamenta o reconhecimento do Tukano, Baniwa e Nheengatu como línguas oficiais do município, ao lado do português. O decreto foi votado na Câmara Municipal na semana passada, mas a lei (nº 145), que estabelece as três línguas indígenas como idiomas co-oficiais, foi aprovada em 2002.

É a primeira vez no Brasil que idiomas indígenas são considerados co-oficiais – a Constituição Federal estabelece que o português é o idioma oficial do país. São Gabriel da Cachoeira fica na região do Alto Rio Negro, a 847 quilômetros, em linha reta, de Manaus – e a 1,6 mil quilômetros por via fluvial. É o município brasileiro com maior população indígena: 73,31% dos 29,9 mil habitantes, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com a regulamentação, todos as repartições públicas em São Gabriel da Cachoeira serão obrigadas a prestar atendimento também em Nheengatu, Tukano e Baniwa, e os documentos públicos e campanhas publicitárias institucionais deverão ter versões nos três idiomas. Além disso, a prefeitura deverá incentivar o aprendizado dessas línguas e uso nas escolas, meios de comunicação e instituições privadas.

“Quando a gente viaja para fora do país, precisa aprender outras línguas. Quem não for indígena e vier para cá, terá que aprender nosso idioma para se comunicar com a gente”, afirmou o diretor-presidente da Federação das Organizações Indígenas do Alto Rio Negro (Foirn), Domingos Barretos.

Para ele, o fundamental é fazer o controle social da nova legislação e desenvolver ações de educação e capacitação. “Queremos construir com as instituições públicas um programa de trabalho para aplicar a lei, oferecendo curso de formação para os servidores entenderem a importância dessas línguas”, disse Barretos, em entrevista à Radiobrás.

A Lei 145/2002 surgiu de uma iniciativa da Foirn, uma articulação que reúne 660 entidades indígenas de 22 povos. O projeto de lei que lhe deu origem é de autoria do vereador indígena Camico Baniwa e foi elaborado em parceria com o Instituto de Investigação e Desenvolvimento em Política Linguística (Ipol). O decreto de regulamentação começou a ser esboçado em abril deste ano, em um grande seminário organizado pelas lideranças indígenas.

“Em 1987, quando a Foirn foi criada, falar português era sinal de superioridade. Foi nossa política de valorização da cultura e da tradição que afastou esses idiomas do risco de extinção”, ressaltou Barretos. Segundo ele, a demanda pela co-oficialização das três línguas indígenas mais faladas no município veio do movimento de professores indígenas em 1998, ano em que foi criado o primeiro magistério indígena em São Gabriel da Cachoeira.

De acordo com Barretos, pelo menos 5 mil indígenas têm o Baniwa como idioma principal; 4 mil, o Tukano e 3 mil, o Nheengatu. Ele observou, no entanto, que o número de falantes dos três idiomas é bem maior e difícil de estimar, porque é comum os indígenas da região aprenderem línguas de outros povos.

Apesar de ser hoje considerado língua materna por diversos povos indígenas que habitam a Amazônia, como os Barés, em São Gabriel da Cachoeira, as origens do Nheengatu estão no processo de catequisação. O Nheengatu surgiu a partir do Tupi e foi introduzido pelos jesuítas na região. Muitos povos que perderam sua língua original durante o processo de colonização adotaram o Nheengatu como língua principal.

Cientistas ‘restauram’ visão de ratos cegos com células-tronco

Da BBC Brasil

Cientistas britânicos anunciaram ter restaurado a visão em ratos cegos por meio de transplantes de células-tronco na retina das cobaias.

A experiência, descrita na última edição da revista científica Nature, representa uma esperança para milhares de pessoas que sofrem de problemas de visão semelhantes aos dos ratos.

No estudo, células-tronco retiradas de ratos de até cinco dias de idade foram colocadas na retina de cobaias já geneticamente modificadas para perder gradualmente a visão devido a doenças semelhantes à retinite pigmentosa ou a degeneração macular.

Os cientistas transplantaram as células-tronco para a região da retina onde estão as células que recebem a luz e a traduzem em impulsos elétricos, permitindo ao cérebro interpretar o que é captado pelos olhos.

Em tentativas anteriores de usar as células-tronco para reestabelecer a visão, as células não se desenvolveram de forma satisfatória em células fotoreceptoras.

Mas, na experiência descrita na Nature, realizada por cientistas do Instituto de Oftalmologia e Pediatria da University College London e do Hospital Oftalmológico Moorfields, ambos de Londres, as células-tronco já foram transplantadas em um estágio desenvolvimento mais avançado, quando se transformavam em células fotoreceptoras.

Testes feitos depois do transplante mostraram que os ratos passaram a responder à luz e que seus nervos ópticos passaram a ter atividade.

Revista Veja e o acidente do vôo 1907

Sandro Araújo

A revista Veja desta semana presta um desserviço enorme à comunicação de massa no nosso país. Ao relatar o acidente do vôo 1907, apresenta versão claramente distorcida dos fatos. Uma leitura da matéria leva à conclusão de que o acidente ocorreu mais por falha do controle de vôo que pela seqüência de falhas da tripulação do avião Legacy: basta lembrar que o transponder do avião estava desligado e o plano de vôo não foi seguido, já que o avião estava em altitude diferente da prevista.

Em determinado trecho da reportagem, a revista Veja utiliza a expressão "minutos depois de o Legacy passar por Brasília, seu transponder se tornou inoperante", dando a entender que a tal inoperância teria sido por falha de equipamento e não por ação humana. Coloca ainda a culpa no controle de vôo, ao citar que "o piloto do Legacy, provavelmente, entendeu que não precisava entrar em contato com o controle aéreo ao passar por Brasília – se sua altitude fosse inadequada, ele seria alertado imediatamente pelo rádio" e mais: "houve um problema de comunicação entre o piloto e o controle".

Leia a matéria no sítio da revista e tire suas conclusões.

Comércio justo


Da coluna Empresas do Bem da Revista IstoÉ Dinheiro

O chamado comércio justo, que incentiva a agricultura orgânica em comunidades rurais, está beneficiando os integrantes da Cooperativa Agroindustrial (Coagel) de Goioerê (PR). São eles que fornecem a matéria-prima usada na confecção de roupas da Pistache&Banana. As peças da nova coleção (foto) serão exportadas para a França e a Inglaterra. A grife baseada em Americana (SP) paga 40% acima do valor de mercado pelo algodão orgânico comprado da Coagel.

Mudança de provedor de hospedagem do Blog

Caros leitores,

O Blog Sandro Araújo esteve hospedado durante todo seu primeiro ano de atividades no provedor Dreamhost. Mudamos recentemente para o provedor Hostmonster. Em função disto, ficamos sem novas postagens durante uma semana.

Retomaremos agora o nosso trabalho de repercussão das principais notícias sobre Economia, Política e Atividades, com análises do próprio autor e de outros colaboradores.

Obrigado pela ‘audiência’,

Sandro Araújo

O dia em que o Brasil foi invadido

Por Sandro Araújo

Para descontrair: Assista à fantástica animação intitulada “O dia em que o Brasil foi invadido”, feita como projeto de conclusão de curso das Faculdades Integradas Barros Melo.

Animação de recortes,que mostra a hipotética invasão do Brasil pelos EUA, com o objetivo detomar posse dos recursos naturais do país. A elite das forças especiaisdo exército americano irá liderar a invasão. Só um país será o vencedor.

Publicado por Abel Filho no portal YouTube.

A animação está disponível em http://www.youtube.com/watch?v=JffmWtjxVq8.

Fóssil brasileiro resolve mistério do réptil voador

Da BBC Brasil

Reprodução de tupuxuaras (Imagem: Universidade de Portsmouth)

Descoberta foi importante porque havia poucos fósseis do animal
Cientistas britânicos dizem que a descoberta de um fóssil no Brasil resolveu o mistério sobre por que os répteis pré-históricos pterossauros tinham cristas na cabeça.

De acordo com pesquisadores da Universidade de Portsmouth, a descoberta do crânio do pterossauro chamado de tupuxuara no Nordeste indica que as cristas aparenciam na puberdade e eram usadas para atrair o sexo oposto.

“As cristas eram usadas como o rabo do pavão, uma gigantesca estrutura colorida”, diz o paleobiólogo Darren Naish, um dos autores do estudo publicado na mais recente edição da revista Palaeontology.

“Nós não temos certeza, mas imaginamos que elas eram balançadas e usadas para atrair outros pterossauros”, acrescenta.

Maturidade física

A descoberta do tupuxuara foi importante porque havia poucos fósseis do animal no mundo e todos eles eram de adultos.

Naish e David Martill examinaram o fóssil brasileiro e descobriram que a crista era diferente em espécimes jovens.

Segundo os cientistas, até a puberdade, a crista era sustentada por dois ossos, e não apenas um como nos adultos.

Os dois ossos só se juntariam para formar o osso adulto durante a puberdade, dando origem à crista.

“Isso é significativo, porque liga o crescimento da crista à maturidade física e então, presumivelmente, ao sexo”, explicou Naish.

Confidências da Dona de Bordel

Anônimo

Baixa tanto político no meu privê que coloquei o nome do estabelecimento de “metida provisória”.
Esta semana, com tanta gente para me aparecer, adivinha quem resolve dar o ar da graça?
Severino !!
Depois dizem que puta é mulher de vida fácil.
Fácil? Quero ver encarar.
Se um milhão de pessoas vaiaram Severino vestido, imagina sem roupa.
Mas nada que cinco notas de cem não o transformem num Suplicy:
Vem com a mamãe, Severino…
Apaguei as luzes por motivos óbvios. Desci com a mão até o baixo clero, mas o dito-cujo era nanico.
Pensei: É, Severino, está precisando conseguir um aumento pro rapaz aqui, hein?
Para incentivar, comecei a falar umas palavras de “baixo escalão”:
- Vem, Severo.
Me chama de Congresso e me desarruma.
Pensa que eu sou o governo e me mete o pau.
Finge que eu sou teu filho e me bota lá dentro.
Pensa que eu sou o orçamento e acaba comigo.
Vai, Severo.
Finge que eu sou o povo e me leva à loucura !!
O Severo deve ter gostado.
Tanto que começou a dizer que ia me tirar dessa vida, que ia me arrumar um emprego no Congresso e coisa e tal.
Isso já é “neputismo”, pensei.
Mas, como ele conseguiu transformar o Congresso numa zona, até faz sentido…!!!