Fifa confirma Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014

 
Thomas Pappon - BBC Brasil
   
A Fifa confirmou a escolha do Brasil para sediar a Copa do Mundo de 2014. A decisão foi anunciada nesta terça-feira pelo presidente da entidade, Joseph Blatter, após uma reunião do Comitê Executivo da Fifa.

"O comitê executivo decidiu de forma unânime dar a responsabilidade, não apenas o direito, mas a responsabilidade, de organizar a Copa do Mundo da Fifa de 2014 ao país Brasil", disse Blatter.

O anúncio, feito na sede da Fifa em Zurique, foi acompanhado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e 12 governadores – entre eles José Serra, de São Paulo, e Aécio Neves, de Minas Gerais, dois possíveis candidatos à gestão presidencial que presenciará a realização do torneio em 2014.

Centenas de jornalistas, representantes do governo e convidados da CBF lotaram o auditório da Fifa, no que, segundo porta-vozes da entidade, foi o evento mais concorrido e animado já realizado no local.

A confirmação do Brasil era esperada. O relatório dos inspetores da Fifa, que estiveram no Brasil no final de agosto, concluiu que o país estava apto a realizar a Copa, apesar de apontar precariedades em todos os estádios cotados para o torneio e no sistema de transportes públicos.

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Línguas nativas do Brasil estão ‘entre as mais ameaçadas’

Da BBC Brasil

Línguas nativas de tribos indígenas brasileiras estão entre as mais ameaças de extinção, segundo uma classificação feita pela National Geographic Society e o Instituto Living Tongues.

Elas estão sendo substituídas pelo espanhol, o português e idiomas indígenas mais fortes na fronteira do Brasil com a Bolívia e o Paraguai, os Andes e a região do chaco, revelaram os pesquisadores.

Menos de 20 pessoas falam ofayé, e menos de 50 conseguem se expressar em guató, ambas faladas no Mato Grosso do Sul, próximo ao Paraguai e à Bolívia, para citar um exemplo.

A área é considerada de "alto risco" para línguas em risco de extinção, alertaram os pesquisadores.

Em outra área de risco ainda maior – grau "severo" – apenas 80 pessoas conhecem o wayoró, língua indígena falada nas proximidades do rio Guaporé, em Rondônia.

Os cientistas descreveram esta parte do globo como "uma das mais críticas" para as línguas nativas: extremamente diversa, pouco documentada e oferecendo ameaças imediatas aos idiomas indígenas.

Entre estas ameaças, estão as línguas regionais mais fortes, como o português na Amazônia brasileira, o espanhol falado na Bolívia, e o quéchua e o aymara, difundidos no norte e no sul dos Andes bolivianos, respectivamente.

Risco

O mapeamento das línguas em extinção faz parte do projeto "Enduring Voices: Documenting the Planet’s Endangered Languages" (em tradução livre, "Vozes Resistentes: Documentando as Línguas Ameaças do Planeta"), que identificou as regiões do globo onde as línguas nativas estão mais fortemente ameaçadas.

Os pesquisadores alertaram que metade das cerca de 7 mil línguas faladas hoje no mundo – muitas nunca gravadas – desaparecerão ainda neste século. Uma língua morre a cada 14 dias, afirmaram.

"Com a extinção de uma língua, toda uma cultura se perde. Cada vez que uma língua morre, perdemos parte do quadro geral que nosso cérebro pode desenhar", diz um texto que apresenta as conclusões do projeto.

Fora da América do Sul, os pesquisadores identificaram outras áreas de risco para as línguas nativas.

A mais severa delas, o norte da Austrália, abriga algumas das línguas mais ameaçadas do planeta. Apenas três pessoas falam magati re e yawuru, e só existe um falante de amurdag.

Em parte do Canadá e nos Estados americanos de Washington e Oregon, cada uma das cerca de 50 línguas nativas estão ameaçadas, afirmaram os cientistas. O falante mais jovem de qualquer uma delas tem pelo menos 60 anos.

No leste da Rússia, Sibéria, China e Japão, políticas oficiais forçaram os nativos em línguas minoritárias a adotar idiomas nacionais.

Já nos centro dos Estados Unidos e Novo México, as línguas nativas caíram em desuso a um ponto em que, em 2005, apenas cinco idosos podiam se comunicar em yuchi - um idioma que não guarda relação com nenhum outro no mundo.

Desaposentar

Para alegrar o fim de semana:

Por Domingos Pellegrini

Ele chegou à praça com uma marreta. Endireitou a estaca de uma muda de árvore e firmou batendo com a marreta. Amarrou a muda na estaca e se afastou como para olhar uma obra de arte. Não resisti a puxar conversa:

- O senhor é da prefeitura?

- Não, sou da Alice, faz quarenta e dois anos. Minha mulher.

- Ah… O senhor quem plantou essa muda?

- Não, foi a prefeitura. Uma árvore velha caiu, plantaram essa nova de qualquer jeito, mas eu adubei, botei essa estaca aí. Olha que beleza, já está toda enfolhada. De tardezinha eu venho regar.

- Então o senhor gosta de plantas.

- De plantas, de bicho, até de gente eu gosto, filho.

- Obrigado pela parte que me cabe… Ele sorriu, tirou um tesourão da cinta e começou a podar um arbusto.

- O senhor é aposentado?

- Não, sou desaposentado.

Foi podando e explicando:

- Quando me aposentei, já tinha visto muito colega aposentar e murchar, que nem árvore que você poda e rega com ácido de bateria. Sabia que tem comerciante que rega árvore com ácido de bateria pra matar, pra árvore não encobrir a fachada da loja? É… aí fica com a loja torrando no sol!

Picotou os galhos podados, formando um tapete de folhas em redor do arbusto.

- É bom pra terra… Tudo que sai da terra deve voltar pra terra… Mas então, eu já tinha visto muito colega aposentar e murchar. Botando bermuda e chinelo e ficando em casa diante da televisão. Ou indo ao boteco pra beber cerveja, depois dormindo de tarde. Bundando e engordando… Até que acabaram com derrame ou enfarte, de não fazer nada e ainda viver falando de doença.

Cortou umas flores, fez um ramalhete:

- Pra minha menina. A Alice. Ela é um ano mais velha que eu, mas fica uma menina quando levo flor. Ela também é desaposentada. Ajuda na escola da nossa neta, ensinando a merendeira a fazer doce com pouco açúcar e salgados com os restos dos legumes que antes eram jogados fora. E ajuda na creche também, no hospital. Ihh… A Alice vive ajudando todo mundo, por isso não precisa de ajuda, nem tem tempo de pensar em doença.

Amarrou o ramalhete com um ramo de grama, depositou com cuidado sobre um banco.

- Pra aguar as mudas eu tenho que trazer o balde com água lá de casa. Fui à prefeitura pedir pra botarem uma torneira aqui. Disseram que não, senão o povo ia beber água e deixar vazando. Falei pra botarem uma torneira com grade e cadeado que eu cuidaria. Falaram que não. Eu teria que ficar com o cadeado e então ia ser uma torneira pública com controle particular, e não pode. Sorriu, olhando a praça.

- Aí falei: então posso cuidar da praça, mas não posso cuidar de uma torneira? Perguntaram, veja só, perguntaram se tenho autorização pra cuidar da praça! Nem falei mais nada. Vim embora antes que me proibissem de cuidar da praça… Ou antes que me fizessem preencher formulários em três vias com taxa e firma reconhecida, pra fazer o que faço aqui desde que desaposentei… Tá vendo aquele pinheiro fêmea ali? A Alice que plantou. Só tinha o pinheiro macho. Agora o macho vai polinizar a fêmea e ela vai dar pinhões.

- Eu nem sabia que existe pinheiro macho e pinheiro fêmea.

- Eu também não sabia, filho. Ihh… Aprendi tanta coisa cuidando dessa praça!

Hoje conheço os cantos dos passarinhos, as épocas de floração de cada planta, e vejo a passagem das estações como se fosse um filme!

- Mas ela vai demorar pra dar pinhões, hein? Falei, olhando a pinheirinha ainda da nossa altura. Ele respondeu que não tinha pressa.

- Nossa neta é criança e eu já falei pra ela que é ela quem vai colher os pinhões. Sem a prefeitura saber… E a Alice falou que, de cada pinha que ela colher, deve plantar pelo menos um pinhão em algum lugar. Assim, no fim da vida, ela vai ter plantado um pinheiral espalhado por aí. Sem a prefeitura saber, é claro, senão podem criar um imposto pra quem planta árvores…

- É admirável ver alguém com tanta idade e tanta esperança!

Ele riu:

- Se é admirável eu não sei, filho, sei que é gostoso. E agora, com licença, que eu preciso pegar a Alice pra gente caminhar.

Vida de desaposentado é assim: o dinheiro é curto, mas o dia pode ser comprido, se a gente não perder tempo!

Publicado na GAZETA DO POVO, de 22/05/05, Fortaleza-CE

Filhos mais velhos têm QI mais alto, diz estudo

Da BBC Brasil

Um estudo realizado por pesquisadores noruegueses revelou que os filhos mais velhos têm mais chances de apresentar QIs mais altos do que os irmãos mais novos.

Os pesquisadores analisaram 250 mil pessoas e constataram que os primogênitos e os que são o segundo ou o terceiro na ordem de nascimento - mas que perderam um dos irmãos mais velhos - marcaram uma pontuação mais alta no teste de QI.

No estudo, os pesquisadores deram como exemplo um terceiro filho que perdeu um dos irmãos mais velhos, passando a "assumir" o lugar do segundo.

Eles perceberam que essa criança desenvolveu um nível de inteligência muito próximo ao registrado em crianças que são as segundas na ordem de nascimento.

Os professores Petter Kristensen, do Instituto Nacional de Saúde Ocupacional de Oslo, e o colega Tor Bjerkedal, do Serviço Médico das Forças Armadas da Noruega, disseram que, apesar de as diferenças observadas serem pequenas, são significativas.

Eles explicam que um elemento importante é o fato de que, por um tempo, quando têm menos idade, os irmãos mais velhos não têm que dividir a atenção dos pais com os irmãos menores, que ainda não nasceram.

"O que conta é a posição social dos irmãos e não as diferenças biológicas entre eles", sustentam os estudiosos, que tiveram a pesquisa publicada na revista Science.

Maturidade

As correntes teóricas sobre o tema são divergentes há décadas.

Certos estudiosos sustentam que as diferenças entre QIs dos filhos são originadas ainda no útero, já que a cada gravidez, a mãe produz uma quantidade maior de anticorpos que podem afetar o cérebro do feto.

O pesquisador Frank Sulloway, do Instituto de Pesquisa Social e de Personalidade da Universidade da Califórnia, está estudando como a educação pode influenciar na personalidade e na inteligência.

Em entrevista ao jornal The Daily Telegraph, Sulloway disse que os filhos mais velhos aprendem ao ensinarem os mais novos.

"A tendência que os mais velhos têm de atuar como pais em algumas situações e assumirem a posição do filho mais maduro e disciplinado também pode explicar porque os primogênitos tem um QI maior", disse.

Gol: equipamento não falhou, diz brigadeiro

Comandante da Aeronáutica disse à CPI do Senado que equipamentos funcionaram.
Depoimento complica ainda mais a situação dos controladores de vôo.

Gustavo Tourinho - Portal G1

O depoimento do Comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, à CPI do Apagão Aéreo do Senado complica ainda mais a situação dos controladores de vôo envolvidos no maior acidente da aviação civil brasileira.

Segundo Saito, não houve falha nos equipamentos no dia do acidente, 29 de setembro do ano passado. "Com os dados de que dispomos até agora, podemos afirmar que o sistema funcionava normalmente", afirmou o comandante.

Saito disse ainda que o sistema de controle do tráfego aéreo brasileiro é seguro e está entre os mais elogiados do mundo. "Nosso conceito no Índice de Segurança no Vôo é o mais alto possível." Isso se dá, segundo ele, porque o sistema do Brasil é integrado: são apenas controladores militares que controlam as aeronaves civis e militares.

O Comandante da Aeronáutica chegou a comparar os sistemas do Brasil e dos Estados Unidos.

"No dia 11 de setembro de 2001 [dia dos ataques terroristas contra o World Trade Center, em Nova York], nós teríamos reagido e cinco minutos, e não em 20 [minutos], como eles. Se eles tivessem um sistema integrado, como é o nosso, eles não teriam demorado tanto", acredita.

Encontrado grupo indígena isolado em Mato Grosso

Grupo indígena isolado de Mato Grosso pode ter sido expulso de terras

Wellton Máximo e Isabela Vieira - Agência Brasil

Brasília - A Fundação Nacional do Índio (Funai) anunciou hoje o contato com um grupo de 87 índios isolados, no interior do Mato Grosso. Os índios foram identificados como sendo de uma etnia conhecida, a Metykire,  variante do grupo Kayapó que habita o sul do Pará. Ainda segundo a Funai, o grupo é de parentes do líder kayapó Raoni.

Os índios foram encontrados após caminhar cinco dias até uma aldeia kayapó no município de Peixoto de Azevedo, no norte do Mato Grosso (MT). O primeiro encontro entre os Metykire e seus parentes kayapó ocorreu no dia 24. O grupo recém-descoberto vivia em uma área indígena já demarcada e protegida.

De acordo com a Funai, eles contaram que decidiram buscar ajuda porque estavam sendo ameaçados a tiros por homens brancos. O órgão suspeita de garimpeiros e madeireiros ilegais que podem ter invadido a reserva.

O presidente da Funai, Márcio Meira, considera surpreendente o fato de um grupo desconhecido ter sido encontrado nos tempos atuais. “O fato de não termos conhecimento ou contato com essa população mostra que o Brasil é um país riquíssimo do ponto de vista da diversidade cultural”, disse.

Por medida de segurança e para impedir a proliferação de doenças entre os índios recém- descobertos, a Funai interditou a pista de pouso que dá acesso à aldeia. Por enquanto, o contato com eles está sendo feito por outros índios kayapó que trabalham no órgão da Funai no estado. Nos próximos dias, uma equipe da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) deve levar medicamentos e vacinas contra gripe, hepatite e a tríplice, contra coqueluche, difteria e tétano.

O vice-presidente do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), Saulo Feitosa, pede que a medicação dos índios seja feita com muito cuidado e somente se comprovado “risco de iminente contágio”. Para Feitosa, a Funai agiu adequadamente e deve continuar a respeitar os direitos do grupo e dos demais povos isolados.

“Ao encontrar roças, barracas, utensílios ou relatos de mateiros, a Funai deve se preocupar em isolar a área e prover a proteção do grupo”, afirma. “O ideal era que a Funai atuasse apenas quando o contato com a população não-índia fosse inevitável.”

Ainda segundo a Funai, um dos índios tem uma bala alojada no corpo, mas não se sabe se o tiro é recente ou antigo. Na última quarta-feira (30), houve mais uma surpresa. Uma mulher do grupo deu à luz uma criança.

Segundo a Funai, existem cerca de 60 grupos indígenas registrados como isolados no país. A política oficial consiste em mantê-los como estão, evitando o contato com eles.

PF indicia pilotos norte-americanos por homicídio involuntário em acidente da Gol

Comentário: Leia mais sobre o assunto no artigo "Deu Pau - Uma crônica do Apagão Aéreo", publicada neste blog em dezembro de 2006.

Alex Rodrigues - Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) de Mato Grosso enviou hoje (9) à Justiça Federal de Sinop (MT) a conclusão do inquérito sobre a colisão do jato Legacy com o Boeing da Gol, que matou 154 pessoas em setembro de 2006. A PF acusa os pilotos norte-americanos do Legacy, Joe Lepore e Jan Paladino, homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

O inquérito foi concluído ontem (8), após ouvir mais de 22 pessoas, entre pilotos, controladores de vôo e funcionários da Embraer, empresa que fabricou o Legacy. Agora, cabe ao Ministério Público decidir se eles vão ou não responder a processo criminal.

O relatório final também sugere que o Comando da Aeronáutica investigue se houve falhas por parte dos controladores de vôo que trabalhavam no dia do acidente no Centro Integrado de Defesa e Controle Aéreo de Brasília (Cindacta) 1. Somente a Justiça Militar pode punir os profissionais caso fique comprovada a responsabilidade deles no acidente.

O delegado responsável pelo caso, Renato Sayão, concluiu que houve desligamento involuntário do transponder (dispositivo eletrônico que evita colisões entre aeronaves). Segundo a assessoria, não há indícios de que os pilotos do jato Legacy tenham desligado propositalmente o transponder ou o rádio da aeronave. As gravações das conversas entre os dois também ajudaram o delegado responsável a afastar a hipótese de que o aparelho tenha sido desligado voluntariamente.

Testes feitos nos Estados Unidos no TCAS (sigla em inglês para Sistema de Alerta de Tráfego e Evitador de Colisão), no transponder e no rádio revelaram que eles não apresentavam nenhum defeito. Por isso, a PF concluiu que teria bastado aos pilotos realizar qualquer um dos procedimentos de segurança previstos para descobrir que eles estavam desligados.

O exame da caixa-preta do jato revelou que até após o choque entre as aeronaves, a tela do piloto que fica no painel do avião, chamada MFD, e que exibe várias informações, não exibia os dados do TCAS. Já o MFD do co-piloto só foi acionado após ambas as aeronaves trombarem em pleno ar.

Além disso, a PF afirma que as normas de vôo estabelecem que os pilotos devem questionar os controladores sempre que julgarem que uma orientação não está correta. Pior isso, considera que os pilotos do Legacy deveriam ter questionado a recomendação para alterarem o plano de vôo inicial. Como o Controle de Espaço Aéreo prestava apenas o serviço de vigilância através do radar, a responsabilidade pela mudança de nível permanecia dos pilotos.

Arqueólogos acham ‘país pré-histórico’ no fundo do mar

Da BBC Brasil
   
IlustraçãoArqueólogos da Universidade de Birmingham, na Grã-Bretanha, descobriram um "país pré-histórico" no fundo do Mar do Norte.

A área, onde teriam vivido comunidades de caçadores que retiravam da natureza tudo o que precisavam, foi inundada pela alta nos níveis da água do mar depois da última Era do Gelo, há mais de 8 mil anos.

Os pesquisadores dizem que a descoberta é muito importante, já que vai permitir o mapeamento da "paisagem pré-histórica mais bem conservada da Europa".

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Equipe cria sangue ‘universal’ para transfusão

Substâncias produzidas por bactérias podem transformar tipos A, B e AB em O.
Técnica pode reduzir fortemente os problemas com falta de sangue para transfusões.

Do Portal G1

Um grupo internacional de pesquisadores desenvolveu um meio de converter sangue dos tipos A, B e AB no tipo O, o chamado "doador universal". A técnica, divulgada on-line neste domingo no periódico científico "Nature Biotechnology", pode solucionar muitos dos problemas hoje existentes com a falta de certos tipos de sangue para transfusões.

A idéia já é velha, tem pelo menos uns 25 anos, mas ninguém havia conseguido desenvolver uma maneira eficiente de "limpar" os tipos sangüíneos A, B e AB para que eles se tornassem O.

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Brasil é país que mais utiliza energias renováveis, aponta pesquisa

Nielmar de OLiveira - Agência Brasil

Quase metade da energia consumida no Brasil é gerada por fontes renováveis, como biocombustíveis e energia hidrelétrica. A informação consta do Balanço Energético Nacional (BEN), divulgado hoje (29) pela a Empresa Pesquisa Energética (EPE).

O balanço indica que a oferta interna de energia total do Brasil, em 2006, foi de 229,7 milhões de Toneladas Equivalentes de Petróleo (TEP). unidade que permite a medição comparativa das diversas fontes de energia) Deste total, 101,9 milhões de TEP – ou o equivalente a 44,4% – correspondem à oferta de energia renovável, o que faz do Brasil o maior consumidor de energia limpa do planeta.

Essa participação relativa de energia renováveis tem se mantido praticamente estável entre 2005 e 2006, o Brasil é o país que mais utiliza-se de fontes renováveis de energia as chamadas energias limpas em todo o mundo. Ainda de acordos com dados do BEN, a média mundial de utilização de energia renovável é de apenas 13,2%, enquanto nos países da Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Econômicos (OCDE), está média é ainda menor: 6,1%.

Ao justificar a manutenção do percentual de utilização das energias renováveis, entre 2005 e 2006, a EPE afirmou que ele é reflexo da compensação entre “o forte crescimento dos produtos da cana-de-açúcar e outras renováveis de um lado, e do crescimento do consumo de urânio e seus derivados, do petróleo e seus derivados e do gás natural – que apresentaram crescimento expressivo e expansão da participação na oferta interna”.

Em relação a 2005, a oferta interna de energia renovável no Brasil cresceu, em termos absolutos, em todos os tipos de energéticos que a compõem. A oferta interna de energia elétrica de fonte "hidráulica e eletricidade" foi responsável por 32,9% da oferta interna de energia renovável - correspondendo a 14,6% de toda a oferta de energia no período. Neste caso, um crescimento de 3,8% entre 2005 e 2006.

Já a oferta interna de "produtos da cana-de-açúcar", cresceu 9,7%, refletindo os efeitos sobre a produção de etanol (10,8%), e a produção de cana-de-açúcar (12%). O crescimento na produção de açúcar foi ainda mais elevado: 17,8%.

O levantamento da EPE indica, ainda, que houve um forte crescimento no volume das exportações de etanol, entre 2005 e 2006. Foram exportados 3,36 bilhões de litros do produto – crescimento de 50%. Já a lenha e o carvão vegetal apresentaram uma leve redução da participação na oferta interna de energia renovável no Brasil, passando de 29,3%, em 2005, para 28,0 em 2006. Com isto, a contribuição a oferta interna destas fontes de energia ficou em 12,4% do total.