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Pesquisa estuda a estrutura interna das tempestades no Brasil

Prever fenômenos extremos no Brasil – como as tempestades que costumam castigar diversas áreas no país durante o verão – com maior prazo de antecedência ainda é um desafio para os meteorologistas.

Por Mônica Pileggi – Agência FAPESP

Projeto de pesquisa conduzido no Inpe estuda a estrutura interna das tempestades no Brasil. Objetivo é coletar dados para prever com maior prazo de antecedência os fenômenos extremos (reprodução)

Na tentativa de evitar que tais eventos se tornem catastróficos, um grupo de pesquisadores do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CPTEC-Inpe) busca entender a estrutura interna das tempestades decorrentes dos principais regimes de precipitação do país.

O grupo integra o Projeto Temático financiado pela FAPESP “Processos de nuvens associados aos principais sistemas precipitantes no Brasil: uma contribuição à modelagem da escala de nuvens e ao GPM (Medida Global de Precipitação”, coordenado por Luiz Augusto Machado, meteorologista e pesquisador titular do CPTEC.

Batizada de “Projeto Chuva”, a iniciativa consiste em estudar a microfísica das nuvens, isto é, os processos físicos no interior delas, para desenvolver um modelo numérico capaz de rodar no supercomputador Tupã, em operação desde janeiro no Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos, em Cachoeira Paulista (SP).

“Por conta do maior poder de resolução espacial do Tupã, é preciso parametrizar e descrever os elementos com mais detalhes. Isso implica medir o tamanho dos hidrometeoros (partículas encontradas nas nuvens), como as gotas líquidas, o granizo, o graupel (forma de granizo) e a neve, assim como sua distribuição nos sistemas climáticos”, disse Machado à Agência FAPESP.

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Governo brasileiro quer construir navios de pesquisa para explorar e mapear o mar territorial

Por Vitor Abdala – Agência Brasil

O Brasil pretende construir “modernos” navios de pesquisa nos estaleiros do país para integrar a frota que será usada no mapeamento da plataforma continental brasileira. A informação foi dada pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, depois de reunião com representantes da Marinha ontem (21) no Rio de Janeiro.

A ideia do Ministério da Ciência e Tecnologia é conhecer os 4,5 milhões de quilômetros quadrados do mar territorial brasileiro e da zona econômica exclusiva do país, a fim de identificar potenciais econômicos, conhecer a biodiversidade e estudar os efeitos das mudanças climáticas e da poluição no mar brasileiro.

“Esta é a última fronteira do conhecimento estratégico do Brasil, assim como a Amazônia foi ao longo dos anos recentes um grande desafio para o país. A plataforma continental é uma área semelhante à Amazônia brasileira, com 4,5 milhões de quilômetros quadrados”, disse.

O mapeamento ainda está sendo planejado, em parceria com a Marinha, a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a estatal petrolífera Petrobras e a mineradora privada Vale. O ministro não deu prazo para a compra dos navios ou para o início do programa de pesquisas da plataforma continental.

“Nós deveremos construir navios de pesquisa bem modernos no Brasil e também adquirir navios para dar conta desse desafio. Estamos na última etapa desse processo. E a parceria com essas instituições nos dá as condições de viabilizarmos um grande programa de pesquisa com navios que vão ser laboratórios para todas as escolas de oceanografia”, disse.

Segundo Mercadante, o financiamento da pesquisa deverá ser garantido pela ANP, interessada em conhecer os campos petrolíferos do país, e pelas empresas Petrobras e Vale, que têm interesses econômicos na plataforma continental.

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Falta de mão de obra adia instalação de empresa chinesa no Brasil

Por Vinicius Konchinski – Agência Brasil

Tablets terão redução de preço com produção nacional

O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, afirmou ontem (17) que a empresa chinesa Foxcoon adiou de julho para setembro o início de suas atividades no Brasil. Segundo Mercadante, problemas com o recrutamento de engenheiros e com obras viárias em Jundiaí (SP) acabaram atrasando o cronograma de instalação de uma fábrica da empresa no país.

A chegada da Foxconn ao Brasil foi anunciada pela presidenta Dilma Rousseff durante sua viagem à China, em abril. A unidade da empresa deve produzir telas para celulares de terceira geração e para os chamados tablets (computadores em forma de prancheta).

Mercadante disse que a Foxconn teve dificuldades no processo de seleção de engenheiros que trabalharão na sua fábrica. A empresa já contratou 175 profissionais e os enviou para um treinamento na China. Porém, ainda precisa contratar mais 200. “Eles se atrasaram em selecionar”, afirmou ele. “Nós temos um problema de escassez de mão de obra em algumas áreas”.

Segundo Mercadante, uma alça de acesso à área da fábrica da empresa também não ficou pronta. Esta alça será importante para o escoamento da produção da Foxconn. Com o atraso nas obras, ficaria inviável o início da produção da empresa no país.

Mercadante ressaltou, entretanto, que a Foxconn é apenas uma das empresas que pretende produzir tablets no Brasil. Segundo ele, oito empresas já têm planos de produzir os equipamentos no país, já contando com o incentivo fiscal anunciado pelo governo federal em maio.

O ministro disse que os incentivos reduzem em 31% a carga tributária dos tablets vendidos no país. Para obter a isenção, os produtos devem ter, no mínimo, 20% de seus componentes produzidos no Brasil.

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Laser vivo: célula humana emite raios laser

Do sítio Inovação Tecnológica

O laser biológico será útil para a criação de interfaces entre a eletrônica e os organismos biológicos, incluindo as próteses inteligentes, as interfaces neurais e os exoesqueletos. Imagem: Gather/Yun

Cientistas criaram um laser vivo, dando a uma célula humana a capacidade para emitir luz laser.

Embora encontrando cada vez mais usos na área da saúde, a emissão dos raios laser sempre esteve associada com materiais inertes, como cristais, espelhos e lentes.

Agora, pela primeira vez, cientistas demonstraram que um organismo biológico é capaz de emitir laser.

Laser vivo

Malte Gather e Seok Hyun Yun, trabalhando juntos no Hospital Geral de Massachusetts, nos Estados Unidos, modificaram geneticamente uma célula para que ela expressasse a proteína fluorescente verde, a chamada GFP (Green Fluorescent Protein).

A luz emitida por essa proteína é não-coerente – como a luz de uma lâmpada. Mas os cientistas transformaram-na na base para a geração da luz laser a partir da célula onde ela está implantada.

O isolamento da GFP valeu o Prêmio Nobel de Química de 2008 aos cientistas que trabalharam para que ela se tornasse um instrumento incomparável nas pesquisas biológicas e médicas e uma das principais ferramentas da engenharia genética.

Saiba mais: Massa cinzenta cerebral fotografada em cores

Os dois pesquisadores agora usaram essa proteína para amplificar os fótons, transformando uma única célula em uma fonte de laser, que emite pulsos com duração de alguns nanossegundos cada um.

Os lasers pulsados são importantes em aplicações que vão dos vídeos holográficos à destruição de vírus no sangue, embora ainda não esteja claro se o laser vivo poderá ter utilidade tão ampla.

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Nanotecnologia: MDIC promove Seminário Internacional

MDIC promove Seminário Internacional de Nanotecnologia Aplicada aos Cosméticos dias 15 e 16 de junho em São Paulo

Do MDIC

Estratégias para o avanço da nanotecnologia no setor de cosméticos, como a formulação de um marco regulatório e formas de inserção internacional da produção brasileira, serão destaques de palestra no Seminário Internacional de Nanotecnologia Aplicada aos Cosméticos, que acontece nesta quarta e quinta-feira (15 e 16 de junho) em São Paulo-SP. O evento é promovido pelo Fórum de Competitividade de Nanotecnologia, coordenado pela Secretaria de Inovação (SI), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

A área de cosméticos apresenta crescimento de 10% ao ano no país. De acordo com o diretor do Departamento de Tecnologias Inovadoras da SI, João Batista Lanari, “o Brasil, ainda esse ano, deve se tornar o segundo mercado consumidor de cosméticos do mundo, passando o Japão e ficando atrás, apenas, dos Estados Unidos”.

A busca pela inovação é uma das prioridades do setor de cosméticos e o uso da nanotecnologia significa mais economia no custo da produção. “A nanocosmético representa eficiência imediata, porque, ao se trabalhar com escalas nanométricas, a indústria reduz o número de equações químicas para se chegar ao produto final e, consequentemente, o tempo de trabalho para isso”, explicou Lanari.

Representantes das indústrias de higiene pessoal e cosméticos participam da realização do seminário que irá abordar ainda a atuação das instituições de fomento em pesquisa e desenvolvimento em projetos de inovação.

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Alcântara inicia série de lançamentos de foguetes de treinamento

Do MCT

O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), localizado no Maranhão, realiza, a partir da próxima segunda-feira (13) a Operação Falcão I, com o lançamento de dois Foguetes de Treinamento (FTB). Esta é a primeira de uma série de lançamentos planejada para este ano. A primeira fase termina no dia 22. As segunda e terceira fases estão previstas, respectivamente, entre os dias 1 e 10 de agosto, e de 24 de outubro a 2 de novembro. No total serão lançados quatro FTB.

“O objetivo é desenvolver e certificar foguetes instrumentados para treinamento do CLA e do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI) visando o aprimoramento e a manutenção da capacidade operacional para o cumprimento das atividades previstas no Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE)”, explica o diretor do CLA, coronel aviador Ricardo Rodrigues Rangel.

Os treinamentos proporcionados pelas campanhas de lançamento dos veículos FTB, segundo o diretor do CLA, viabilizam a preparação do Centro de Lançamento de Alcântara para operações de maior porte, com é o caso do VLS (Veículo Lançador de Satélites, uma família de foguetes desenvolvida no Brasil com a finalidade de colocar um satélite na órbita da Terra.) e do Cyclone 4 (foguete lançador de satélites desenvolvido pela Ucrânia).

O coronel Ricardo Rangel explica que essas operações são fundamentais para os Centros de Lançamento, pois permitem o treinamento das equipes técnicas, a manutenção dos meios operacionais e a identificação de novos procedimentos técnicos, incluindo as áreas de preparação, integração, lançamento, rastreio, coordenação operacional, meios aéreos e marítimos de esclarecimento, mecanismos de resgate e evacuação aeromédica, segurança de superfície e de vôo.

“Só para ter uma idéia da importância dos foguetes de treinamento, antes de se realizar um lançamento do VLS, todos os meios operacionais deverão ser testados, inclusive o sistema de terminação de vôo, que poderá ser avaliado com o lançamento de um Foguete de Treinamento Intermediário, que é equipado com telemetria na banda “S”, transponder na banda “C” e sistema de terminação de vôo, além de 30kg disponíveis para experimentos”, afirma o coronel Ricardo Rangel.

Os FTB têm comprimento total de 3,05 m, tempo de queima de 4s e um peso total de 68,3 Kgf. Na Operação Falcão I não serão levados experimentos a bordo em nenhum dos dois foguetes, embora haja disponibilidade de 5 kg de carga útil em cada lançamento, com possibilidade de transmissão dos dados via telemetria para as estações de solo.

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Brasil pode ser dono de uma das maiores reservas de terras raras do planeta

Mas País não explora material usado em superimãs, telas de tablets, computadores e celulares, no processo de produção de gasolina e em painéis solares

Por Janaína Simões – Unicamp

As terras raras são 17 elementos químicos muito parecidos, mas que diferem no número de elétrons em uma das camadas da eletrosfera do átomo. São agrupadas em uma família na tabela periódica porque ocorrem juntos na natureza e são quimicamente muito parecidos. Imagem: Peggy Greb/USDA via sítio InovaçãoTecnológica

O Brasil pode ser dono de uma das maiores reservas de terras raras do planeta, mas, hoje, praticamente não explora esses recursos minerais, usados em superimãs, telas de tablets, computadores e celulares, no processo de produção de gasolina, e em painéis solares. Estimativas da agência US Geological Survey (USGS), dos Estados Unidos, apontam que as reservas brasileiras podem chegar a 3,5 bilhões de toneladas de terras raras. De olho no potencial brasileiro, a Fundação Certi, de Santa Catarina, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), de São Paulo, e Centro de Tecnologia Mineral (Cetem), do Rio de Janeiro, estão se articulando para dar apoio à iniciativa privada, caso o Brasil decida explorar esses recursos minerais e entrar no mercado, hoje dominado pela China, responsável por 95% da produção e dona de 36% das reservas conhecidas. O valor do mercado mundial dos óxidos de terras raras é da ordem de US$ 5 bilhões anuais.

Mercado é dominado pela China, com 95% da produção e 36% das reservas conhecidas. O valor do mercado mundial dos óxidos de terras raras é de US$ 5 bi/ano; preços no mercado internacional praticamente triplicaram

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Os anjos da guarda do futuro serão eletrônicos

Os “Guardian Angels” (GA) são uma nova geração de chips que produzem sua própria energia e controlam a saúde humana e o meio ambiente.

Por Marc-Andre Miserez, swissinfo.ch

Visita à EPFL

Os laboratórios da EPFL estão entre as instalações mais modernas do mundo. (Keystone)

É um dos projetos da Escola Politécnica Federal de Lausanne (EPFL), em colaboração com a politécnica de Zurique (ETH), que está disputando a dotação de um bilhão de euros da União Europeia.

O experimento impressiona os visitantes do laboratório de Michael Graetzel na Ecole Polytechnique Federale de Lausanne: uma ou duas framboesas esmagadas numa pequena placa de vidro, cobertas por uma outra chapa com tinta branca e traços de lápis, tudo conectado através de dois eletrodos exposto à luz . Essa estranha montagem produz uma corrente elétrica capaz de fazer funcionar um motorzinho.

Especializada há 20 anos em células solares de baixo custo inspiradas na natureza, a equipe do Professor Graetzel foi naturalmente incorporada ao segundo projeto suíço escolhido para ser um “flagship” europeu (ver ao final).

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Internet: banda larga para comunidades mais pobres

UIT quer rapidez na distribuição de banda larga em comunidades pobres

Recomendação faz parte de relatório divulgado, nesta segunda-feira, pela União Internacional das Telecomunicações e pela Unesco; segundo as agências, sem investimento no setor, países correm sério risco de ficar em desvantagem.

Por Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York

Governos de todo o mundo precisam implementar de forma rápida planos nacionais de banda larga, ou vão correr um sério risco de ficar em desvantagem.

A afirmação faz parte de um relatório da União Internacional de Telecomunicações, UIT, e da Unesco. Para as agências, no mundo atual com tecnologia digital de alta velocidade, é preciso aumentar o acesso de populações inteiras a este tipo de serviço.

Provedores

O relatório “Banda Larga: Uma Plataforma para o Progresso” foi lançado nesta segunda-feira, em Paris, pela Comissão para o Desenvolvimento Digital de Banda Larga.

O documento argumenta que os países devem promover políticas que estimulem os provedores a oferecer a banda larga a preços acessíveis e justos.

O serviço também ajuda a criar empregos. Segundo a Comissão Europeia, o braço executivo da União Europeia, mais de 2 milhões de postos de trabalho podem surgir na Europa associados à banda larga até 2018.

O mesmo estudo revela que no Brasil, 1,4% de crescimento dos níveis de emprego ocorreu por causa do serviço.

Os destinos com os preços mais baixos de banda larga são Mônaco, Macau (China), Liechtenstein, Estados Unidos e Austrália.

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Mais de 4 mil livros de ciência de graça

A National Academies Press (NAP), editora das academias nacionais de ciência dos Estados Unidos, anunciou no dia 2 de junho que passou a oferecer seu catálogo completo para ser baixado e lido de graça pela internet.

Da Agência FAPESP

National Academies Press, editora das academias nacionais de ciência dos EUA, publica todo o catálogo em pdf para ser baixado livremente

São mais de 4 mil títulos, que podem ser baixados inteiros ou por capítulos, em arquivos pdf. A NAP publica mais de 200 livros por ano nas mais diversas áreas do conhecimento, com destaque para publicações importantes em política científica e tecnológica.

Os livros podem ser copiados livremente a partir de qualquer computador conectado na internet e mostram o esforço da NAP em democratizar o acesso ao conteúdo produzido pelas academias norte-americanas. As academias, que atuam há mais de 100 anos, são: National Academy of Sciences, National Academy of Engineering, Institute of Medicine e National Research Council.

Os títulos em capa dura continuarão à venda no site da NAP. A opção de ler de graça parte de livros ou títulos inteiros começou a ser oferecida pelo site em 1994. A oferta de todo o catálogo de graça para ser baixado em pdf foi feita primeiro para os países em desenvolvimento.

Entre os títulos que podem ser baixados estão: On Being a Scientist: A Guide to Responsible Conduct in Research, Guide for the Care and Use of Laboratory Animals e Prudent Practices in the Laboratory: Handling and Management of Chemical Hazards.

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