Unesp desenvolve computador de baixo custo 100% nacional

Da Assessoria de Imprensa da UNESP

Projeto começou em novembro de 2005 e resultou em protótipo com custo de US$ 250 a procura de investimentos para entrar em produção

A Unesp (Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho) acaba de desenvolver o protótipo de um computador que promete revolucionar o mercado de computadores no Brasil. Ainda sob o codinome "Cowboy", o novo produto foi projetado para os usuários que não precisam de todo o poder computacional disponível em um PC tradicional e que procuram uma forma nova e mais confortável de interagir com um computador, pensando em mobilidade e conveniência.

O projeto começou a ser desenvolvido em novembro do ano passado. A intenção era criar um dispositivo móvel inovador, de baixo custo e com tecnologia nacional para uso nas salas de aula. "Ele é menos que um PC ou notebook e mais que um PDA (Personal Digital Assistants ou computador de bolso)", explicou o professor Eduardo Morgado, coordenador do Laboratório de Tecnologia da Informação Aplicada, da Unesp de Bauru.

Apesar de ter potência menor que a de um PC tradicional, esse computador móvel será capaz de oferecer acesso a outros PCs ou servidores por meio de um sistema de conectividade. Ou seja, ele pode "conversar com outros dispositivos", sem a necessidade de uma configuração adicional. Isso será possível porque adota a tecnologia conhecida como UPnP (Universal Plug and Play). Essa é uma tendência da indústria de eletrônicos e informática, que permite a conexão entre dispositivos de forma mais amigável.

O projeto foi desenvolvido com base no conceito de "Computação Confortável", que permite uma navegação mais simples, organizada e intuitiva. No sistema operacional, com o objetivo de melhorar as funções multimídia e simplificar as configurações de hardware, foram avaliados vários modelos de software e a melhor combinação encontrada foi modificar uma versão aberta do Windows CE. "Essa foi a nossa opção porque constatamos que ela oferece a melhor relação entre custo de desenvolvimento e experiência do usuário, se encaixando bem dentro da nossa proposta", afirmou Morgado.

O protótipo também dispensa o uso do mouse em função de sua nova proposta ergonômica, onde cada aplicação pode ser acessada por uma única tecla. A dissipação de calor desse produto é de apenas 1 Watt, muito inferior a de um processador tradicional, que gera é de 50 Watts de calor, e com isso, também dispensa o uso de ventoinhas.

O computador móvel da Unesp terá um painel LCD que desliza sobre o teclado para que seja usado como um livro eletrônico. Entre os aplicativos apresenta MP3 Player, leitor de E-Book e editor de documentos, navegador de internet, compartilhamento de arquivos, acesso a terminal remoto e mensagens instantâneas, além de suporte para objetos educacionais. O protótipo tem processador RISC de 400 MHz, 128 MB de memória RAM, display colorido de alta resolução, 1 GB de capacidade interna e conectividade wireless e por cabo.

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Exigências do Vista podem levar usuários ao Linux; veja comparativo

Do UOL Tecnologia

Ao ler esse texto, você tem cerca de 95% de chances de estar usando um computador com Windows. Essa é a fatia de mercado que possuem os sistemas operacionais da Microsoft —XP, 2000, 98, ME, NT, 95, CE e Vista—, segundo a consultoria Net Applications. Já o Linux, o sistema de código aberto mais conhecido do mundo, detém apenas 0,38% de participação.

Nem por isso esse é um segmento sem maiores polêmicas, como os números fazem supor. No Brasil, principalmente, há muita discussão sobre a adoção de sistemas não-proprietários —outra denominação que programas de código aberto recebem—, principalmente depois que o governo federal anunciou uma política de adoção de software livre na administração pública, em outubro de 2003.

A discussão aumenta ainda mais se lembrarmos que em 2007 a Microsoft fará o lançamento do Windows Vista, versão de seu sistema operacional que sucede o XP. A indústria toda se movimenta para receber o novo sistema que, segundo testes e demonstrações, vai exigir uma máquina potente, que está longe de ser o padrão atual do mercado de computadores.

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Deu Pau - Uma crônica do Apagão Aéreo

Por Sandro Araújo

Sou um homem da tecnologia. Já se vão 20 anos que lido com os computadores. Mas existe um princípio que sempre levei em conta ao lidar com estas máquinas: elas são falíveis!

Uma das primeiras demonstrações da falibilidade dos computadores foi o episódio em que uma simples mariposa - como tantas que buscavam abrigo e calor na contemplação das válvulas dos primeiros computadores - morreu torrada, causando erros nos cálculos realizados. Pronto: o mundo ganhou uma das primeiras palavras do jargão informático: o BUG - inseto, em inglês. O processo de correção de erros foi batizado de "DEBUG". Por estas terras, houve quem utilizasse a palavra "depurar" para designar o mesmo processo. E o erro? Foi batizado como "erro", "bug" ou simplesmente "pau": quem nunca ouviu "deu pau"? Pois é…

O tema da vez, como nos últimos 60 dias, é o "pau" que deu no controle de vôo brasileiro em seguida aos acontecimentos que ocasionaram a queda do avião Boeing 737-300 da empresa Gol, atingido em pleno ar por uma aeronave de menor porte, um Embraer Legacy. Avião bom este Embraer: derrubou um Boeing e pousou quase ileso! Para quem não se lembra, a Embraer é uma empresa brasileira e foi estatal até bem pouco tempo: mais, a aeronáutica ainda mantém 25% das ações da empresa.

Há quem diga, muitas vezes em tom jocoso, que a fila de encomendas do Legacy triplicou depois do episódio. Inúmeros executivos mundo afora teriam ficado entusiasmados com a segurança da aeronave! Agora digo eu: onde há fumaça, há fogo…

Mas prefiro ater-me a um tema até então pouco discutido: qual a participação dos computadores e dos demais equipamentos eletrônicos na tragédia? Dias atrás uma pane nos equipamentos do CINDACTA I, em Brasília, causou aquele que é considerado o maior caos do transporte aéreo brasileiro em todos os tempos. E mais: faltava um técnico tupiniquim que pudesse dar a devida manutenção no mesmo. Mais uma vez, "deu pau" ! E salve o "bug" !!!

De volta ao tema. Pergunta número um: SE os pilotos do avião Legacy tivessem cumprido o plano de vôo, teria acontecido o acidente? Certamente não, uma vez que o plano de vôo previa que após a passagem em Brasília o mesmo mudaria de altitude. O plano não foi seguido… Pergunta número dois: SE os controladores de vôo em Brasília não houvessem confiado nos radares e no famigerado "transponder", agindo de maneira pró-ativa e verificando com os pilotos do avião Legacy a troca de altitude, teria acontecido o acidente? Novamente a resposta é não! Certos nesta história, infelizmente, apenas os pilotos e os passageiros do vôo 1907 da Gol que, cumprindo o plano de vôo previamente discutido, voavam em altitude coerente com o mesmo.

Atrevo-me a comentar sobre alguns outros equipamentos existentes no controle de tráfego e nos aviões. Confesso que não sou especialista no assunto mas, como tantos brasileiros, sofremos uma avalanche de informações inerentes ao tema nos últimos dias.

Os aviões possuem um outro equipamento que permite identificar a aproximação de algum objeto. É um sistema "anti-colisão". Aparentemente o mesmo não teria disparado nos segundos que antecederam o toque em pleno vôo. Outra hipótese é a de que, tendo disparado, não teria havido tempo hábil para uma ação efetiva dos pilotos do Boeing.

Quando estamos dirigindo um carro, seja numa rua, seja numa rodovia, geralmente temos atenção redobrada. Um simples discuido, uma simples tirada da visão para o lado e um acidente pode acontecer. No caso de um avião moderno, como o Boeing e o próprio Legacy, temos dezenas, centenas de equipamentos que auxiliam o trabalho dos pilotos. Existe até mesmo um piloto automático! Não foi o que houve, mas imagino a cena: após a estabilização do avião e verificação de detalhes como o curso e a altitude, o comandante ativa o piloto automático e vira-se alegremente para o co-piloto e começam a contar piadas ou discutir amenidades… Se algo ocorresse? Certamente uma série de alarmes dispararia na cabine. O sistema anti-colisão é apenas um deles! Após este disparo, bastaria ao comandante retomar o controle da aeronave.

O fato é que confiamos dia após dia, mais e mais, nos computadores, nos equipamentos. Não nos lembramos de que eles próprios têm suas limitações. Ainda: são projetados e programados por seres humanos - estes últimos sujeitos a todo o tipo de falibilidade. Basta lembrar que, logo após o acidente, tornou-se público que "transponders" do mesmo fabricante daquele existente na aeronave da Embraer possuíam erro de programação que faziam com que os mesmos desligassem voluntariamente. O ser humano é fundamental! Não o fosse já viajaríamos hoje em aviões totalmente automatizados, sem pilotos ou co-pilotos… O próprio piloto automático somente é acionado, como disse, após a estabilização da aeronave.

E o controle de tráfego? Teriam também confiado nos equipamentos? Certamente sim. A rotina de um controlador de vôo, estressante, é o monitoramento de uma tela de radar que possui um número determinado de aviões, conferindo o curso, a altitude e outras informações referentes aos mesmos. Com o caminhar das investigações descobriu-se que um dos controladores inferiu que a altitude do avião Legacy seria aquela constante do plano de vôo, sem no entanto confirmar a informação com o piloto da aeronave. Mais uma vez, confiou-se no equipamento. Como se confiou que os procedimentos seriam seguidos pelos pilotos estadounidenses.

Não quero aqui isentar uns ou acusar outros. Uma seqüência de erros fez com que 154 pessoas morressem. O mais grave deles? Em minha opinião um avião que não seguia um plano de vôo pré-determinado. Quando ocorre um acidente de carro e um dos dois veículos está na contra-mão, de quem é a culpa? Certamente daquele que andava na contra-mão… Situação idêntica é verificada no caso em foco.

Um motorista de carro poderia alegar que um buraco na pista fez com que desviasse para a contra-mão. Neste caso a culpa seria do Estado, que não teria dado a devida manutenção à rodovia. Ou ainda de "São Pedro", que teria deixado que chovesse muito naquele trecho de rodovia. Haverá também quem procure dizer que a culpa é dos caminhoneiros que transitam na mesma rodovia com sua carga excessiva, desgastando o asfalto. Outros dirão que é do Governo Federal, que tem incentivado a exportação e em função disto os agricultores plantam mais e mais e exportam em igual quantidade. Mas existe um fato: naquele momento, vindo outro veículo na direção contrária, aquele carro não poderia andar na contra-mão. E foi isto que ocasionou o acidente.

No caso do avião da Gol, ressalvados alguns detalhes, temos situação idêntica. Um avião Embraer Legacy estava fora do curso pré-determinado (ou da altitude pré-determinada, para os puristas), tendo chocado com o avião Boeing que estava no seu curso e altitudes corretos. A busca de qualquer responsabilidade adicional é acessória!

O fato, porém, traz à discussão uma série de problemas e irregularidades encontradas no controle de tráfego aéreo brasileiro. Verifica-se a necessidade de aquisição de mais radares, mais rádios e principalmente da contratação de mais seres humanos.

Uma coisa, entretanto, não pode ser esquecida: NÃO SE DEVE CONFIAR CEGAMENTE NOS EQUIPAMENTOS. Possivelmente este e outros acidentes não teriam acontecido caso houvesse uma desconfiança maior nas máquinas. É uma pena que de todas as discussões até então existentes este assunto não tenha entrado em pauta.

Falo isto, mais uma vez, como homem de tecnologia. A tecnologia é ótima! Mas é falível! Nada substitui o ser humano…

Quem precisa de software pirata tendo uma lista como essa?

Marcellino Junior - Blog NeoComputing

Sinceramente ainda não entendo como tem gente que utiliza software pirata, nada contra, cada um faz o que quer, porém eu estou aqui novamente para dizer que alternativas não faltam no mercado! Na minha opinião, a melhor maneira de protestar contra a desenvolvedora de software não é pirateando e sim usando o software gratuito do concorrente. Se todo mundo fizesse isso as coisas seriam bem diferentes, porque o mercado é cruel, sem demanda a desenvolvedora é obrigada a diminuir o preço.

Os softwares Free/Opensource estão cada vez melhores, cerca de 1 ano e meio atrás eu utilizava o OpenOffice na faculdade e não considerava um aplicativo bom o suficiente para instalar no meu computador. Hoje, o software evoluiu tanto que este é a PRINCIPAL suite de escritório em todos os meus computadores. Graças a colaboração de vários programadores que, indignados com a politica de preços apresentada pela líder do mercado resolveram abraçar a causa do opensource. Não é só no caso do OpenOffice, inúmeros projetos estão a pleno vapor, e, através dessa lista eu espero incentivar o uso desses softwares, que são tão bons quanto os comerciais.

Leia lista completa aqui.

Canadense molesta criança ao vivo na internet e é preso

 
Um homem foi preso depois que um policial detetive o viu, ao vivo na internet, abusando sexualmente de uma menina na casa do suspeito em Toronto, no Canadá.

Da BBC Brasil

O homem foi preso e a criança, que estaria na pré-escola, foi resgatada duas horas depois do ataque, no que a unidade de combate à exploração sexual de Toronto afirma ser o primeiro caso de flagrante desse tipo.

O detetive estava navegando por sites pedófilos como parte de uma longa investigação, quando viu a cena e alertou a polícia.

A polícia afirmou que não vai revelar se o suspeito e a vítima se conheciam para tentar proteger a identidade da criança, que foi colocada sob os cuidados da família.

"Minha primeira reação foi de querer entrar pelo monitor e tirar aquela criança dali", disse o detetive Paul Krawczyk, o policial disfarçado de pedófilo que testemunhou o ataque no domingo. "Arrepiou meus cabelos", acrescentou.

O detetive alertou a polícia de St. Thomas, uma cidade a sudoeste da região de Ontario, onde seria a casa do suspeito. Os policiais conseguiram encontrar o homem em duas horas.

"Ver aquela criança, olhar nos seus olhos e perceber que ela estava sendo abusada, ao vivo, em algum lugar…Tínhamos que salvá-la. No minuto em que percebemos o que estava acontecendo, fomos o mais rápido possível", disse Krawczyk em uma entrevista coletiva na quinta-feira, descrevendo os eventos de domingo passado.

Leia matéria completa no sítio da BBC Brasil

Teria a CIA financiado o Google Earth?


Tradução por Sandro Araújo do
conteúdo original da AECnews.com

Parece que @Last Software e Keyhole, os desenvolvedores originais dos serviços SketchUp e Google Earth, respectivamente, têm mais em comum que terem sido adquiridas pelo Google. Ambas receberam venture capital financiado pela In-Q-Tel, o braço de financiamentos sem fins lucrativos da CIA, a Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos.

A In-Q-Tel é uma das operações da CIA menos secretas. Ela mantém um website, publica a lista das empresas na qual investe e está ativamente procurando rever seus planos de negócios para novos investimentos. Ela procura investir em empresas nas áreas de gerenciamento de conhecimento, segurança e privacidade, pesquisa e descobrimento, coleta de dados distribuídos e serviços de informações geoespaciais. É esta última categoria que levou a In-Q-Tel investir em ambas Keyhole e @Last.

A missão da In-Q-Tel é focar “em tecnologias de próxima geração para reunir, analisar, gerenciar e disseminar dados”. Parece familiar? Compare com a missão do Google: “A missão do Google é organizar a informação do mundo e torná-la acessível e útil”.

(Com agradecimentos a Adena Schulzberg do Blog All Points e a equipe do SlashGeo pela dica).

O homem do H-Bio

Quem é o pesquisador da Petrobras que descobriu a fórmula do combustível do futuro: o biodiesel vegetal barato

Por Rosenildo Gomes Ferreira - IstoÉ Dinheiro

No imaginário popular, o cientista é aquele sujeito de cabelos desgrenhados, que usa óculos com lentes grossas e vive enfurnado em um laboratório. Jefferson Roberto Gomes, de 45 anos, está longe de se encaixar nesse perfil. Ele é do tipo sereno que em nada lembra o estereótipo do “professor Pardal”. Seu hobby é viajar com a esposa nos finais de semana prolongados e nas férias. Apesar disso, ele é o pai de uma das mais importantes inovações da história do País: o H-Bio, nome técnico dado ao diesel que leva óleos vegetais (soja, mamona ou dendê, por exemplo) em sua composição. Nascido em Sorocaba (SP) e graduado em engenharia química pela Universidade de Campinas (Unicamp-SP), com especialização em processamento de petróleo, Gomes precisou da ajuda de seis colegas e de apenas 18 meses para criar o H-Bio.

A obsessão do grupo era descobrir a “mistura ideal” de óleo de soja para cada litro de diesel. Os testes variaram de uma proporção de 10% a 60%. A seqüência de “alquimias” causou uma “pequena catástrofe” na unidade-piloto de processamento do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento da Petrobras, na Ilha do Fundão (RJ). “Uma das fórmulas resultou em uma espécie de margarina que entupiu o reator”, recorda o pesquisador.

O esforço valeu a pena. Pode-se dizer que a inovação, cuja patente mundial deverá ser obtida em setembro próximo, é tão revolucionária quanto o Pró-Álcool. Isso porque o diesel representa 45% do total de combustíveis vendidos por aqui. Como de cada barril de petróleo são extraídos somente 36% de diesel, o País é obrigado a importar 204 mil barris diários desse derivado, uma despesa que somou US$ 1,02 bilhão no passado. Com o H-Bio será possível reduzir essa conta em 25% até 2008, número significativo, já que os investimentos em pesquisa e adequação das refinarias da Petrobras serão de apenas US$ 38 milhões. O custo, aliás, é o que o diferencia do biodiesel, feito integralmente de óleos vegetais e que exige a construção de uma planta específica. “O H-Bio pode se tornar um componente estratégico na corrida global para reduzir a dependência do petróleo”, avalia Suzana Kahn Ribeiro, professora de engenharia de transportes da Coppe-UFRJ. Para ela, o Brasil abrirá mais uma fonte de divisas, com a exportação da mistura cuja venda começa pelos postos BR, em Minas Gerais.

Segundo Gomes, os primeiros estudos do tipo foram feitos na China, em 1949. No Brasil, os técnicos do Instituto Militar de Engenharia também já tentaram, sem sucesso, algo semelhante. Antes de submeter o tema à direção da Petrobras, Gomes fez alguns ensaios e descobriu que, usando reagentes, cujos nomes mantém em segredo, era possível unir o óleo vegetal ao mineral, usando o hidrogênio como catalisador. A direção da Petrobras deu sinal verde, mas não imaginava colher os frutos tão rapidamente. “Foi uma grata surpresa para todos”, festeja o pesquisador. Ele minimiza as críticas de que o H-Bio pode enfraquecer o biodiesel. “A falta de conhecimento gerou muita precipitação, inclusive no mundo acadêmico”, diz. Suzana, da Coppe-UFRJ, concorda. Para ela, trata-se de combustíveis complementares. “O Biodiesel faz todo sentido no Nordeste onde não existem refinarias da Petrobras aptas a processar o H-Bio”, avalia. É por isso que a produção será restrita às plantas da Petrobras nos Estados das regiões Sul e Sudeste.

O sucesso de Gomes não é um ato isolado dentro da Petrobras. Faz parte do esforço iniciado na década de 70, quando a estatal intensificou seu programa de pesquisa. Somente neste ano, está sendo gasto R$ 1,5 bilhão nessa rubrica. O resultado dos investimentos na área pode ser medido pelas 58 patentes mundiais da companhia, além dos 141 pedidos de registros de marcas em 29 países. Graças ao H-Bio o engenheiro Gomes, que ingressou na estatal há 21 anos, está prestes a conseguir inscrever seu nome na galeria de inventores da Petrobras.

Telefonia de baixo custo

Interessante matéria do Valor Econômico sobre experiência de telefonia de baixo custo em cidades do nordeste brasileiro:

No sertão do Ceará, a prosa agora é sem fio
Talita Moreira - Valor Econômico

No sertão cearense dos anos 70, Luiz Avanildo comprou postes e cabospara que seu hotel, um dos mais antigos de Quixadá, pudesse ter um telefone. Os fios que ligaram o sertão ao mundo continuam por lá, mas Avanildo não quer mais falar por meio deles.

Prefere teclar no aparelho de uma concorrente da Telemar, a herdeira, por lá, da Telebrás que ele conheceu faz três décadas. Prefere porque diz economizar na conta e porque pode levar o aparelho a qualquer parte de Quixadá,município que fica 167 quilômetros ao sul de Fortaleza.

Avanildo faz parte de um experimento ainda singular no país, mas que deve se espalhar para outras regiões nos próximos meses: é um dos 1,6 mil clientes da Local Telecom, empresa de telefonia fixa que oferece serviços baseados em uma tecnologia móvel.

Não por acaso o serviço estreou em Quixadá, cidade de 75 mil habitantes e PIB per capita de R$ 2.384 (a média brasileira é de R$ 8.694, segundo dados do IBGE em 2003). Foi o cenário perfeito encontrado pelos investidores canadenses da Ruralfone, holding que controla a Local, para fazer negócio no rastro das grandes operadoras.

O plano deles é oferecer telefonia de baixo custo em municípios derenda menor que a nacional e população entre 50 mil e 100 milhabitantes. “Existem 400 deles no Brasil”, diz Alain Bissada, um dos fundadores da empresa e gerente-geral das operações no país.

Leia mais no sítio do Valor Econômico: aqui, aqui e aqui.

Satélite de sensoriamento remoto terá câmeras nacionais

Júlio Ottoboni - Gazeta Mercantil

- Investimento brasileiro nos dois equipamentos que irão integrar o Cbers-3 totalizará R$ 90 milhões. O satélite sino-brasileiro de sensoriamento remoto Cbers-3 terá duas câmeras de fabricação brasileira, num investimento total de R$ 90 milhões. A empresa Opto Eletrônica, de São Carlos (SP), será a responsável pela construção da câmera MUX de alta resolução. Essa será o primeiro aparelho deste tipo com tecnologia totalmente nacional. A Opto também construirá parte da câmera de imageamento WFI, que opera como uma grande angular, em parceria com a Equatorial Sistemas, de São José dos Campos (SP). Ambas terão um alto grau de nacionalização.

Esse satélite faz parte da segunda etapa do consórcio técnico-científico Brasil-China. O programa denominado oficialmente de Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres, prevê ainda outro equipamento similar. O Cbers-3 deve seguir para o espaço em outubro de 2008 e o lançamento do Cbers-4 está previsto para 2011. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) é o responsável pela coordenação geral do programa no Brasil. O investimento total nestes dois novos aparelhos é de US$ 300 milhões, sendo 50% de responsabilidade brasileira.

Na primeira fase do contrato, o Brasil era responsável por 30% dos investimentos e produção dos satélites. O programa com a China já colocou em órbita dois exemplares acordados, o Cbers 1 e 2. Ambos custaram ao País US$ 118 milhões e a vida útil de cada unidade é estimada em dois anos. O primeiro, lançado em 1999, deixou de funcionar em agosto de 2003. O segundo modelo, que entrou em órbita em outubro de 2003, ainda está em operação.

Agora o Inpe se prepara junto com os chineses para colocar no espaço um satélite que fará a transição até o lançamento do Cbers-3. Trata-se do Cbers-2B, que vem sendo testado e foi montado com as peças e equipamentos remanescentes da versão original. Devido a esse reaproveitamento, o custo final despencou para US$ 15 milhões, que inclui até o lançamento pelo foguete chinês Longa Marcha 4. Sua entrada em funcionamento é esperada para final deste ano.

A nova geração da família Cbers tem uma série aperfeiçoamentos técnicos em relação à primeira. Além do Brasil e China partilharem igualmente a produção e investimentos dos satélites, a vida útil dos modelos 3 e 4 subiu para três anos, assim como a participação da indústria brasileira neste projeto.

As câmeras brasileiras

O melhor exemplo disto vem da construção das câmeras de alto grau de complexidade e precisão, cruciais neste tipo de satélite. Duas das quatro unidades que serão embarcadas no Cbers–3 serão desenvolvidas e projetadas pelas empresas nacionais, Opto e Equatorial Sistemas. A primeira foi qualificada pelo Inpe, ela produzirá o exemplar de alta resolução, a câmera MUX. Esse instrumento é capaz de registrar objetos com tamanho até 20 metros e seu campo de visada chega a 113 quilômetros. Essa companhia nunca tinha feito antes qualquer trabalho para o setor aeroespacial e será capacitada pelo Programa Nacional de Atividades Espaciais (Pnae) a ingressar neste novo segmento de atividade.

Segundo seu diretor, Antonio Fontana, o investimento no projeto é de R$ 50 milhões, com verbas oriundas do Inpe e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “Essa câmera nos dará a oportunidade de sermos os primeiros a produzir lentes anesféricas no Brasil”, disse. “O modelo de testes da MUX foi avaliado com sucesso pelo Inpe”, completou.

A participação da Opto vai adiante. Em consórcio com a Equatorial Sistemas, que já participa do programa Cbers, desenvolverão juntas uma segunda câmera, a WFI, de baixa resolução e alta abrangência de cobertura. Esse modelo funciona como uma grande angular e sua visada será de 890 quilômetros. A parceria recebeu R$ 40 milhões dos financiadores para a criação e construção do projeto. O objetivo é aumentar os índices de nacionalização de componentes e equipamentos tanto nas câmeras como nos satélites.

Lançada versão Beta 1 do Firefox 2.0

A Mozilla Corporation lançou o primeiro beta oficial do Firefox 2.0 nesta quarta-feira, sinalizando que esta grande atualização de seu navegador popular alternativo está próxima de lançamento definitivo. Novas funcionalidades no Firefox 2.0 incluem melhoria na segurança, navegação por abas, performance e extensões.

Com o codename Bon Echo, o Firefox 2.0 inclui uma checagem ortográfica embutida e funcionalidades anti-phishing, algo parecido com aquela do Internet Explorer 7. Javascript 1.7 e melhoria na assinatura de RSS estão também entre as novas funcionalidades. O Firefox tem ganho terreno junto ao principal concorrente e dominante do mercado, Microsoft Internet Explorer, com mais de 15% de participação de mercado nos Estados Unidos. O Firefox 2.0 Beta 1 pode ser baixado para Windows, Mac OS X e Linux.