Após aprovação de conselho, obras da usina de Angra 3 tem três passos para cumprir

Alana Gandra e Lourenço Canuto - Agência Brasil

Após a aprovação da retomada da construção pelo Conselho de Política Energética (CNPE), a usina nuclear de Angra 3 necessita de licenças ambientais para as obras poderem ser concluídas e a unidade começar a funcionar. A primeira é a licença prévia, a segunda é o licenciamento de instalação - as duas primeiras concedidos pelo Ibama -, e a última é a licença nuclear, que garante a construção, cuja competência é da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen).

O conselho aprovou por oito votos favoráveis e um contrário pela retomada de obras. O único voto contra foi do Ministério do Meio Ambiente, segundo informou o presidente da Agência Nacional do Petróleo, Haroldo Lima.

Até agora já foram investidos na usina U$ 750 milhões na aquisição dos principais equipamentos importados que compõem a chamada “Ilha Nuclear”, que se acham armazenados na Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, no município de Angra dos Reis, na Costa Verde fluminense, além do seguro e programa de preservação.

A conclusão do projeto demandará mais R$ 7 bilhões. Esses recursos compreendem desde as obras civis, compra dos componentes nacionais, montagem eletro-mecânica, até a fase de testes operacionais de potência.

O projeto é defendido por integrantes do governo, como o Ministério de Minas e Energia e o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas também é criticado pelo Ministério do Meio Ambiente e entidades não-governamentais como o Greenpeace. Para os favoráveis, a usina pode ser considerada uma energia limpa com pouco impacto para meio ambiente. Os opositores criticam a unidade por significar grande gasto de recursos públicos e risco de acidente radioativo.

A retomada da construção da usina nuclear de Angra 3 pode representar a geração de até 9 mil empregos diretos na fase de pico da obra civil e de montagem eletro-mecânica. Esse número é uma previsão de geração de emprego durante os 5 anos e meio previstos para a conclusão da obra, segundo o superintendente de Licenciamento e Meio Ambiente da Eletronuclear, Iukio Ogawa.

“Vamos ter oscilações. Esse seria um número máximo, quando a gente teria uma superposição de duas etapas, que é o final da construção civil e o começo da montagem eletro-mecânica”, observou. A nova usina terá capacidade de geração de 1.350 megawatts de energia (MW) e junto com as usinas de Angra 1 e 2, já em operação, poderá contribuir para 80% do abastecimento de energia elétrica do Estado do Rio de Janeiro.

As atividades realizadas até agora correspondem a 30% do projeto de implantação da usina. “Nós já temos o canteiro implantado, já tínhamos as escavações das fundações  prontas. Elas estão preservadas. Nós teríamos agora uma fase de renovar  e efetuar novos contratos, a parte de detalhamento de início de obra  e obtenção das licenças”, informou Iukio Ogawa.

Pane em computadores suspende vôos por 2 horas - nos EUA!

Deu no Yahoo News:

Uma pane nos computadores da companhia aérea norte-americana United Airlines suspendeu todos os vôos da mesma durante duas horas.

A porta-voz da empresa, Robin Urbanksi disse que a companhia não sabia ainda a causa do problema ocorrido entre 8 e 10 da manhã de ontem, 20 de junho, momento em que as decolagens reiniciaram.

"Estávamos experimentando uma pane computacional e agora nossos computadores estão restabelecidos", disse. "Agora estamos trabalhando duro para retomar nossas operações".

Ao que se vê, problemas de tráfego aéreo não são exclusividade tupiniquim: basta lembrar de problemas recentes ocorridos também na Argentina.

Nova plataforma da Petrobras tem índice de nacionalização de 76% e produzirá 180 mil barris diários

Nielmar de Oliveira - Agência Brasil

A Petrobras promove hoje (14), no estaleiro Brasfels, em Angra dos Reis, no litoral sul do estado, a solenidade de batismo da plataforma P-52 – unidade que entrará em operação em agosto deste ano.

O batismo será feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em solenidade que contará com a presença do governador do Rio, Sérgio Cabral Filho, do presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, e de diretores da companhia.

A P-52 é considerada pela estatal um marco na engenharia naval do país, por possuir índice de nacionalização de 76% - o maior já registrado na história da indústria naval brasileira e que atende aos requisitos de nacionalização determinados pelo governo.

Destinada ao Campo de Roncador, na Bacia de Campos, a P-52 produzirá 180 mil barris diários de petróleo, ao atingir plena capacidade, e contribuirá decisivamente para a manutenção da auto-suficiência do país.

O casco da unidade, o entanto, foi construído em Cingapura e o custo total da obra, incluindo a fase de montagem e instalação de equipamentos,  ficou, segundo a assessoria de imprensa da Petrobras, em cerca de US$ 1 bilhão.

Durante a fase de obras no Brasil, a plataforma gerou 12.500 empregos diretos e indiretos. Além dos 180 mil barris de petróleo a serem extraídos quando operando a plena carga, a unidade também fará a compressão de 9,3 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia.

A plataforma terá ainda capacidade de geração de 100 megawatts (MW) de energia, potência capaz de abastecer uma cidade de 293 mil habitantes.

No campo de Roncador, a unidade ficará ancorada a 125 quilômetros do litoral,  a uma profundidade de 1.800 metros da lâmina d`água.

No estaleiro da Brasfels, também está em fase final de construção outra unidade de produção de grande porte encomendada pela Petrobras: a Plataforma P-51.

A unidade produzirá os mesmos 180 mil barris de petróleo por dia que a P-52, será instalada também na Bacia de Campos, mas entrará em operação no primeiro semestre do próximo ano, no campo de Marlim Sul.

Juntas, as duas unidades exigiram investimentos de cerca de US$ 2 bilhões e estão gerando 9 mil empregos diretos e 27 mil indiretos. Juntas, as duas unidades agregarão mais 360 mil barris de petróleo à produção nacional – o equivalente a 20% da produção atual.                                                        

Maior província petrolífera do país, a Bacia de Campos responde hoje por cerca de 84% da produção nacional, de cerca de 1,8 milhão de barris por dia.

Antes de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva batizar a P-52, o diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Guilherme Estrella, concederá entrevista, acompanhado dos gerentes executivos da companhia José Antonio de Figueiredo e Pedro Barusco, e de CB Choo, da Keppel Offshore & Marine.

Embraer e BRA fecham acordo para venda de até 40 E-Jets

Empresa aérea brasileira será a primeira a operar o moderno EMBRAER 195 no Brasil

Da Assessoria de Imprensa da Embraer

A Embraer e a empresa aérea brasileira BRA Transportes Aéreos assinaram acordo comercial preliminar para a compra de 20 jatos EMBRAER 195, com mais 20 opções do mesmo modelo. O contrato definitivo relativo a essa transação deverá ser finalizado, em breve, pelas empresas. O valor do negócio, referido a preços de tabela, é de US$ 730 milhões, nas condições econômicas de janeiro de 2007 (não incluídos equipamentos opcionais encomendados pela BRA) e pode atingir US$ 1,46 bilhão, caso todas as opções sejam confirmadas.

Os novos E-Jets EMBRAER 195 da BRA serão configurados com 118 assentos em classe única e o início das entregas está previsto para o segundo semestre de 2008. Com o anúncio de hoje, no Paris Air Show, a BRA será a primeira empresa aérea brasileira a operar no Brasil os modernos E-Jets da Embraer.

A BRA também assinou contrato de leasing com a GE Commercial Aviation Services (GECAS) para operar outros dois jatos EMBRAER 195 novos. A primeira entrega desses E-Jets ocorrerá no primeiro semestre de 2008.

“Estamos honrados com a seleção do EMBRAER 195 pela BRA e satisfeitos com o fato de que esta aeronave de classe internacional passará a servir passageiros brasileiros”, afirmou Frederico Fleury Curado, Diretor- Presidente da Embraer. “O EMBRAER 195 pode voar até 4.077 km (2.200 milhas náuticas) sem escalas, o que permitirá à BRA operá-lo nas principais rotas domésticas, bem como atender a vários destinos na América do Sul.”

A BRA selecionou a família dos E-Jets por ser a única cujos modelos são capazes de atender a mais de 50% das ligações em vôos diretos (sem escalas) realizados hoje no Brasil. A decisão foi confirmada em dezembro de 2006, após o ingresso do novo investidor da companhia, o Fundo Brazil Air Partners (BAP), integrado pelo Bank of America, Darby, Development Capital, Gavea Investment Fund, Goldman Sachs & Co., HBK Investment e Millennium Americas. O objetivo da BRA é, com base na plataforma de seus novos E-Jets, tornar-se a terceira maior empresa aérea do Brasil.

“A BRA tem orgulho de ser a primeira empresa brasileira a operar os E-Jets da Embraer”, disse Humberto Folegatti, Presidente e CEO da BRA. “Estamos investindo na expansão da frota para atender ao crescente aumento da demanda e por isso escolhemos o EMBRAER 195, para oferecer aos nossos passageiros o conforto, a pontualidade e a economia que eles tanto valorizam e merecem.”

Sobre a BRA Transportes Aéreos

A BRA foi fundada em agosto de 1999 e especializou-se em vôos charter e fretados nacionais e internacionais. Tornou-se uma empresa regular em novembro de 2005, um importante passo para a sua consolidação no mercado de aviação civil nacional. Em 2006, voava para 33 destinos no Brasil e possuía 5% de participação neste mercado. A empresa opera hoje no conceito low-cost, low-fare. Atualmente, a frota da BRA é composta por oito aeronaves Boeing 737 e duas 767-300/ER. Nos próximos 60 dias, receberá outras duas aeronaves 767-300/ER para ampliar suas freqüências de vôos regulares para a Espanha, Portugal, Itália e Marrocos. A empresa também é líder em vôos charter na América Latina e mantém-se fiel à sua missão de aumentar o acesso da população ao transporte aéreo, procurando manter suas tarifas, em média, sempre abaixo das da concorrência.

Presidente da AEB nega exclusão do Brasil da Estação Espacial Internacional

Wellton Máximo - Agência Brasil

O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Sérgio Gaudenzi, negou hoje (15) que o Brasil tenha sido excluído da Estação Espacial Internacional. Em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional, ele explicou que o acordo que garante a presença do país no projeto está suspenso, porque o Brasil negocia com os Estados Unidos uma forma de ampliar sua participação no módulo internacional.

“Queremos redefinir a participação do Brasil no projeto em uma base mais ampla, porque não nos interessa um papel secundário como ocorreu até agora”, esclareceu Gaudenzi. Segundo ele, o Ministério das Relações Exteriores e o Departamento de Estado norte-americano estão trabalhando para recompor o acordo. Numa segunda etapa, a AEB e a Nasa (agência espacial norte-americana) discutirão os detalhes técnicos da contribuição brasileira para a futura estação.

Apesar de a ISS (sigla em inglês da Estação Espacial Internacional) contar com 16 países parceiros, ainda incluindo o Brasil, as negociações têm de ser feitas diretamente com os Estados Unidos. Gaudenzi explicou que isso ocorre porque o Brasil utiliza parte da cota a que os norte-americanos têm direito na estação.

“Queremos uma relação maior, que envolva trocas de imagens de satélite e o desenvolvimento de peças”, ressaltou. E negou as alegações de que o Brasil não teria contribuído com o programa. No acordo original, disse, o Brasil se comprometeu a investir US$ 120 milhões na construção de equipamentos da ISS. Desse total, foram gastos US$ 20 milhões para comprar um projeto e entregá-lo aos Estados Unidos. “Adquirir uma peça e repassá-la à estação não aumenta em nada nosso progresso. A contribuição só será efetiva se nós investirmos na produção dos componentes”, acrescentou.

Gaudenzi não descartou a possibilidade de o novo acordo com os Estados Unidos permitir a ida de outro brasileiro ao espaço, como ocorreu com o astronauta Marcos Pontes em março de 2006. Ressalvou, no entanto, que essa não é a prioridade do programa espacial brasileiro: “Muito mais importante é o país garantir o próprio acesso ao espaço”.

Sobre a garantia de acesso à estação internacional, o presidente da Agência disse que "por causa dos recursos limitados, estamos nos concentrando em transformar a base de Alcântara [no Maranhão] em um centro internacional de lançamento, em desenvolver o lançador de foguetes e produzir pelo menos uma plataforma de satélites”. E acrescentou que o mercado de lançamento de satélites deverá gerar US$ 10 bilhões nos próximos dez anos: "O Brasil precisa conquistar uma fatia desse mercado e garantir uma fonte alternativa de financiamento do programa espacial”.

O orçamento do programa brasileiro está em torno de US$ 100 milhões, segundo Gaudenzi, e a meta é dobrá-lo nos próximos anos. “Somente a Índia investe de US$ 800 milhões a US$ 1 bilhão por ano em lançadores e na fabricação de satélites”, comparou.

Gol: equipamento não falhou, diz brigadeiro

Comandante da Aeronáutica disse à CPI do Senado que equipamentos funcionaram.
Depoimento complica ainda mais a situação dos controladores de vôo.

Gustavo Tourinho - Portal G1

O depoimento do Comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, à CPI do Apagão Aéreo do Senado complica ainda mais a situação dos controladores de vôo envolvidos no maior acidente da aviação civil brasileira.

Segundo Saito, não houve falha nos equipamentos no dia do acidente, 29 de setembro do ano passado. "Com os dados de que dispomos até agora, podemos afirmar que o sistema funcionava normalmente", afirmou o comandante.

Saito disse ainda que o sistema de controle do tráfego aéreo brasileiro é seguro e está entre os mais elogiados do mundo. "Nosso conceito no Índice de Segurança no Vôo é o mais alto possível." Isso se dá, segundo ele, porque o sistema do Brasil é integrado: são apenas controladores militares que controlam as aeronaves civis e militares.

O Comandante da Aeronáutica chegou a comparar os sistemas do Brasil e dos Estados Unidos.

"No dia 11 de setembro de 2001 [dia dos ataques terroristas contra o World Trade Center, em Nova York], nós teríamos reagido e cinco minutos, e não em 20 [minutos], como eles. Se eles tivessem um sistema integrado, como é o nosso, eles não teriam demorado tanto", acredita.

Brasil na copa do mundo de robôs

Thiago Romero - Agência FAPESP

É brasileira a única equipe da América do Sul selecionada para participar do Microsoft Robotics Studio Challenge, competição de programação de robôs jogadores de futebol que ocorrerá durante a RoboCup 2007, de 1º a 10 de julho em Atlanta, nos Estados Unidos.

Ao todo, competirão 32 equipes de diversos países. O time brasileiro é formado por 25 competidores de seis institutos de ensino e pesquisa. A Seleção Brasileira de Robótica é coordenada por Jackson Matsuura, professor da Divisão de Engenharia Eletrônica do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).

Matsuura explica que o Microsoft Robotics Studio é um pacote de desenvolvimento computacional para aplicações em robótica. “Trata-se do Windows da robótica, utilizado por profissionais que desenvolvem plataformas de robôs de diferentes tipos”, disse à Agência FAPESP.

O programa conta com um simulador com vários modelos de robôs comerciais utilizados em pesquisas, além de ter as principais ferramentas de programação da Microsoft, como visual basic e dot.net.

“Com o software é possível programar robôs e testar os resultados em ambientes virtuais de simulação. Os códigos também podem ser obtidos por meio de downloads para modelos de robôs reais”, explicou Matsuura.

Peças e aplicativos inovadores podem ainda ser desenhados no programa, para a criação de novos robôs. Durante o desafio mundial proposto pela Microsoft na RoboCup 2007, as 32 equipes terão que programar robôs já simulados no programa para jogar futebol e disputar um torneio.

“A Microsoft, que é um dos patrocinadores da RoboCup, tem feito grandes investimentos em robótica. O próprio Bill Gates compara as invenções atuais da robótica aos computadores de 20 anos atrás. Para ele, a próxima revolução tecnológica será a robótica”, disse o professor do ITA.

A seleção brasileira foi convocada para participar do desafio da Microsoft graças ao bom desempenho obtido nas eliminatórias para a RoboCup 2007. Além do desafio, que é uma categoria exclusiva, das 20 categorias do mundial a equipe nacional se classificou em todas as nove em que participou do processo seletivo.

Diferentemente de edições anteriores, o Brasil estará representado na RoboCup por uma seleção e não por equipes isoladas. A Seleção Brasileira de Robótica é formada por 12 instituições, mas apenas representantes de sete vão para o mundial: Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquisa Filho (Unesp), Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Fundação Universidade do Rio Grande (Furg), Centro Universitário da Fundação Educacional Inaciana (FEI), Consórcio Bahia Robotics Team (BRT) e Clube de Investigação Científica Robotics (CIC-Robotics).

Para Matsuura, participar da competição é importante para integrar a equipe brasileira com a de outros países, de modo que o Brasil permaneça na fronteira do conhecimento na área. “A própria equipe de desenvolvimento do Microsoft Robotics Studio estará presente e essa troca de experiências será uma boa oportunidade para darmos um salto nas pesquisas em robótica no Brasil”, destacou.

“Mas ainda estamos em busca de patrocínio. Das 25 pessoas que precisam ir a Atlanta para participar do desafio e das nove categorias do mundial, temos recursos suficientes para mandar no máximo 15 alunos e professores convocados. Corremos o risco de ter uma seleção brasileira desfalcada”, disse.

Mais informações:

Seleção Brasileira de Robótica: http://natalnet.dca.ufrn.br
Robocup 2007: http://www.robocup-us.org

Lançado o primeiro celular com tecnologia brasileira

Flávia Albuquerque - Agência Brasil

São Paulo - Foi lançado em São Paulo, o primeiro aparelho de telefone celular com o sistema operacional totalmente elaborado no Brasil. Desenvolvido por técnicos do Laboratório de Sistemas Integráveis (LSI) e a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo em parceria com uma multinacional, o aparelho inicialmente será produzido para exportação. Ele funciona em três faixas, por isso pode ser utilizado em qualquer lugar do mundo, independentemente da tecnologia de transmissão utilizada. Ainda não há previsão de lançamento no mercado interno.

Na avaliação do ministro das Comunicações, Hélio Costa, que participou do almoço de lançamento, é muito importante para o país ter essa tecnologia. “É importante lembrar que todos os celulares no Brasil normalmente tem seu sistema operacional importado da Índia ou de outros países e agora vamos ter o sistema operacional feito aqui com tecnologia brasileira”.

De acordo com o coordenador do LSI, responsável pelo projeto, João Antonio Zuffo, durante um ano e meio, 40 engenheiros trabalharam no projeto que se assemelha ao sistema Windows usado nos micro computadores, mas voltado para os celulares. Zuffo esclareceu que o sistema é considerado novo porque foi desenvolvido para atender a todas as necessidades novas dos países em desenvolvimento e elaborado em uma geração intermediária denominada 2.5, motivo pelo qual se adapta a todos os sistemas mundiais.

“Em cima desse sistema podemos fazer vários aplicativos que vão desde a aparência até os serviços, sempre com foco no baixo custo, acesso à área digital, incluindo internet a uma velocidade razoável. Isso permite a inclusão digital a um baixo custo”.

Zuffo reforçou que o que determina o custo de uma ferramenta como essa é o custo da engenharia, dos componentes e do chip de memória. “Em engenharia o Brasil tem alta competência e custo internacional relativamente baixo e os componentes do hardware são importados, porque no Brasil não há indústria eletrônica para isso, e o chip é debaixo custo. Provavelmente o custo para a população deve ser muito baixo”, prevê.

Criador do site Orkut dará palestra em São Paulo

Da Agência Estado

Engenheiro criador do site de relacionamentos participa de evento em São Paulo

SÃO PAULO - O engenheiro de software Orkut Buyukkokten, criador do site de relacionamentos Orkut, ligado ao Google, estará em São Paulo na próxima semana participando do evento Marketing Show, iniciativa da revista Consumidor Moderno, que acontece nos dias 3 e 4 de abril, no hotel Transamérica.

Buyukkoten, que desenvolveu o Orkut como um projeto pessoal em meio a seu trabalho dentro da gigante de pesquisas Google, fará uma apresentação com o tema "O espetáculo da convergência - a fórmula de sucesso de marketing na era da convergência de mídias e tecnologia", no dia 4, quarta-feira.

O evento Marketing Show tratará de relacionamento com o cliente, envolvendo estratégias, tecnologias e casos de sucesso. O site de relacionamentos Orkut, lançado em janeiro de 2004, é a referência em sites de comunidades no Brasil, que responde por 56% dos usuários do site.

Inscrições para o evento Marketing Show podem ser feitas no site do evento

Brasil é país que mais utiliza energias renováveis, aponta pesquisa

Nielmar de OLiveira - Agência Brasil

Quase metade da energia consumida no Brasil é gerada por fontes renováveis, como biocombustíveis e energia hidrelétrica. A informação consta do Balanço Energético Nacional (BEN), divulgado hoje (29) pela a Empresa Pesquisa Energética (EPE).

O balanço indica que a oferta interna de energia total do Brasil, em 2006, foi de 229,7 milhões de Toneladas Equivalentes de Petróleo (TEP). unidade que permite a medição comparativa das diversas fontes de energia) Deste total, 101,9 milhões de TEP – ou o equivalente a 44,4% – correspondem à oferta de energia renovável, o que faz do Brasil o maior consumidor de energia limpa do planeta.

Essa participação relativa de energia renováveis tem se mantido praticamente estável entre 2005 e 2006, o Brasil é o país que mais utiliza-se de fontes renováveis de energia as chamadas energias limpas em todo o mundo. Ainda de acordos com dados do BEN, a média mundial de utilização de energia renovável é de apenas 13,2%, enquanto nos países da Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Econômicos (OCDE), está média é ainda menor: 6,1%.

Ao justificar a manutenção do percentual de utilização das energias renováveis, entre 2005 e 2006, a EPE afirmou que ele é reflexo da compensação entre “o forte crescimento dos produtos da cana-de-açúcar e outras renováveis de um lado, e do crescimento do consumo de urânio e seus derivados, do petróleo e seus derivados e do gás natural – que apresentaram crescimento expressivo e expansão da participação na oferta interna”.

Em relação a 2005, a oferta interna de energia renovável no Brasil cresceu, em termos absolutos, em todos os tipos de energéticos que a compõem. A oferta interna de energia elétrica de fonte "hidráulica e eletricidade" foi responsável por 32,9% da oferta interna de energia renovável - correspondendo a 14,6% de toda a oferta de energia no período. Neste caso, um crescimento de 3,8% entre 2005 e 2006.

Já a oferta interna de "produtos da cana-de-açúcar", cresceu 9,7%, refletindo os efeitos sobre a produção de etanol (10,8%), e a produção de cana-de-açúcar (12%). O crescimento na produção de açúcar foi ainda mais elevado: 17,8%.

O levantamento da EPE indica, ainda, que houve um forte crescimento no volume das exportações de etanol, entre 2005 e 2006. Foram exportados 3,36 bilhões de litros do produto – crescimento de 50%. Já a lenha e o carvão vegetal apresentaram uma leve redução da participação na oferta interna de energia renovável no Brasil, passando de 29,3%, em 2005, para 28,0 em 2006. Com isto, a contribuição a oferta interna destas fontes de energia ficou em 12,4% do total.