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	<title>Blog Sandro Araújo &#187; Internacional</title>
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	<description>Economia, Política, Opinião, Variedades…</description>
	<lastBuildDate>Tue, 07 Feb 2012 12:31:22 +0000</lastBuildDate>
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		<title>UE: 20 anos, mas ainda instável</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Feb 2012 12:31:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Araújo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Europa]]></category>

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		<description><![CDATA[A União Europeia perdeu muito de seu brilho desde os tempos áureos do Tratado de Maastricht. Duas décadas depois, a crise monetária revela graves falhas estruturais no tratado. Por Robert Chesal &#8211; RNW “O tratado deveria ter criar uma união econômica forte, com soberania conjunta das autoridades monetária e fiscal.” Até mesmo Laurens Jan Brinkhorst, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>A União Europeia perdeu muito de seu brilho desde os tempos áureos do Tratado de Maastricht. Duas décadas depois, a crise monetária revela graves falhas estruturais no tratado.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Por Robert Chesal &#8211; <a title="UE: 20 anos, mas ainda instável" href="http://www.rnw.nl/portugues/article/ue-20-anos-mas-ainda-inst%C3%A1vel" target="_blank">RNW</a></em></p>
<p style="text-align: justify;">“O tratado deveria ter criar uma união econômica forte, com soberania conjunta das autoridades monetária e fiscal.” Até mesmo Laurens Jan Brinkhorst, um ávido defensor da UE, admite que Maastricht tem problemas. A fragilidade do documento é agora o calcanhar de Aquiles da Europa, no momento em que Bruxelas se esforça para resolver os enormes problemas da dívida dos Estados-membros do Sul.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas Brinkhorst, ex-embaixador e ministro do governo holandês, continua otimista. “A Europa sempre tem uma resposta tardia. Precisa de uma crise para avançar. A prontidão para fazer isso é mais forte que nunca.”</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Potência mundial</strong></p>
<p style="text-align: justify;">No dia 7 de fevereiro de 1992, os então doze Estados-membros assinaram o tratado da União Europeia na cidade holandesa de Maastricht. Na época, previu-se de maneira triunfante que a UE logo seria uma potência mundial.</p>
<p style="text-align: justify;">O crescimento da União Europeia deveria se basear na força financeira. O tratado levou à criação do euro. Também estabeleceu os três pilares da UE: a Comunidade Europeia (Comissão Europeia, Parlamento e Tribunal de Justiça), a Política Externa e de Segurança Comuns, e o pilar da Justiça e Assuntos Internos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Divisões profundas</strong></p>
<p style="text-align: justify;">“Minhas expectativas eram grandes”, diz Ben Bot, ex-ministro de Relações Exteriores da Holanda e alto diplomata em Bruxelas. “Pensei que teríamos os três ramos – economia, justiça e relações exteriores – sob o mesmo teto. Não funcionou. Alguns países sentiam que ainda não era hora.”</p>
<p style="text-align: justify;">Como Brinkhorst, Ben Bot é fervoroso defensor da UE. Mas ele lamenta as profundas divisões que atrasam o processo decisório. “Maastricht deveria diminuir estas divisões e transferir soberania a Bruxelas”, diz Bot, que define a UE como uma “edificação instável”.</p>
<p style="text-align: justify;">“A maior falha desde o Tratado de Maastricht foi a introdução do euro sem a estrutura econômica que garantiria a segurança da moeda única”, acrescenta Bot. “Se você não tem uma administração econômica centralizada, terá situações como vemos agora com a Grécia.”</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Golpe</strong></p>
<p style="text-align: justify;">E este é apenas o começo dos problemas da UE. Em 2005, a França e a Holanda rejeitaram a Constituição Europeia em referendos nacionais. Foi um golpe duplo do qual a UE nunca se recuperou. O temor de um ‘superestado’ europeu intervindo na soberania nacional ainda é forte hoje em dia.</p>
<p style="text-align: justify;">O ‘Nee’ dos holandeses e o ‘Non’ dos franceses puseram fim às grandes ambições da UE como potência mundial &#8211; se de fato elas fossem levadas a sério, pra começar. Bem Bot diz que não eram. “Obviamente a UE não tinha a ambição de ser uma potência mundial. Queria apenas reforçar sua presença econômica e financeiramente no mercado criando uma moeda a par com o dólar, uma moeda de reserva mundial.”</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Superestimado</strong></p>
<p style="text-align: justify;">E foi exatamente aí que Maastricht falhou, diz Derk Jan Eppink, membro do Parlamento Europeu e ex-assistente do comissário europeu Frits Bolkenstein. “A assinatura do tratado marcou o momento em que a União Europeia passou a se superestimar. As pessoas achavam que uma rápida expansão da Europa e do euro iria nos unir, mas nos separou. Alguns dizem que a crise é a desculpa perfeita para criar uma união de débito, porque aí pelo menos teremos uma união.”</p>
<p style="text-align: justify;">Mas o diplomata Laurens Jan Brinkhorst recusa este pensamento, venha ele dos “anglo-saxões críticos do euro, que não entendem o continente”, ou de seus próprios compatriotas. “Já perdi a conta de quantas vezes os pessimistas previram a queda da Europa.”</p>
<p style="text-align: justify;">Para celebrar o 20º aniversário da UE, a cidade de Maastricht está sediando uma conferência (dias 7 e 8 de fevereiro) na qual políticos europeus veteranos discutirão o legado do tratado e o futuro a União Europeia.</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.araujosam.net%2F2012%2F02%2Fue-20-anos-mas-ainda-instavel%2F&amp;title=UE%3A%2020%20anos%2C%20mas%20ainda%20inst%C3%A1vel" id="wpa2a_2"><img src="http://www.araujosam.net/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Neve e gelo paralisam a Europa</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Feb 2012 15:19:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Araújo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Variedades]]></category>
		<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Tempo]]></category>

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		<description><![CDATA[Comentário: Quando, nos últimos anos, houve redução do gelo no ártico ou invernos &#8220;atípicos&#8221; na Europa, com temperaturas mais altas que o &#8220;normal&#8221;, não faltaram os que disseram que era prova irrefutável do &#8220;aquecimento global&#8221;. O que se vê hoje na Europa é uma onda de frio extremo, com consequências enormes. É preciso saber enxergar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em>Comentário: Quando, nos últimos anos, houve redução do gelo no ártico ou invernos &#8220;atípicos&#8221; na Europa, com temperaturas mais altas que o &#8220;normal&#8221;, não faltaram os que disseram que era prova irrefutável do &#8220;aquecimento global&#8221;. O que se vê hoje na Europa é uma onda de frio extremo, com consequências enormes. É preciso saber enxergar além da cortina&#8230; Assim como temos os fenômenos &#8220;El niño&#8221; e &#8220;La niña&#8221;, períodos com frio extremo e invernos &#8220;quentes&#8221; alternam-se na história natural. Não se trata de fazer vista grossa para a destruição de recursos naturais. Mas a análise sobre um real &#8220;aquecimento&#8221; ou &#8220;esfriamento&#8221; global deve ser feita com uma amplitude temporal de gerações e não apenas fruto da comparação de um ano com outro ou ainda de uma década com a anterior. A racionalidade ajudaria bastante na tomada de decisões. Quiçá, durante o Rio +20, tenhamos discussões profundas e não as superficiais com as quais já estamos nos acostumando.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Inverno rigoroso castiga Europa, faz centenas de mortos e leva caos ao trânsito de várias cidades, sobretudo na Sérvia e na Itália. Até a manhã desta segunda-feira, onda de frio havia provocado quase 300 mortes.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Da <a title="Neve e gelo paralisam a Europa" href="http://www.dw.de/dw/article/0,,15721250,00.html" target="_blank">Deutsche Welle</a></em></p>
<p style="text-align: justify;">Massas de neve e gelo tomam conta da Europa, fazendo centenas de mortos e levando caos ao trânsito de diversas cidades, principalmente no leste e no sul do continente. Até a manhã desta segunda-feira (06/02), quase 300 mortes foram contabilizadas como resultado do frio.</p>
<p style="text-align: justify;">A situação no Leste Europeu fica cada vez mais dramática. Somente na Ucrânia, mais de 130 morreram por causa do frio. Na Romênia, foram contabilizados mais de 30 mortes desde o início da onda de frio, e mais de 60 pessoas morreram na Polônia. Na Rússia, até fins de janeiro foram registradas mais de 60 mortes devido ao frio intenso.</p>
<p style="text-align: justify;">Na Romênia e na Bulgária, a chuva que caiu após a neve fez com que as ruas fossem cobertas por uma camada de gelo, causando numerosos acidentes.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span id="more-2487"></span>Estado de emergência na Sérvia</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Devido a uma camada de neve de dois metros de altura, no sábado, cerca de 30 comunidades da Sérvia decretaram estado de emergência. Todas as escolas primárias, secundárias e jardins de infância devem permanecer fechados nesta semana. O governo em Belgrado pediu aos cidadãos que ajudem nos trabalhos de remoção de neve. Cerca de 70 mil pessoas ficaram isoladas por causa da neve. A situação era parecida em Montenegro, na parte croata da Dalmácia e na Bósnia.</p>
<p style="text-align: justify;">A Alemanha viveu na madrugada de sábado para domingo a noite mais fria do inverno, registrando temperaturas inferiores a 28°C negativos. E os serviços de meteorologia avisam que as temperaturas no país devem cair ainda mais. Também são previstas mais neve e tempestades.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Escolas fechadas na Itália</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O frio provocou caos também na Itália central e meridional. Até agora, cerca de 10 pessoas morreram no país por causa do frio. Duas pessoas morreram após telhados terem desabado sob o peso da neve. Até 120 mil pessoas ficaram temporariamente sem eletricidade. Milhares ficaram presos em trens ou carros. Em Roma e arredores, soldados ajudaram a liberar as ruas da neve e do gelo. Escolas e repartições públicas não abriram nesta segunda em diversas regiões do país.</p>
<p style="text-align: justify;">Na Grécia, onde duas comunidades no sul do país decretaram estado de emergência, uma barragem ameaçou transbordar e, no norte da Grécia, inundações danificaram centenas de lojas e casas. Uma mulher de 80 anos morreu afogada dentro de casa.</p>
<p style="text-align: justify;">Na França, quatro mortes foram registradas, além de um menino de 11 anos que morreu quando o gelo de um lago congelado quebrou e ele caiu na água. Na Alemanha, também foram registradas diversas mortes devido ao frio.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tráfego interrompido em rios e aeroportos</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O frio paralisa também o trânsito fluvial. No rio Elba há tanto gelo que o tráfego ficou interrompido de Magdeburgo até Hamburgo. O mesmo ocorre no Canal Elba-Havel e em partes do Canal Meno-Danúbio. Um cargueiro ficou preso no gelo perto de Magdeburgo, esperando resgate na segunda de manhã.</p>
<p style="text-align: justify;">Na Itália, uma barca colidiu durante uma tempestade de neve contra o cais em Civitavecchia, a noroeste de Roma, e ficou severamente danificada. O navio, com mais de 300 passageiros e tripulantes, foi evacuado.</p>
<p style="text-align: justify;">No Reino Unido, uma crosta de dez centímetros de neve foi suficiente para causar caos no trânsito. O tráfego aéreo de vários aeroportos europeus também foi severamente prejudicado.</p>
<p style="text-align: justify;">O aeroporto londrino de Heathrow voltou a operar normalmente na manhã de segunda, com exceção de alguns poucos cancelamentos, depois da suspensão, no domingo, de quase metade das 1.300 decolagens, por causa da neve.</p>
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		<title>Em Cuba, Dilma diz que &#8220;todos os países&#8221; violam direitos humanos</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 11:51:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Araújo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Comércio Exterior]]></category>
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		<category><![CDATA[Dilma]]></category>
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		<description><![CDATA[Comentário: o mundo não pode fechar os olhos para os abusos contra os direitos humanos cometidos pelas grandes potências econômicas. Casos de soldados urinando em cadáveres de civis inocentes mortos por eles mesmos, casos de soldadas amarrando prisioneiros tal qual cachorros&#8230; E outros prisioneiros mantidos sem direito a defesa e a devido processo legal tão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em style="text-align: justify;">Comentário: o mundo não pode fechar os olhos para os abusos contra os direitos humanos cometidos pelas grandes potências econômicas. Casos de soldados urinando em cadáveres de civis inocentes mortos por eles mesmos, casos de soldadas amarrando prisioneiros tal qual cachorros&#8230; E outros prisioneiros mantidos sem direito a defesa e a devido processo legal tão próximo de Havana! Certamente a colega blogueira Yoanny Sánchez é uma vítima de um regime. Vale lembrar, porém, que o mesmo regime a permite ecoar sua voz através do blog, sem censura&#8230; Mas, como diz a Presidente do Brasil, violação de direitos humanos ocorre em dos os países. Ou lidamos com o &#8220;problema&#8221; de maneira universal e sem ideologia, ou seremos levianos!</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A presidente Dilma Rousseff encerra na manhã desta quarta-feira sua visita de 36 horas a Cuba e segue de Havana para Porto Príncipe, no Haiti. A presidente brasileira tratou sobre parcerias comerciais bilaterais e, em relação à violação dos direitos humanos em Cuba, disse que “todos os países” enfrentam este problema.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Da <a title="Em Cuba, Dilma diz que &quot;todos os países&quot; violam direitos humanos" href="http://www.portugues.rfi.fr/americas/20120201-em-cuba-dilma-diz-que-todos-os-paises-tem-violacao-de-direitos-humanos" target="_blank">RFI</a></em></p>
<p style="text-align: justify;">Durante seu encontro de pouco mais de uma hora com o presidente cubano, Raul Castro, nesta terça-feira, os dois líderes conversaram sobre a implantação de empresas brasileiras na zona econômica exclusiva no Porto de Mariel e outros projetos de cooperação. Dilma defendeu uma parceria &#8220;estratégica e duradoura&#8221; com Cuba e disse que a maior contribuição que o Brasil pode dar ao país é ajudá-lo a &#8220;desenvolver&#8221; o seu &#8220;processo econômico&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Na pauta da reunião com o presidente Raúl Castro esteve um projeto para a instalação de empresas de medicamentos brasileiras na zona do porto de Mariel. A ampliação do local, visto como estratégico para o país, custará 900 milhões de dólares, sendo que 70% deste valor, 682 milhões, são financiados pelo Brasil. A construtora brasileira Odebretch está por trás da obra.</p>
<p style="text-align: justify;">O projeto prevê que as empresas brasileiras se beneficiem da experiência cubana na fabricação de medicamentos contra o câncer e que a zona exclusiva sirva de plataforma para exportações para todo o Caribe e principalmente para os Estados Unidos. Desde que assumiu o poder, Raúl Castro tem implantado uma série de reformas econômicas para enfrentar a crise que há décadas atinge a ilha.</p>
<p style="text-align: justify;">Já sobre o delicado tema das violações de direitos humanos no país, Dilma afirmou que &#8220;todos os países&#8221; enfrentam este problema e citou a prisão americana de Guantánamo como exemplo. &#8220;O mundo precisa se comprometer em geral, e não é possível fazer da política de direitos humanos só uma arma de combate político-ideológico”, argumentou. “O mundo precisa se convencer de que é algo que todos os países do mundo têm de se responsabilizar, inclusive o nosso&#8221;, declarou a presidente.</p>
<p style="text-align: justify;">Antes de encerrar a visita oficial, Dilma se encontrou com o ex-presidente Fidel Castro, mas não foram divulgados detalhes da conversa. No Haiti, Dilma terá encontro de trabalho com o presidente Michel Martelly sobre questões ligadas à reconstrução e ao desenvolvimento econômico e social do país. O novo visto permanente para os imigrantes haitianos no Brasil, ponto sensível da agenda bilateral, também será abordado.</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.araujosam.net%2F2012%2F02%2Fem-cuba-dilma-diz-que-todos-os-paises-violam-direitos-humanos%2F&amp;title=Em%20Cuba%2C%20Dilma%20diz%20que%20%26%238220%3Btodos%20os%20pa%C3%ADses%26%238221%3B%20violam%20direitos%20humanos" id="wpa2a_6"><img src="http://www.araujosam.net/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Davos: América Latina é um &#8220;oásis&#8221; de estabilidade e crescimento</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 11:43:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Araújo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[América Latina]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>

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		<description><![CDATA[Da Agência Lusa, via Agencia Brasil, com adaptações No contexto de incerteza que domina a atual crise econômico-financeira internacional, a América Latina foi identificada como um “oásis” de estabilidade, crescimento e oportunidades durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, que terminou dia 29. O pessimismo justifica-se com a falta de soluções para o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em>Da Agência Lusa, via Agencia Brasil, com adaptações</em></p>
<p style="text-align: justify;">No contexto de incerteza que domina a atual crise econômico-financeira internacional, a América Latina foi identificada como um “oásis” de estabilidade, crescimento e oportunidades durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, que terminou dia 29.</p>
<p style="text-align: justify;">O pessimismo justifica-se com a falta de soluções para o problema da dívida soberana da zona do euro, a lentidão de recuperação dos Estados Unidos e a desaceleração do crescimento dos países emergentes, enquanto o otimismo aumenta do lado dos países latino-americanos, como adianta a agência de notícias espanhola EFE.</p>
<p style="text-align: justify;">Presidentes e ministros dessa região do globo tiveram de cumprir agendas bastante apertadas, devido às reuniões sucessivas com responsáveis de multinacionais e de grandes empresas. “Francamente, não tivemos tempo para mais nada, a não ser reuniões, receber empresários e investidores interessados nos setores mineral e energético da Colômbia”, comentou à EFE o ministro colombiano da Energia e Minas, Mauricio Cárdenas.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesse sentido, esta edição de Davos foi bastante diferente das anteriores, em que o “apetite” estava direcionado para os grandes países emergentes, em particular China e Índia que, este ano, assumiram mais nitidamente o seu novo papel de países investidores também à procura de oportunidades de negócio na América Latina.</p>
<p style="text-align: justify;">Os governos tentam igualmente aproveitar o Fórum de Davos para ajudar as suas empresas a fazer negócios no estrangeiro, caso do ministro das Relações Exteriores da Austrália, Kevin Rudd, que esteve reunido com o chanceler peruano, Rafael Roncagliolo. “A razão dessa reunião é porque olhamos para a América como um pilar sólido de crescimento econômico global nas próximas décadas e queremos estreitar relações agora”, explicou Rudd.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo vários políticos e empresários, ao contrário do que acontecia no ano passado, o interesse na América Latina permite aos investidores escolher os investimentos que melhor correspondem aos critérios de responsabilidade ecológica e social dos seus governos, particularmente na indústria de minérios e de recursos não renováveis.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.araujosam.net%2F2012%2F02%2Fdavos-america-latina-e-um-oasis-de-estabilidade-e-crescimento%2F&amp;title=Davos%3A%20Am%C3%A9rica%20Latina%20%C3%A9%20um%20%26%238220%3Bo%C3%A1sis%26%238221%3B%20de%20estabilidade%20e%20crescimento" id="wpa2a_8"><img src="http://www.araujosam.net/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Visita de Dilma a Cuba é dominada por temas econômicos</title>
		<link>http://www.araujosam.net/2012/01/visita-de-dilma-a-cuba-e-dominada-por-temas-economicos/</link>
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		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 23:25:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Araújo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Cuba]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma]]></category>

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		<description><![CDATA[Agenda da presidente Dilma Rousseff prevê visita às obras de expansão do Porto de Mariel, financiadas pelo BNDES. Apesar das pressões, ela deve evitar comentários sobre direitos humanos, opinam especialistas. Por Mariana Santos &#8211; Deutsche Welle Brasil Nesta segunda-feira (30/01) a presidente Dilma Rousseff desembarca em Havana para a sua primeira visita a Cuba como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Agenda da presidente Dilma Rousseff prevê visita às obras de expansão do Porto de Mariel, financiadas pelo BNDES. Apesar das pressões, ela deve evitar comentários sobre direitos humanos, opinam especialistas.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Por Mariana Santos &#8211; <a href="http://dwelle.de/dw/article/0,,15699817,00.html" target="_blank">Deutsche Welle Brasil</a></em><a href="http://dwelle.de/dw/article/0,,15699817,00.html" target="_blank"><br />
</a></p>
<p style="text-align: justify;">Nesta segunda-feira (30/01) a presidente Dilma Rousseff desembarca em Havana para a sua primeira visita a Cuba como chefe do governo brasileiro. O objetivo da visita de dois dias ao país, segundo o Itamaraty, é apoiar medidas de abertura econômica adotadas pelo presidente cubano, Raúl Castro, e firmar o Brasil como importante parceiro do país em várias áreas, incluindo agricultura, segurança alimentar, saúde e produção de medicamentos.</p>
<p style="text-align: justify;">Da agenda da ex-militante de esquerda, que chegou a ser torturada durante a ditadura militar, não devem constar temas como direitos humanos ou liberdade de expressão, calcanhares de Aquiles do regime comunista comandado por Castro.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas pressão para que ela comente a atual situação em Cuba não deve faltar. Dilma chegará à ilha caribenha poucos dias após a morte do preso político Wilmar Villar Mendoza, que no último dia 19 sucumbiu após uma greve de fome em protesto contra sua detenção.</p>
<p style="text-align: justify;">Coincidentemente, a visita do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Cuba, em fevereiro de 2010, também foi marcada pela morte de um dissidente do governo Castro que fazia greve de fome. À época, Lula fora bastante criticado por não ter externado apoio aos prisioneiros políticos nem ter condenado a situação.</p>
<p style="text-align: justify;">A visita de Dilma se dá ainda no momento em que a conhecida blogueira cubana Yoani Sánchez tenta uma permissão de Havana para assistir no Brasil, no próximo dia 10, à estreia do documentário Conexão Cuba-Honduras, que fala justamente sobre a liberdade de imprensa nos dois países. O visto para a estada no Brasil já foi concedido pela embaixada brasileira em Havana na última quarta-feira.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-2460"></span>Em recente entrevista à DW Brasil, Sánchez disse que espera contar com a intervenção da presidente brasileira para conseguir a autorização do governo cubano. &#8220;Dilma é uma mulher que sofreu na própria carne o autoritarismo, a repressão, a desproporção de forças [existente] entre um governo autoritário e uma cidadã. Então penso que ela tem a sensibilidade, a capacidade de compreender minha situação&#8221;, disse a blogueira.</p>
<p style="text-align: justify;">Observadores avaliam que a presidente evitará falar sobre temas como esse. &#8220;Rousseff assumiu o compromisso de intervir em favor dos direitos humanos. Mas ela não faria nada que pudesse parecer hostil ao governo cubano, ou que pudesse ser entendido como uma intromissão na soberania nacional&#8221;, diz o cientista político Bert Hoffmann, do Instituto Alemão para Estudos da América Latina (Giga), em Berlim.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Investimento brasileiro</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Dentro da agenda econômica está prevista uma visita da presidente às obras de expansão do Porto de Mariel, realizadas com um investimento de 683 milhões de dólares do BNDES – o equivalente a 88% da obra. O porto fica a 50 quilômetros de Cuba e é o mais importante polo de exportação do país.</p>
<p style="text-align: justify;">O comércio do Brasil com o país socialista cresceu 31% de 2010 para 2011, alcançando um recorde de 642 milhões de dólares no ano passado. Em números gerais, porém, a importância de Cuba para a economia brasileira é muito baixa.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Do ponto de vista brasileiro, Cuba não é exatamente um importante parceiro comercial. Já para Cuba o Brasil é um parceiro comercial importante, especialmente agora que eles precisam abrir mais a sua economia&#8221;, afirma Hoffmann, ressaltando que haveria interesse cubano tanto para investimentos de estatais brasileiras, como a Petrobras, como para receber indústrias de pequeno e médio porte.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Brasil como mediador</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O historiador Osvaldo Coggiola, da USP, avalia que a aproximação entre Cuba e Brasil é um sinal de que os cubanos querem sair do isolamento político. Ele ressalta que, neste momento, é importante para Raúl Castro fortalecer os laços com a América Latina.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;O bloco socialista não existe mais, os países da Europa ficam muito longe e vivem uma crise galopante, os Estados Unidos continuam com o embargo. Então Cuba precisa obter apoio político na América Latina&#8221;, afirma.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma relação mais estreita com o Brasil também abriria espaço para uma eventual intermediação brasileira junto aos Estados Unidos, a fim de suspender o embargo econômico imposto há décadas à ilha socialista. Assim o governo brasileiro se reafirmaria como principal interlocutor no continente, papel frequentemente assumido por Hugo Chávez, da Venezuela.</p>
<p style="text-align: justify;">Para o professor da USP, o fim do embargo seria fundamental para o processo de abertura econômica cubana. Os poucos investimentos norte-americanos que ainda chegam a Cuba, explica o historiador, acontecem por meio de “triangulações”, ou seja, com o envolvimento de uma terceira empresa, de fora dos <acronym title='Estados Unidos da América'>EUA</acronym>.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Dilma é identificada como sendo de esquerda, assim, teria afinidade ideológica com o governo cubano e poderia desempenhar um importante papel na costura de um acordo que reintegre Cuba a essa comunidade americana comandada pelos Estados Unidos&#8221;, avalia Coggiola.</p>
<p style="text-align: justify;">Mais cético, no entanto, Hoffmann ressalta que “potencialmente” este poderia ser um papel desempenhado pelo Brasil. Mas, no momento, nem cubanos nem norte-americanos parecem muito dispostos ao diálogo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Abertura econômica sem abertura política</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Apesar do interesse em estimular a abertura de sua economia, o governo cubano não tem dados sinais de mudanças significativas no regime político. O modelo de abertura econômica sem abertura política leva a frequentes comparações com a China, que mantém o sistema comunista mesmo após uma série de medidas econômicas implementadas a partir da década de 80 e que impulsionaram o país a se tornar a segunda maior economia do mundo, atrás apenas dos <acronym title='Estados Unidos da América'>EUA</acronym>.</p>
<p style="text-align: justify;">Oggiola destaca, porém, que Cuba apresenta condições bem distintas da China de três décadas atrás. Além de a ilha comandada pelos Castro ser infinitamente menor em tamanho e em número de habitantes do que o gigante asiático, a posição geográfica de Cuba – vizinha dos <acronym title='Estados Unidos da América'>EUA</acronym> – torna a situação bem mais desconfortável.</p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>Os mais endividados na União Europeia: Irlanda e Reino Unido</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 11:58:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Araújo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Alemanha]]></category>
		<category><![CDATA[Dívida]]></category>
		<category><![CDATA[Espanha]]></category>
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		<category><![CDATA[Grécia]]></category>
		<category><![CDATA[Irlanda]]></category>
		<category><![CDATA[Itália]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Reino Unido]]></category>

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		<description><![CDATA[Comentário: A questão da dívida dos países centrais é um tema a ser explorado&#8230; Os EUA estão no limite do endividamento &#8211; apesar de &#8220;apenas&#8221; cerca de 100% do PIB. Os casos da Irlanda e do Reino Unido fazem crer que a dívida Grega é um &#8220;troco&#8221;&#8230; Não em termos absolutos, mas em relação à [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Comentário: A questão da dívida dos países centrais é um tema a ser explorado&#8230; Os <acronym title='Estados Unidos da América'>EUA</acronym> estão no limite do endividamento &#8211; apesar de &#8220;apenas&#8221; cerca de 100% do <acronym title='Produto Interno Bruto'>PIB</acronym>. Os casos da Irlanda e do Reino Unido fazem crer que a dívida Grega é um &#8220;troco&#8221;&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Não em termos absolutos, mas <span style="text-decoration: underline;">em relação à riqueza que criam</span>. Numa amostra de oito países &#8220;periféricos&#8221; e do &#8220;centro&#8221;, o peso da dívida total varia entre<span style="text-decoration: underline;"> 663% do <acronym title='Produto Interno Bruto'>PIB</acronym> na Irlanda e 267% do <acronym title='Produto Interno Bruto'>PIB</acronym> na Grécia</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Do <a title="Os mais endividados na União Europeia: Irlanda e Reino Unido" href="http://aeiou.expresso.pt/os-mais-endividados-na-uniao-europeia-irlanda-e-reino-unido=f701253" target="_blank">Expresso.pt</a></em></p>
<p style="text-align: justify;">Por mais paradoxal que pareça, o país que está à beira de uma bancarrota externa, a Grécia, tinha uma dívida total que era, apenas, 267% do seu produto interno bruto (<acronym title='Produto Interno Bruto'>PIB</acronym>) em meados do ano passado. O que é quase uma ninharia comparada com 663% do <acronym title='Produto Interno Bruto'>PIB</acronym> para o caso da Irlanda e 507% para o Reino Unido, segundo uma comparação entre oito países da União Europeia, realizada pelo McKinsey Global Institute (MGI) no seu recente relatório &#8220;Debt and deleveraging&#8221;, publicado este mês.</p>
<p style="text-align: justify;">A dívida total portuguesa era de 356% do <acronym title='Produto Interno Bruto'>PIB</acronym> e, neste grupo de oito, ficou em 4.º lugar, depois da Irlanda, Reino Unido e Espanha (com 363% do <acronym title='Produto Interno Bruto'>PIB</acronym>). Em melhor posição do que Portugal, ficaram França (com 346%), Itália (com 314%), Alemanha (com 278%) e Grécia (com 267%).</p>
<p style="text-align: justify;">Por dívida total entende-se a dívida de famílias, empresas, entidades financeiras e governo. Os dados referem-se ao segundo trimestre de 2011 e, no caso português, irlandês e italiano, ao primeiro trimestre do ano passado.</p>
<p style="text-align: justify;">No caso da Grécia, o elo mais fraco da zona euro que conduziu ao trilho da bancarrota externa, é a <strong>dívida pública</strong>, que representava 132% do <acronym title='Produto Interno Bruto'>PIB</acronym>, mais do que a italiana que pesava 111% ou a francesa que pesava 90%. Nesta comparação, a dívida pública portuguesa pesava 79%.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-2454"></span>Os dois países com a situação mais grave em termos de endividamento das entidades financeiras em relação à riqueza criada no país são a Irlanda e o Reino Unido.</p>
<p style="text-align: justify;">As <strong>entidades financeiras</strong> irlandesas deviam 259% do <acronym title='Produto Interno Bruto'>PIB</acronym> e as britânicas 219% do <acronym title='Produto Interno Bruto'>PIB</acronym>. No caso das portuguesas a dívida é apenas de 55% do <acronym title='Produto Interno Bruto'>PIB</acronym>. A melhor situação é a grega (7%).</p>
<p style="text-align: justify;">No caso do endividamento das <strong>empresas</strong>, as duas piores situações são a irlandesa, com 194% do <acronym title='Produto Interno Bruto'>PIB</acronym>, e a espanhola, com 134%. Nesta divisão do endividamento, Portugal vem logo em terceiro lugar, com a dívida das empresas a pesar 128%. A melhor situação é a alemã (49%).</p>
<p style="text-align: justify;">Finalmente, no campo do endividamento das <strong>famílias</strong>, a pior situação é, uma vez mais, a irlandesa, com 124% do <acronym title='Produto Interno Bruto'>PIB</acronym>, logo seguida do Reino Unido, com 98%, e de Portugal, com 94%. As melhores situações são as de Itália (apenas 45% do <acronym title='Produto Interno Bruto'>PIB</acronym>) e de França (48%), com uma riqueza líquida das famílias sólida a nível europeu.</p>
<p style="text-align: justify;">A título de exemplo, realizando uma comparação com o estudo anterior da consultora (publicado em janeiro de 2010), verificamos movimentos interessantes em três casos simbólicos para os quais há dados comparáveis em dois momentos distintos desta crise em curso. Em Itália o peso do endividamento do governo aumentou dois pontos percentuais do <acronym title='Produto Interno Bruto'>PIB</acronym> e o das famílias quatro pontos percentuais; nos outros segmentos houve desalavancagem. Em Espanha, apenas aumentou o peso do endividamento do governo, em 15 pontos percentuais do <acronym title='Produto Interno Bruto'>PIB</acronym>. No Reino Unido, aumentou 22 pontos percentuais do <acronym title='Produto Interno Bruto'>PIB</acronym> o endividamento do governo e 25 pontos percentuais o endividamento das entidades financeiras.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Em resumo</strong>, sobre Portugal, avaliando a relação com a riqueza criada anualmente, nesta amostra de oito países &#8220;periféricos&#8221; e do &#8220;centro&#8221; da União Europeia: 4.º na dívida total; 3.º na dívida das empresas; 3º na dívida nas famílias; 7.º na dívida pública; 7.º na dívida das entidades financeiras. Comparativamente, as situações mais graves são ao nível das empresas e das famílias. Deduz-se que são os &#8220;segmentos&#8221; onde a desalavancagem vai ser mais violenta.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>O estudo do MGI pretende avaliar o esforço de desalavancagem da dívida total em dez países do mundo (Japão, com o maior peso da dívida no <acronym title='Produto Interno Bruto'>PIB</acronym>, neste grupo, Reino Unido, Espanha, França, Itália, Coreia do Sul, Estados Unidos, Alemanha, Austrália e Canadá, por ordem decrescente de peso da dívida no <acronym title='Produto Interno Bruto'>PIB</acronym>).</em></p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>Wikipédia sai do ar em protesto contra projetos de lei antipirataria</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 12:27:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Araújo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Liberdade]]></category>

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		<description><![CDATA[Em protesto contra dois projetos de leis que estão sendo debatidos no Congresso dos EUA, a enciclopedia online Wikipédia fecha por 24 horas a sua versão em inglês. Da Deutsche Welle A enciclopédia online Wikipédia tirou do ar sua página em inglês em protesto contra dois projetos de lei que estão em discussão no Congresso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Em protesto contra dois projetos de leis que estão sendo debatidos no Congresso dos <acronym title='Estados Unidos da América'>EUA</acronym>, a enciclopedia online Wikipédia fecha por 24 horas a sua versão em inglês.</strong></p>
<p><em>Da <a title="Wikipédia sai do ar em protesto contra projetos de lei antipirataria " href="http://www.dw-world.de/dw/article/0,,15673263,00.html" target="_blank">Deutsche Welle</a></em></p>
<p>A enciclopédia online Wikipédia tirou do ar sua página em inglês em protesto contra dois projetos de lei que estão em discussão no Congresso dos Estados Unidos: o Ato Contra a Pirataria Online (SOPA, da sigla em inglês) e o Ato de Proteção do IP (PIPA, da sigla em inglês). O protesto inédito começou à meia-noite, pelo horário da costa leste americana, e deve durar todas as 24 horas desta quarta-feira (18/01).</p>
<p>Os dois projetos de lei visam coibir a distribuição de material pirateado pela internet, bloqueando o acesso a sites que oferecem conteúdo protegidos por direitos autorais e colocando as empresas acusadas numa “lista negra”, mesmo que elas apenas forneçam links para sites com conteúdo protegido.</p>
<p>O fundador da Wikipédia, Jimmy Wales, criticou os dois projetos de lei nesta terça-feira afirmando que eles colocam em perigo a liberdade de expressão dentro e fora dos Estados Unidos e criam um precedente assustador de censura na internet para o mundo.</p>
<p>Censura na internet</p>
<p>O ato de protesto teve o apoio da Fundação Mozilla, responsável pelo navegador Firefox, do site de notícias Reddit, do popular blog Boing Boing e do site de gerenciamento de blogs WordPress, além de vários outros sites e blogs.</p>
<p>Numa carta aberta publicada no mês passado, fundadores do Google, do Twitter, da Wikipédia, do Yahoo! e de outros gigantes da internet declararam que esse dois projetos de lei dão ao governo americano o poder de censurar a internet usando técnicas similares às usadas na China, na Malásia e no Irã.</p>
<p>No entanto nem todas as empresas que criticaram o projeto de lei participam do protesto. O CEO do Twitter, Dick Costolo, declarou que parar com seu negócio em resposta a questões de política nacional era “tolice”.</p>
<p>Os dois projetos de lei são apoiados pela indústria do entretenimento americana, que quer dar um fim à pirataria de música e de filmes, e também pela Associação Nacional de Fabricantes e pela Câmera de Comércio dos <acronym title='Estados Unidos da América'>EUA</acronym>. A Casa Branca indicou, em post publicado no seu blog na semana passada, que não irá “apoiar legislação que reduz a liberdade de expressão, aumenta o risco de segurança no ciberespaço ou enfraquece a dinâmica e inovadora Internet global”.</p>
<p><em>Autor: Sarah Berning (mas) / Revisão: Alexandre Schossler</em></p>
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		<title>Aung San Suu Kyi oficializa candidatura às legislativas de Mianmar</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Jan 2012 17:49:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Araújo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Democracia]]></category>

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		<description><![CDATA[Aung San Suu Kyi, líder da oposição em Mianmar, ex-Birmânia, anunciou oficialmente nesta quarta-feira que é candidata às eleições legislativas programadas para 1° de abril. Da Rádio França Internacional A presidente do partido Liga Nacional para a Democracia (LND) apresentou sua candidatura em uma seção eleitoral perto da capital, Yangun. Esta é a primeira vez [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Aung San Suu Kyi, líder da oposição em Mianmar, ex-Birmânia, anunciou oficialmente nesta quarta-feira que é candidata às eleições legislativas programadas para 1° de abril.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Da <a href="http://www.portugues.rfi.fr/mundo/20120118-aung-san-suu-kyi-oficializa-candidatura-legislativas-de-mianmar" target="_blank">Rádio França Internacional</a></em></p>
<p style="text-align: justify;">A presidente do partido Liga Nacional para a Democracia (LND) apresentou sua candidatura em uma seção eleitoral perto da capital, Yangun.</p>
<p style="text-align: justify;">Esta é a primeira vez que a prêmio Nobel da Paz se candidata a uma eleição em Mianmar. Aung San Suu Kyi vai concorrer na circunscrição de Kawhmu, perto de Yangun, área devastada em 2008 pelo ciclone Nargis, que deixou um rastro de 138 mil mortos.</p>
<p style="text-align: justify;">A opositora, de 66 anos, estava presa quando ocorreram as eleições de 1990. Na época, seu partido humilhou a junta militar no poder ao conquistar 392 das 485 cadeiras do parlamento. O regime não respeitou os resultados. Aung San Suu Kyi também estava detida em prisão domiciliar nas eleições de novembro de 2010, quando os partidos ligados ao regime conquistaram a maioria das cadeiras nos parlamentos regionais e nacional. Seu partido foi dissolvido por ter boicotado as eleições, mas depois autorizado a voltar à cena política.</p>
<p style="text-align: justify;">Nos últimos nove meses, as autoridades de Mianmar têm promovido reformas observadas com prudência pelos países ocidentais. O país, até pouco tempo considerado um dos mais fechados do mundo, voltou a receber a visita de diplomatas estrangeiros, como a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, o ministro das Relações Exteriores britânico, William Hague, e o chanceler francês, Alain Juppé.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.araujosam.net%2F2012%2F01%2Faung-san-suu-kyi-oficializa-candidatura-as-legislativas-de-mianmar%2F&amp;title=Aung%20San%20Suu%20Kyi%20oficializa%20candidatura%20%C3%A0s%20legislativas%20de%20Mianmar" id="wpa2a_16"><img src="http://www.araujosam.net/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>O complexo de Carolina</title>
		<link>http://www.araujosam.net/2012/01/o-complexo-de-carolina/</link>
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		<pubDate>Sat, 07 Jan 2012 11:38:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Araújo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[PIB]]></category>

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		<description><![CDATA[Comentário: abaixo, interessante análise sobre a forma pequena na qual a imprensa pátria trata assuntos de orgulho nacional. Se nas décadas 1970/80 éramos o &#8220;país do futuro&#8221;, hoje somos país do presente. Com ufanismo, éramos àquela época declarados a &#8220;Oitava maior economia do planeta&#8221;. Hoje somos a sexta! E tem gente que acha isso ruim! [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em>Comentário: abaixo, interessante análise sobre a forma pequena na qual a imprensa pátria trata assuntos de orgulho nacional. Se nas décadas 1970/80 éramos o &#8220;país do futuro&#8221;, hoje somos país do presente. Com ufanismo, éramos àquela época declarados a &#8220;Oitava maior economia do planeta&#8221;. Hoje somos a sexta! E tem gente que acha isso ruim!</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Do <a title="Observatório da Imprensa" href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed675_o_complexo_de_carolina" target="_blank">Observatório da Imprensa</a></strong></p>
<p><em>Por Washington Araújo em 03/01/2012 na edição 675</em></p>
<p style="text-align: justify;">Não faz tanto tempo assim, mas é fato que a grande imprensa celebrava do nascer ao pôr do sol e madrugada afora o fato de o Brasil ocupar a oitava posição dentre as maiores economias do mundo. Nas últimas semanas de 2011, ficamos sabendo, pela mídia internacional, que nossa posição avançou rumo ao topo: o Brasil já é a sexta maior economia do mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">Ultrapassou nada menos que o Reino Unido, aquele antigo império “em que o sol nunca se põe”, e que nunca deixava de estar hasteada, ao longo das 24 horas, a bandeira da Union Jack – da Europa à África, da Ásia à América, passando pelos chamados protetorados no Oriente Médio.</p>
<p style="text-align: justify;">O Reino Unido comandou com mão de ferro a Índia, a África do Sul, Hong Kong&#8230; e é bem longa a lista. Apropriou-se da culinária mundial, sem ao menos dar o crédito aos seus verdadeiros donos: quem não consome diariamente a batata inglesa, o chá inglês, a casemira inglesa?</p>
<p style="text-align: justify;">A partir de meados do século passado teve início a derrocada do iImpério: foi obrigado a deixar a Índia com os indianos, em 1947, e a fazer reverências a seu líder maior, o Mahatma Gandhi; nos anos 1990 testemunhou o fim do odioso regime por ele mesmo implantado na África do Sul – o apartheid –, vendo surgir após 27 anos de cadeia o seu líder natural, Nelson Mandela; e, já no finalzinho daquele século, devolveu Hong Kong à China, por força de cláusulas contratuais em tratado firmado pelas duas nações.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span id="more-2421"></span>Sem ver</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Com cenário tão instigante, tão rico em história e em simbolismo, ainda assim nossa imprensa mais vistosa preferiu repercutir o feito de maneira tímida, quase que envergonhada, como se não passasse de reles disparate, de algo inconcebível a um país talhado para ser não mais que uma invenção do futuro – bem ao estilo da expressão de Stefan Zweig – aquele inatingível e fantasioso “País do Futuro”.</p>
<p style="text-align: justify;">Isso demonstra à larga que não decorreu tempo suficiente para mudarmos nossos conceitos sobre o Brasil, seu potencial, sua importância geopolítica, suas riquezas naturais e humanas. Ficamos como que aprisionados à ideia romântica do Brasil festejado em nosso hino, o Brasil “deitado eternamente em berço esplêndido”.</p>
<p style="text-align: justify;">Acostumados a explorar mazelas de todos os povos e países como invenções absolutamente nossas – corrupção, narcotráfico, malandragem, “jeitinho”, a noção nefasta da Belíndia –, a grande imprensa teve que engolir em seco seu olhar míope e acostumado em criar sua realidade paralela, aquela do país que não tem com dar certo e que precisa se acomodar, mesmo que seu pé seja tamanho 42 em sapato tamanho 36. Isso, segundo nossos oráculos de Delfos, que desde a manhã até à noite não param de azucrinar nossos olhos e ouvidos com presságios cada vez menos críveis, dando conta que o Brasil precisa urgentemente de uma primavera árabe, de um movimento ao estilo “occupy Wall Street”, e de fartas imagens tão artificiais quanto patéticas de vassouras limpando a nódoa da corrupção das nossas grandes cidades.</p>
<p style="text-align: justify;">E a grande imprensa, mais uma vez, erra – e feio – ao querer importar de outros países uma realidade que não é a nossa: por que uma primavera árabe se temos eleições universais, diretas e livres a cada dois anos? Por que ocupar a Bolsa de São Paulo ou o Banco Central em Brasília se nossa economia, ao invés de gerar desemprego em massa, inflação apontando no horizonte e estagnação e colapso financeiro iminentes, encontra-se – nas palavras de nossos filhos – “bombando” e com viés de alta? Por que apoiar o movimento das vassouras quando existem vassouras demais, vistosas demais, novas demais, uniformes demais, fashion demais, coreografadas demais e poucos (ou quase nenhum) vassoureiro para empunhá-las?</p>
<p style="text-align: justify;">A verdade é que não temos nenhum brasileiro se imolando na Cinelândia carioca nem na Praça da Sé paulistana, muito menos na mineira Afonso Pena ou nas imediações do Pelourinho baiano. E não temos por vários motivos. Dentre estes podemos citar o fato de que desde 2004 o premonitório slogan “Orgulho de ser brasileiro” deixou de ser mero reclame institucional do governo federal para ser sentimento vivo, pulsação corrente no corpo do país. A Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, as descobertas de vastas extensões de lençóis petrolíferos na camada do pré-sal, o Brasil já ser “a terceira maior economia europeia”, atrás apenas da Alemanha e da França.</p>
<p style="text-align: justify;">E os brasileiros viram tudo isso acontecer em brevíssimo espaço de tempo. Mas nossa grande imprensa não viu e se recusa a ver. O que lhe interessa mesmo é explorar a doença e não a saúde, o veneno e não o antídoto, o retrovisor com as surradas visões do passado e não o espelho do presente e do futuro.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O tempo passa</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Começa 2012 e logo no primeiro dia do ano entrou em vigor o novo salário mínimo, de R$ 622. Representa um aumento real (descontada a inflação) de 9,2% em relação ao mínimo vigente até 31 de dezembro de 2011, de R$ 545. O reajuste real do mínimo é o maior desde o ano eleitoral de 2006. E injetará formidáveis R$ 47 bilhões na economia neste ano, segundo estimativa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Esta e várias outras notícias foram tratadas como miçangas nas editorias dos jornalões e dos telejornais de maior audiência da tevê aberta brasileira.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A quem interessa isso?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Cada povo tem o governo que merece. E também a mídia que merece. E enquanto atuar dessa forma tão seletiva de fabricar a realidade que melhor atenda a seus interesses, a verdade é que nem o país ultrapassando as economias da China e dos Estados Unidos juntas, nem se transferindo a sede das Nações Unidas para Manaus, nem a Europa adotando o real em lugar do euro, ainda assim não nos veremos estampados nas capas de jornais e revistas, na escalada de matérias do Jornal Nacional.</p>
<p style="text-align: justify;">A nossa grande imprensa prefere ver o futuro com aquele olhar perdido de Carolina, a eterna moça sonhadora que ficava na janela (e na poesia de Chico Buarque) vendo o tempo passar. Minuto a minuto, hora a hora. E nisso passa por sua janela tudo do bom e do melhor, mas só Carolina não vê. Ou se recusa a ver.</p>
<p style="text-align: justify;">Arrisco-me a inferir que nossa grande imprensa sofre do complexo de Carolina.</p>
<p style="text-align: justify;">***</p>
<p style="text-align: justify;">[Washington Araújo é mestre em Comunicação pela UnB e escritor; criou o blog <a href="http://www.cidadaodomundo.org/" target="_blank">Cidadão do Mundo</a>; seu <a href="http://www.twitter.com/wlaraujo" target="_blank">twitter</a>]</p>
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		<title>Brasil supera Grã-Bretanha e se torna 6ª maior economia</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Dec 2011 12:15:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Araújo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Grã Bretanha]]></category>
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		<description><![CDATA[Comentário: Quando criança e estudante do antigo &#8220;primário&#8221;, ouvíamos o ufanismo do &#8220;Brasil, país do futuro&#8221;. Agora, caminhamos firmemente para chegar à elite econômica mundial. É verdade que continuamos com enormes problemas estruturais. É também verdade que em termos per capita, nosso PIB ainda é &#8220;vergonhoso&#8221;: mas estamos no caminho certo, e as diversas políticas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em style="text-align: justify;">Comentário: Quando criança e estudante do antigo &#8220;primário&#8221;, ouvíamos o ufanismo do &#8220;Brasil, país do futuro&#8221;. Agora, caminhamos firmemente para chegar à elite econômica mundial. É verdade que continuamos com enormes problemas estruturais. É também verdade que em termos per capita, nosso <acronym title='Produto Interno Bruto'>PIB</acronym> ainda é &#8220;vergonhoso&#8221;: mas estamos no caminho certo, e as diversas políticas de distribuição de renda fazem hoje com que a desigualdade também esteja reduzindo a ritmo acelerado.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O Brasil deve superar a Grã-Bretanha e se tornar a sexta maior economia do mundo ao fim de 2011, segundo projeções do Centro de Pesquisa Econômica e de Negócios (CEBR, na sigla em inglês) publicadas na imprensa britânica nesta segunda-feira.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Da <a title="Brasil supera Grã-Bretanha e se torna 6ª maior economia" href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/12/111226_grabretanhabrasil_ss.shtml" target="_blank">BBC Brasil</a></em></p>
<p style="text-align: justify;">Segundo a consultoria britânica especializada em análises econômicas, a queda da Grã-Bretanha no ranking das maiores economias continuará nos próximos anos com Rússia e Índia empurrando o país para a oitava posição.</p>
<p style="text-align: justify;">O jornal <em>The Guardian</em> atribui a perda de posição à crise bancária de 2008 e à crise econômica que persiste em contraste com o <em>boom</em> vivido no Brasil na rabeira das exportações para a China.</p>
<p style="text-align: justify;">O <em>Daily Mail</em>, outro jornal que destaca o assunto nesta segunda-feira, diz que a Grã-Bretanha foi &#8220;deposta&#8221; pelo Brasil de seu lugar de sexta maior economia do mundo, atrás dos Estados Unidos, da China, do Japão, da Alemanha e da França.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo o tabloide britânico, o Brasil, cuja imagem está mais frequentemente associada ao &#8220;futebol e às favelas sujas e pobres, está se tornando rapidamente uma das locomotivas da economia global&#8221; com seus vastos estoques de recursos naturais e classe média em ascensão.</p>
<p style="text-align: justify;">Um artigo que acompanha a reportagem do <em>Daily Mail</em>, ilustrado com a foto de uma mulher fantasiada sambando no Carnaval, lembra que o Império Britânico esteve por trás da construção de boa parte da infraestrutura da América Latina e que, em vez de ver o declínio em relação ao Brasil como um baque ao prestígio britânico, a mudança deve ser vista como uma oportunidade de restabelecer laços históricos.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;O Brasil não deve ser considerado um competidor por hegemonia global, mas um vasto mercado para ser explorado&#8221;, conclui o artigo intitulado &#8220;Esqueça a União Europeia&#8230; aqui é onde o futuro realmente está&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">A perda da posição para o Brasil é relativizada pelo <em>Guardian</em>, que menciona uma outra mudança no sobe-e-desce do ranking que pode servir de consolo aos britânicos.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;A única compensação (&#8230;) é que a França vai cair em velocidade maior&#8221;. De acordo com o jornal, Sarkozy ainda se gaba da quinta posição da economia francesa, mas, até 2020, ela deve cair para a nona posição, atrás da tradicional rival Grã-Bretanha.</p>
<p style="text-align: justify;">O enfoque na rivalidade com a França, por exemplo, foi a escolha da reportagem do site <em>This is Money</em> intitulada: &#8220;Economia britânica deve superar francesa em cinco anos&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.araujosam.net%2F2011%2F12%2Fbrasil-supera-gra-bretanha-e-se-torna-6a-maior-economia%2F&amp;title=Brasil%20supera%20Gr%C3%A3-Bretanha%20e%20se%20torna%206%C2%AA%20maior%20economia" id="wpa2a_20"><img src="http://www.araujosam.net/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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