Lula propõe nova conferência global sobre o clima no Brasil

 

Bruno Garcez - BBC Brasil

Presidente Lula na abertura da Assembléia Geral da ONUO presidente Luiz Inácio Lula da Silva propôs nesta terça-feira em Nova York, em seu discurso na Assembléia Geral da ONU, a realização no Brasil de uma nova conferência mundial para discutir as mudanças ambientais, nos moldes da Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente, a chamada Rio 92.

O presidente sugeriu que a nova reunião fosse realizada em 2012 e seja chamada Rio+20.

No discurso, Lula afirmou que ”a eqüidade social é a melhor arma contra a degradação do planeta” e comentou que o ônus do combate ao aquecimento global não pode se dar sobre os países em desenvolvimento.

Leia: Igualdade é arma contra degradação do planeta, diz Lula

Para o presidente, ”cada um de nós deve assumir sua parte nessa tarefa”. Mas acrescentou não ser ”admissível que o ônus maior da imprevidência dos privilegiados recaia sobre os despossuídos da terra”.

Lula afirmou que a comunidade internacional precisa ”reverter essa lógica aparentemente realista e sofisticada, mas, na verdade anacrônica, predatória e insensata, da multiplicação do lucro e da riqueza a qualquer preço”.

”Não nos iludamos - se o modelo de desenvolvimento global não for repensado, crescem os riscos de uma catástrofe ambiental e humana sem precedentes.”

Etanol

Lula também anunciou que no ano que vem o Brasil ser sede de outra reunião, esta sobre biocombustíveis, e que o país lançará em breve o seu Plano Nacional de Enfrentamento às Mudanças Climáticas.

”São inaceitáveis os exorbitantes subsídios agrícolas, que enriquecem os ricos e empobrecem os pobres. É inadmissível um protecionismo que perpetua a dependência e o subdesenvolvimento." -  Luiz Inácio Lula da Silva

Lula tratou ainda do programa brasileiro de etanol e comentou que ”os biocombustíveis podem ser muito mais do que uma alternativa de energia limpa”.

O presidente também refutou as críticas de que o etanol pode contribuir para a fome mundial, ”A experiência brasileira de três décadas mostra que a produção de biocombustíveis não afeta a segurança alimentar”.

De acordo com Lula, cabe às nações em desenvolvimento dar o exemplo. Ele voltou a fazer críticas aos países ricos, ao tratar de temas que vêm travando os avanços da Rodada de Doha de liberalização do comércio mundial, como os subsídios oferecidos pelas nações mais desenvolvidas.

”São inaceitáveis os exorbitantes subsídios agrícolas, que enriquecem os ricos e empobrecem os pobres. É inadmissível um protecionismo que perpetua a dependência e o subdesenvolvimento”.

”O Brasil não poupará esforços para o êxito das negociações, que devem beneficiar sobretudo os países mais pobres”.

Bush e Doha

No discurso que realizou em seguida, o presidente americano, George W. Bush, também fez pronunciamentos sobre a Rodada de Doha.

De acordo com Bush, ”a comunidade internacional tem agora uma chance histórica de abrir mercados em todo o mundo, ao concluir uma rodada de Doha de sucesso”.

Leia também: Bush anuncia sanções contra Mianmar na ONU

As maiores potências comerciais - inclusive os maiores países em desenvolvimento - tem uma responsabilidade especial em tomar as duras decisões políticas necessárias para reduzir barreiras comerciais”, disse Bush.

Austrália admite estar no Iraque ‘por causa do petróleo’

Comentário: O mundo inteiro sabia que as reais intenções de Bush, Blair e Howard sempre estiveram longe de "libertar o oprimido povo iraquiano da ditadura de Saddam Hussein". Curioso é ver a admissão do fato pela Austrália.

Da BBC Brasil

A Austrália admitiu, pela primeira vez, que um dos motivos pelos quais se envolveu na guerra do Iraque foi para "garantir petróleo".

Tropas AustralianasA declaração foi feita pelo ministro da Defesa, Brendan Nelson, que disse que manter "fontes de segurança" no Oriente Médio era uma prioridade para o governo do país.

A Austrália foi um dos aliados dos Estados Unidos na ofensiva contra o Iraque em 2003 e ainda mantém 1.500 soldados na região.

"O que estamos divulgando hoje determina muitas prioridades para a defesa da Austrália, e a segurança é uma delas. Obviamente, o Oriente Médio, não apenas o Iraque, mas a região inteira, é um importante fornecedor de energia, de petróleo principalmente, para o resto do mundo", afirmou Nelson.

O ministro da Defesa ponderou, no entanto, que por mais que a questão energética tivesse influenciado na decisão de participar da guerra, a principal razão para que as tropas australianas ainda estejam no Iraque é para impedir que a "crise humanitária" piore.

Mentiras

Críticos do governo vêm acusando o primeiro-ministro australiano, John Howard, de falar mentiras sobre o Iraque.

Segundo políticos da oposição, o premiê teria insistido em 2003, ano da invasão, que a campanha para derrubar Saddam Hussein do poder nada tinha a ver com o interesse no petróleo.

Grupos de protesto contra a guerra disseram que a declaração de governo australiano prova que "a invasão liderada pelos Estados Unidos foi motivada mais pelo desejo de ter petróleo do que por uma tentativa genuína de impedir a proliferação das armas de destruição em massa".

Os ministros australianos rejeitaram as críticas e voltaram a dizer que vão manter o compromisso de ajudar os Estados Unidos a estabilizar o Iraque e a combater o terrorismo.

Eles ainda ressaltaram que não haverá nenhuma "retirada prematura" das forças australianas da região.


Outros artigos deste Blog tratam do assunto:

Dono da Claro e da América Móvil é o homem mais rico do mundo

Deu na Agência Estado. Sinal dos tempos!

Carlos Slim passa Bill Gates como homem mais rico do mundo

Alta de 27% nas ações de uma de suas empresas é responsável pela ascensão

Reuters

O magnata mexicano Carlos Slim é homem mais rico do mundo, com fortuna estimada em US$ 67,8 bilhões, após ultrapassar o co-fundador da Microsoft Bill Gates, segundo divulgou um respeitado rastreador de riqueza mexicano na segunda-feira, 2.

Um aumento de 27% de março a junho no preço da ação da América Móvil, maior operadora de telefone celular da América Latina, controlada por Slim e que no Brasil é dona da Claro, o deixou quase US$ 8,6 bilhões mais rico que Gates, disse Eduardo Garcia na Sentido Común, publicação financeira online criada por ele. Garcia estimou que Gates tenha um patrimônio de US$ 59,2 bilhões.

A revista Forbes informou em abril que Slim havia superado o investidor bilionário Warren Buffett e chegou ao segundo lugar na lista, com Gates ainda liderando.

O México tem um amplo contraste social entre ricos e pobres, com uma pequena elite controlando as riquezas e cerca de metade da população vivendo com menos de cinco dólares por dia.

A Forbes subiu Slim no ranking por causa de ganhos em sua companhia Carso e com a telefônica Telmex, enquanto as ações da Berkshire Hathaway, de Buffett, caíram no mesmo período.

Há três meses, a Sentido Común já havia classificado Slim como mais rico que Gates, mas apenas por uma pequena margem. Agora, Garcia afirma que não há dúvidas de que a fortuna do mexicano é maior em valores atuais das ações. "Quando coloquei Slim à frente há três meses, a Forbes o colocou em segundo poucos dias depois", disse Garcia, que também é editor-chefe da publicação, à Reuters. "Vamos ver se o mesmo acontece novamente."

Slim afirmou em uma entrevista à Reuters este ano que não tinha o hábito de calcular sua fortuna regularmente. Ele e seu porta-voz não estavam imediatamente disponíveis para comentários.

Timor Leste recebe mais duas missionárias brasileiras

Da Assessoria de Imprensa da CNBB

No dia 22 de julho, as Irmãs Marlene Oliveira e Maria Helena Lima Barbosa desembarcarão no Timor Leste para servir à diocese de Baucau. Enviadas pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e pela Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), elas integram o Projeto Missionário de Solidariedade entre a Igreja do Brasil e a Igreja do Timor Leste criado no ano 2000, em resposta ao insistente pedido de ajuda do bispo timorense Dom Basílio Nascimento.

Coordenado pelo Conselho Missionário Nacional (Comina), o Projeto sustenta seis religiosas na diocese de Baucau. Cada missionária fica um período de três anos e o revezamento se dá de maneira a que o grupo vá se renovando nesse período.

Com embarque marcado para o dia 19 de julho, Irmã Marlene e Irmã Helena se preparam, em Brasília, para a nova missão participando de um curso ministrado pelo Centro Cultural Missionário (CCM) com duração de 30 dias. A assessora da Comissão Episcopal Pastoral para Animação Missionária e Cooperação, Irmã Márian Ambrósio, acompanhará as missionárias em sua viagem ao Timor Leste.

Por que Timor Leste?

“Ao partilhar suas motivações para a nova missão, Irmã Marlene faz questão de ressaltar que não se percebe diante de uma aventura ou de um sonho, mas de mais uma experiência rica e profunda, uma nova etapa em sua vida missionária”, explica o presidente da Comissão Episcopal para Animação Missionária, Dom Sérgio Castriani. Cearense de Morrinhos, Ir. Marlene Oliveira, 60, da Congregação das Irmãs Josefinas, substituirá, no Timor Leste, à Ir. Maria Nieta Oliveira, da mesma Congregação.

Já a paraense de Irituia, Irmã Maria Helena Lima Barbosa, 47, da Congregação das Irmãs do Preciosíssimo Sangue, volta pela segunda vez ao Timor onde atuou de 2002 a 2005 pelo Projeto. “Desde seu regresso ao Brasil, Ir. Maria Helena continuou sonhando poder retornar um dia a Timor Leste. Solicitou ao Comina o reenvio, no que foi atendida quando outra religiosa designada para esta missão comunicou sua decisão de não mais partir”, lembra Dom Castriani.

Sustentação do Projeto

Para sustentar o Projeto Missionário de Solidariedade entre a Igreja do Brasil e a Igreja do Timor Leste, a CNBB realizou, no dia 20 de maio, uma coleta nacional cujos valores chegaram, até agora, a R$ 160 mil, depositados por cerca de 200 das mais de nove mil paróquias brasileiras. Segundo Ir. Márian, a expectativa é de que a arrecadação chegue a R$ 300 mil, valor necessário para manter o Projeto até 2010. Mais informações sobre esse Projeto podem ser obtidas no site www.alemfronteiras.org.br

Ramos-Horta toma posse na Presidência do Timor Leste

Da BBC Brasil

O ex-premiê do Timor Leste e ganhador do Prêmio Nobel da Paz, José Ramos-Horta, tomou posse na Presidência do país neste domingo.

Ao prestar juramento, Ramos-Horta prometeu trabalhar pela união e estabilidade do Timor Leste, pedindo o fim da violência no país – desde o ano passado, 37 pessoas foram mortas e milhares estão refugiadas.

Porém, depois da cerimônia de posse, grupos políticos rivais entraram em confronto nas ruas da capital, Díli, deixando o saldo de um morto.

Ramos-Horta, que substituirá Xanana Gusmão, venceu a eleição presidencial do dia 9 de maio com quase 70% dos votos derrotando o candidato Francisco Guterres.

Aniversário

A cerimônia de posse do novo presidente coincidiu com o quinto aniversário de independência formal do Timor Leste.

O país tornou-se independente da Indonésia em 2002 após 25 anos de uma ocupação que reprimiu a oposição política e deixou mais de 100 mil mortos.

Em abril e maio do ano passado, o país viveu uma crise marcada por conflitos armados entre facções rivais da Polícia e do Exército que obrigou 100 mil pessoas a deixarem suas casas.

A crise reabriu profundas divisões na sociedade timorense que vêm desde os tempos do domínio indonésio e se fazem sentir até hoje.

China deixa de ter mão-de-obra barata em 3 anos, diz estudo

Da Agência Lusa:

A mão-de-obra barata na China, considerada um dos motores para a conversão do país numa potência econômica mundial, começará a ficar escassa em 2010, afirma um relatório da Academia chinesa de Ciências Sociais divulgado neste sábado.

"A China está passando de uma era de mão de obra excedente para penúria de mão-de-obra", diz o jornal China Daily, que cita o relatório.

O gigante asiático orgulha-se de ter a maior população mundial (1,3 bilhão de habitantes), mas, de acordo com a Academia chinesa de Ciências Sociais, a sua impressionante mão-de-obra rural foi sobreavaliada.

Desta forma, o número de trabalhadores rurais com menos de 40 anos que migram em busca de uma vida melhor situa-se na casa dos 52 milhões, muito menos do que as estimativas anteriores, que calculavam este número em 100 ou 150 milhões.

Isso, no extremo, significa, segundo os autores do relatório, que a China vai perder as vantagens de que desfruta nos mercados internacionais devido ao baixo custo de mão-de-obra. A falta de mão-de-obra poderá levar a pretensões de aumentos salariais, provavelmente dentro de três anos.

Os autores do estudo concluem serem necessárias adaptações e modificações no modo de crescimento, deixando o país de se assentar num único fator de produção, mas tendo recurso a métodos mais avançados.

Timor Leste: Comissão eleitoral oficializa vitória de Ramos Horta

Da Agência Lusa:

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) do Timor Leste terminou às 02h50 locais (14h50 de sábado em Brasília), a apuração do segundo turno das presidenciais, que confirma a vitória do premiê José Ramos Horta, anunciou um dos porta-vozes, o padre Martinho Gusmão.

A CNE recebeu 125 queixas relacionadas com o escrutínio presidencial que estão ainda em apreciação, acrescentou Martinho Gusmão. “Já podemos, no entanto, anunciar que estas queixas não vão alterar o resultado já estabelecido", disse o sacerdote.

Fonte oficial disse à Lusa que Ramos Horta obteve 69,18% dos votos, contra 30,82% do presidente do Parlamento, Francisco Guterres "Lu Olo", candidado da Fretilin (maior partido político timorense). Esses números serão anunciados pela CNE na segunda-feira. A comissão fixou também a percentagem de votos válidos em 97,34%.

José Ramos Horta deve renunciar do cargo de primeiro-ministro após o Conselho de Ministros de quarta-feira, antes de tomar posse como chefe de Estado, no próximo dia 20.

O primeiro-ministro, o governo e o Parlamento, em contato com a Fretilin, procuram chegar a um "acordo político" que impeça a queda do Executivo e a formação do III Governo Constituccional por um período "de apenas sete semanas", explicou à Lusa José Ramos Horta.

A solução proposta por José Ramos-Horta é a continuação do II Governo Constitucional sob a gestão do primeiro vice-primeiro-ministro, Estanislau da Silva.

Ministro da Agricultura, Estanislau da Silva substituiu várias vezes José Ramos Horta durante ausências, para viagens ao exterior, do chefe do Executivo e nas quatro semanas das duas campanhas eleitorais das presidenciais.

Brasil aceita ser minoritário e terá só 18 vagas no Parlamento do Mercosul

Do Blog de Fernando Rodrigues

O Mercosul, essa (ainda) ficção criada por José Sarney e Raúl Alfonsin nos anos 80, lança agora sua mais nova sinecura: o Parlamento do Mercosul.
 
Isso mesmo. O Parlamento do Mercosul terá sua primeira sessão em Montevidéu (Uruguai) no próximo dia 7, às 17h. Para que esse corpo legislativo começasse a funcionar, o Brasil cedeu e terá apenas 18 vagas –número igual ao dos outros países membros (Argentina, Paraguai e Uruguai), embora a população brasileira seja muito maior do que a de seus vizinhos.

Dessa forma, o Parlamento do Mercosul já começa desrespeitando a regra máxima da democracia representativa: um homem, um voto.

O Uruguai terá 3.447.920 habitantes em dezembro deste ano. O Brasil, 190.011.861. Ou seja, um parlamentar do Mercosul uruguaio representará 191.551 eleitores. Já um colega seu brasileiro terá o dever de representar 10,556 milhões de eleitores.

Para registro, no final deste ano a Argentina terá 40.403.943 habitantes. O Paraguai, 6.667.884.

Em tese, essa distorção poderá ser corrigida com o tempo. O Brasil pretende requerer uma divisão mais equânime das cadeiras. Possivelmente, não terá sucesso, pois os outros 3 Estados membros sempre estarão unidos para barrar o “imperialismo brasileiro”.

As 18 cadeiras do Brasil serão ocupadas a partir da semana que vem por 9 deputados e 9 senadores do Congresso Nacional. Foram indicados pelo presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL). Em 2010, a escolha será direta. Os eleitores vão apertar mais uma tecla ao votar. É que o Parlamento do Mercosul exige que os seus integrantes sejam escolhidos dessa forma pelos eleitores dos países membros.

E o que farão esses “parlamentares do Mercosul”? A lista de atribuições é longa e pode ser vista no endereço do Protocolo Constitutivo do Parlamento do Mercosul.

Os felizardos brasileiros que farão parte desta fase biônica do Parlamento do Mercosul são os seguintes:

Senadores: Sérgio Zambiasi (PTB-RS), Pedro Simon (PMDB-RS), Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC), Efraim Morais (DEM-PB), Romeu Tuma (DEM-SP), Marisa Serrano (PSDB-MS), Aloizio Mercadante (PT-SP), Cristovam Buarque (PDT-DF) e Inácio Arruda (PC do B-CE).

Deputados: Dr. Rosinha (PT-PR), Cezar Schirmer (PMDB-RS), George Hilton (PP-MG), Max Rosenmann (PMDB-PR), Claudio Diaz (PSDB-RS), Geraldo Resende (PPS-MS), Germano Bonow (DEM-RS), Beto Albuquerque (PSB-RS) e José Paulo Tóffano (PV-SP).

E há também os suplentes:

Senadores suplentes: Neuto de Couto (PMDB-SC), Valdir Raupp (PMDB-RO), Adelmir Santana (DEM-DF), Raimundo Colombo (DEM-SC), Eduardo Azeredo (PSDB-MG), Flávio Arns (PT-PR), Fernando Collor (PTB-AL) e Jefferson Péres (PDT-AM).

Deputados suplentes: Nilson Mourão (PT-AC), Íris de Araújo (PMDB-GO), Renato Molling (PP-RS), Valdir Colatto (PMDB-SC), Fernando Coruja (PPS-SC), Gervásio Silva (DEM-SC), Júlio Redecker (PSDB-RS), Vieira da Cunha (PDT-RS) e Dr. Nechar (PV-SP).

Ex-presidente russo Boris Yeltsin morre aos 76 anos

Da BBC Brasil

O Kremlin anunciou nesta segunda-feira a morte do ex-presidente russo Boris Yeltsin, de 76 anos.

Yeltsin, que ocupou a Presidência por dois mandatos consecutivos, entre 1991 e 1999, morreu de falência cardíaca às 15h45, hora de Moscou (8h45, hora de Brasília).

O ex-presidente já tinha um histórico de problemas de saúde e, em 1996, passou por uma operação para colocar cinco pontes de safena.

Yeltsin foi o primeiro presidente russo da era pós-comunismo. Seus oito anos de governo marcaram um período de imensas transformações para o país.

Leia mais no sítio da BBC Brasil

Candidatos pedem recontagem de votos no Timor Leste

Da BBC Brasil
 
O primeiro-ministro do Timor Leste, José Ramos Horta, aderiu aos pedidos de recontagem de votos do primeiro turno das eleições presidenciais do país.

Ramos Horta é candidato por um partido independente, e disse que está preocupado com as alegações de irregularidade e intimidação de votos.

Outros cinco dos oito candidatos entraram com um protesto, pedindo a recontagem, junto às autoridades eleitorais na quarta-feira.

Segundo os resultados preliminares das contagens, o primeiro-ministro conseguiu quase 23% dos votos. Francisco "Lu-Olo" Guterres, do partido Fretilin, conseguiu quase 29%.

Os dois devem se enfrentar no segundo turno das eleições no dia 8 de maio, apesar de os resultados do primeiro turno não serem divulgados antes do início da próxima semana.

Observadores

Observadores internacionais, incluindo da ONU e da União Européia, descreveram as eleições de segunda-feira como calmas em geral, ordeiras e pacíficas, com grande comparecimento às urnas.

Mas cinco dos candidatos alegaram que a eleição tinha sido prejudicada por intimidações de eleitores e irregularidades na contagem.

Ramos Horta afirmou que estava alarmado com o fato de 150 mil eleitores - cerca de 30% do total de registrados - não terem comparecido.

"Tem que haver uma investigação. Peço à ONU pela explicação", disse.

A Comissão Eleitoral Nacional deve se reunir nesta quinta-feira para discutir a possibilidade de recontagem.

O porta-voz da comissão, Martinho Gusmão, afirmou que uma recontagem não deve afetar de forma drástica o resultado.

"Nenhum candidato vai vencer com mais de 30%", afirmou.

Esta foi a primeira eleição presidencial no Timor Leste desde sua independência da Indonésia em 2002.

Muitos esperavam que esta votação fosse colocar fim à tensão política e instabilidade que estão prejudicando o novo país.

O temor é de que a incerteza prolongada a respeito da eleição pode desencadear mais violência. Mas os temores semelhantes de problemas durante o primeiro turno se mostraram infundados.