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Ministro não vê problemas em abrir mercado de TV a cabo para empresas de telefonia

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse no Rio de Janeiro, que não vê problemas na abertura do mercado de TV a cabo para empresas de telefonia.

Por Alana Gandra – Agência Brasil

O ministro tomou posse no Conselho de Administração da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

“Porque nós estamos falando de construção de redes de fibra óptica. Então, não é um recurso escasso. É um investimento dessas empresas e elas poderão agregar recursos para investimento e tecnologia e dinamizar o setor”, disse.

A matéria consta de projeto de lei em tramitação no Congresso Nacional. Segundo Paulo Bernardo, a proposta deve entrar em votação na próxima semana, depois que o ministério respondeu a questionamentos feitos por alguns senadores.

“Uma coisa importante é que elas [as empresas de telefonia] ficam impedidas de participar da produção, que fica reservada para as empresas brasileiras de radiodifusão e produtoras independentes”, explicou. Segundo o ministro, as telefônicas terão que comprar as assinaturas e o material a ser veiculado no conteúdo.

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Na Argentina, Mantega defende mecanismos regionais para conter crise

Mantega defendeu a redução das barreiras comerciais e financeiras entre os países da região

Por Marcia Carmo – BBC Brasil

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, defendeu nesta sexta-feira em Buenos Aires a adoção de mecanismos regionais para conter possíveis efeitos da crise internacional na América Latina.

“Precisamos aumentar a integração e fortalecer, neste momento, as instituições que já estão criadas (para reduzir o impacto da crise)”, disse Mantega.

Segundo ele, para continuar sendo um dos pólos de desenvolvimento do mundo, as barreiras comerciais e financeiras entre os países da região deverão ser reduzidas.

As declarações de Mantega foram feitas no intervalo de uma reunião de ministros da área econômica e representantes dos bancos centrais da Unasul, que terminou nesta sexta, na capital argentina.

“Ficou decidido que nós temos que nos preparar para os eventuais agravamentos da crise que possam nos afetar”, afirmou o ministro.

“E nos preparar também para uma crise mais longa dos países avançados, aproveitando a situação que existe hoje na América Latina, que é uma situação melhor, onde todos os países crescem mais.”

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Walmart está de olho na filial brasileira do Carrefour

Segundo a imprensa americana desta sexta-feira, o grupo de distribuição Walmart, líder mundial do setor, estaria preparando uma proposta para comprar a filial brasileira do Carrefour. Em consequência, as ações do grupo francês, número 2 mundial, estão em forte alta hoje na bolsa de Paris.

Por Adriana Brandão - RFI

O Wall Street Journal de hoje revela que o Walmart encomendou ao banco UBS uma consultoria sobre uma eventual compra do Carrefour no Brasil. Segundo a fonte citada pelo jornal americano, as discussões diretas entre os dois grupos ainda não começaram. O negócio é avaliado entre 6 a 8 bilhões de dólares.

A notícia teve repercussão imediata no mercado, valorizando as ações do Carrefour em quase 4%. No entanto, o grupo francês afirmou nesta sexta-feira sua vontade de continuar no Brasil, onde está presente desde 1975. A direção lembrou que o mercado brasileiro é estratégico para o grupo. Depois da França, o Brasil representa o segundo maior mercado do Carrefour no mundo.

Em julho, a tentativa do Carrefour de fazer uma fusão com o grupo Pão de Açúcar fracassou. O grupo Casino, aliado do Pão de Açúcar, saiu ganhando com o fracasso da operação que fragilizou seu rival francês.

Walmart, que já está presente no Brasil, sonha em dominar o mercado brasileiro em expansão, acredita o analista francês Gilles Goldenberg. Ele lembra que há alguns anos o grupo americano de distribuição já provocou a saída do Carrefour do mercado mexicano.

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Exportações do agronegócio atingem US$ 85,76 bilhões nos últimos 12 meses

O agronegócio brasileiro alcançou um novo recorde ao exportar, no acumulado dos últimos 12 meses, entre agosto de 2010 e julho deste ano, US$ 85,76 bilhões em produtos agropecuários.

Por Danilo Macedo – Agência Brasil

O resultado é 23,7% maior que o registrado nos 12 meses anteriores, quando o valor comercializado para o exterior foi US$ 69,36 bilhões. As importações, na comparação entre os dois períodos, aumentou 34,2%, passando de US$ 11,86 bilhões para US$ 15,91 bilhões.

De acordo com o Ministério da Agricultura, que divulgou os dados hoje (12), o saldo da balança comercial do agronegócio cresceu 21,5% nesse período, ou US$ 12,35 bilhões, passando de US$ US$ 57,5 bilhões para US$ 69,85 bilhões. Os principais compradores dos produtos do agronegócio brasileiro continuam sendo a China, com participação de 14,8%, os Países Baixos (7,4%), os Estados Unidos (6,7%) e a Rússia (5,7%). Entre os que apresentaram maiores aumentos percentuais nas compras, destacam-se Argélia (104,7%), Espanha (55,9%), Japão (49,3%) e Rússia (40,9%).

Em julho, as exportações do setor alcançaram US$ 8,47 bilhões, um aumento de 15,6% em relação ao mesmo mês de 2010. As importações cresceram 23,8%, chegando a US$ 1,41 bilhão, o que rendeu um superávit de US$ 7,06 bilhões. O saldo é 14,1%, ou US$ 873,5 milhões, maior que o de julho do ano passado. Segundo o ministério, os setores que mais contribuíram para os resultados positivos foram o complexo sucroalcooleiro, com aumento de 53,1% das exportações em julho, a soja, com crescimento de 31,6% e o café, com 12,5%.

Entre os três produtos mais vendidos no mês (complexo sucroalcooleiro, soja e carne), com mais de US$ 1 bilhão em exportações, a carne foi o único que teve retração no mês, de 3,2%. As exportações de carne de aves se expandiram, mas as de carnes bovina in natura e suína, esta última mais afetada pelo embargo da Rússia a frigoríficos do Rio Grande do Sul, Paraná e de Mato Grosso, diminuíram 22,5% e 17,4%, respectivamente.

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Em meio a crise, Japão eleva a nota de classificação de risco do Brasil

Em meio a nova crise global e a rebaixamentos dos países avançados, a agência de classificação de risco japonesa R&I Ratings elevou nesta quinta-feira a nota do Brasil para “BBB”.

Do Blog de Guilherme Barros

De acordo com a agência, a nota do País foi elevada devido à solidez da economia brasileira. Segundo a instituição, o forte movimento de ascensão social das pessoas das classes D e E para a classe média, com o fortalecimento do mercado interno, é um dos aspectos que blindam o País contra efeitos mais drásticos de uma possível piora do ambiente externo.

“Em consideração a esses fatores, embora as perspectivas para a economia global tenham se verificado mais sombrias, a gestão fiscal e do ambiente econômico no Brasil têm mostrado maior estabilidade”, destacou a agência de classificação de risco em seu comunicado.

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Dilma Rousseff: experiência fará país não entrar em recessão com crise internacional

A presidenta da República, Dilma Rousseff, disse na noite de hoje (10), em discurso a empresários do ramo da construção civil, que o Brasil adquiriu experiência suficiente na última crise econômica mundial, de 2008, para evitar entrar agora em recessão com as novas oscilações negativas do mercado internacional.

Por Bruno Bocchini – Agência Brasil

“Nós apreendemos, com a nossa experiência, que momentos de crise são momentos de oportunidade”, disse. “Em nome do governo brasileiro eu digo que não entraremos em recessão, e digo não como uma bravata, mas porque temos condições de reagir, e isso não significa que sejamos imunes a crise”, acrescentou.

Dilma ressaltou que atualmente o país dispõe de US$ 350 milhões de reservas internacionais, US$ 140 milhões a mais que na crise de 2008. De acordo com ela, o Brasil está mais preparado também para enfrentar a contração do crédito. Há três anos, o país tinha R$ 220 milhões em compulsórios. Hoje o valor é cerca de R$ 200 milhões a mais.

“Naquela época todos os países do mundo utilizaram mecanismos para superar a situação crítica. Alguns pegaram recursos fiscais, financeiros, do Orçamento, e salvaram os bancos. Deixaram os consumidores e população endividada sem apoio e resgate”, disse. “Outros países, como nós, saímos da crise porque apostamos no consumo, no investimento. A saída da crise não era recessiva, não era colocar um peso para cima da economia”, completou.

A presidenta disse que o país irá agir novamente como em 2008, para preservar e fortalecer as forças produtivas, o emprego e a renda da população. “O que não quer dizer que não vamos usar medidas para nos proteger do ponto de vista financeiro e cambial”, declarou.

Para Dilma Rousseff, que “por falta de liderança política e por falta de clareza nas medidas”, a atual crise econômica mundial poderá durar mais que a de 2008.

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CTNBio vota hoje liberação comercial de feijão transgênico

A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) deve decidir hoje (11) sobre a liberação comercial de feijão geneticamente modificado. As variedades, produzidas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), são resistentes ao vírus do mosaico dourado, principal praga da cultura do grão no Brasil e na América do Sul.

Por Luana Lourenço – Agência Brasil

O pedido de liberação foi feito em dezembro de 2010 pela Embrapa e é o segundo item da pauta de votações de hoje da CTNBio, responsável pela liberação comercial de organismos geneticamente modificados no Brasil.

Um dos responsáveis pelo projeto, o pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia Francisco Aragão disse que a aprovação do feijão transgênico pode reduzir significativamente o índice de perda nas lavouras. “O vírus do mosaico dourado ocorre em todas as regiões em que se planta feijão no Brasil e as perdas anuais equivalem a uma quantidade que poderia alimentar entre 9 milhões e 18 milhões de pessoas adultas”, compara.

Aragão disse ainda que a pesquisa para chegar ao grão geneticamente modificado durou dez anos e é a primeira desenvolvida exclusivamente por uma instituição pública brasileira.

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Economistas avaliam como exagerada a queda da Bovespa

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou o pregão desta segunda-feira (8) em queda acentuada. Foi primeiro dia de operação após a agência de classificação de risco Standard & Poor’s rebaixar a avaliação de risco da dívida dos Estados Unidos. O Ibovespa, principal índice do mercado de ações do país, caiu 8,08%, aos 48.668 pontos.

Por Vinicius Konchinski – Agência Brasil

Foi a maior queda desde 2008, quando o mundo foi sacudido pela crise dos títulos imobiliários dos Estados Unidos. Ao longo do dia, o Ibovespa chegou a cair 9,73%, seguindo a tendência das principais bolsas de valores do mundo. O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, fechou com queda de 5,55%. Já o índice FTSE 100, da Bolsa de Londres, terminou o dia com queda de 3,39%.

Para economistas ouvidos pela Agência Brasil, contudo, a reação do mercado de ações brasileiro às notícias sobre a situação fiscal dos EUA e da Europa foi “exagerada”. Eles acreditam que a queda acentuada tem motivos “emocionais” e, portanto, deve ser revertida.

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Governo quer formular nova geração de políticas públicas e evitar volta à pobreza dos emergentes

A Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República e o Ministério da Fazenda promovem hoje (8), em Brasília, o seminário A Média Faz a Diferença: Origem e Desafios Sobre a Nova Classe Média Brasileira. O evento, que será aberto pela presidenta Dilma Rousseff, inicia o debate dentro do governo a respeito de uma “nova geração de políticas públicas”, explicou à Agência Brasil o secretário executivo da SAE, Roger Leal.

Por Gilberto Costa – Agência Brasil

A preocupação é formular políticas sociais para o contingente de 31 milhões de pessoas que entraram na classe C na última década que sirvam como “trava” para que esse contingente não regresse à condição social anterior. Segundo Leal, “é primordial” compreender quem são as pessoas que emergiram; como foi o processo de ascensão; quais as demandas da população por serviços públicos; e entender o que diferencia esse contingente daqueles que não conseguiram melhorar o padrão de vida.

“Nós temos uma sociedade diferente, tivemos uma conquista. O que devemos fazer para preservar essa conquista? Como consolidá-la para minimizar os riscos de que possa haver retrocesso?”, pergunta o secretário-executivo ao lembrar que a ascensão gerou impacto no mercado de consumo e nos três níveis de governo (municipal, estadual e federal).

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México registra aumento de cerca de 45% de pobres no país

Comentário: Enquanto no México o número de pobres aumenta, no Brasil mais e mais pessoas deixam as classes menos favorecidas em direção à “classe média”.

No período de 2008 a 2010, o México registrou aumento nos níveis de pobreza no país com percentuais de 44,5% a 46,2%, indicando que 3,2 milhões de pessoas foram incluídas nesta faixa social. No total, o país tem cerca de 52 milhões de pobres, dos quais 11,7 milhões são incluídos na lista de pobreza extrema representando 10,5% da população de mexicanos que é de 112 milhões habitantes.

Por Renata Giraldi* – Agência Brasil

A conclusão é do governo por meio Avaliação Nacional da Política de Desenvolvimento Social. O estudo mostra que, em média, os pobres ganham menos de US$ 118 dólares em áreas urbanas e US$ 113 dólares, na região rural.

O estudo indica ainda que aumentou também a pobreza nas regiões rurais do país com percentuais de 62,4% a 64,9%. Nas áreas urbanas, o percentual de pobreza registrou variação de 39% a 40,5 %.

De acordo com a Avaliação Nacional da Política de Desenvolvimento Social, 21,7% da população mexicana tiveram dificuldade no acesso a alimentos, ou seja, cerca de 28 milhões de pessoas.

Segundo o estudo, os idosos como mais de 65 anos estão entre os principais prejudicados, registrando que dois em cada grupo de dez pessoas da terceira idade têm deficiências alimentares.

A população idosa no México é formada por 4,8 milhões de pessoas, das quais 3,5 milhões são incluídos entre os que vivem em moderada a extrema pobreza.

O estudo mostra também 21,4 mil crianças e adolescentes vivem na pobreza. Desse grupo, 5 milhões de crianças, menores de 18 anos, estão em situação de extrema pobreza. “Esse resultado foi relacionado com o efeito na queda da renda, resultante da crise [econômica] que foi agravada pela dificuldade de acesso aos alimentos”, disse o secretário executivo Avaliação Nacional da Política de Desenvolvimento Social, Gonzalo Hernández.

*Com informações da emissora multiestatal, Telesur, com sede em Caracas, na Venezuela.

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