‘Revolução prudente’ de Lula cria Brasil-potência, diz jornal

Da BBC Brasil

Uma "revolução prudente" liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva está fazendo nascer uma "potência econômica" do Brasil, afirma matéria publicada nesta segunda-feira no jornal italiano La Repubblica.

"Aquele líder barbudo que por muitos anos foi o espantalho do grande capital acabou se tornando o presidente do Brasil que agrada o mundo das finanças e da indústria", diz o texto.

"As empresas crescem, o mercado interno se desenvolve e também os capitalistas."

Em tom positivo, o artigo nota que "o Brasil mantém sua posição de guia do continente, maior exportador regional, e economia mais industrializada capaz de produzir fenômenos empreendedores notáveis".

"Famílias novas e tradicionais consolidam seus poder e se expandem para o exterior", diz o Repubblica, citando empresários como Roger Agnelli, que encabeça a Companhia Vale do Rio Doce, os banqueiros Joseph e Moise Safra, o governador do MS e plantador de soja, Blairo Maggi, e os irmãos Constantino, da Gol.

No entanto, a matéria ressalva que "a transição para uma economia capitalista moderna permanece incompleta", porque ainda falta resolver "o problema da forte desigualdade".

"O país mantém as contradições de sempre, com um desenvolvimento econômico que não reduz as desigualdades e a incapacidade, nos últimos vinte anos, de criar um novo modelo de industrialização."

Leia mais no sítio da BBC Brasil

Em SP, irmão de Bush prega fim da tarifa ao etanol brasileiro

Ex-governador da Flórida, Jeb Bush defendeu a idéia em debate em São Paulo.
Brasil gastou R$ 500 milhões com o imposto nos últimos dois anos.

Silvia Ribeiro Do Portal G1

Co-presidente da Comissão Interamericana de Etanol e irmão do presidente americano George W. Bush, o ex-governador da Flórida Jeb Bush disse nesta segunda-feira (16), em São Paulo, que é favorável à eliminação da tarifa de importação do etanol nos Estados Unidos.

A taxa, que praticamente inviabiliza a entrada do produto brasileiro no país, já que encarece o litro do produto em US$ 0,14 (R$ 0,30). A redução do imposto foi pleiteada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na visita do presidente dos Estados Unidos ao Brasil no mês passado, mas a negociação ainda não teve conseqüências práticas.

Jeb Bush observou que os EUA não cobram tarifas de países exportadores de petróleo, como Venezuela e Canadá, mas que, entretanto, tributa o etanol. "Não faz sentido para mim. Essa tarifa tem de ser eliminada", acrescentou ele, ressalvando que não representa o governo norte-americano.

O ex-governador da Flórida participou, ao lado do ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, de um debate sobre o combustível promovido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e pela Associação Brasileira de Agribusiness (Abag), em São Paulo.

Leia mais no Portal G1

Risco Brasil atinge nova mínima histórica

Termômetro da confiança do investidor na economia brasileira atingiu 154 pontos.

Desde a segunda quinzena de março, índice bate recordes de baixa quase diariamente.

Do G1, em São Paulo, com informações da Reuters

O risco Brasil, medido pelo banco JP Morgan, recuava 10 pontos nesta segunda-feira (9), atingindo nova mínima histórica, a 154 pontos-básicos.

Entenda o que é risco-país

Desde a segunda quinzena de março, o índice que mede a desconfiança do investidor na economia brasileira bate recordes de baixa quase que diariamente: para investidores em todo o mundo, manda a mensagem de que o Brasil nunca foi uma opção tão segura de investimento. Nesta quinta-feira (5), ele atingiu os 164 pontos no fechamento.

O risco-país atingiu sua máxima cotação há quatro anos, na crise de confiança da economia em 2002, quando o Brasil precisou ser resgatado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) com um empréstimo de US$ 30 bilhões antes da eleição do presidente Lula - na época, o risco Brasil, calculado pelo JP Morgan, chegou a ultrapassar os 2 mil pontos.

Risco Brasil atinge nova mínima e se iguala a emergentes

Da Agência Estado

A taxa de risco reflete a confiança do investidor estrangeiro na capacidade de pagamento da dívida de um país. Quanto menor, maior é a confiança do investidor

O Risco Brasil atingiu nova mínima nesta quinta-feira, 5, ao chegar a 161 pontos base, e mais uma vez se igualou ao risco dos países emergentes que, às 15h35 desta quinta-feira, dia 5, está neste mesmo patamar. A taxa de risco reflete a confiança do investidor estrangeiro na capacidade de pagamento da dívida de um país. Quanto menor esta taxa, maior é a confiança do investidor.

Neste patamar, significa que o Brasil paga 1,61 ponto porcentual como prêmio (em dólar) acima dos juros dos títulos norte-americanos, considerados sem risco. Esse prêmio de risco influencia as taxas pagas pelas empresas brasileiras para captar recursos no exterior. Ou seja, o risco Brasil em queda significa menor custo de captação tanto para o governo brasileiro quanto para as empresas do País.

Leia mais no portal da Agência Estado

Liderança global de Lula pode salvar Doha, dizem EUA

Bruno Garcez - BBC Brasil

A representante comercial dos Estados Unidos, Susan Schwab, acredita que a liderança global exercida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva será vital para retomar a Rodada de Doha de liberalização do comércio mundial.

”O presidente Lula tem um papel especial como líder global. Ele sabe de seu potencial para ajudar a promover e até mesmo para salvar a Rodada de Doha”, disse, em entrevista à BBC Brasil.

A representante americana acredita que a liderança de Lula junto aos países em desenvolvimento poderá contribuir para que parceiros brasileiros e americanos abram seus mercados e revejam supostas posições protecionistas, como é o caso da Índia.

”O Brasil, assim como os Estados Unidos, tem interesse real em exportar mais produtos agrícolas para a Índia. Queremos trabalhar junto com o Brasil para abrir o mercado indiano. E abrir também o nosso próprio mercado, assim como o brasileiro.”

Schwab acredita que Lula pode contribuir para que ”esta seja uma rodada de desenvolvimento, que promova o comércio norte-sul, mas também o comércio sul-sul.”

Posições semelhantes

A representante comercial qualificou o encontro entre o presidente Lula e o líder americano, George W. Bush, no último sábado, em Camp David, como ”excelente” e afirmou que a reunião dos dois líderes contribuiu para que a posição dos dois países em relação a Doha se estreitasse ainda mais.

”Brasil e Estados Unidos têm interessses bem semelhantes em relação a Doha. Ambos queremos um desdobramento que seja ambicioso e equilibrado.”

"O Congresso estaria disposto a aceitar um acordo forte para a Rodada de Doha, mesmo um no qual fossem feitos cortes significativos em políticas nacionais distorcivas." -  Susan Schwab

Negociações

A Rodada de Doha chegou a um impasse em meados do ano passado. O Brasil queria a derrubada dos subsídios que americanos e europeus dão aos seus setores agrícolas. Estes, por sua vez, buscavam maior acesso ao mercado dos países em desenvolvimento.

Schwab acredita que as concessões terão de se dar de forma simultânea. ”Os Estados Unidos não esperam que o Brasil aja primeiro. E acredito que o Brasil não espera o mesmo dos Estados Unidos. Temos de atuar juntos para que, quando estivermos perto de um avanço, todos possam colocar suas cartas na mesa, como diz o presidente Lula, de forma simultânea, para que não haja supresas.”

Fast track

Um dos fatores considerados essenciais para o sucesso da Rodada de Doha é a renovação da trade promotion authority (TPA), o dispostivo que dá ao presidente americano a autoridade de renovar acordos comerciais sem a possibilidade de emendas pelo Congresso.

A TPA, também conhecida como ”fast track”, vence em julho deste ano. Susan Schwab se diz confiante em relação à renovação.

”Estamos mantendo um diálogo muito intenso com os líderes do Congresso e temos confiança na renovação. O Congresso estaria disposto a aceitar um acordo forte para a Rodada de Doha, mesmo um no qual fossem feitos cortes significativos em políticas nacionais distorcivas”, acredita Schwab.

Mas ela acredita que a condição para que congressistas e senadores aceitem que os Estados Unidos cortem subsídios seria que os Estados Unidos ”também adquiram acesso suficiente a novos mercados, em agricultura, serviços e produtos manufaturados”.

Relatório

A representação comercial dos Estados Unidos divulgou nesta segunda-feira um relatório no qual afirma que as tarifas impostas individualmente pelo Brasil e pela TEC (Tarifa Externa Comum) do Mercosul estão prejudicando a exportação de produtos agrícolas, bebidas destiladas e artigos de informática e telecomunicações.

"O Brasil aplica tarifas adicionais que poderão dobrar o custo de importações no país", diz o documento. "Altas tarifas para equipamentos e peças de informática, além de altos impostos, levaram à criação de um enorme mercado negro de computadores."

O documento critica também a pirataria, mas afirma que as autoridades brasileiras têm feito avanços no sentido de combatê-la.

O texto traz ainda críticas à burocracia brasileira, ao observar que empresas americanas ”continuam a criticar a onerosa e documentação exigida para importar determinadas mercadorias para o Brasil, até mesmo de forma provisória”.

O Brasil representa o 13º maior mercado de exportações para os Estados Unidos.

Salário mínimo de R$ 380 passa a valer

Kelly Oliveira - Agência Brasil

Brasília - A partir de hoje (1°) o salário mínimo passa de R$ 350 para R$ 380, um aumento de 8,57%. O reajuste corresponde à variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), referente ao período de 1º de abril de 2006 a 31 de março de 2007, estimado em 3%, mais aumento real (acima da inflação medida pelo índice).

Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a estimativa de aumento real é de 5,41%. No período de abril de 2002 a abril de 2007, o aumento real estimado pelo Dieese é de 32,1%. A entidade estima que cerca de 43,7 milhões de pessoas têm seu rendimento referenciado no salário mínimo.

O novo valor dará um incremento de renda na economia de R$ 16,8 bilhões, de acordo com dados do Dieese. Ainda conforme a estimativa, a arrecadação tributária sobre o consumo terá um acréscimo de R$ 4,1 bilhões, e o impacto nas contas da Previdência será de R$ 5,9 bilhões ao ano.

O reajuste do salário foi feito por meio de medida provisória (MP), publicada em edição extra do Diário Oficial da União na última sexta-feira (30). O reajuste foi feito por MP porque o Congresso ainda não aprovou o projeto que estabelece uma política constante de reajuste até 2023. A política determina que, além se ser reajustado pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), o salário mínimo receberá, a título de aumento real, um acréscimo equivalente ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, a soma das riquezas produzidas no país).

Se o projeto for aprovado, o Executivo terá de encaminhar ao Congresso Nacional, até 31 de dezembro de 2011, um segundo projeto de lei com a política de valorização do salário mínimo para o período de 2012 a 2023. Além disso, terá de criar um grupo interministerial encarregado de definir e implementar um sistema capaz de monitorar e avaliar essa política.

O projeto também prevê que, a partir de 2008, a data do reajuste do salário mínimo será antecipada. Em 2008, em vez de ser pago em maio, o aumento viria em abril. Em 2009, em março. E a partir de 2010, em fevereiro.

Além da publicação da MP na edição do Diário Oficial, há uma mensagem do presidente da República com o projeto que estabelece o piso nacional de R$ 850 para professores de educação básica da rede pública.

Especialistas projetam queda da relação dívida-PIB

Stênio Ribeiro - Agência Brasil

Brasília - A relação entre dívida líquida do setor público e Produto Interno Bruto (PIB) – soma das riquezas produzidas no país – deve ter uma redução substancial neste ano, de acordo com avaliações de analistas de mercado e de instituições financeiras, consultados na última sexta-feira (23), pelo Banco Central.

A pesquisa é realizada todas as semanas com o objetivo de “sentir” as tendências do mercado financeiro sobre os principais indicadores da economia. Os analistas financeiros acreditam que as condições macreoeconômicas são favoráveis à redução da relação dívida/PIB, que era estimada em 48,88% na semana anterior, e agora cai para 48,52% no encerramento deste ano; e para 2008 também cai de 47% para 46,50%.

De acordo com o Boletim Focus, divulgado hoje (26) pelo BC com os resultados da pesquisa, quanto menor a relação dívida/PIB, maior o indicativo de solidez da economia do país, com conseqüente aumento de credibilidade dos investidores externos para aplicação de recursos em programas do setor produtivo.

Os analistas de mercado insistem que o crescimento da economia não ultrapassará 3,50% neste ano, em que pese o esforço do governo para implantação, ainda este ano, do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A correção dos cálculos do PIB, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), fez com que eles apenas elevassem de 3,50% para 3,55% a projeção de crescimento para o ano que vem.

O Boletim Focus aumentou de US$ 39,3 bilhões para US$ 39,6 bilhões a projeção para o saldo da balança comercial (exportações menos importações) deste ano, e manteve o prognóstico de US$ 35 bilhões para o saldo comercial de 2008.

Manteve, também, a estimativa de US$ 8 bilhões para o saldo de 2007 em conta corrente, que envolve todas as transações comerciais e financeiras com o exterior. Mas reduziu, de US$ 4,60 bilhões para US$ 4,25 bilhões, a projeção de saldo de conta corrente para o ano que vem.

A expectativa do mercado com relação a investimento estrangeiro direto (IED) no setor produtivo permanece em US$ 18 bilhões, tanto neste ano quanto no próximo, a despeito de o BC projetar US$ 20 bilhões, como revelou o chefe do Departamento Econômico (Depec) do BC, Altamir Lopes, na semana passada.

São projeções de um cenário de mercado no qual o dólar norte-americano será cotado a R$ 2,12 no final de 2007, e a R$ 2,20 no final de 2008. Considera, ainda, que a taxa básica de juros (Selic), atualmente de 12,75% ao ano, cairá a 11,50% ainda neste ano, com possibilidade de recuar para 10,50% até o encerramento de 2008.

Entenda as mudanças das regras para calcular o PIB do país

Vitor Abdala - Agência Brasil

Brasília - O novo método de calcular o Produto Interno Bruto (PIB), índice que mostra a soma de todas as riquezas produzidas no país, passou a trabalhar com mais fontes de informação e leva em consideração 293 produtos e 149 atividades econômicas. O indicador é divulgado a cada três meses e começou a ser calculado na década de 1950. A penúltima revisão de seu cálculo havia acontecido em 1997.

Entre as novas mudanças na metodologia está o uso de informações anuais da Declaração de Imposto de Renda da Pessoa Jurídica, que serão repassadas ao instituto pela Receita Federal. Outra novidade será o uso de informações das quatro pesquisas anuais setoriais realizadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE): indústria, comércio, serviços e construção civil. O IBGE aumentou o número de atividades econômicas analisadas, que passaram de 43 para 149. O número de produtos avaliados também foi ampliado de 80 para 293.

Segundo o presidente do IBGE, Eduardo Nunes, isso permite fazer um cálculo mais preciso. "Agora nós temos muito mais informações para usar na hora de fazer essa estimativa do que tínhamos anteriormente, como por exemplo, fazemos pesquisas anualmente junto à indústria, comércio, serviço e transporte e utilizamos dados do imposto de renda declarado por essas mesmas empresas", disse.

A apresentação da pesquisa hoje registra que a nova série tem valores finais para o período entre 2000 e 2003, pois incorporam as pesquisas anuais do IBGE e dados do Imposto de Renda de pessoa jurídica. Para 2004, os dados são considerados pelo IBGE como semi-definitivos, por não incorporarem as informações do Imposto de Renda da pessoa jurídica e, para 2005, são preliminares, por terem sido estimados pela soma dos trimestres. Segundo o IBGE, os dados definitivos de 2004 e 2005 serão divulgados até o final do ano.

Remessas de brasileiros chegaram a US$ 7 bi em 2006, diz ‘FT’

Os brasileiros que vivem e trabalham no exterior enviaram ao país US$ 7 bilhões (cerca de R$ 14,5 bilhões) no ano passado, segundo matéria do diário econômico Financial Times nesta sexta-feira.

Da BBC Brasil

De acordo com o jornal britânico, os dados serão divulgados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em um encontro neste fim de semana.

A cifra significa um aumento de 9% em relação aos US$ 6,4 bilhões enviados em 2005, disse o FT.

Na América Latina, as remessas de brasileiros só ficam atrás do volume enviado por mexicanos (US$ 23 bilhões). Colombianos enviaram à terra natal US$ 4 bilhões em 2006, disse o jornal.

Juntos, diz a matéria, os três países respondem por mais da metade dos US$ 62,3 bilhões enviados por imigrantes latino-americanos e caribenhos em 2006 - um aumento de 15% em relação ao ano anterior.

Importância

Apesar do grande volume movimentado por sul-americanos, a matéria destaca que as remessas são particularmente importantes para os países da América Central.

Em alguns países, elas correspondem a até 10% do Produto Interno Bruto (PIB).

Um porta-voz do BID disse ao repórter do FT que, sem elas, entre oito milhões e dez milhões de famílias latino-americanas estariam abaixo da linha pobreza.

Sucessivos aumentos nas remessas de estrangeiros têm motivado discussões em fóruns internacionais para reduzir as taxas cobradas sobre as operações financeiras, e canalizar o fluxo dos recursos para a economia formal.

Dados do relatório citados pelo FT indicam que dois terços das remessas de sul-americanos se originam nos Estados Unidos.

A Europa, sobretudo Espanha, Portugal, Itália e Grã-Bretanha, são a origem de 15% do volume.

Copom sinaliza continuidade na redução da taxa básica de juros

Stênio Ribeiro - Agência Brasil

A manutenção da inflação nos níveis atuais e a consolidação do cenário de estabilidade na economia contribuem para a “continuidade do processo de redução progressiva da percepção de risco”, e isso abre espaço para juros reais menores no futuro. É o que destaca a ata da reunião que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central realizou na semana passada, quando baixou a taxa básica de juros (Selic) de 13% para 12,75% ao ano.

Foi a segunda vez que a redução ficou em 0,25 ponto percentual, e tudo leva a crer que o BC manterá essa tendência nas próximas reuniões do Copom. Isso porque, de acordo com a ata, distribuída hoje (15), “a atuação cautelosa” tem sido fundamental para que a inflação evolua segundo a trajetória de metas traçada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

O documento cita que as perspectivas de inflação “permanecem benignas”, mas adverte que para isso se traduzir em resultados efetivos é preciso que “a flexibilização monetária seja conduzida com parcimônia”. A afirmativa reforça a tendência de manutenção da “calibragem” de 0,25% nas seis reuniões que o Copom terá ao longo do ano.

A ata repete a constatação de “cenário benigno”, que permanece favorável, aqui e no exterior, embora alerte para a existência de instabilidade e novas fontes de incerteza, sem entrar em detalhes. Menciona, contudo, as elevações das taxas de juros nas economias industrializadas e o recente, “e possivelmente temporário”, aumento de volatilidade (variação de preços de investimentos ou de índices de bolsas de valores) nos mercados globais, que culminou com quedas significativas no mercado de ações do mundo inteiro, a partir de turbulência na bolsa da China.

Apesar dessa instabilidade, o Copom acredita que as perspectivas de financiamento externo para a economia brasileira continuam favoráveis, uma vez que atribui “baixa probabilidade a um cenário de deterioração significativa” nos mercados financeiros internacionais. Nesse contexto, o colegiado de diretores do BC reafirma que o principal desafio reside em garantir a consolidação das expectativas favoráveis que se antecipam para o futuro.