Salário mínimo virou máximo

Valorização do real eleva o ganho dos mais pobres e faz com que o presidente Lula consiga cumprir uma promessa de campanha

Adriana Nicacio - Revista IstoÉ

Por duas décadas, o salário mínimo de US$ 100 fez parte do imaginário dos sindicalistas. Essa meta era tida como a única capaz de manter o poder de compra dos trabalhadores, em tempos de inflação galopante. Sabia-se que tão logo fossem alcançados os US$ 100, o novo marco seria de US$ 200, e assim por diante. Pois bem, chegou a hora de se perseguir outro valor, porque desde 1º de junho, quando o dólar bateu em R$ 1,90, o salário mínimo ronda os US$ 200. Tudo isso devido à valorização do real, claro, e aos aumentos sucessivos do mínimo nos últimos dez anos, que subiu 100% acima da inflação. Na comparação com a América Latina, o Brasil deixou de ter um piso baixíssimo – em 2003 o mínimo equivalia a US$ 56,8 – e conquistou um razoável. No Chile, por exemplo, a menor remuneração é de US$ 250, na Venezuela é de US$ 286. “Os mais pobres talvez não saibam, mas a desvalorização do dólar é muito boa para eles”, explica o professor Marcelo Neri, chefe do Centro de Políticas Sociais da FGV/ RJ. “A valorização do câmbio gerou uma redução na inflação para os mais pobres, o que também reduziu a desigualdade”, completa.

É a primeira vez que o mínimo tem o mesmo poder de compra da época de sua criação, em 1940, por Getúlio Vargas, de acordo com Neri. O mínimo de Getúlio foi um dos mais altos do Brasil.

A empregada doméstica Márcia Cavalcante Mota, 44 anos, não conhece bem a história, mas garante que está muito mais fácil comprar agora do que há sete anos, quando recebeu o seu primeiro salário mínimo. Separada do marido, ela se viu obrigada a trabalhar por qualquer preço para sustentar três dos cinco filhos. Hoje, Márcia continua recebendo um salário, R$ 380, mas pode comprar um pouco mais. Para ela, além da remuneração, que tem aumentado, o crédito também está mais fácil. “Eu fui ao supermercado e comprei R$ 200 em alimentos, dividi em duas vezes”, conta Márcia, com ar de vitória. “No próximo mês, eu compro picado, e assim a gente vai sobrevivendo. Não me importa se o meu salário vale US$ 200, o que me importa é que estou podendo comprar mais.”

Márcia faz parte de uma multidão. O mais importante para 44 milhões de brasileiros é o que o mínimo pode comprar. Para eles, o Dieese tem uma boa notícia. De acordo com o supervisor técnico do Dieese/DF, Clóvis Scherer, em maio, pela segunda vez, foi possível comprar duas cestas básicas com um único salário. A primeira ocorreu em agosto de 2006. Antes disso, só se comprava uma ou nenhuma, como ocorreu, por exemplo, entre maio de 1998 e fevereiro de 1999. Apesar de a queda do dólar não se refletir automaticamente na redução da cesta básica – há outros fatores importantes, como condições climáticas e a safra –, o Índice de Custo de Vida, medido pelo Dieese, mostra que a inflação dos mais pobres foi de 0,38% em maio, um porcentual menor do que a média de 0,63%. Mas para Márcio Pochmann, pesquisador do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho da Unicamp, o salário mínimo em US$ 200 tem outro significado. “Reflete a artificialidade da taxa de câmbio e é desfavorável para a exportação.” É claro que os exportadores não estão gostando do câmbio alto, mas a competição interna com a entrada de produtos importados beneficia quem ganha pouco.

O benefício, contudo, só existe porque a inflação está sob controle. Ex-ministro do Trabalho, no governo de Itamar Franco, o economista Walter Barelli lembra que comprou uma briga com o então ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, até conseguir estipular o mínimo em US$ 100.

Conseguiu. “Mas ninguém recebeu US$ 100, porque no dia seguinte valia US$ 98, US$ 95 e a inflação engolia o salário das pessoas”, lembra. Naquela época, a intenção de Barelli era de elevar o salário mínimo à média dos países do Mercosul, o que representava US$ 200, mas a área econômica do governo não queria nem ouvir falar disso. “O Brasil chegou lá com uma década de atraso”, diz Barelli. “Só que o problema não é a moeda, mas sim o poder aquisitivo. Estamos longe do que se comprava com um salário no tempo de Juscelino Kubitschek.”

IBGE deve apontar amanhã alta de 4,5% no PIB

O IBGE divulga o resultado nesta quarta-feira.
Pelas expectativas do mercado, a expansão deve ficar em torno de 4,5%.

Do Portal G1

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga nesta quarta-feira (13) a taxa de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre. Pelas expectativas do mercado, a expansão deve ficar em torno de 4,5% ante igual período de 2006.

O resultado será certamente comemorado pelo governo como um sinal de vigor econômico. As projeções chamam a atenção para o motor do crescimento: o aquecimento da demanda interna.

"O país pode estar em fase ascendente no ciclo de consumo de bens duráveis", diz o diretor-executivo do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), Edgar Pereira. "Mas todo crescimento puxado estritamente pelo consumo tem fôlego curto."

Pereira lembra que, com a nova metodologia para cálculo do PIB, a taxa de investimento em 2006 ficou em 16,8%, ainda abaixo do nível de 19%, que já era criticado pelos economistas.

Segundo os especialistas, o nível de investimento capaz de manter um ritmo de crescimento econômico vigoroso e sustentável está na casa de 25% do PIB. "O que dá consistência é o aumento do investimento, que continua muito baixo. O período de investimentos de maior porte ainda não deslanchou", comentou Pereira. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Apesar de juros, Delfim prevê crescimento de 5%

Denize Bacoccina - BBC Brasil
 
O economista Delfim Netto, ex-ministro da Fazenda, da Agricultura e do Planejamento nos anos 70 e 80 e ex-deputado federal por cinco mandatos, diz que a discussão sobre a taxa de juros “é inútil, porque não vai mudar mesmo”.

Apesar da afirmação - feita em entrevista à BBC Brasil antes do anúncio do Copom, nesta quarta-feira, sobre a redução da taxa Selic de 12,5% para 12% ao ano -, Delfim defende esta mudança, para um patamar bem menor, o que levaria a uma apreciação do dólar em relação ao real, ajudando a indústria brasileira.

Mesmo assim, ele acha que o país pode crescer 5% este ano, acima das previsões do mercado e do próprio governo.

O economista diz que a queda constante do dólar se deve à combinação do aumento das exportações e dos preços das commodities, com a atração de capital externo por conta do juros altos. “Por isso é que está todo mundo aqui. Não é pelas virtudes do governo, da economia braileira. É pelas condições que o Brasil criou”, afirma.

Delfim considera exagerados os alertas de alguns economistas de que está havendo uma desindustrialização no Brasil, mas diz que alguns setores podem sofrer que se esse processo for mantido. Veja abaixo os principais trechos da entrevista que Delfim concedeu à BBC Brasil.

Leia a entrevista completa no sítio da BBC Brasil

Banco Central reduz juro para 12% ao ano

Com a redução, a taxa de juros do país é a menor da história

José Carlos Mattedi - Agência Brasil

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu cortar em 0,5 ponto percentual a taxa do Serviço Especial de Liquidação e Custódia (Selic). Com a decisão, a taxa cai de 12,5% para 12% ao ano.

A decisão foi tomada por cinco votos a dois. A minoria queria uma redução de apenas 0,25 ponto percentual. A nota do Banco Central indica que a taxa fica "sem viés", ou seja, não pode ser alterada até a próxima reunião do Copom, que ocorre em 45 dias.

Analistas de mercado financeiro ouvidos pelo Banco Central, com a pesquisa de opinião Focus, apontavam para redução de meio ponto percentual, com baixa dos atuais 12,5% para 12% ao ano. Eles esperam, portanto, uma mudança no patamar de reduções, uma vez que nas três últimas reuniões do Copom a diminuição foi de 0,25 ponto percentual.

Exportações brasileiras cresceram 32,4% em maio

Lourenço Canuto - Agência Brasil

Brasília - O Brasil exportou no mês de maio US$ 13,648 bilhões, um crescimento de 32,4% sobre o mesmo mês do ano passado. As importações também cresceram no mês em 34,2%, somando US$ 9,780 bilhões.

Ao dar os números, o secretário de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Meziat, lembrou que "o preço baixo do dólar estimula as importações no país".

Disse no entanto que não vê perigo para a "saúde" da economia brasileira, a possibilidade do saldo comercial, decorrente da diferença de exportações e importações, ficar reduzido.

A previsão para os 12 meses de 2007 é de que sejam exportados US$ 152 bilhões, com crescimento de cerca de 11% em relação a 2006, quando o país exportou US$ 137 bilhões. A meta no ano passado, no entanto, era de vendas externas em torno de US$ 130 bilhões.

O secretário Armando Meziat disse que apesar da queixa de alguns setores de que estão tendo lucratividade menor por causa do preço do dólar, que caiu da barreira de R$ 2 há duas semanas, outros vêm buscando alternativas para compensar a realidade do mercado.

“Estão adotando estratégias para enfrentar a situação, seja por meio da incorporação de inovações tecnológicas em seus produtos; buscando importação mais barata de componentes para conter os custos; tomando medidas para melhoria de produtitivdade e buscando agregação de valor nos produtos, para que, se tornando mais atrativos no exterior, tenham boa aceitação e assim rendam satisfatoriamente pelo aumento de quantidade”.

As exportações nos últimos 12 meses chegaram a US$ 48 bilhões. De janeiro a maio de 2007 as exportações foram de US$ 60,097 bilhões, recorde histórico para o período.

As importações alcançaram US$ 43,243 bilhões, também cifra recorde para os primeiros cinco meses do ano, sendo que o saldo comercial dos cinco meses de 2007 soma US$ 16,854 bilhões.

Os produtos manufaturados venderam em maio US$ 7,1 bilhões, os básicos US$ 4,4 bilhões e os semimanufaturados, US$ 1,87 bilhão. Em relação a maio de 2006, os manufaturados cresceram 21,9%, os básicos 49,66% e os semimanufaturados, 46,9%.

Analistas ouvidos pelo Banco Central estimam queda da Selic para 12% ao ano

Edla Lula - Agência Brasil

Brasília - Analistas ouvidos pelo Banco Central estimam uma redução de meio ponto percentual na taxa básica de juros (Selic) na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), nos dias 5 e 6 de junho. Segundo o relatório de mercado, divulgado hoje (21) pelo BC, a partir da consulta feita a mais de 100 instituições de mercado, as previsões para a Selic de junho caíram de 12,25% ao ano para 12% ao ano. Atualmente, a Selic está em 12,5% ao ano. 

Com o volume de dólares que entram diariamente no país, atraídos, entre outros motivos, pelas taxas de juros, os analistas apostam num ritmo mais acelerado de redução da Selic. As previsões para a taxa básica ao final do ano caíram para 10,75% ao ano. Na pesquisa da semana passada, as estimativas para dezembro já haviam sido reduzidas de 11,25% para 11% ao ano. Para o fim de 2008, a previsão é que a Selic fique em 10% ao ano.

A projeção do Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA), usado oficialmente pelo governo na política de controle de inflação, caiu de 3,62% para 3,60% este ano.

Os analistas também estimam o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), soma das riquezas produzidas no país, em 4,10% neste ano, mesma previsão da pesquisa divulgada na semana passada.
A relação entre a dívida e o PIB, no entender dos analistas, ficará em 43,90%, contra 43,76% divulgados anteriormente. De acordo com a pesquisa, o resultado da balança comercial ficará este ano em   US$ 41,10 bilhões. O investimento estrangeiro direto (IED), somará US$ 20 bilhões.

Os analistas calculam que o dólar encerrará este mês cotado a R$ 1,98. A última pesquisa estimava o câmbio em R$ 2,02 em maio. Para o final de junho, as projeções de câmbio caíram de R$ 2,02 para R$ 1,97. Para o fim de 2007, o relatório aponta para o câmbio em R$ 2,03, com ligeira queda em relação à previsão anterior, do dólar valendo R$ 2,05. Para 2008, as estimativas de taxa de câmbio também caíram de R$ 2,08 para R$ 2,05.

Real vive ‘lugar ao sol’, diz ‘Financial Times’

Da BBC Brasil

A moeda brasileira está aproveitando seu “lugar ao sol”, afirma título de reportagem do diário Financial Times publicada nesta quinta-feira, sobre a forte valorização verificada na véspera por moedas de países emergentes.

O jornal observa que o real teve a maior valorização entre as principais moedas emergentes, que tiveram “uma série de recordes de alta diante do dólar ontem”.

A reportagem comenta que as valorizações ocorreram após os dados divulgados na terça-feira pelos Estados Unidos que mostraram uma inflação abaixo do esperado, aumentando o apetite dos investidores por mercados emergentes, considerados mais arriscados.

Além disso, observa o FT, a alta do real foi impulsionada pelo aumento da avaliação do Brasil pela agência de crédito Standard & Poor’s.

Analistas consultados pelo jornal afirmam que a tendência de valorização do real deve continuar, apesar das compras de dólares pelo Banco Central para tentar limitar o fluxo de dólares para o mercado interno.

Leia mais no sítio da BBC Brasil

Leia matéria original (em inglês) no sítio do Financial Times

China deixa de ter mão-de-obra barata em 3 anos, diz estudo

Da Agência Lusa:

A mão-de-obra barata na China, considerada um dos motores para a conversão do país numa potência econômica mundial, começará a ficar escassa em 2010, afirma um relatório da Academia chinesa de Ciências Sociais divulgado neste sábado.

"A China está passando de uma era de mão de obra excedente para penúria de mão-de-obra", diz o jornal China Daily, que cita o relatório.

O gigante asiático orgulha-se de ter a maior população mundial (1,3 bilhão de habitantes), mas, de acordo com a Academia chinesa de Ciências Sociais, a sua impressionante mão-de-obra rural foi sobreavaliada.

Desta forma, o número de trabalhadores rurais com menos de 40 anos que migram em busca de uma vida melhor situa-se na casa dos 52 milhões, muito menos do que as estimativas anteriores, que calculavam este número em 100 ou 150 milhões.

Isso, no extremo, significa, segundo os autores do relatório, que a China vai perder as vantagens de que desfruta nos mercados internacionais devido ao baixo custo de mão-de-obra. A falta de mão-de-obra poderá levar a pretensões de aumentos salariais, provavelmente dentro de três anos.

Os autores do estudo concluem serem necessárias adaptações e modificações no modo de crescimento, deixando o país de se assentar num único fator de produção, mas tendo recurso a métodos mais avançados.

Fitch põe Brasil a um passo do grau de investimento

Denize Bacoccina - BBC Brasil
 
A agência de classificação de risco Fitch Ratings elevou a nota do Brasil nesta quinta-feira de BB para BB+, com perspectiva estável. A nova classificação coloca o Brasil a apenas um passo do grau de investimento.

De acordo com a Fitch, a melhora reflete a melhora significativa das contas externas do país, reforçada pela política macroeconômica de cautela e a elevação da poupança doméstica.

“A acumulação de reservas internacionais – de US$ 36 bilhões desde o início do ano – destaca a contínuo fortalecimento das contas externas e a resistência a choques externos”, afirmou a diretora sênior da área de risco soberano da empresa, Shelly Shetty.

O risco soberano mede o grau de risco nos papéis do governo e não de empresas de um país.

Fundos de investimento

A melhora na nota das agências de risco vinha sendo aguardada pelo governo brasileiro desde a revisão do PIB brasileiro, em março, que mostrou uma economia maior do que o conhecido anteriormente e consequentemente uma dívida menor em relação ao PIB.

No mês passado, o ministro da Fazenda Guido Mantega fez uma visita aos escritórios da Fitch e outras agências, em Nova York, para tentar convencê-las que o Brasil merece a classificação de grau de investimento.

O grau de investimento é importante porque atrai mais capital para o país, com um custo mais baixo.

Vários fundos de investimentos internacionais são proibidos por lei de investir em países que não têm este aval das agências. Na América Latina, México e Chile já têm esta classificação.

Para aumentar as chances de alcançar o grau de investimento no futuro, a agência diz que o Brasil precisa continuar com a política macroeconômica, mostrar que o país está preparado contra choques externos e reduzir mais rapidamente a dívida do governo, inclusive a parte doméstica da dívida.

Na nota explicando o upgrade, a Fitch diz que estima que as reservas brasileiras devem chegar a US$ 130 bilhões no fim do ano, o equivalente a 150% da dívida externa com vencimento de curto prazo.

A acumulação de reservas, de acordo com a agência, é em parte reflexo das elevadas taxas de juros do país, mas também resultado dos superávits na balança comercial e investimento estrangeiro direto.

“Também promove um seguro contra um ambiente financeiro internacional menos favorável, embora isso tenha um custo, considerando a grande diferença de câmbio entre o real e o dólar”, diz o texto.

Nas contas da Fitch, a proporção dívida/PIB deve ficar em 34% em 2007, dentro da média dos países classificados como BB e “modestamente” acima da média de 23% dos países classificados como BBB (classificação de investment grade).

A agência destaca os bons resultados macroecônomicos, como inflação baixa, moeda valorizada e política fiscal compatível com o tamanho da dívida pública. A revisão do PIB reduziu a dívida geral do governo de 75% para 67% do PIB (os cálculos da agência são diferentes do governo).

Itamaraty expressa “desapontamento” do governo brasileiro com decisão da Bolívia

Kelly Oliveira - Agência Brasil

O Ministério das Relações Exteriores divulgou ontem (7) nota para expressar “o desapontamento” do governo brasileiro com a decisão da Bolívia de tornar a empresa boliviana Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) como única exportadora de petróleo cru e de derivados, como a gasolina, por exemplo.

Segundo a nota, essa medida terá efeito sobre a viabilidade econômica das refinarias de Gualberto Villaroel e Guillermo Elder Bell, de propriedade da Petrobras. “A medida prejudica e pode inviabilizar o processo negociador de adequação da situação das duas refinarias ao quadro jurídico-institucional estipulado pelo Decreto Supremo 28701, no qual a Petrobras encontra-se empenhada de boa fé”, diz a nota.

O ministério enfatiza que “independentemente das ações legais que a Petrobras venha a tomar em defesa de seus interesses legítimos, o governo brasileiro não pode deixar de notar o impacto negativo que este e qualquer outro gesto unilateral pode ter na cooperação entre os dois países”.

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