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Arquivo de setembro, 2010

FT diz que poder financeiro do Brasil deve facilitar financiamento do déficit

Possibilidade de lucros com o pré-sal é atraente para investidores

Da BBC Brasil

Um editorial do jornal britânico Financial Times desta terça-feira diz que a disposição de aplicar em papéis brasileiros que vem sendo demonstrada pelos investidores internacionais tem ajudado o Brasil a financiar o déficit nas contas externas.

O editorial ressalta o bom momento vivido pela economia brasileira, dizendo que cada vez mais os grandes mercados internacionais deverão sentir o impacto da presença financeira do Brasil.

Segundo o texto, uma prova dessa força global foi o sucesso da capitalização da Petrobras, que na semana passada conseguiu levantar US$ 67 bilhões, “a maior venda de ações da história, num valor superior ao Produto Interno Bruto de países de economia de tamanho razoável, como o Iraque”, acrescenta o editorial.

“Globalmente, a venda de ações da Petrobras significa mais do que um negócio de grande vulto. É uma prova do crescimento da presença financeira internacional do Brasil,” diz o FT.

O editorial comenta ainda a disposição dos investidores internacionais em continuar aplicando em papéis brasileiros.

Exatamente o que o Brasil precisa para garantir o financiamento do seu déficit em conta corrente de cerca de US$50 bilhões por ano, segundo o jornal.

Leia mais no sítio da BBC Brasil

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Produção de petróleo no país é recorde em agosto

Vladimir Platonow – Agência Brasil

Rio de Janeiro – A produção brasileira diária de petróleo alcançou recorde histórico em agosto. A informação foi divulgada hoje (16) pelo diretor de Gás Natural e Biocombustíveis da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Victor Martins. Ele também destacou a produção de gás natural, que foi a segunda melhor, só perdendo para a registrada em junho.

“A produção de agosto foi recorde na história brasileira, representando 2,078 milhões de barris de óleo [por dia] e 62 milhões de metros cúbicos/dia de gás, o que configura um volume de 2,471 milhões de barris de óleo equivalente, uma produção recorde”, disse o diretor da ANP, durante a Rio Oil & Gas – feira que reúne as maiores empresas mundiais do setor.

Ele afirmou que os volumes recordes – que representam um aumento de 6% na produção de petróleo e de 10% na de gás, em comparação a agosto de 2009 – indicam o acerto da política do governo para a área. “Isso significa que estamos no caminho certo, aumentando a produção, e que a política desenvolvida, de atração de novos parceiros de apoio à atividade no setor de petróleo, está sendo um sucesso. É muito bom para o país atingir um nível de produção que supera com tanta margem os limites da autossuficiência.”

Para os próximos meses, o diretor da ANP espera que a produção continue crescendo de forma consistente. “São projetos que estão sendo desenvolvidos, que vão amadurecendo e entrando em operação. É a continuidade de um processo. Isso mostra que o Brasil está se consolidando como um produtor de petróleo.”

Ele também destacou a crescente participação das empresas privadas na produção, que ainda é muito concentrada na Petrobras. “Começa a ter participação das companhias estrangeiras, como a Shell e a Chevron, embora 91% da produção ainda tenha como responsável a Petrobras.”

Victor estimou que vá ocorrer um crescimento das companhias estrangeiras nos próximos anos. “Acho que vai crescer tanto a produção da Petrobras quanto a das outras [empresas], que acreditaram no Brasil, que pesquisaram, investiram e estão desenvolvendo os seus projetos.”

O diretor da ANP divulgou os dados do mês de agosto, que começarão a ser apresentados desagregados, de forma mais detalhada, indicando a produção de petróleo e gás por companhia. Os dados indicam que o Rio de Janeiro é responsável por 78% da produção nacional, com 1,624 milhão de barris/dia no mês. Também produzem petróleo mais oito estados: Espírito Santo (240,6 mil barris/dia), Rio Grande do Norte (58,1 mil barris), Bahia (45,4 mil barris), Sergipe (40,3 mil barris), Amazonas (36,6 mil barris), São Paulo (18,6 mil barris), Ceará (8,7 mil barris) e Alagoas (5,4 mil barris).

Os dados completos podem ser consultados na página da ANP na internet.

Edição: João Carlos Rodrigues

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Fim do buraco na camada de ozônio

São boas notícias para o ambiente. A camada de ozônio não está nem pior nem melhor do que nos últimos quatro anos.

Do Portal TVi24 (Portugal), com adaptação ao português do Brasil

A camada de ozônio manteve-se estável na última década, revela um estudo do Programa da ONU para o Ambiente e pela Organização Mundial de Meteorologia.

O estudo, divulgado esta quinta-feira em Genebra, é a primeira atualização feita em quatro anos sobre o assunto. Mostra que o escudo que protege a Terra dos níveis nocivos de raios ultra-violetas se manteve sem aumentar ou diminuir, conta a Lusa.

Com exceção das regiões polares, os especialistas estimam que a camada de ozônio recupere antes de meados deste século, alcançando os níveis registrados antes de 1980.

A diminuição da camada pode provocar danos nas colheitas, nos peixes e no plâncton de que se alimentam, mas também tem efeitos na saúde das pessoas, contribuindo para um aumento de problemas de visão e de pele.

Em 1987 foi aprovado internacionalmente o Protocolo de Montreal que regulou a utilização das substâncias que destroem a camada de ozônio.

Segundo o estudo, a diminuição destas substâncias veio contribuir para ajudar a manter estável a camada protetora da Terra.

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Equilíbrio entre governo e mercado é sucesso no Brasil, diz economista-chefe da OCDE

Daniela Fernandes
De Paris para a BBC Brasil

Daniela Fernandes - De Paris para a BBC Brasil

O italiano Pier Carlo Padoan, secretário-geral adjunto e economista-chefe da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), vê o Brasil como uma “história de sucesso” no contexto da crise financeira global porque soube encontrar um novo equilíbrio entre o livre mercado e a intervenção do Estado na economia.

Em entrevista à BBC Brasil, Padoan diz que o “Brasil encontrou um equilíbrio importante entre o crescimento econômico e as questões sociais” embora possa crescer mais se houver melhorias na educação e no sistema fiscal.

Ele fala também dos desafios da Europa diante da crise econômica global e diz que essa “é uma oportunidade importante para mudanças positivas” no continente.

Leia a entrevista completa no sítio da BBC Brasil

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PIB do primeiro semestre tem crescimento recorde de 8,9%

Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro – A economia brasileira teve, no primeiro semestre deste ano, um crescimento recorde desde o início da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 1996. Nos seis primeiros meses do ano, o Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, cresceu 8,9% em relação ao primeiro semestre de 2009.
O IBGE diz que parte do crescimento pode ser explicada porque o primeiro semestre do ano passado (base de comparação) teve uma queda recorde de 1,9%. “O recorde foi muito impulsionado pelo crescimento dos investimentos e, pela ótica da produção, pela alta da indústria e da agropecuária”, disse a gerente da Coordenação de Contas Nacionais do instituto, Rebeca Palis.
No semestre, a formação bruta de capital fixo (investimentos) cresceu 26,2%. A indústria e a agropecuária tiveram expansão de 14,2% e 8,6%, respectivamente.
Entre as atividades que tiveram destaque está a construção civil, que teve uma alta de 15,7%, impulsionada por um crescimento nominal do crédito com recursos direcionados, tanto por parte do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a empresas de construção quanto de créditos habitacionais para pessoas físicas.
Outros destaques ficaram com a indústria de transformação (alta de 15,4%), indústria extrativa mineral (13,9%) e comércio (13,5%). As atividades de intermediação financeira e seguros, que chegaram a manter seu crescimento mesmo durante a crise, tiveram alta de 9,4% no semestre.
O IBGE também divulgou um comparativo do PIB do segundo trimestre de 2010 do Brasil com os dos outros países do Bric (grupo integrado pela Rússia, Índia e China, além do Brasil). O crescimento brasileiro de 8,8% no segundo trimestre deste ano ante o mesmo período do ano passado foi igual ao da Índia, inferior ao da China (10,3%) e superior ao da Rússia (5,2%).
Edição: Juliana Andrade

Vitor Abdala - Agência Brasil

Rio de Janeiro – A economia brasileira teve, no primeiro semestre deste ano, um crescimento recorde desde o início da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 1996. Nos seis primeiros meses do ano, o Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, cresceu 8,9% em relação ao primeiro semestre de 2009.

O IBGE diz que parte do crescimento pode ser explicada porque o primeiro semestre do ano passado (base de comparação) teve uma queda recorde de 1,9%. “O recorde foi muito impulsionado pelo crescimento dos investimentos e, pela ótica da produção, pela alta da indústria e da agropecuária”, disse a gerente da Coordenação de Contas Nacionais do instituto, Rebeca Palis.

No semestre, a formação bruta de capital fixo (investimentos) cresceu 26,2%. A indústria e a agropecuária tiveram expansão de 14,2% e 8,6%, respectivamente.

Entre as atividades que tiveram destaque está a construção civil, que teve uma alta de 15,7%, impulsionada por um crescimento nominal do crédito com recursos direcionados, tanto por parte do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a empresas de construção quanto de créditos habitacionais para pessoas físicas.

Outros destaques ficaram com a indústria de transformação (alta de 15,4%), indústria extrativa mineral (13,9%) e comércio (13,5%). As atividades de intermediação financeira e seguros, que chegaram a manter seu crescimento mesmo durante a crise, tiveram alta de 9,4% no semestre.

O IBGE também divulgou um comparativo do PIB do segundo trimestre de 2010 do Brasil com os dos outros países do Bric (grupo integrado pela Rússia, Índia e China, além do Brasil). O crescimento brasileiro de 8,8% no segundo trimestre deste ano ante o mesmo período do ano passado foi igual ao da Índia, inferior ao da China (10,3%) e superior ao da Rússia (5,2%).

Edição: Juliana Andrade

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