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Arquivo de julho, 2010

Brasil é o 12º País Mais Feliz do Mundo

Do Portal Terra:

A revista Forbes e o instituto de pesquisas Gallup publicaram um ranking dos países mais felizes do mundo. A ordem, onde o Brasil aparece empatado em 12º com o Panamá, é baseada em uma pesquisa feita entre os anos de 2005 e 2009 em 155 países para medir dois tipos de bem-estar.

Primeiro, as pessoas responderam questões que refletiam sua satisfação geral com suas vidas e deram notas de 1 a 10. Posteriormente, foram feitas perguntas sobre como cada item foi visto no dia anterior.

Segundo o levantamento, os cinco países mais felizes são europeus: Dinamarca, Finlândia, Noruega, Suécia e Holanda. O grupo vem seguido pela Costa Rica e pela Nova Zelândia, empatados em sexto lugar. Os Estados Unidos estão em 14º lugar, junto com a Áustria.

Na ponta de baixo da tabela, onde estão os países mais infelizes do mundo, se destacam os africanos Togo, 155º, Burundi e as Ilhas Comoros, empatados em 153º. A Bulgária é o país europeu de pior colocação, 137º, e o Haiti é o representante americano neste lado da tabela, em 144º. O asiático mais infeliz é, segundo a pesquisa, o Camboja, no 148º.

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Ajuda do Brasil ao exterior chega a US$ 4 bi por ano, calcula ‘Economist’

Da BBC Brasil

Uma reportagem veiculada pela revista britânica Economist calcula que os recursos gastos pelo Brasil em ajuda humanitária e desenvolvimento no exterior podem chegar a US$ 4 bilhões por ano.

O cálculo, que inclui as iniciativas brasileiras de assistência técnica, cooperação agrícola e ajuda direta a países da África e América Latina, mostra que o Brasil “está se tornando rapidamente um dos maiores doadores mundiais de ajuda aos países pobres”, diz a revista.

A reportagem chega ao montante de US$ 4 bilhões somando os recursos da Agência Brasileira de Cooperação, projetos de cooperação técnica, ajuda humanitária a Gaza e ao Haiti, recursos destinados ao programa de alimentos da ONU e outros, e financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento, o BNDES, nos países emergentes.

Entretanto, a Economist questiona a rapidez com que o Brasil tem elevado sua ajuda no exterior, apontando que a estrutura burocrática do Estado brasileiro dedicada a encaminhar esta ajuda está sobrecarregada e lembrando que o próprio Brasil ainda precisa combater bolsões de pobreza dentro de seu próprio território.

A análise é publicada no momento em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva retorna de uma viagem por seis países da África, nos quais promoveu parcerias no campo do biocombustível e reiterou a existência de linhas de crédito do BNDES para projetos no continente africano e latino-americano.

“Este esforço em ajuda, embora não seja chamado assim pelo governo, tem grandes implicações”, diz a revista.

“Distribuir assistência na África ajuda o Brasil a competir com a China e a Índia por influência no mundo em desenvolvimento. Também angaria apoio para a campanha solitária do país por um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU.”

Outro fator, lista a revista, seria a abertura de mercados para os produtos brasileiros a partir das iniciativas de cooperação e a aproximação do Brasil com os países em desenvolvimento.

A reportagem compara a assistência brasileira com a chinesa. Afirma que a influência do Brasil é percebida como mais simpatia porque se volta para programas sociais e agrícolas, enquanto a chinesa promoveria, aos olhos dos países ocidentais, práticas corruptas e polêmicas sobretudo no campo da infraestrutura.

Entretanto, a Economist vê o que chama de “ambivalência” nos programas de ajuda do Brasil. Lembra que o país ainda precisa combater bolsões de pobreza dentro de seu próprio território, aponta deficiências na estrutura burocrática voltada para a cooperação internacional e avalia que funcionários e instituições voltados para este fim estão “sobrecarregados” com o crescimento exponencial do volume de assistência durante os anos do governo Lula.

Para a Economist, até resolver esses gargalos, “o programa de ajuda do Brasil permanecerá um modelo global à espera – um símbolo, talvez, do país como um todo”.

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