Arquivo

Arquivo de dezembro, 2009

Financial Times inclui Lula entre os 50 nomes da década

Por Sandro Araújo

O jornal inglês Financial Times elaborou a lista das “Cinqüenta faces que moldaram a década”. A lista inclui quatro categorias: Política, Economia, Negócios e Cultura. Entre os 17 políticos, nomes como George W. Bush, Vladimir Putin, Barack Obama e Osama Bin Laden. Apenas quatro políticos americanos foram incluídos. Completam a lista Al Gore (ex vice-presidente dos EUA) e o Presidente Lula.

Outros nomes merecem destaque: a dupla Larry Page e Sergey Brin (fundadores do Google), Steve Jobs (Apple), Alan Greenspan (ex-presidente do FED, banco central dos EUA) e Craig Venter (biólogo que sequenciou o DNA humano).

Sobre Lula, diz o jornal:

Luiz Inácio Lula da Silva, próximo do fim do seu segundo mandato de quatro anos, é o presidente mais popular na história do Brasil. Seu charme pessoal e imenso conhecimento político contribui sem dúvida. Mas o que realmente faz os brasileiros amarem-no é a baixa inflação.

Quando era oposição, “Mr. Lula” criticou as políticas de combate à inflação de seu predecessor e falava de “herança maldita” que recebeu ao tomar posse. Mas foi hábil o suficiente para manter as políticas macroeconômicas sem alteração, enquanto expandia programas de transferência de renda baratos mas eficazes.

Sob sua supervisão, o Brasil finalmente começou a mostrar seu enorme potencial e muitos, incluindo o Fundo Monetário Internacional esperam que o Brasil seja a quinta maior economia do mundo antes de 2020, trazendo mudanças na ordem mundial.

Veja a lista completa no sítio do Financial Times.

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Categories: Internacional, Política Tags:

Salário mínimo aumenta 212,5% em 8 anos de Governo Lula

Por Sandro Araújo

O Presidente Lula deverá anunciar ainda hoje o novo valor do salário mínimo. O reajuste será objeto de uma Medida Provisória e valerá a partir de 1º de janeiro de 2010. Atualmente o salário mínimo é de R$ 465. Com o reajuste, de 9,67%, será de R$ 510. Em reportagem da Agência Brasil o Ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, garantiu que existem recursos para suportar o aumento – que também reflete nos benefícios da previdência social.

Com o reajuste, o salário mínimo terá saltado de R$ 240, em 1º de abril de 2003 (último ano do governo FHC) para R$ 510 – representando um aumento de 212,5%. Como comparação, a inflação acumulada no período foi de 40,7% (inflação medida pelo IPCA, acumulada até novembro/2009 e com previsão para dezembro/2009 de 0,36%). Assim, no período abril/2003-janeiro/2010, o aumento real do salário mínimo seria de 51%.

Outra base de comparação é o dólar: durante anos o Brasil perseguiu o “salário mínimo de 100 dólares”. Em abril/2003 o dólar comercial valia R$ 3,1154. Na época, um salário mínimo de 240 reais valia 77,03 dólares. No momento em que este artigo é escrito o dólar comercial vale R$ 1,79. Desta forma, um salário mínimo de 510 reais valeria 284,91 dólares. São espantosos 269,86% de aumento!

Aqui vale um comentário: no período abril/2003-novembro/2009 a inflação acumulada nos Estados Unidos da América, medida pelo CPI – Consumer Price Index foi de 17,7%. Para uma análise do poder de compra do novo salário mínimo, em relação ao dólar dos EUA, é necessário fazer o expurgo desta inflação. Desta forma, o salário mínimo brasileiro terá um salto de 214,26%, em dólares, nos últimos 8 anos.

Para saber mais:

  • Clique aqui para ver a evolução da inflação do Brasil medida pelo IPCA.
  • Clique aqui para ver os valores históricos do salário mínimo, desde 1940, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego.
  • Clique aqui para ver a evolução da inflação nos Estados Unidos da América medida pelo CPI.
  • Clique aqui para ver a evolução da cotação do dólar em relação à moeda brasileira.

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Cientistas descobrem o planeta mais parecido com Terra já visto

Sistema Solar x Novo Planeta

Sistema Solar x Novo Planeta

Do Portal IBTimes:

Astrônomos norte-americanos anunciaram na quarta-feira a descoberta do planeta mais parecido com a Terra já observado; um massivo oceano banha o planeta que provavelmente deve ter uma atmosfera e eventualmente vida.

Por enquanto o planeta chama-se GJ 1214b de acordo com o padrão da nomenclatura exoplanetária: o nome técnico da estrela que ele orbita mais uma letra que significa a ordem da sua descoberta. (A letra “a” é reservada para o nome da estrela em si). é um nome que apenas o comitê de cientistas que o descobriu poderia amar.

O novo planeta descoberto localiza-se a 40 anos luz da terra ( a luz leva 40 anos para percorrer a distância entre a Terra o GJ1214b)

O GJ1214b orbita a sua estrela em 38 horas, ou seja, ele leva 38 horas para descever uma volta completa à sua estrela e é mais de duas vezes maior que a Terra. Ele apresenta uma atmosfera bastante similar à terra, com hidrogênio e hélio abundante. Contudo, sustentar vida seria impossível devido as altas temperaturas que o planeta apresenta.

De acordo com astrônomos, a temperatura deste planeta ultrapassa os 200 graus celsius, tornando impossível a vida.

“Se eu quizesse descrever este planeta em uma frase seria: é um oceano grande e quente,” disse David Charbonneay um astrônomo da Universidade de Harvard que ajudou na descoberta do GJ 1214b.

“Nós temos descoberto planetas interessantes nos últimos 50 anos, e ainda os chamamos por estes terríveis nomes catalogados”, disse David Charbonneau, referindo-se ao fato do novo planeta ainda não tem um nickname.

“Eu tenho três filhas pequenas, e acho que elas poderiam ter tido um nome melhor.”

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Brasil encabeça ranking de combate à mudança climática

Da BBC Brasil

O Brasil encabeça a lista de um ranking de combate à mudança climática publicado nesta segunda-feira por uma organização não-governamental europeia.

Pela primeira vez desde que o indicador começou a ser medido pela ONG Germanwatch e a rede Climate Action Network (CAN), um país emergente ocupou a liderança no ranking, passando para trás países desenvolvidos como a Suécia, a Alemanha e a Noruega.

O Brasil obteve uma nota 68, o que o coloca no grupo dos países cujo desempenho nesse sentido é considerado “bom”.

No mesmo grupo ficaram a Suécia (67.4), Grã-Bretanha e Alemanha (65.3), França (63.5), Índia (63.1), Noruega (61.8) e México (61.2).

“É muito bom que países emergentes estejam ganhando posições neste ranknig”, avaliou o diretor europeu da rede CAN, Matthias Duwe.

“Estão mandando um sinal claro, durante as negociações de Copenhague, de que estão comprometidos em combater a mudança climática. Gostaria apenas que outros países europeus estivessem demonstrando o mesmo compromisso para com as mudanças positivas.”

As organizações elogiaram a melhora do marco legal de proteção ao clima no Brasil. Mas adotaram uma postura cautelosa em relação à desaceleração do ritmo de desmatamentos no país, que reduziu as emissões de carbono do país.

“Ainda não está claro se isto é resultado de uma menor demanda por óleo de palma e soja na atual crise econômica.”

Leia mais no sítio da BBC Brasil

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Senado aprova adesão da Venezuela ao Mercosul

Luciana Lima – Agência Brasil

Brasília – Por 35 votos a favor e 27 votos contrários, o Senado aprovou hoje (15) o protocolo de adesão da Venezuela ao Mercosul. A questão provocou uma disputa entre a oposição e a base governista. Os oposicionistas não admitiam a entrada de um país sob “um regime autoritário” comandado pelo presidente Hugo Chávez. Já os governistas destacaram a necessidade do intercâmbio comercial com o país vizinho e procuraram desvincular a Venezuela do seu presidente.

Com a aprovação do Senado, a adesão será promulgada pelo Presidente da República. No entanto, mesmo com a aprovação do protocolo, a entrada da Venezuela no Mercosul ainda não está garantida. Ainda falta a aprovação do Paraguai, que adiou para 2010 a discussão sobre o assunto. O presidente paraguaio Fernando Lugo, sem apoio no Congresso, preferiu adiar o debate.

Leia mais no sítio da Agência Brasil

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Presidente da Argentina vê o país na condição de parceiro menor do mercosul

Do Jornal Valor Econômico (Edição de 8 de dezembro):

A presidente Cristina Kirchner deixou de lado a tradicional disputa com o Brasil pela liderança na região e colocou a Argentina na condição de parceiro menor do Mercosul. Cristina disse que este é o momento de debater os desequilíbrios do bloco “analisando os números de suas economias e os termos de intercâmbio”. Para isso, lembrou a União Europeia e o papel de liderança exercido pela Alemanha na integração do bloco, em razão do “tamanho de sua economia”. O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, criticou a “agenda defensiva e protecionista” dos países do Mercosul. Ele disse que as vendas paraguaias ao bloco caíram 32% no ano e a balança comercial teve déficit de US$ 600 milhões. (Grifo meu)

Comentário: É um fato tão inusitado que por si só demonstra o quão baratinada está a Argentina. Enquanto o Real tem se valorizado frente ao dólar (em grande parte pela entrada enorme de divisas), a moeda argentina permanece em cotação superior a 3×1 em relação à americana. Nesta condição, um Real compra dois Pesos! Pelo histórico, o Brasil deve manter ressalvas a esta “mudança de posição”. Por outro lado, caso as assimetrias entre os países do Mercosul fossem de fato consideradas para a tomada de novos avanços, é de se crer que o bloco poderia enfim almejar uma futura União Sulamericana, a exemplo da União Européia. No caso dos “irmãos do velho mundo”, França e Alemanha trouxeram para si o papel de motor do bloco e financiaram a correção de distorções dos outros sócios. No nosso caso talvez coubesse ao Brasil (e é isto que sugere a Presidente da Argentina) o papel de financiador. Uma pré-condição para tal seria exatamente o reconhecimento explícito daquele país de que o Brasil exerce papel de liderança. Poderiam começar por nos apoiar na busca pelo assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, o que ainda não o fizeram.

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PIB cresceu 9% ao ano no terceiro trimestre

Hugo Cilo – IstoÉ Dinheiro

Variação Trimestral do PIB

Variação Trimestral do PIB

Na quinta-feira 10, o IBGE divulgará um dado que surpreenderá muita gente: o de que a economia brasileira cresceu a um ritmo de 9% ao ano no terceiro trimestre. O resultado reflete um período atípico de reação da atividade industrial, reposição de estoques e aumento do consumo na sequência de um trimestre contaminado pela crise. Na prática, no entanto, a velocidade com que a economia reagiu entre julho e setembro, com cara de crescimento chinês, sinaliza que o País entrará em 2010 num passo acima do esperado. Várias consultorias já falam em crescimento de 6% para o PIB em 2010 e o governo não esconde o entusiasmo. “Estaremos entre os três países que mais crescem no mundo”, diz o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Os 9% impressionam, especialmente pelo fato de o Brasil estar pouco acostumado a números dessa proporção. “As montadoras e as fabricantes de eletrodomésticos foram surpreendidas pelo incentivo do IPI e tiveram de acelerar fortemente a produção”, diz Bráulio Borges, economista-chefe da LCA Consultores. “As empresas atingiram velocidade inédita e falar em 6% para 2010 deixou de ser chute”, diz Marcel Solimeo, da Associação Comercial de São Paulo.

Há realmente um ar chinês nas empresas. Nesta semana, a Fiat afirmou que buscará a meta de produzir, sozinha, um milhão de carros no Brasil no ano que vem. “O investimento de R$ 1,8 bilhão em novos produtos nos dará essa possibilidade”, garante o presidente Cledorvino Belini. Nas últimas semanas, a Volkswagen também anunciou R$ 6,2 bilhões no Brasil até 2014, a GM mais de R$ 5 bilhões para o mesmo período e a Ford divulgou R$ 4 bilhões para os próximos quatro anos. “Na pior das hipóteses, o PIB crescerá 4% em 2010 e o setor automotivo 6%, com 3,2 milhões de unidades”, diz o presidente da Volkswagen, Thomas Schmall.

Investimentos em massa e um PIB chinês também não assustam o setor de eletrodomésticos. “Se dependesse do setor de eletrodomésticos, por exemplo, cresceríamos a uma taxa de 20% ao ano”, diz o diretor da Whirlpool, Armando Ennes do Valle Júnior. Em 2010, a fabricante de eletrodoméstico, dona da marca Brastemp, investirá US$ 250 milhões no aumento da capacidade. “Aconteça o que acontecer, nosso setor não crescerá menos de 10%”, completa ele.

Essa mesma confiança tem feito do Brasil um caso raro na economia póscrise. Ao lado de emergentes como China, o País tem atraído o olhar dos investidores estrangeiros. A situação fiscal estável e o bom desempenho interno fizeram dos dois países locais seguros para recursos de fora desde que Dubai entrou em moratória.

A face mais exótica desse PIB trimestral é que, por muito tempo, crescimento econômico era artigo de luxo no Brasil, restrito a poucos momentos da história do País, como a fase do milagre econômico entre as décadas de 60 e 70. Tanto é que, desde então, se tornou uma obsessão entre economistas projetar o PIB potencial da economia. Nos anos FHC, falava-se que 3,5% era o limite para não realimentar a inflação. No início da era Lula, diziam que a falta de infraestrutura ameaçava estrangular o País, caso a economia acelerasse acima de 5%. Nem um nem outro. O fato é que, pela primeira vez em muitos anos, a economia brasileira avança a um ritmo asiático.

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Brasil assina convênio com Uruguai e amplia comércio em moeda local

Denise Mota – BBC Brasil

O governo brasileiro assinou, nesta segunda-feira, em Montevidéu, um convênio com o Uruguai para a realização de operações comerciais em reais e pesos uruguaios.

A assinatura do acordo aconteceu durante a reunião entre ministros Economia e Relações Exteriores do Mercosul, que antecede a Cúpula de presidentes do bloco, marcada para terça-feira na capital uruguaia.

O convênio, chamado de Sistema de Pagamento em Moeda Local, se dá em forma bilateral e já funciona entre Brasil e Argentina desde 2007. O objetivo do Brasil é incluir outros países da região.

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Estados Unidos consideram Brasil parceiro estratégico para produção de biocombustíveis

Roberto Maltchik – Enviado especial

Agência Brasil

Copenhague (Dinamarca) – Em evento patrocinado pelo Brasil para analisar o impacto dos biocombustíveis na emissão de gases do efeito estufa, a chefe da Agência Norte-Americana de Proteção Ambiental, Lisa Jackson, garantiu que os Estados Unidos têm interesse em uma parceria estratégica com o Brasil no setor. “Brasil e Estados Unidos juntos podem trabalhar para o desenvolvimento desse tipo de energia, que protege o meio ambiente”.

Lisa Jackson foi a representante dos Estados Unidos que anunciou ontem (7), em Washington, que o governo de Barack Obama passou a considerar danosos à saúde seis gases que provocam o efeito estufa, o que causou grande repercussão no segundo dia da Conferência Mundial do Clima, na capital dinamarquesa.

A delegação da Suécia, outro país interessado no mercado de biocombustíveis, defendeu o etanol brasileiro como a principal fonte disponível hoje para reduzir o impacto do transporte no aquecimento global. A meta da Suécia é alcançar em 2030 um padrão econômico capaz de tornar o país independente do uso de combustíveis fósseis.

Segundo o Itamaraty, a participação do Brasil com o evento sobre biocombustíveis não visa criar mercado para o produto brasileiro, mas oferecer uma alternativa ao mundo de energia limpa e renovável.

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Brasil caminha para se tornar ‘petropotência’, diz ‘Washington Post’

Da BBC Brasil

Uma reportagem publicada nesta segunda-feira no jornal americano Washington Post afirma que o Brasil se encaminha para se tornar uma “petropotência”.

Intitulado “Brasil se prepara para extração maciça de petróleo”, o artigo faz, no entanto, a ressalva de que os desafios envolvendo o desenvolvimento do pré-sal são tão gigantescos quanto a tarefa em si.

“Tudo neste estaleiro é colossal”, escreve o repórter, durante uma visita a uma das infraestruturas da Petrobras em Angra dos Reis, no Estado do Rio de Janeiro. “Os 4 mil trabalhadores, os bilhões aplicados em custos de capital, as plataformas com altura de um prédio de dez andares inconclusas.”

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