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Arquivo de junho, 2007

Agência japonesa considera que títulos da dívida brasileira alcançam "grau de investimento"

Em maio, a agência Standard & Poors já havia elevado a dívida interna a este nível. No mesmo mês, a Fitch já havia melhorado a classificação brasileira

Do Portal Portugal Digital

Brasília – Mais uma agência de classificação de risco melhorou a nota atribuída ao risco brasileiro para investidores. O Tesouro Nacional informou que a japonesa Japan Credit Rating (JCR) elevou a classificação da dívida externa, para BBB-, e da dívida doméstica de longo prazo do Brasil, para BBB.

No sistema internacional das agências que assessoram investidores, isso significa que os papéis brasileiros são considerados mais confiáveis. É a primeira vez que a dívida externa de longo prazo do Brasil é classificada com o "grau de investimento", o que torna mais baratas as captações externas e pode atrair mais investimentos ao país.

Em maio, a agência Standard & Poors já havia elevado a dívida interna a este nível. No mesmo mês, a Fitch já havia melhorado a classificação brasileira.

Entre as justificativas apresentadas pela JCR para melhorar a nota brasileira estão "a perspectiva de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conduzirá as reformas durante o seu segundo mandato de modo a fortalecer a estabilidade política; a manutenção do superávit primário e melhoramento da estrutura da dívida pública".

A agência também elogia a política monetária do Banco Central do Brasil, "que tem mantido a inflação sob controle e estabilizado a taxa de câmbio". As Informações são da Agência Brasil.

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PIB cresce 4,3% no primeiro trimestre do ano em relação a mesmo período de 2006

Thaís Leitão – Agência Brasil

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 4,3% no primeiro trimestre de 2007 em relação ao mesmo período de 2006. Na comparação com o quarto trimestre do ano passado, a expansão foi de 0,8%. De acordo com os dados divulgados hoje (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o maior destaque na comparação com o quarto trimestre de 2006 foi para o setor de serviços, que apresentou elevação de 1,7%. A indústria ficou estável e teve variação de 0,3%. Já a agropecuária registrou queda de 2,4%.

 O IBGE também verificou que, sob a ótica da demanda interna, houve incremento no consumo do governo, que subiu 3,5% no primeiro trimestre deste ano, após ter registrado queda de 0,2% no trimestre anterior. A Formação Bruta de Capital Fixo (investimentos) também cresceu 2,1%, seguida pelo consumo das famílias, que variou 0,9%.

Já do ponto de vista da demanda externa, as exportações de bens e serviços apresentaram elevação de 1,2%. Um ritmo mais elevado de crescimento foi observado nas importações de bens e serviços, que registraram elevação de 4,1%. De acordo com o IBGE, este foi o 14º crescimento consecutivo nesta base de comparação.

Os serviços também foram destaque na variação positiva do PIB, em relação ao primeiro trimestre do ano anterior. O crescimento neste setor foi de 4,6%, representando o maior desempenho na base trimestral de comparação desde o quarto trimestre de 2004 (5,1%).

A indústria cresceu 3% e a agropecuária 2,1%. Ainda em relação ao primeiro trimestre de 2006, sob a ótica da demanda interna, o consumo das famílias alcançou taxa positiva de 6%. O consumo do governo cresceu 4% e a formação bruta de capital fixo, 7,2%. No lado da demanda externa, as exportações de bens e serviços cresceram 5,9% e as importações de bens e serviços 19,9%.

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Salário mínimo virou máximo

Valorização do real eleva o ganho dos mais pobres e faz com que o presidente Lula consiga cumprir uma promessa de campanha

Adriana Nicacio – Revista IstoÉ

Por duas décadas, o salário mínimo de US$ 100 fez parte do imaginário dos sindicalistas. Essa meta era tida como a única capaz de manter o poder de compra dos trabalhadores, em tempos de inflação galopante. Sabia-se que tão logo fossem alcançados os US$ 100, o novo marco seria de US$ 200, e assim por diante. Pois bem, chegou a hora de se perseguir outro valor, porque desde 1º de junho, quando o dólar bateu em R$ 1,90, o salário mínimo ronda os US$ 200. Tudo isso devido à valorização do real, claro, e aos aumentos sucessivos do mínimo nos últimos dez anos, que subiu 100% acima da inflação. Na comparação com a América Latina, o Brasil deixou de ter um piso baixíssimo – em 2003 o mínimo equivalia a US$ 56,8 – e conquistou um razoável. No Chile, por exemplo, a menor remuneração é de US$ 250, na Venezuela é de US$ 286. “Os mais pobres talvez não saibam, mas a desvalorização do dólar é muito boa para eles”, explica o professor Marcelo Neri, chefe do Centro de Políticas Sociais da FGV/ RJ. “A valorização do câmbio gerou uma redução na inflação para os mais pobres, o que também reduziu a desigualdade”, completa.

É a primeira vez que o mínimo tem o mesmo poder de compra da época de sua criação, em 1940, por Getúlio Vargas, de acordo com Neri. O mínimo de Getúlio foi um dos mais altos do Brasil.

A empregada doméstica Márcia Cavalcante Mota, 44 anos, não conhece bem a história, mas garante que está muito mais fácil comprar agora do que há sete anos, quando recebeu o seu primeiro salário mínimo. Separada do marido, ela se viu obrigada a trabalhar por qualquer preço para sustentar três dos cinco filhos. Hoje, Márcia continua recebendo um salário, R$ 380, mas pode comprar um pouco mais. Para ela, além da remuneração, que tem aumentado, o crédito também está mais fácil. “Eu fui ao supermercado e comprei R$ 200 em alimentos, dividi em duas vezes”, conta Márcia, com ar de vitória. “No próximo mês, eu compro picado, e assim a gente vai sobrevivendo. Não me importa se o meu salário vale US$ 200, o que me importa é que estou podendo comprar mais.”

Márcia faz parte de uma multidão. O mais importante para 44 milhões de brasileiros é o que o mínimo pode comprar. Para eles, o Dieese tem uma boa notícia. De acordo com o supervisor técnico do Dieese/DF, Clóvis Scherer, em maio, pela segunda vez, foi possível comprar duas cestas básicas com um único salário. A primeira ocorreu em agosto de 2006. Antes disso, só se comprava uma ou nenhuma, como ocorreu, por exemplo, entre maio de 1998 e fevereiro de 1999. Apesar de a queda do dólar não se refletir automaticamente na redução da cesta básica – há outros fatores importantes, como condições climáticas e a safra –, o Índice de Custo de Vida, medido pelo Dieese, mostra que a inflação dos mais pobres foi de 0,38% em maio, um porcentual menor do que a média de 0,63%. Mas para Márcio Pochmann, pesquisador do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho da Unicamp, o salário mínimo em US$ 200 tem outro significado. “Reflete a artificialidade da taxa de câmbio e é desfavorável para a exportação.” É claro que os exportadores não estão gostando do câmbio alto, mas a competição interna com a entrada de produtos importados beneficia quem ganha pouco.

O benefício, contudo, só existe porque a inflação está sob controle. Ex-ministro do Trabalho, no governo de Itamar Franco, o economista Walter Barelli lembra que comprou uma briga com o então ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, até conseguir estipular o mínimo em US$ 100.

Conseguiu. “Mas ninguém recebeu US$ 100, porque no dia seguinte valia US$ 98, US$ 95 e a inflação engolia o salário das pessoas”, lembra. Naquela época, a intenção de Barelli era de elevar o salário mínimo à média dos países do Mercosul, o que representava US$ 200, mas a área econômica do governo não queria nem ouvir falar disso. “O Brasil chegou lá com uma década de atraso”, diz Barelli. “Só que o problema não é a moeda, mas sim o poder aquisitivo. Estamos longe do que se comprava com um salário no tempo de Juscelino Kubitschek.”

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IBGE deve apontar amanhã alta de 4,5% no PIB

O IBGE divulga o resultado nesta quarta-feira.
Pelas expectativas do mercado, a expansão deve ficar em torno de 4,5%.

Do Portal G1

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga nesta quarta-feira (13) a taxa de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre. Pelas expectativas do mercado, a expansão deve ficar em torno de 4,5% ante igual período de 2006.

O resultado será certamente comemorado pelo governo como um sinal de vigor econômico. As projeções chamam a atenção para o motor do crescimento: o aquecimento da demanda interna.

"O país pode estar em fase ascendente no ciclo de consumo de bens duráveis", diz o diretor-executivo do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), Edgar Pereira. "Mas todo crescimento puxado estritamente pelo consumo tem fôlego curto."

Pereira lembra que, com a nova metodologia para cálculo do PIB, a taxa de investimento em 2006 ficou em 16,8%, ainda abaixo do nível de 19%, que já era criticado pelos economistas.

Segundo os especialistas, o nível de investimento capaz de manter um ritmo de crescimento econômico vigoroso e sustentável está na casa de 25% do PIB. "O que dá consistência é o aumento do investimento, que continua muito baixo. O período de investimentos de maior porte ainda não deslanchou", comentou Pereira. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Apesar de juros, Delfim prevê crescimento de 5%

Denize Bacoccina – BBC Brasil
 
O economista Delfim Netto, ex-ministro da Fazenda, da Agricultura e do Planejamento nos anos 70 e 80 e ex-deputado federal por cinco mandatos, diz que a discussão sobre a taxa de juros “é inútil, porque não vai mudar mesmo”.

Apesar da afirmação – feita em entrevista à BBC Brasil antes do anúncio do Copom, nesta quarta-feira, sobre a redução da taxa Selic de 12,5% para 12% ao ano -, Delfim defende esta mudança, para um patamar bem menor, o que levaria a uma apreciação do dólar em relação ao real, ajudando a indústria brasileira.

Mesmo assim, ele acha que o país pode crescer 5% este ano, acima das previsões do mercado e do próprio governo.

O economista diz que a queda constante do dólar se deve à combinação do aumento das exportações e dos preços das commodities, com a atração de capital externo por conta do juros altos. “Por isso é que está todo mundo aqui. Não é pelas virtudes do governo, da economia braileira. É pelas condições que o Brasil criou”, afirma.

Delfim considera exagerados os alertas de alguns economistas de que está havendo uma desindustrialização no Brasil, mas diz que alguns setores podem sofrer que se esse processo for mantido. Veja abaixo os principais trechos da entrevista que Delfim concedeu à BBC Brasil.

Leia a entrevista completa no sítio da BBC Brasil

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Banco Central reduz juro para 12% ao ano

Com a redução, a taxa de juros do país é a menor da história

José Carlos Mattedi – Agência Brasil

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu cortar em 0,5 ponto percentual a taxa do Serviço Especial de Liquidação e Custódia (Selic). Com a decisão, a taxa cai de 12,5% para 12% ao ano.

A decisão foi tomada por cinco votos a dois. A minoria queria uma redução de apenas 0,25 ponto percentual. A nota do Banco Central indica que a taxa fica "sem viés", ou seja, não pode ser alterada até a próxima reunião do Copom, que ocorre em 45 dias.

Analistas de mercado financeiro ouvidos pelo Banco Central, com a pesquisa de opinião Focus, apontavam para redução de meio ponto percentual, com baixa dos atuais 12,5% para 12% ao ano. Eles esperam, portanto, uma mudança no patamar de reduções, uma vez que nas três últimas reuniões do Copom a diminuição foi de 0,25 ponto percentual.

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Brasil vê etanol como rota rápida para virar potência, diz jornal

O Brasil espera que o etanol ajude a acelerar sua lenta ascenção como potência econômica, diz reportagem na edição desta quarta-feira do jornal americano The Christian Science Monitor.

Da BBC Brasil

"Ao sobrevoar o coração do Brasil, uma vasta savana, conhecida aqui como cerrado, pode-se confundir o cenário com Iowa, Kansas, ou praticamente qualquer lugar no cinturão agrícola dos Estados Unidos", diz a repórter Sara Miller Llana.

Segundo ela, "até fazendeiros americanos chegaram para se unir ao boom que, nos últimos anos, posicionou o Brasil para superar os Estados Unidos como a superpotência agrícola do mundo".

"No ano passado, o Brasil suplantou os Estados Unidos como maior exportador de soja. A isso se seguiu ter chegado ao primeiro lugar na exportação de carne bovina em 2004. E agora que o alto preço do petróleo e preocupação com mudanças climáticas despertaram uma demanda global por combustíveis alternativos, o Brasil tem o objetivo de dobrar sua produção de cana-de-açúcar para etanol na próxima década."

A reportagem diz que a importância do Brasil foi demonstrada esta semana durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Índia, "onde os dois países anunciaram planos de quadruplicar o comércio (bilateral) para US$ 10 bilhões até 2010 e estimular o uso de biocombustíveis pela Índia".

"As duas potências econômicas em emergência também têm o objetivo de fortalecer a cooperação como vozes vigorosas do mundo em desenvolvimento antes de iniciarem as conversações do G-8 na Alemanha nesta semana."

O fortalecimento da posição do Brasil nas negociações de comércio internacional também foi mencionado na reportagem do Christian Science Monitor.
Leia mais no Sítio da BBC Brasil

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Gol: equipamento não falhou, diz brigadeiro

Comandante da Aeronáutica disse à CPI do Senado que equipamentos funcionaram.
Depoimento complica ainda mais a situação dos controladores de vôo.

Gustavo Tourinho – Portal G1

O depoimento do Comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, à CPI do Apagão Aéreo do Senado complica ainda mais a situação dos controladores de vôo envolvidos no maior acidente da aviação civil brasileira.

Segundo Saito, não houve falha nos equipamentos no dia do acidente, 29 de setembro do ano passado. "Com os dados de que dispomos até agora, podemos afirmar que o sistema funcionava normalmente", afirmou o comandante.

Saito disse ainda que o sistema de controle do tráfego aéreo brasileiro é seguro e está entre os mais elogiados do mundo. "Nosso conceito no Índice de Segurança no Vôo é o mais alto possível." Isso se dá, segundo ele, porque o sistema do Brasil é integrado: são apenas controladores militares que controlam as aeronaves civis e militares.

O Comandante da Aeronáutica chegou a comparar os sistemas do Brasil e dos Estados Unidos.

"No dia 11 de setembro de 2001 [dia dos ataques terroristas contra o World Trade Center, em Nova York], nós teríamos reagido e cinco minutos, e não em 20 [minutos], como eles. Se eles tivessem um sistema integrado, como é o nosso, eles não teriam demorado tanto", acredita.

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Brasil na copa do mundo de robôs

Thiago Romero – Agência FAPESP

É brasileira a única equipe da América do Sul selecionada para participar do Microsoft Robotics Studio Challenge, competição de programação de robôs jogadores de futebol que ocorrerá durante a RoboCup 2007, de 1º a 10 de julho em Atlanta, nos Estados Unidos.

Ao todo, competirão 32 equipes de diversos países. O time brasileiro é formado por 25 competidores de seis institutos de ensino e pesquisa. A Seleção Brasileira de Robótica é coordenada por Jackson Matsuura, professor da Divisão de Engenharia Eletrônica do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).

Matsuura explica que o Microsoft Robotics Studio é um pacote de desenvolvimento computacional para aplicações em robótica. “Trata-se do Windows da robótica, utilizado por profissionais que desenvolvem plataformas de robôs de diferentes tipos”, disse à Agência FAPESP.

O programa conta com um simulador com vários modelos de robôs comerciais utilizados em pesquisas, além de ter as principais ferramentas de programação da Microsoft, como visual basic e dot.net.

“Com o software é possível programar robôs e testar os resultados em ambientes virtuais de simulação. Os códigos também podem ser obtidos por meio de downloads para modelos de robôs reais”, explicou Matsuura.

Peças e aplicativos inovadores podem ainda ser desenhados no programa, para a criação de novos robôs. Durante o desafio mundial proposto pela Microsoft na RoboCup 2007, as 32 equipes terão que programar robôs já simulados no programa para jogar futebol e disputar um torneio.

“A Microsoft, que é um dos patrocinadores da RoboCup, tem feito grandes investimentos em robótica. O próprio Bill Gates compara as invenções atuais da robótica aos computadores de 20 anos atrás. Para ele, a próxima revolução tecnológica será a robótica”, disse o professor do ITA.

A seleção brasileira foi convocada para participar do desafio da Microsoft graças ao bom desempenho obtido nas eliminatórias para a RoboCup 2007. Além do desafio, que é uma categoria exclusiva, das 20 categorias do mundial a equipe nacional se classificou em todas as nove em que participou do processo seletivo.

Diferentemente de edições anteriores, o Brasil estará representado na RoboCup por uma seleção e não por equipes isoladas. A Seleção Brasileira de Robótica é formada por 12 instituições, mas apenas representantes de sete vão para o mundial: Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquisa Filho (Unesp), Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Fundação Universidade do Rio Grande (Furg), Centro Universitário da Fundação Educacional Inaciana (FEI), Consórcio Bahia Robotics Team (BRT) e Clube de Investigação Científica Robotics (CIC-Robotics).

Para Matsuura, participar da competição é importante para integrar a equipe brasileira com a de outros países, de modo que o Brasil permaneça na fronteira do conhecimento na área. “A própria equipe de desenvolvimento do Microsoft Robotics Studio estará presente e essa troca de experiências será uma boa oportunidade para darmos um salto nas pesquisas em robótica no Brasil”, destacou.

“Mas ainda estamos em busca de patrocínio. Das 25 pessoas que precisam ir a Atlanta para participar do desafio e das nove categorias do mundial, temos recursos suficientes para mandar no máximo 15 alunos e professores convocados. Corremos o risco de ter uma seleção brasileira desfalcada”, disse.

Mais informações:

Seleção Brasileira de Robótica: http://natalnet.dca.ufrn.br
Robocup 2007: http://www.robocup-us.org

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Encontrado grupo indígena isolado em Mato Grosso

Grupo indígena isolado de Mato Grosso pode ter sido expulso de terras

Wellton Máximo e Isabela Vieira – Agência Brasil

Brasília – A Fundação Nacional do Índio (Funai) anunciou hoje o contato com um grupo de 87 índios isolados, no interior do Mato Grosso. Os índios foram identificados como sendo de uma etnia conhecida, a Metykire,  variante do grupo Kayapó que habita o sul do Pará. Ainda segundo a Funai, o grupo é de parentes do líder kayapó Raoni.

Os índios foram encontrados após caminhar cinco dias até uma aldeia kayapó no município de Peixoto de Azevedo, no norte do Mato Grosso (MT). O primeiro encontro entre os Metykire e seus parentes kayapó ocorreu no dia 24. O grupo recém-descoberto vivia em uma área indígena já demarcada e protegida.

De acordo com a Funai, eles contaram que decidiram buscar ajuda porque estavam sendo ameaçados a tiros por homens brancos. O órgão suspeita de garimpeiros e madeireiros ilegais que podem ter invadido a reserva.

O presidente da Funai, Márcio Meira, considera surpreendente o fato de um grupo desconhecido ter sido encontrado nos tempos atuais. “O fato de não termos conhecimento ou contato com essa população mostra que o Brasil é um país riquíssimo do ponto de vista da diversidade cultural”, disse.

Por medida de segurança e para impedir a proliferação de doenças entre os índios recém- descobertos, a Funai interditou a pista de pouso que dá acesso à aldeia. Por enquanto, o contato com eles está sendo feito por outros índios kayapó que trabalham no órgão da Funai no estado. Nos próximos dias, uma equipe da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) deve levar medicamentos e vacinas contra gripe, hepatite e a tríplice, contra coqueluche, difteria e tétano.

O vice-presidente do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), Saulo Feitosa, pede que a medicação dos índios seja feita com muito cuidado e somente se comprovado “risco de iminente contágio”. Para Feitosa, a Funai agiu adequadamente e deve continuar a respeitar os direitos do grupo e dos demais povos isolados.

“Ao encontrar roças, barracas, utensílios ou relatos de mateiros, a Funai deve se preocupar em isolar a área e prover a proteção do grupo”, afirma. “O ideal era que a Funai atuasse apenas quando o contato com a população não-índia fosse inevitável.”

Ainda segundo a Funai, um dos índios tem uma bala alojada no corpo, mas não se sabe se o tiro é recente ou antigo. Na última quarta-feira (30), houve mais uma surpresa. Uma mulher do grupo deu à luz uma criança.

Segundo a Funai, existem cerca de 60 grupos indígenas registrados como isolados no país. A política oficial consiste em mantê-los como estão, evitando o contato com eles.

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