Timor Leste recebe mais duas missionárias brasileiras

Da Assessoria de Imprensa da CNBB

No dia 22 de julho, as Irmãs Marlene Oliveira e Maria Helena Lima Barbosa desembarcarão no Timor Leste para servir à diocese de Baucau. Enviadas pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e pela Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), elas integram o Projeto Missionário de Solidariedade entre a Igreja do Brasil e a Igreja do Timor Leste criado no ano 2000, em resposta ao insistente pedido de ajuda do bispo timorense Dom Basílio Nascimento.

Coordenado pelo Conselho Missionário Nacional (Comina), o Projeto sustenta seis religiosas na diocese de Baucau. Cada missionária fica um período de três anos e o revezamento se dá de maneira a que o grupo vá se renovando nesse período.

Com embarque marcado para o dia 19 de julho, Irmã Marlene e Irmã Helena se preparam, em Brasília, para a nova missão participando de um curso ministrado pelo Centro Cultural Missionário (CCM) com duração de 30 dias. A assessora da Comissão Episcopal Pastoral para Animação Missionária e Cooperação, Irmã Márian Ambrósio, acompanhará as missionárias em sua viagem ao Timor Leste.

Por que Timor Leste?

“Ao partilhar suas motivações para a nova missão, Irmã Marlene faz questão de ressaltar que não se percebe diante de uma aventura ou de um sonho, mas de mais uma experiência rica e profunda, uma nova etapa em sua vida missionária”, explica o presidente da Comissão Episcopal para Animação Missionária, Dom Sérgio Castriani. Cearense de Morrinhos, Ir. Marlene Oliveira, 60, da Congregação das Irmãs Josefinas, substituirá, no Timor Leste, à Ir. Maria Nieta Oliveira, da mesma Congregação.

Já a paraense de Irituia, Irmã Maria Helena Lima Barbosa, 47, da Congregação das Irmãs do Preciosíssimo Sangue, volta pela segunda vez ao Timor onde atuou de 2002 a 2005 pelo Projeto. “Desde seu regresso ao Brasil, Ir. Maria Helena continuou sonhando poder retornar um dia a Timor Leste. Solicitou ao Comina o reenvio, no que foi atendida quando outra religiosa designada para esta missão comunicou sua decisão de não mais partir”, lembra Dom Castriani.

Sustentação do Projeto

Para sustentar o Projeto Missionário de Solidariedade entre a Igreja do Brasil e a Igreja do Timor Leste, a CNBB realizou, no dia 20 de maio, uma coleta nacional cujos valores chegaram, até agora, a R$ 160 mil, depositados por cerca de 200 das mais de nove mil paróquias brasileiras. Segundo Ir. Márian, a expectativa é de que a arrecadação chegue a R$ 300 mil, valor necessário para manter o Projeto até 2010. Mais informações sobre esse Projeto podem ser obtidas no site www.alemfronteiras.org.br

Após aprovação de conselho, obras da usina de Angra 3 tem três passos para cumprir

Alana Gandra e Lourenço Canuto - Agência Brasil

Após a aprovação da retomada da construção pelo Conselho de Política Energética (CNPE), a usina nuclear de Angra 3 necessita de licenças ambientais para as obras poderem ser concluídas e a unidade começar a funcionar. A primeira é a licença prévia, a segunda é o licenciamento de instalação - as duas primeiras concedidos pelo Ibama -, e a última é a licença nuclear, que garante a construção, cuja competência é da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen).

O conselho aprovou por oito votos favoráveis e um contrário pela retomada de obras. O único voto contra foi do Ministério do Meio Ambiente, segundo informou o presidente da Agência Nacional do Petróleo, Haroldo Lima.

Até agora já foram investidos na usina U$ 750 milhões na aquisição dos principais equipamentos importados que compõem a chamada “Ilha Nuclear”, que se acham armazenados na Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, no município de Angra dos Reis, na Costa Verde fluminense, além do seguro e programa de preservação.

A conclusão do projeto demandará mais R$ 7 bilhões. Esses recursos compreendem desde as obras civis, compra dos componentes nacionais, montagem eletro-mecânica, até a fase de testes operacionais de potência.

O projeto é defendido por integrantes do governo, como o Ministério de Minas e Energia e o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas também é criticado pelo Ministério do Meio Ambiente e entidades não-governamentais como o Greenpeace. Para os favoráveis, a usina pode ser considerada uma energia limpa com pouco impacto para meio ambiente. Os opositores criticam a unidade por significar grande gasto de recursos públicos e risco de acidente radioativo.

A retomada da construção da usina nuclear de Angra 3 pode representar a geração de até 9 mil empregos diretos na fase de pico da obra civil e de montagem eletro-mecânica. Esse número é uma previsão de geração de emprego durante os 5 anos e meio previstos para a conclusão da obra, segundo o superintendente de Licenciamento e Meio Ambiente da Eletronuclear, Iukio Ogawa.

“Vamos ter oscilações. Esse seria um número máximo, quando a gente teria uma superposição de duas etapas, que é o final da construção civil e o começo da montagem eletro-mecânica”, observou. A nova usina terá capacidade de geração de 1.350 megawatts de energia (MW) e junto com as usinas de Angra 1 e 2, já em operação, poderá contribuir para 80% do abastecimento de energia elétrica do Estado do Rio de Janeiro.

As atividades realizadas até agora correspondem a 30% do projeto de implantação da usina. “Nós já temos o canteiro implantado, já tínhamos as escavações das fundações  prontas. Elas estão preservadas. Nós teríamos agora uma fase de renovar  e efetuar novos contratos, a parte de detalhamento de início de obra  e obtenção das licenças”, informou Iukio Ogawa.

Tucano quer proibir no PT aquilo que o próprio PSDB defende em estatuto

Do Blog de Fernando Rodrigues:

O senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), líder tucano na Casa, anunciou hoje (22 de junho) a apresentação de um projeto de lei para impedir a cobrança de contribuição em dinheiro a partir dos salários de funcionários públicos para partidos políticos. A idéia é barrar a prática que é disseminada no PT –os petistas pagam o chamado “dízimo”, que varia de 2% a 10% dos vencimentos.

Nada contra a iniciativa do tucano. Cada um propõe o que bem entende. É possível até que o PT exagere nessa sua forma de arrecadação de fundos. Mas o ponto é outro. Trata-se de coerência. Eis o que estipula o estatuto do PSDB:

Art. 143.
§ 5°. Os filiados que exercerem funções na administração pública, direta e indireta, fundacional, empresas públicas e sociedades de economia mista, federal, estadual e municipal, exoneráveis "ad nutum", contribuirão, mensalmente, com quantia equivalente a 3 % (três por cento) do seu vencimento ou remuneração bruta, respectivamente, para o Diretório Nacional, Estadual e Municipal, sendo descontado em folha ou mediante débito em conta-corrente bancária.

Fascinante. O PSDB que propor uma lei para proibir aquilo que a própria agremiação defende em seu estatuto.

Arthur Virgílio estava aparentemente irritado hoje no Senado: “É o fim da picada (…) houve um aumento de 545% de arrecadação do PT, nesses quatro anos Lula. Meu projeto prevê penas de reclusão de um a três anos, mais multa, a serem aplicadas tanto para quem fizer a contribuição, quanto para o partido que exigir a contribuição”.

O senador tucano criticou a recente criação de 626 cargos de confiança no Executivo federal. Para ele, os novos nomeados devem "engordar" ainda mais o “dízimo” petista.

Filhos mais velhos têm QI mais alto, diz estudo

Da BBC Brasil

Um estudo realizado por pesquisadores noruegueses revelou que os filhos mais velhos têm mais chances de apresentar QIs mais altos do que os irmãos mais novos.

Os pesquisadores analisaram 250 mil pessoas e constataram que os primogênitos e os que são o segundo ou o terceiro na ordem de nascimento - mas que perderam um dos irmãos mais velhos - marcaram uma pontuação mais alta no teste de QI.

No estudo, os pesquisadores deram como exemplo um terceiro filho que perdeu um dos irmãos mais velhos, passando a "assumir" o lugar do segundo.

Eles perceberam que essa criança desenvolveu um nível de inteligência muito próximo ao registrado em crianças que são as segundas na ordem de nascimento.

Os professores Petter Kristensen, do Instituto Nacional de Saúde Ocupacional de Oslo, e o colega Tor Bjerkedal, do Serviço Médico das Forças Armadas da Noruega, disseram que, apesar de as diferenças observadas serem pequenas, são significativas.

Eles explicam que um elemento importante é o fato de que, por um tempo, quando têm menos idade, os irmãos mais velhos não têm que dividir a atenção dos pais com os irmãos menores, que ainda não nasceram.

"O que conta é a posição social dos irmãos e não as diferenças biológicas entre eles", sustentam os estudiosos, que tiveram a pesquisa publicada na revista Science.

Maturidade

As correntes teóricas sobre o tema são divergentes há décadas.

Certos estudiosos sustentam que as diferenças entre QIs dos filhos são originadas ainda no útero, já que a cada gravidez, a mãe produz uma quantidade maior de anticorpos que podem afetar o cérebro do feto.

O pesquisador Frank Sulloway, do Instituto de Pesquisa Social e de Personalidade da Universidade da Califórnia, está estudando como a educação pode influenciar na personalidade e na inteligência.

Em entrevista ao jornal The Daily Telegraph, Sulloway disse que os filhos mais velhos aprendem ao ensinarem os mais novos.

"A tendência que os mais velhos têm de atuar como pais em algumas situações e assumirem a posição do filho mais maduro e disciplinado também pode explicar porque os primogênitos tem um QI maior", disse.

Pane em computadores suspende vôos por 2 horas - nos EUA!

Deu no Yahoo News:

Uma pane nos computadores da companhia aérea norte-americana United Airlines suspendeu todos os vôos da mesma durante duas horas.

A porta-voz da empresa, Robin Urbanksi disse que a companhia não sabia ainda a causa do problema ocorrido entre 8 e 10 da manhã de ontem, 20 de junho, momento em que as decolagens reiniciaram.

"Estávamos experimentando uma pane computacional e agora nossos computadores estão restabelecidos", disse. "Agora estamos trabalhando duro para retomar nossas operações".

Ao que se vê, problemas de tráfego aéreo não são exclusividade tupiniquim: basta lembrar de problemas recentes ocorridos também na Argentina.

Nova plataforma da Petrobras tem índice de nacionalização de 76% e produzirá 180 mil barris diários

Nielmar de Oliveira - Agência Brasil

A Petrobras promove hoje (14), no estaleiro Brasfels, em Angra dos Reis, no litoral sul do estado, a solenidade de batismo da plataforma P-52 – unidade que entrará em operação em agosto deste ano.

O batismo será feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em solenidade que contará com a presença do governador do Rio, Sérgio Cabral Filho, do presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, e de diretores da companhia.

A P-52 é considerada pela estatal um marco na engenharia naval do país, por possuir índice de nacionalização de 76% - o maior já registrado na história da indústria naval brasileira e que atende aos requisitos de nacionalização determinados pelo governo.

Destinada ao Campo de Roncador, na Bacia de Campos, a P-52 produzirá 180 mil barris diários de petróleo, ao atingir plena capacidade, e contribuirá decisivamente para a manutenção da auto-suficiência do país.

O casco da unidade, o entanto, foi construído em Cingapura e o custo total da obra, incluindo a fase de montagem e instalação de equipamentos,  ficou, segundo a assessoria de imprensa da Petrobras, em cerca de US$ 1 bilhão.

Durante a fase de obras no Brasil, a plataforma gerou 12.500 empregos diretos e indiretos. Além dos 180 mil barris de petróleo a serem extraídos quando operando a plena carga, a unidade também fará a compressão de 9,3 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia.

A plataforma terá ainda capacidade de geração de 100 megawatts (MW) de energia, potência capaz de abastecer uma cidade de 293 mil habitantes.

No campo de Roncador, a unidade ficará ancorada a 125 quilômetros do litoral,  a uma profundidade de 1.800 metros da lâmina d`água.

No estaleiro da Brasfels, também está em fase final de construção outra unidade de produção de grande porte encomendada pela Petrobras: a Plataforma P-51.

A unidade produzirá os mesmos 180 mil barris de petróleo por dia que a P-52, será instalada também na Bacia de Campos, mas entrará em operação no primeiro semestre do próximo ano, no campo de Marlim Sul.

Juntas, as duas unidades exigiram investimentos de cerca de US$ 2 bilhões e estão gerando 9 mil empregos diretos e 27 mil indiretos. Juntas, as duas unidades agregarão mais 360 mil barris de petróleo à produção nacional – o equivalente a 20% da produção atual.                                                        

Maior província petrolífera do país, a Bacia de Campos responde hoje por cerca de 84% da produção nacional, de cerca de 1,8 milhão de barris por dia.

Antes de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva batizar a P-52, o diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Guilherme Estrella, concederá entrevista, acompanhado dos gerentes executivos da companhia José Antonio de Figueiredo e Pedro Barusco, e de CB Choo, da Keppel Offshore & Marine.

Embraer e BRA fecham acordo para venda de até 40 E-Jets

Empresa aérea brasileira será a primeira a operar o moderno EMBRAER 195 no Brasil

Da Assessoria de Imprensa da Embraer

A Embraer e a empresa aérea brasileira BRA Transportes Aéreos assinaram acordo comercial preliminar para a compra de 20 jatos EMBRAER 195, com mais 20 opções do mesmo modelo. O contrato definitivo relativo a essa transação deverá ser finalizado, em breve, pelas empresas. O valor do negócio, referido a preços de tabela, é de US$ 730 milhões, nas condições econômicas de janeiro de 2007 (não incluídos equipamentos opcionais encomendados pela BRA) e pode atingir US$ 1,46 bilhão, caso todas as opções sejam confirmadas.

Os novos E-Jets EMBRAER 195 da BRA serão configurados com 118 assentos em classe única e o início das entregas está previsto para o segundo semestre de 2008. Com o anúncio de hoje, no Paris Air Show, a BRA será a primeira empresa aérea brasileira a operar no Brasil os modernos E-Jets da Embraer.

A BRA também assinou contrato de leasing com a GE Commercial Aviation Services (GECAS) para operar outros dois jatos EMBRAER 195 novos. A primeira entrega desses E-Jets ocorrerá no primeiro semestre de 2008.

“Estamos honrados com a seleção do EMBRAER 195 pela BRA e satisfeitos com o fato de que esta aeronave de classe internacional passará a servir passageiros brasileiros”, afirmou Frederico Fleury Curado, Diretor- Presidente da Embraer. “O EMBRAER 195 pode voar até 4.077 km (2.200 milhas náuticas) sem escalas, o que permitirá à BRA operá-lo nas principais rotas domésticas, bem como atender a vários destinos na América do Sul.”

A BRA selecionou a família dos E-Jets por ser a única cujos modelos são capazes de atender a mais de 50% das ligações em vôos diretos (sem escalas) realizados hoje no Brasil. A decisão foi confirmada em dezembro de 2006, após o ingresso do novo investidor da companhia, o Fundo Brazil Air Partners (BAP), integrado pelo Bank of America, Darby, Development Capital, Gavea Investment Fund, Goldman Sachs & Co., HBK Investment e Millennium Americas. O objetivo da BRA é, com base na plataforma de seus novos E-Jets, tornar-se a terceira maior empresa aérea do Brasil.

“A BRA tem orgulho de ser a primeira empresa brasileira a operar os E-Jets da Embraer”, disse Humberto Folegatti, Presidente e CEO da BRA. “Estamos investindo na expansão da frota para atender ao crescente aumento da demanda e por isso escolhemos o EMBRAER 195, para oferecer aos nossos passageiros o conforto, a pontualidade e a economia que eles tanto valorizam e merecem.”

Sobre a BRA Transportes Aéreos

A BRA foi fundada em agosto de 1999 e especializou-se em vôos charter e fretados nacionais e internacionais. Tornou-se uma empresa regular em novembro de 2005, um importante passo para a sua consolidação no mercado de aviação civil nacional. Em 2006, voava para 33 destinos no Brasil e possuía 5% de participação neste mercado. A empresa opera hoje no conceito low-cost, low-fare. Atualmente, a frota da BRA é composta por oito aeronaves Boeing 737 e duas 767-300/ER. Nos próximos 60 dias, receberá outras duas aeronaves 767-300/ER para ampliar suas freqüências de vôos regulares para a Espanha, Portugal, Itália e Marrocos. A empresa também é líder em vôos charter na América Latina e mantém-se fiel à sua missão de aumentar o acesso da população ao transporte aéreo, procurando manter suas tarifas, em média, sempre abaixo das da concorrência.

FT: Brasil é ‘leopardo do crescimento’ encoleirado pelo Estado

Da BBC Brasil

O peso do lento Estado brasileiro, que consome 45% do Produto Interno Bruto do país, é uma das principais razões pelas quais o crescimento econômico brasileiro segue muito atrás de outros mercados emergentes, como China, Índia e Rússia, apesar de um setor privado altamente inovador, produtivo e competitivo, na avaliação de uma reportagem publicada nesta quarta-feira pelo jornal britânico Financial Times.

A reportagem, que chama o Brasil em seu título de “Leopardo do crescimento”, provavelmente em alusão aos “tigres asiáticos”, é parte de um caderno especial de seis páginas totalmente dedicado ao Brasil.

O Financial Times diz que o contraste entre os “dois Brasis”, entre “o dinâmico setor privado e o estagnado setor público”, se fortaleceu desde que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou ao poder.

Para o jornal, “ao manter as políticas macroeconômicas liberais adotadas nos anos 1990 – meta de inflação, câmbio flutuante e superávits primários grandes o suficiente para abater a dívida – Lula da Silva vem governando em um período de estabilidade e avanços para os pobres sem precedentes”.

Porém, alerta a reportagem, “um sistema tributário complexo e pesado, um labirinto de burocracia regressiva, um custoso e injusto sistema de pensões para o setor público e leis trabalhistas extremamente rígidas prejudicam a eficiência econômica e restringem o crescimento a taxas muito abaixo daquelas necessárias para atender às necessidades sociais e melhorar uma infra-estrutura física deficiente”.

O jornal observa ainda que “Lula está relutante em iniciar uma reforma politicamente custosa, argumentando em novembro do ano passado que ‘o Brasil já fez todos os sacrifícios necessários’”.

‘Economia é o que importa’

Em outra reportagem do caderno especial, o Financial Times comenta que os recentes escândalos de corrupção tiveram pouco impacto político e diz que “esses eventos apenas demonstram o que todo mundo sabe: que em política, a economia é o que conta”.

Para o jornal, “a sobrevivência de Lula em uma série de escândalos de corrupção diz algo sobre os padrões baixos que os brasileiros esperam de seus políticos, mas mais sobre o duradouro poder da baixa inflação e dos programas de transferência de renda, ajudados pelo melhor ambiente econômico para o Brasil na história recente, para dar benefícios econômicos reais para os pobres”.

O caderno especial sobre o Brasil traz um total de dez reportagens, que incluem um texto sobre o bom momento vivido pela indústria cinematográfica brasileira, ilustrada com uma grande foto com cena do filme Cidade de Deus.

Outros textos incluem reportagens sobre crédito para o consumo e crédito para empresas, sobre o sucesso da Companhia Vale do Rio Doce, sobre os problemas enfrentados pelo setor agrícola, sobre o boom no setor de construção, sobre mercado de ações e sobre a situação do setor de telecomunicações após as privatizações dos anos 1990.

Brasil desbanca Chile e é o 3º maior investidor na Argentina

Marcia Carmo - BBC Brasil

O Brasil já é o terceiro país no ranking dos investidores diretos na Argentina, perdendo apenas para Estados Unidos e Espanha, segundo a Secretaria de Indústria do governo do presidente Néstor Kirchner.

Até o ano passado, este terceiro lugar pertencia ao Chile, que perdeu o posto para os investimentos brasileiros, que totalizaram US$ 1,8 bilhão em 2006.

Entre 2001 e 2006, as empresas brasileiras pagaram US$ 5,9 bilhões pela compra de companhias de diferentes setores, incluindo petróleo, carne, cerveja, cimento e têxtil, entre outros.

Os dados foram publicados na revista Apertura, que chegou às bancas de Buenos Aires esta semana, com o título: “Brasil, o maior da Argentina”.

A conquista continuará?

Na matéria, pergunta-se ainda: “a conquista continuará?”.

Segundo diplomatas brasileiros, aumentou, nos últimos tempos, o interesse de investidores brasileiros pela compra de empresas argentinas – incluindo pequenas e médias – devido à valorização do real frente ao dólar e ao peso, a moeda da Argentina.

Na opinião do economista Dante Sica, da consultoria Abeceb.com, as companhias argentinas estão sendo vendidas a preço de mercado. Para ele, os investidores brasileiros não estão de olho apenas nos preços, mas na expansão de seus negócios, na internacionalização das empresas.

O diretor-geral da fábrica argentina de cimento Loma Negra, Humberto Junqueira de Farias, disse à BBC Brasil que o objetivo do grupo mineiro Camargo Correa, ao adquirir a companhia, é aumentar a presença da marca brasileira na região e ter uma cadeia própria de produção e transporte de suas mercadorias.

Investimentos

Um dos principais investimentos brasileiros na Argentina foi feito pela Petrobras, que adquiriu a empresa de energia Perez Companc por cerca de US$ 1 bilhão.

Outro grande investimento foi feito pela Ambev, de capitais belga e brasileiro, que hoje controla a cervejaria Quilmes.

O frigorífico Swift, comprado pelo companhia brasileira Friboi, passou a ser o maior da Argentina, e a cimenteira Loma Negra, hoje do grupo brasileiro Camargo Correa, também representa uma fatia importante dos investimentos brasileiros.

Outro exemplo de investimento brasileiro na Argentina é a Coteminas, que está injetando US$ 40 milhões numa fábrica de tecidos em Santiago del Estero, no nordeste do país.

Todas essas empresas, símbolos da indústria argentina e com presença em outros países da América do Sul, agora são controladas por capital brasileiro.

De acordo com estudo da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal), atualmente as transnacionais brasileiras são líderes na região. Somente no ano passado, elas investiram mais de US$ 28 bilhões no exterior.

Presidente da AEB nega exclusão do Brasil da Estação Espacial Internacional

Wellton Máximo - Agência Brasil

O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Sérgio Gaudenzi, negou hoje (15) que o Brasil tenha sido excluído da Estação Espacial Internacional. Em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional, ele explicou que o acordo que garante a presença do país no projeto está suspenso, porque o Brasil negocia com os Estados Unidos uma forma de ampliar sua participação no módulo internacional.

“Queremos redefinir a participação do Brasil no projeto em uma base mais ampla, porque não nos interessa um papel secundário como ocorreu até agora”, esclareceu Gaudenzi. Segundo ele, o Ministério das Relações Exteriores e o Departamento de Estado norte-americano estão trabalhando para recompor o acordo. Numa segunda etapa, a AEB e a Nasa (agência espacial norte-americana) discutirão os detalhes técnicos da contribuição brasileira para a futura estação.

Apesar de a ISS (sigla em inglês da Estação Espacial Internacional) contar com 16 países parceiros, ainda incluindo o Brasil, as negociações têm de ser feitas diretamente com os Estados Unidos. Gaudenzi explicou que isso ocorre porque o Brasil utiliza parte da cota a que os norte-americanos têm direito na estação.

“Queremos uma relação maior, que envolva trocas de imagens de satélite e o desenvolvimento de peças”, ressaltou. E negou as alegações de que o Brasil não teria contribuído com o programa. No acordo original, disse, o Brasil se comprometeu a investir US$ 120 milhões na construção de equipamentos da ISS. Desse total, foram gastos US$ 20 milhões para comprar um projeto e entregá-lo aos Estados Unidos. “Adquirir uma peça e repassá-la à estação não aumenta em nada nosso progresso. A contribuição só será efetiva se nós investirmos na produção dos componentes”, acrescentou.

Gaudenzi não descartou a possibilidade de o novo acordo com os Estados Unidos permitir a ida de outro brasileiro ao espaço, como ocorreu com o astronauta Marcos Pontes em março de 2006. Ressalvou, no entanto, que essa não é a prioridade do programa espacial brasileiro: “Muito mais importante é o país garantir o próprio acesso ao espaço”.

Sobre a garantia de acesso à estação internacional, o presidente da Agência disse que "por causa dos recursos limitados, estamos nos concentrando em transformar a base de Alcântara [no Maranhão] em um centro internacional de lançamento, em desenvolver o lançador de foguetes e produzir pelo menos uma plataforma de satélites”. E acrescentou que o mercado de lançamento de satélites deverá gerar US$ 10 bilhões nos próximos dez anos: "O Brasil precisa conquistar uma fatia desse mercado e garantir uma fonte alternativa de financiamento do programa espacial”.

O orçamento do programa brasileiro está em torno de US$ 100 milhões, segundo Gaudenzi, e a meta é dobrá-lo nos próximos anos. “Somente a Índia investe de US$ 800 milhões a US$ 1 bilhão por ano em lançadores e na fabricação de satélites”, comparou.