Chinaglia reuniu líderes em sua casa para «pensar o país», diz Miro Teixeira
Brasília - O líder do PDT na Câmara, deputado Miro Teixeira, disse que a reunião com o presidente da Casa, Arlindo Chinaglia teve o objetivo de “discutir propostas para se pensar o país”.
Segundo ele, a proposta do encontro era que os líderes apresentassem sugestões. Uma das propostas surgidas foi a extinção dos tribunais de contas, porque esses órgãos não fazem denúncias de esquemas de corrupção.
“Nunca se sabe antecipadamente se alguém está roubando. Só se fica sabendo pela Polícia Federal. Outros países têm outras formas de controle [sem ser os tribunais de contas]”
Para o deputado, a sonegação é um dos principais fatores da existência de caixa 2 nas empresas, o que leva à corrupção. Ele disse que a empresa envolvida em corrupção precisa ser considerada sem idoneidade para prestar serviços.
“É preciso haver penalização que leve os bens pessoais do sonegador, que bote [o sonegador] morando debaixo da ponte, como em alguns países”.
Miro fez as afirmações ao deixar a reunião com os líderes na Câmara, na residência oficial de Chinaglia. O líder do PDT disse que o assunto da reunião foi mais abrangente do que o suposto envolvimento de parlamentares com a construtora Gautama, acusada de comandar um esquema de desvio de recursos de obras públicas.
Sobre a possibilidade de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar o assunto, ele disse que só haverá ambiente para isso se o Judiciário negar ao Legislativo as cópias do inquérito.
Ontem, uma reunião de líderes decidiu que o presidente a Câmara vai pedir ao Supremo Tribunal Federal cópias dos relatórios da Operação Navalha.
Enquanto Miro Teixeira conversava com os jornalistas na porta da casa de Chinaglia, o ex-ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, e o senador José Sarney deixaram a casa do presidente do Senado, Renan Calheiros, vizinha à de Chinaglia.


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