‘Revolução prudente’ de Lula cria Brasil-potência, diz jornal

Da BBC Brasil

Uma "revolução prudente" liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva está fazendo nascer uma "potência econômica" do Brasil, afirma matéria publicada nesta segunda-feira no jornal italiano La Repubblica.

"Aquele líder barbudo que por muitos anos foi o espantalho do grande capital acabou se tornando o presidente do Brasil que agrada o mundo das finanças e da indústria", diz o texto.

"As empresas crescem, o mercado interno se desenvolve e também os capitalistas."

Em tom positivo, o artigo nota que "o Brasil mantém sua posição de guia do continente, maior exportador regional, e economia mais industrializada capaz de produzir fenômenos empreendedores notáveis".

"Famílias novas e tradicionais consolidam seus poder e se expandem para o exterior", diz o Repubblica, citando empresários como Roger Agnelli, que encabeça a Companhia Vale do Rio Doce, os banqueiros Joseph e Moise Safra, o governador do MS e plantador de soja, Blairo Maggi, e os irmãos Constantino, da Gol.

No entanto, a matéria ressalva que "a transição para uma economia capitalista moderna permanece incompleta", porque ainda falta resolver "o problema da forte desigualdade".

"O país mantém as contradições de sempre, com um desenvolvimento econômico que não reduz as desigualdades e a incapacidade, nos últimos vinte anos, de criar um novo modelo de industrialização."

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Ministro da Justiça diz que redução da maioridade penal é “medida desesperada”

Marcos Agostinho - Agência Brasil

Brasília - A redução da maioridade penal aprovada na Comissão de Constituição e Justiça do Senado na última quinta-feira (26) é um equívoco. A opinião é do ministro da Justiça Tarso Genro. Para ele, baixar a maioridade penal não significa reduzir a violência. O ministro disse que o sentimento de revolta e clamor popular precisa ser entendido, mas a medida não vai resolver o problema e configura-se apenas como uma medida desesperada, de solução rápida.

“O governo do presidente Lula entende que é preciso um programa de trabalho em torno dessa questão, [além de] salientar que a responsabilidade pela segurança pública é dos estados. Isso deve ser bem fixado, para que não se veja o governo federal como única fonte para a solução desse problema”, disse o ministro em entrevista ao programa Notícias da Manhã da Rádio Nacional AM.

Tarso Genro afirmou que o governo federal pode até funcionar com agente financiador de programas de segurança pública, mas é preciso refazer o pacto federativo em torno da segurança, no qual todas as instâncias federativas devem cumprir suas funções.

Ele adiantou que é desejo do governo apresentar plano para a criação do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania que terá o intuito vincular políticas sociais e políticas de segurança.

“Se é verdade que nós temos que melhorar a polícia, qualifica-la tecnicamente, melhorar seu contingente, temos [também] que saber que somente medidas de natureza policial serão eficazes apenas para manter a situação com está, mas não melhorá-la substancialmente”, disse.

Para o ministro o papel do governo federal é propor aos estados e municípios programas culturais e sociais que auxiliem no combate ao crime, e o prazo para apresentação de propostas para esse novo programa é o final do mês de maio.

A aprovação da redução da maioridade penal pela CCJ não significa que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) entre em vigor. Ela terá um longo caminho a percorrer com aprovação em dois turnos de votação, primeiro no Senado, de onde partiu a proposição, e depois na Câmara. Nas quatro votações, a proposta precisa ter três quintos dos votos dos parlamentares das duas Casas.

Arqueólogos acham ‘país pré-histórico’ no fundo do mar

Da BBC Brasil
   
IlustraçãoArqueólogos da Universidade de Birmingham, na Grã-Bretanha, descobriram um "país pré-histórico" no fundo do Mar do Norte.

A área, onde teriam vivido comunidades de caçadores que retiravam da natureza tudo o que precisavam, foi inundada pela alta nos níveis da água do mar depois da última Era do Gelo, há mais de 8 mil anos.

Os pesquisadores dizem que a descoberta é muito importante, já que vai permitir o mapeamento da "paisagem pré-histórica mais bem conservada da Europa".

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Ex-presidente russo Boris Yeltsin morre aos 76 anos

Da BBC Brasil

O Kremlin anunciou nesta segunda-feira a morte do ex-presidente russo Boris Yeltsin, de 76 anos.

Yeltsin, que ocupou a Presidência por dois mandatos consecutivos, entre 1991 e 1999, morreu de falência cardíaca às 15h45, hora de Moscou (8h45, hora de Brasília).

O ex-presidente já tinha um histórico de problemas de saúde e, em 1996, passou por uma operação para colocar cinco pontes de safena.

Yeltsin foi o primeiro presidente russo da era pós-comunismo. Seus oito anos de governo marcaram um período de imensas transformações para o país.

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Em SP, irmão de Bush prega fim da tarifa ao etanol brasileiro

Ex-governador da Flórida, Jeb Bush defendeu a idéia em debate em São Paulo.
Brasil gastou R$ 500 milhões com o imposto nos últimos dois anos.

Silvia Ribeiro Do Portal G1

Co-presidente da Comissão Interamericana de Etanol e irmão do presidente americano George W. Bush, o ex-governador da Flórida Jeb Bush disse nesta segunda-feira (16), em São Paulo, que é favorável à eliminação da tarifa de importação do etanol nos Estados Unidos.

A taxa, que praticamente inviabiliza a entrada do produto brasileiro no país, já que encarece o litro do produto em US$ 0,14 (R$ 0,30). A redução do imposto foi pleiteada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na visita do presidente dos Estados Unidos ao Brasil no mês passado, mas a negociação ainda não teve conseqüências práticas.

Jeb Bush observou que os EUA não cobram tarifas de países exportadores de petróleo, como Venezuela e Canadá, mas que, entretanto, tributa o etanol. "Não faz sentido para mim. Essa tarifa tem de ser eliminada", acrescentou ele, ressalvando que não representa o governo norte-americano.

O ex-governador da Flórida participou, ao lado do ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, de um debate sobre o combustível promovido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e pela Associação Brasileira de Agribusiness (Abag), em São Paulo.

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Candidatos pedem recontagem de votos no Timor Leste

Da BBC Brasil
 
O primeiro-ministro do Timor Leste, José Ramos Horta, aderiu aos pedidos de recontagem de votos do primeiro turno das eleições presidenciais do país.

Ramos Horta é candidato por um partido independente, e disse que está preocupado com as alegações de irregularidade e intimidação de votos.

Outros cinco dos oito candidatos entraram com um protesto, pedindo a recontagem, junto às autoridades eleitorais na quarta-feira.

Segundo os resultados preliminares das contagens, o primeiro-ministro conseguiu quase 23% dos votos. Francisco "Lu-Olo" Guterres, do partido Fretilin, conseguiu quase 29%.

Os dois devem se enfrentar no segundo turno das eleições no dia 8 de maio, apesar de os resultados do primeiro turno não serem divulgados antes do início da próxima semana.

Observadores

Observadores internacionais, incluindo da ONU e da União Européia, descreveram as eleições de segunda-feira como calmas em geral, ordeiras e pacíficas, com grande comparecimento às urnas.

Mas cinco dos candidatos alegaram que a eleição tinha sido prejudicada por intimidações de eleitores e irregularidades na contagem.

Ramos Horta afirmou que estava alarmado com o fato de 150 mil eleitores - cerca de 30% do total de registrados - não terem comparecido.

"Tem que haver uma investigação. Peço à ONU pela explicação", disse.

A Comissão Eleitoral Nacional deve se reunir nesta quinta-feira para discutir a possibilidade de recontagem.

O porta-voz da comissão, Martinho Gusmão, afirmou que uma recontagem não deve afetar de forma drástica o resultado.

"Nenhum candidato vai vencer com mais de 30%", afirmou.

Esta foi a primeira eleição presidencial no Timor Leste desde sua independência da Indonésia em 2002.

Muitos esperavam que esta votação fosse colocar fim à tensão política e instabilidade que estão prejudicando o novo país.

O temor é de que a incerteza prolongada a respeito da eleição pode desencadear mais violência. Mas os temores semelhantes de problemas durante o primeiro turno se mostraram infundados.

Ramos Horta lidera apurações no Timor Leste

Da BBC Brasil

Resultados preliminares das eleições presidenciais do Timor Leste indicam que o primeiro-ministro José Ramos Horta tem uma pequena vantagem em relação aos outros sete candidatos.

Os resultados oficiais devem ser divulgados no dia 16 de abril, mas o porta-voz da comissão eleitoral, Martinho Gusmão, disse nesta terça-feira que resultados preliminares do distrito de Dili mostram que Ramos Horta está na frente com cerca de 30% dos votos. Cerca de 20% dos votos foram apurados até agora.

Em segundo lugar, está Fernando "Lasama" de Araújo, presidente o Partido Democrata, de oposição, que tem 25% dos votos, e o presidente do partido governista Fretilin, Francisco "Lu-Olo" Guterres, está com 20%.

Mas analistas dizem que é pouco provável que Ramos Horta obtenha a maioria de 50% necessária que impeça um segundo turno.

A maioria dos resultados das apurações até o momento vem da capital, Dili, pois problemas técnicos atrasaram a contagem de votos fora da capital.

Apesar dos problemas, observadores internacionais dizem que estão satisfeitos com a forma como a eleição foi realizada.

Esta é a primeira eleição presidencial no Timor Leste desde que o país ficou independente da Indonésia, em 2002.

Muita gente espera que a eleição ajude a resolver as tensões políticas e a instabilidade no país.

Choques entre facções militares rivais no ano passado acabaram em distúrbios nas ruas que deixaram 30 mortos.

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Risco Brasil atinge nova mínima histórica

Termômetro da confiança do investidor na economia brasileira atingiu 154 pontos.

Desde a segunda quinzena de março, índice bate recordes de baixa quase diariamente.

Do G1, em São Paulo, com informações da Reuters

O risco Brasil, medido pelo banco JP Morgan, recuava 10 pontos nesta segunda-feira (9), atingindo nova mínima histórica, a 154 pontos-básicos.

Entenda o que é risco-país

Desde a segunda quinzena de março, o índice que mede a desconfiança do investidor na economia brasileira bate recordes de baixa quase que diariamente: para investidores em todo o mundo, manda a mensagem de que o Brasil nunca foi uma opção tão segura de investimento. Nesta quinta-feira (5), ele atingiu os 164 pontos no fechamento.

O risco-país atingiu sua máxima cotação há quatro anos, na crise de confiança da economia em 2002, quando o Brasil precisou ser resgatado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) com um empréstimo de US$ 30 bilhões antes da eleição do presidente Lula - na época, o risco Brasil, calculado pelo JP Morgan, chegou a ultrapassar os 2 mil pontos.

Risco Brasil atinge nova mínima e se iguala a emergentes

Da Agência Estado

A taxa de risco reflete a confiança do investidor estrangeiro na capacidade de pagamento da dívida de um país. Quanto menor, maior é a confiança do investidor

O Risco Brasil atingiu nova mínima nesta quinta-feira, 5, ao chegar a 161 pontos base, e mais uma vez se igualou ao risco dos países emergentes que, às 15h35 desta quinta-feira, dia 5, está neste mesmo patamar. A taxa de risco reflete a confiança do investidor estrangeiro na capacidade de pagamento da dívida de um país. Quanto menor esta taxa, maior é a confiança do investidor.

Neste patamar, significa que o Brasil paga 1,61 ponto porcentual como prêmio (em dólar) acima dos juros dos títulos norte-americanos, considerados sem risco. Esse prêmio de risco influencia as taxas pagas pelas empresas brasileiras para captar recursos no exterior. Ou seja, o risco Brasil em queda significa menor custo de captação tanto para o governo brasileiro quanto para as empresas do País.

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Brasil e Equador discutirão construção de rodovia ligando os dois países

Carolina Pimentel - Agência Brasil

Brasília - Representantes dos governos brasileiro e equatoriano vão se reunir daqui a 15 dias para discutir a construção de rodovia ligando o Porto de Manta, no Equador, a Manaus. O encontro será no Equador. O anúncio foi feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva depois de se reunir com o presidente do Equador, Rafael Correa.

"O Equador se converterá em eixo de transporte entre Ásia, Europa e África, tendo a América do Sul como ponto focal. O Equador nos permite chegar ao Pacífico e nós permitimos o Equador chegar ao Atlântico", disse Lula.

De acordo com o assessor da presidência para assuntos internacionais Marco Aurélio Garcia, o Brasil deverá investir US$ 400 milhões no projeto. Ainda segundo Garcia, os equatorianos têm financiamento próprio para obras no porto.