Remessas de brasileiros chegaram a US$ 7 bi em 2006, diz ‘FT’
Friday, March 16, 2007
Da BBC Brasil
De acordo com o jornal britânico, os dados serão divulgados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em um encontro neste fim de semana.
A cifra significa um aumento de 9% em relação aos US$ 6,4 bilhões enviados em 2005, disse o FT.
Na América Latina, as remessas de brasileiros só ficam atrás do volume enviado por mexicanos (US$ 23 bilhões). Colombianos enviaram à terra natal US$ 4 bilhões em 2006, disse o jornal.
Juntos, diz a matéria, os três países respondem por mais da metade dos US$ 62,3 bilhões enviados por imigrantes latino-americanos e caribenhos em 2006 - um aumento de 15% em relação ao ano anterior.
Importância
Apesar do grande volume movimentado por sul-americanos, a matéria destaca que as remessas são particularmente importantes para os países da América Central.
Em alguns países, elas correspondem a até 10% do Produto Interno Bruto (PIB).
Um porta-voz do BID disse ao repórter do FT que, sem elas, entre oito milhões e dez milhões de famílias latino-americanas estariam abaixo da linha pobreza.
Sucessivos aumentos nas remessas de estrangeiros têm motivado discussões em fóruns internacionais para reduzir as taxas cobradas sobre as operações financeiras, e canalizar o fluxo dos recursos para a economia formal.
Dados do relatório citados pelo FT indicam que dois terços das remessas de sul-americanos se originam nos Estados Unidos.
A Europa, sobretudo Espanha, Portugal, Itália e Grã-Bretanha, são a origem de 15% do volume.
A cidade de São Paulo deverá ganhar seis posições no ranking das cidades mais ricas do mundo e figurar como a 13ª em produção de riquezas em 2020, segundo levantamento feito pela empresa internacional de auditoria PricewaterhouseCoopers.
O número de famílias de classe média nos principais países emergentes deve chegar a 170 milhões até 2015 – praticamente o dobro em relação a 2005, segundo um estudo realizado por um instituto sul-coreano.

