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Sérgio Scarpelli: Carta a Joe Sharkey do New York Times

Reproduzo abaixo carta enviada por Sérgio Scarpelli ao jornalista Joe Sharkey, do jornal americano New York Times.
Meu caro Joe Sharkey

Como o senhor tem coragem de afirmar que o sistema de controle aéreo brasileiro não presta e não é confiável?

Justo o senhor que vive na cidade de Nova York que foi testemunha de uma das maiores burradas no tráfego aéreo da história da humanidade.

Foi em sua Nova York, no seu infalível Estados Unidos, que dois Boeings 767s entraram nas Torres Gêmeas sem que nenhuma providência fosse tomada. Ainda o primeiro vai lá, ninguém podia imaginar aquela loucura. Mas o segundo atingiu a outra torre "muitos" minutos depois. E o que o seu magnífico sistema de tráfego aéreo fez para evitar isso?

O pior de tudo é que outro Boeing conseguiu invadir sua capital e atingir o prédio do "Pentágono" sem que nada fosse feito. E um quarto avião iria atingir o Capitólio se não fossem os supostos bravos passageiros.

Diga meu amigo, o sistema de controle aéreo brasileiro é que é precário ? O brasileiro é que é incompetente?

Que americano se acha dono do mundo e da verdade isso todos já sabem. Mas o senhor que é uma pessoa culta e que trabalha para um jornal como New York Times, deveria ao menos ter bom senso. Deveria ter aproveitado a chance de ficar quieto.

Ainda mais depois que foi abençoado com um milagre e escapou da morte por pouco. Será que nem isso fez seu coração americano amolecer não é mesmo?

Quer dizer que o Brasil é selvagem e você teme pela integridade física dos seus pilotos? Lembre-se meu amigo que são vocês, comedores de hamburguers, que matam pessoas adoidado no Iraque só pra garantir gasolina em seus carros. E não a gente.

São vocês que nos obrigam a tirar os sapatos e cintos  numa situação quase humilhante nos seus aeroportos, graças a incompetência do seu sistema de segurança que foi incapaz de detectar  dezenas de terroristas armados com facas entrando em seus aviões.

Faça um favor a todos nós brasileiros, não volte mais pra cá.

Fique aí na sua terra, fazendo sua guerra, falando besteira e votando no Bush.

Atenciosamente,

Sérgio Scarpelli

Redator da TBWA e premiado nos principais festivais de propaganda – nacionais e internacionais. Também produz e apresenta o programa Jazzmasters na Rádio Eldorado FM (92,9 MHz – SP) e rede.

3 comments to Sérgio Scarpelli: Carta a Joe Sharkey do New York Times

  • carolina

    É isso aí! Sérgio! visitei o site do fulaninho Joe Sharkey, e nem msg seu blog manda. Ele é tão idiota que colocou pra nao visitar o Rio, sendo que nada aconteceu no Rio. Ele é tão "esquecido" quanto ao 11 de setembro, né? E tão americano que nem sendo cúmplice da morte de 154 pessoas ele é agradecido a Deus. Seu coração é mesmo de pedra. E ainda continua sendo tão estúpido poruqe vota no Bush! ADOREI SEU BLOG BJNS CAROL

  • Rodrigo

    Olha, lamentável texto. Não sei se o Sérgio Scarpelli que escreveu, mas é muito mediocre. Primeiro, a responsabilidade de que o avião ia atingir a torre não era dos controladores. Que ferramenta eles teriam para impedir? Eles não tem o controle do avião. Outro ponto, após o primeiro choque já foram informados, mas em dias assim, o tempo passa muito rápido.

    E ele tem razão sobre o CAOS no nosso espaço aereo, já que estamos vendo filas, gente dormindo no chão, entre outras situações.

  • Voo 1907: Jornalista americano responde a três processos no Brasil

    Em um dos processos, a Justiça reconheceu que houve prática de crime, pelo jornalista, contra o Governo Brasileiro, Polícia Federal e Congresso Nacional
    Curitiba, 22/04/2010 – O jornalista norte-americano, Joe Sharkey, está respondendo a três processos no Brasil, por difamação, calúnia e injúria contra os brasileiros. Sharkey estava no voo inaugural do jato Legacy, pilotado pelos norte-americanos Joseph Lepore e Jan Paul Paladino, que derrubou o Boeing da Gol em 29 de setembro de 2006, matando 154pessoas.
    Joe Sharkey estava atuando como repórter freelance no Brasil para a revista Business Jet Traveler, uma revista norte-americana especializada em aviação corporativa, mas ganhou as manchetes dos jornais por sua matéria escrita para o New York Times sobre o acidente. Sharkey também escreveu muitas matérias para o seu blog pessoal sobre sua experiência no voo e como eles saíram vivos do acidente.
    Muitas dessas matérias foram escritas com ataques e acusações infundadas e vexatórias aos brasileiros, ao sistema aéreo brasileiro, à Polícia Federal, à Justiça. Também houve ataques diretos ao Presidente da República, chamado, no blog como “Lula e seus 40 ladrões” e aos brasileiros, como uma terra de samba, bananas, carnaval e prostitutas. Diante das críticas do jornalista, na sua maioria informações inconsistentes e preconceituosas, Sharkey chegou a retirar do ar seu blog, mas reiniciou seu blog no dia seguinte, deixando os comentários moderados e continuou suas agressões aos brasileiros.
    Os processos
    O primeiro processo contra o jornalista foi iniciado por uma das viúvas das vítimas, Rosane Gutjhar, em setembro de 2008. A familiar entrou com uma ação contra Joe Sharkey pelos xingamentos realizados aos brasileiros. Durante alguns meses, a Justiça brasileira tentou entregar a intimação ao jornalista que tentou não recebê-la, por vezes, se escondendo sendo que, em uma delas, pediu que sua mãe dissesse ao oficial de justiça que havia se mudado. Por fim, em 2009, a Justiça americana conseguiu intimá-lo. Aberto os prazos para apresentar sua defesa, o jornalista não apresentou e agora, o caso, aguarda decisão da Justiça brasileira, em um processo que corre à revelia.
    A segunda ação foi proposta pelo representante das famílias das vítimas, o advogado Dante D’Aquino, na Justiça Criminal por calúnia e difamação, em 2009. O pedido do advogado foi aceito, mas a Justiça entendeu que o jornalista ofendeu, essencialmente, o Presidente da República, a Polícia Federal e o Congresso Federal. Assim, cópias da decisão judicial foram entregues, em abril de 2010, aos órgãos competentes para que deem seu parecer sobre as acusações do jornalista e que a Justiça brasileira reconheceu como uma prática de crime.
    A terceira atitude movida contra Joe Sharkey foi uma interpelação criminal, com o propósito de cobrar explicações, de forma judicial, com base no artigo 144 do Código Penal brasileiro, sobre as afirmações caluniosas e difamatórias feitas pelo jornalista em seus blogs.
    A interpelação judicial foi determinada pelo juiz da Vara de Inquéritos Policiais de Curitiba, a pedido do advogado. De acordo artigo 144, estabelecido pelo Código Penal, essa é uma fase de explicações para que o acusado preste declarações e esclarecimentos necessários, antes da ação penal, podendo, inclusive, evitá-la. O pedido foi aceito pela Justiça e o prazo para que o jornalista apresentar suas explicações, expirado. Agora, a Justiça irá enviar uma carta rogatória aos Estados Unidos para que ele preste explicações à justiça criminal.

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