IPEA: “Fomos mal interpretados”

Do Conversa Afiada, de Paulo Henrique Amorim

O diretor de estudos macro-econômicos do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), Paulo Levy, disse em entrevista a Paulo Henrique Amorim nesta terça-feira, dia 14, que o estudo do IPEA sobre o crescimento do Brasil foi mal interpretado (clique aqui para ouvir). Ele explicou que a simulação do Instituto não indica uma previsão, mas mostra que numa trajetória de investimento gradual, o crescimento também é gradual.

“Se houver mecanismos que permitam que a poupança, como um todo, aumente, seja do setor público ou do setor privado, e com isso alavanque um volume maior de investimentos, certamente é possível crescer mais rapidamente já a partir do ano que vem”, explicou Levy.

Paulo Levy defendeu também que o Brasil não pode ficar sem a CPMF. Segundo ele, o país pode cortar o imposto, mas não ficar sem. “A CPMF é importante para a Receita monitorar as movimentações financeiras e impedir evasão de divisas do país”, disse Levy.

Paulo Levy disse que defende a manutenção de uma CPMF baixa apenas para servir como uma forma de monitoramento das movimentações financeiras do Brasil. “A idéia, inclusive na proposta que o IPEA vinha discutindo há algum tempo era de reduzir essa alíquota gradualmente, até possivelmente uma alíquota de apenas 0,01%” , disse o economista.

Segundo Levy, essa CPMF mantida com uma alíquota baixa obriga que os bancos comuniquem as movimentações financeiras e permite à Receita um monitoramento de transações.

Veja a íntegra da entrevista de Paulo Levy no sítio Conversa Afiada.

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