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Arquivo de outubro, 2006

Maus gestores eleitos

Dos 65 candidatos a deputado condenados pelo TCU, dez se elegeram

Mylena Fiori – Agência Brasil

A Radiobrás publicou antes do primeiro turno das eleições a relação dos maus gestores, os políticos que resolveram tentar a sorte nas urnas mesmo tendo as contas consideradas irregulares pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Agora, o leitor poderá saber o que aconteceu com eles no último dia 1º. Eram 65 candidatos a deputado e dez se elegeram.

Dos 14 candidatos a deputado federal, três foram eleitos. Dos restantes, seis se deram mal nas urnas, três renunciaram à candidatura e dois tiveram pedidos indeferidos – só que, no caso de um deles, ainda há um recurso pendente no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Neste caso, não dá para saber o resultado, pois os votos são considerados nulos até o julgamento.

Os candidatos a deputado estadual eram 51. Sete se elegeram, 24 foram derrotados, dois renunciaram e 18 tiveram pedido de candidatura indeferido – 15 ainda estão com recurso pendente.

Recentemente, a Radiobrás mostrou também que dos 69 deputados federais investigado por suposta participação na “máfia dos sanguessugas”, o esquema de compra superfaturada de ambulâncias através de emendas parlamentares, apenas cinco foram reeleitos. E que os senadores que tentaram a sorte nas urnas também não se elegeram.

Maus gestores candidatos a deputado federal

Eleitos
Severiano Alves de Souza (PDT/BA)
Moisés Nogueira Avelino (PMDB/TO)
Neudo Ribeiro Campos (PP/RR)

Não eleitos
Cláudio José de Souza Sebenelo (PSDB/RS)
José de Andrade Maia Filho (PFL/PI)
Antônio Joaquim Araújo Filho (PSDB/MA)
Edson Paulino Cordeiro (PSB/MG)
Josué dos Santos Filho (PSB/RR)
Tarcísio Marcelo Barbosa de Lima (PSDB/PB)

Renunciaram à candidatura

Humberto Henrique Garcia Ellery (PMDB/BA)
Carlos Roberto Scarpelini (PDT/PR)
João Mateus Filho (PP/CE)

Candidatura indeferida
José Alves da Silva (PMN/PE)

Candidatura indeferida com recurso pendente*
Paulo Celso Fonseca Marinho (PL/MA)

Maus gestores candidatos a deputado estadual

Eleitos
Ângelo Mário Coronel de Azevedo Martins (PL/BA)
Joélcio Martins da Silva (PMDB/BA)
Esmeraldo José dos Santos (PTB/PE)
Raimundo Wilson Ulisses Sampaio (PP/TO)
Francisco Leite Guimarães Nunes (PMDB/CE)
João Beltrão Siqueira (PMN/AL)
Wilson Ferreira Lisboa (PMN/AM)

Não eleitos
Hermínio Barreto (PL/MT)
Roberto França Auad (PPS/MT)
Francisco Milton Rodrigues (PTdoB/AP)
Laércio Aires dos Santos (PSDB/AP)
Maria Bezerra Rodrigues Pinheiro (PSC/AP)
Ariston Correia Andrade (PMDB/BA)
José Eudoro Reis Tude (PFL/BA)
Sílvio Romero Almeida de Carvalho (PSDB/BA)
Antônio Barbosa de Sousa (PPS/AC)
Bartolomeu Magno Souto Quidute (PMN/PE)
Francisco Cintra Galvão (PTB/PE)
Carlos Walfredo Reis (PPS/TO)
Dagmar de Assis Porto (PMDB/TO)
Izidoro Correia de Oliveira (PSDB/TO)
Francisco Rodrigues de Souza (PDT/MA) – não se elegeu e após a eleição teve a candidatura indeferida pelo TSE
Djaci Farias Brasileiro (PMDB/PB)
Eder Moreira Brambilla (PDT/MS)
Luiz Tenório de Melo (PL/MS)
Edison Gomes de Oliveira (PV/MG)
Ettore Labanca (PMN/PE)
Jacó Gomes da Silva (PMN/PE)
Jair Ramires (PSB/RO)
Osvaldo Venâncio dos Santos Filho (PMDB/PB)
Wolney Martins de Araújo (PP/GO)

Renunciaram à candidatura
José Ribamar Pereira (PL/MA)
Isaac Bennesby (PPS/RO)

Candidatura indeferida
Antônio Carlos Giovanolli Cravo Roxo (PDT/SP)
Jurandy Carvalho de Sousa (PSB/MA)
Rubens Pereira e Silva (PDT/MA)

Candidatura indeferida com recurso pendente*
Aloísio Vieira (PDT/SP)
Adilmar Arcênio dos Santos (PSDB/RJ)
Altamir Mineiro Rezende (PTdoB/AP)
Rosemiro Rocha Freires (PTB/AP)
Antonio Galdino de Oliveira Filho (PRP/BA)
Antonio Josevaldo Silva Lima (PSDC/BA)
Deusdedith Alves Sampaio (PDT/MA)
Elizeu Chaves de Freitas (PMDB/MA)
José Ribamar Ferreira Soares (PSL/MA)
Wilson Pereira de Carvalho Filho (PSDB/MA)
Geraldo Maria da Costa (PTC/RR)
José Genésio Mendes Soares (PMN/MA)
José Arthur Guedes Tourinho (PMDB/PA)
José Luiz Pimentel Balestrero (PTC/ES)
Pedro Almeida (PTdoB/MA)

* a situação destes candidatos só estará definitivamente decidida quando os tribunais regionais eleitorais divulgarem o resultado da eleição proporcional para deputado federal, estadual e distrital e da eleição majoritária para senador, e proclamarem os eleitos, em 14 de novembro

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Energia fará do Brasil país-chave em 2020, diz estudo

Por Márcia Bizzotto – BBC Brasil

Cataratas do Iguaçu
Energia limpa é trunfo do Brasil no futuro, diz estudo

A disponibilidade de recursos energéticos dará ao Brasil um "papel-chave" em 2025, de acordo com um estudo do Instituto de Estudos de Segurança da União Européia (ISS, na sigla em inglês) – uma agência autônoma criada pelo bloco para prestar assessoria em suas decisões de política exterior e defesa.

"O país é o primeiro produtor mundial de etanol e se tornará um dos maiores exportadores desse biocombustível", diz o estudo.

O documento também vê com otimismo o projeto de um "Anel Energético", que em 2010 "deverá interligar campos de gás no Peru e Argentina com o Brasil, Chile e Uruguai".

Segundo o ISS, a América Latina deverá observar uma maior competição por seus recursos energéticos, procurados principalmente por EUA e China.

Nesse cenário, o Brasil "emerge como o maior ator regional no setor da energia", com um "papel-chave na formação do mercado energético da América do Sul".

Liderança

Junto com o Brasil, o México deve ser destaque na América Latina em 2025, diz o documento.

Mas, enquanto os mexicanos se aproximarão cada vez mais dos EUA, "o Brasil provavelmente se tornará um pólo econômico e político próprio" e buscará fortalecer relações com seus vizinhos, sobretudo com a Argentina.

Segundo o informe, a região ainda precisa encontrar sua própria fórmula de desenvolvimento econômico e político, que deve ser algo "entre o ultraliberalismo e as tentações populista e ‘narcisista-leninista’ (sic)".

"Líderes como o ex-presidente chileno Ricardo Lagos e como Luis Inácio Lula da Silva, do Brasil, parecem ter encontrado esse feliz meio termo", afirma o texto.
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Datafolha confere à eleição ares de jogo jogado

Do Blog de Josias de Souza:

Comece-se anotando o óbvio: pesquisa não é urna. Feita a ressalva, acrescente-se o ululante: a pesquisa Datafolha divulgada há pouco dá à disputa presidencial a aparência de um jogo jogado. Lula está com a mão na faixa.

A escassos 12 dias do segundo turno, o índice de intenções de voto de Lula subiu de 51% para 57%. Geraldo Alckmin caiu de 40% para 38%. Considerando-se apenas os votos válidos (excluídos nulos, brancos e eleitores indecisos), Lula obtém 60% dos votos, contra 40% atribuídos a Alckmin.

A diferença em favor de Lula é agora de 20 pontos percentuais. A menos que ocorra alguma nova “alopragem” petista, só um milagre pode levar Alckmin a prevalecer sobre Lula no próximo dia 29 de outubro. O "efeito dossiêgate" parece ter sido absorvido pelo eleitorado. Lula tem agora um prestígio maior do que o que tinha antes do escândalo.

O tucanato já havia farejado o cheiro de queimado. A distância que separa Alckmin de Lula aumentou também na pesquisa telefônica diária que o Ibope realiza por encomenda do comitê tucano.

Em avaliação realista, o alto comando de Alckmin atribui o infortúnio mais aos seus próprios erros do que aos acertos do adversário. Eis a relação dos equívocos assumidos pelo tucanato:

  1. na virada do primeiro para o segundo turno, um acordo dos dois comitês retardou o reinício da propaganda eletrônica no rádio e na TV. Ao atraso provocado pela demora do TSE em proclamar o resultado oficial da eleição, foi acrescida uma demora de quase uma semana. Olhando pelo retrovisor, o comitê de Alckmin acha que errou ao participar do acordo. A cara do candidato deveria ter ido ao vídeo o quanto antes, para aproveitar o embalo do crescimento que obtivera na reta final do primeiro turno;
  2. em tática de raro acerto, Lula mobilizou ministros e políticos aliados para ajudá-lo a bombardear Alckmin. O petismo passou a difundir uma propaganda de cunho negativo contra o rival. Vendeu-se a tese de que Alckmin reduziria investimentos sociais, acabaria com o Bolsa Família, venderia a Petrobras, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica;
  3. sem horário na TV, Alckmin pôs-se a responder ao tiroteio inimigo pelos jornais. E enfrentou o batalhão de Lula sozinho. Entrara no segundo turno no ataque, cavalgando o dossiêgate. Súbito, foi à defensiva. Tornou-se o candidato do “não”: “Não vou acabar com o Bolsa Família”, “Não vou privatizar estatais”, “não isso”, “não aquilo”.
  4. no primeiro debate televisivo com Lula, Alckmin saiu matando, como se diz. Empregou um tom agressivo. "De onde veio o dinheiro", disparou, já na pergunta inaugural. Emergiu do confronto com cara de vitorioso. As pesquisas encomendadas pelo seu próprio comitê mostraram, porém, que parte do eleitorado torceu o nariz para o perfil chuchu com pimenta;
  5. Lula, que também dispõe de pesquisas próprias, passou a posar de vítima. Difundiu a tese de que só ele estaria interessado em debater programas para melhorar a vida do brasileiro. Grudou em Alckmin a pecha de candidato da baixaria.

Há dois dias, antecipando-se à divulgação das pesquisas da semana, o prefeito do Rio, César Maia (PFL), anotara o seguinte no boletim eletrônico que chama de ex-blog: se as pesquisas Datafolha e Ibope mostrassem uma diferença pró-Lula de no máximo nove, dez pontos “darão a Geraldo uma boa notícia. Do contrário, a boa notícia será para Lula”.

É, pois é. Com uma diferença de 20 pontos a seu favor, o Datafolha não trouxe uma boa notícia para Lula. A notícia foi excepcional.

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Ouça a gravação em que delegado da PF vazou fotos para a imprensa


Do portal Ultimo Segundo:

OUÇA GRAVAÇÃO DO DELEGADO BRUNO SOBRE O JN

Ouça a íntegra da gravação da conversa do delegado da Polícia Federal Edmilson Pereira Bruno com os jornalistas na hora em que ele entregou o CD com as fotos do dinheiro apreendido com petistas para a imprensa. Os jornalistas que participaram dessa conversa são: Lilian Christofoletti, da Folha de S. Paulo; Paulo Baraldi, do jornal O Estado de S. Paulo; Tatiana Farah, do jornal O Globo e André Guilherme, da rádio Jovem Pan.

Clique aqui para ouvir.

Leia também transcrição da gravação no portal Último Segundo.

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Lula x Alckmin – Biografia, Propostas e resultados no 1º Turno

Da Agência Brasil

A Agência Brasil apresenta infográfico com Biografia, Propostas e resultados no 1º Turno dos candidatos do 2º Turno, Lula e Alckmin:

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Reportagem da CartaCapital sobre fotos da "Operação Tabajara"

Veja abaixo a transcrição de reportagem da Revista CartaCapital sobre fotos da “Operação Tabajara”.

Recomendo ainda a leitura de matéria no Blog “Vi o Mundo”, de Luiz Carlos Azenha, sobre o vazamento das fotos promovido pelo Delegado Edmilson Bruno. Leia mais aqui.

OS FATOS OCULTOS

A mídia, em especial a Globo, omitiu informações cruciais na divulgação do dossiê e contribuiu para levar a disputa ao 2º turno

Por Raimundo Rodrigues Pereira – CartaCapital

1. Pode-se começar a contar a história do famoso dossiê que os petistas teriam tentado comprar para incriminar os candidatos do PSDB José Serra e Geraldo Alckmin pela sexta-feira 15 de setembro, diante do prédio da Polícia Federal, em São Paulo. É uma construção pesada, com cerca de dez pavimentos, de cor cinza-escuro e como que decorada com uma espécie de coluna falsa, um revestimento de ladrilho azul brilhante, que vai do pé ao alto do edifício, à direita da grande porta de entrada. Dentro do prédio estão presos Valdebran Padilha e Gedimar Passos, ligados ao Partido dos Trabalhadores e com os quais foi encontrado cerca de 1,7 milhão de reais, em notas de real e dólar, para comprar o tal dossiê. Mas essa notícia é ainda praticamente desconhecida do grande público.

É por volta das 5 da tarde. A essa altura, mais ou menos à frente do prédio, que fica na rua Hugo Dantola, perto da Ponte do Piqueri, na Marginal do rio Tietê, na altura da Lapa de Baixo, estaciona uma perua da Rede Globo. Ela pára entre duas outras equipes de tevê: uma da propaganda eleitoral de Geraldo Alckmin e outra da de José Serra.

Com o tempo vão chegando jornalistas de outras empresas: da CBN, da Folha, da TV Bandeirantes. E a presença das equipes de Serra e Alckmin provoca comentários. Que a Rede Globo fosse a primeira a chegar, tudo bem: ela tem uma enorme estrutura com esse objetivo. Mas como o pessoal do marketing político chegou antes? Cada uma das duas equipes tem meia dúzia de pessoas. A de Serra é chefiada por um homem e a de Alckmin, por uma mulher. As duas pertencem à GW, produtora de marketing político. Seus donos foram jornalistas: o G é de Luiz Gonzales, ex-TV Globo, e o W vem de Woile Guimarães, secretário de redação da famosa revista Realidade, do fim dos anos 1960. Entre os jornalistas, logo se sabe que foi Gonzales quem ligou para a Globo, avisando do que se passava na PF.

E quem avisou Gonzales? Foi alguém da Polícia Federal? Foi alguém do Ministério Público, de Cuiabá, de onde veio o pedido para a ação da PF? Uma fonte no Ministério da Justiça disse a CartaCapital que as equipes da GW chegaram à PF antes dos presos, que foram detidos no Hotel Ibis Congonhas por volta da 6 da manhã do dia 15 e demoraram a chegar à sede da polícia. Gente da equipe da GW diz que a empresa soube da história através de Cláudio Humberto, o ex-secretário de imprensa do ex-presidente Collor, que tem uma coluna de fofocas e escândalos na internet e que teria sido o primeiro a anunciar a prisão dos petistas.

Pode ser que sim, o que apenas leva à pergunta mais para a frente: quem avisou Cláudio Humberto? Mesmo sem ter a resposta, continuemos a pesquisar nessa mesma direção: a de procurar saber a quem interessava a divulgação da história do dossiê e como essa divulgação foi feita. Para isso, voltemos à região do prédio da PF duas semanas depois.

Íntegra da reportagem na edição impressa

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Lula avançou sobre eleitorado alckmista

Do Blog de Fernando Rodrigues

Dois aspectos merecem reflexão na pesquisa Datafolha nacional publicada hoje (realizada em 10/out), na qual Lula sobe de 50% para 51% contra uma queda de Alckmin de 43% para 40%:

1) a grande massa da classe média remediada – na faixa dos eleitores que recebem de 5 a 10 salários mínimos, Lula cresceu de 41% para 45% (mais 4 pontos), enquanto Alckmin caiu de 51% para 48% (menos 3 pontos);

2) ensino médio – entre os eleitores com ensino médio (cerca de 39% do eleitorado), Lula ganhou 4 pontos e Alckmin perdeu 5. Entre os com ensino superior, o petista oscilou positivamente 2. O tucano perdeu 3.

O Datafolha mostrou que as oscilações positivas de Lula foram em quase todas as faixas do eleitorado, mas essas duas acima chamam a atenção. Em vez de Alckmin estar avançando no eleitorado de Lula está ocorrendo, pelo menos neste momento, exatamente o inverso.

Ainda é cedo para listar com precisão as razões pelas quais ocorre tal fenômeno. Mas há hipóteses. A primeira é que o efeito do “dossiegate”, como Lula queria, está se dissipando. Ele e seus amigos do PT não contaram nem contarão tudo o que sabem sobre o dinheiro e o eleitorado parece disposto a deixar por isso mesmo. Esse tem sido o padrão para a reação do brasileiro aos últimos escândalos.

A segunda razão para explicar parcialmente o cenário captado pela pesquisa é que o desempenho do tucano no debate na TV Bandeirantes (muito mais objetivo que o petista) não foi considerado uma vitória tão espantosa assim pelos eleitores. Aliás, para os brasileiros em geral, não houve vitorioso. Segundo o Datafolha, deu empate: 43% acham que Alckmin venceu; 41% dão vitória a Lula. Talvez ocorra no plano nacional um pouco o que se deu em Brasília em 1998 (ler post abaixo sobre o embate Cristovam-Roriz).

Finalmente, o argumento da estabilidade econômica do país entre os eleitores deve estar voltando com vigor na faixa da classe média remediada (os que ganham de 5 a 10 salários mínimos). Para eles, a sensação de estar igual ou melhor do que há 4 anos é uma realidade.

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Lula vence na maioria das capitais com menor índice de desenvolvimento; Alckmin, nas de maior

Da Agência Brasil

No primeiro turno das eleições presidenciais, o candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT-PRB-PC do B) foi o mais votado em 15 das 27 capitais. Já o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, obteve mais votos em 12 delas.

Um cruzamento de dados sobre votação e as condições sócio-econômicas mostra que, entre as dez capitais com maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), Alckmin ganhou em sete – as três da região Sul, três do Centro-Oeste e São Paulo. Já entre as dez com menor IDH, Lula foi vencedor em sete – quatro na região Nordeste e três no Norte.

O IDH é uma medida que varia de 0 a 1, composta por indicadores que acusam o bem-estar da população em três dimensões: expectativa de vida, educação e renda per capita. Foi criado em 1990 para ser uma alternativa às comparações sobre níveis de desenvolvimento. Os últimos dados disponíveis para o IDH no Brasil são de 2002, do Atlas de Desenvolvimento Humano 2002, estudo do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

Nas 15 capitais onde Lula foi mais votado, a média registrada de IDH é de 0,797. Já nas 12 capitais onde Alckmin alcançou mais votos, esse índice é de 0,817. Quanto maior o índice, que varia de 0 a 1, melhores as condições sócio-econômicas e educacionais da cidade. A média geral das capitais é de 0,806.

Em apenas três casos, o resultado da votação na capital não correspondeu ao total do estado: Sergipe e Alagoas, onde ganhou Lula, enquanto em Aracaju e Maceió o vencedor foi Alckmin, e Rondônia, onde ganhou Alckmin, enquanto Lula foi o mais votado na capital, Porto Velho.

Os índices foram obtidos pela equipe da Radiobrás a partir do cruzamento de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Atlas da Exclusão Social, levantamento coordenado pelos economistas Márcio Pochmann e Ricardo Amorim.

Confira as capitais onde os candidatos foram mais votados e os respectivos índices de desenvolvimento humano:
1º – Florianópolis – 0,875 – Alckmin

2º – Porto Alegre – 0,865 – Alckmin
3º – Curitiba – 0,856 – Alckmin
3º – Vitória – 0,856 – Lula
4º – Brasília – 0,844 – Alckmin
5º – Rio de Janeiro – 0,842 – Lula
6º – São Paulo – 0,841 – Alckmin
7º – Belo Horizonte – 0,839 – Lula
8º – Goiânia – 0,832 – Alckmin
9º – Cuiabá – 0,821 – Alckmin
10º – Campo Grande – 0,814 – Alckmin
11º – Belém – 0,806 – Lula
12º – Salvador – 0,805 – Lula
13º – Palmas – 0,8 – Lula
14º – Recife – 0,797 – Lula
15º – Aracaju – 0,794 – Alckmin
16º – Natal – 0,788 – Lula
17º – Fortaleza – 0,786 – Lula
18º – João Pessoa – 0,783 – Lula
19º – Boa Vista – 0,779 – Alckmin
20º – São Luís – 0,778 – Lula
21º – Manaus – 0,774 – Lula
22º – Macapá – 0,772 – Lula
23º – Teresina – 0,766 – Lula
24º – Porto Velho – 0,763 – Lula
25º – Rio Branco – 0,754 – Alckmin
26º – Maceió – 0,739 – Alckmin

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Mudança de provedor de hospedagem do Blog

Caros leitores,

O Blog Sandro Araújo esteve hospedado durante todo seu primeiro ano de atividades no provedor Dreamhost. Mudamos recentemente para o provedor Hostmonster. Em função disto, ficamos sem novas postagens durante uma semana.

Retomaremos agora o nosso trabalho de repercussão das principais notícias sobre Economia, Política e Atividades, com análises do próprio autor e de outros colaboradores.

Obrigado pela ‘audiência’,

Sandro Araújo

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PMDB passa a ter maior bancada na Câmara, com o PT em segundo

Da Agência Brasil

A eleição deve mudar o cenário partidário da Câmara dos Deputados a partir de 1º de fevereiro de 2007, quando tem início o novo mandato. O PMDB, que hoje tem a segunda maior bancada, com 78 deputados, elegeu 89 e passa a ser o partido com maior número de representantes.

O PT terá a segunda maior bancada, com 83 deputados, se não houver troca de partido. Depois de começar a atual legislatura, em 2003, com 90 representantes, o PT perdeu espaço com a criação do PSOL e outras mudanças, e hoje tem 81.Apesar de não ter conseguido a maior bancada, o Partido dos Trabalhadores teve o maior número de votos válidos para a Câmara: 13.989.761, contra 16.094.080 em 2002. O PMDB recebeu 13.580.470 votos válidos, bem mais que em 2002, quando teve 11.691.526 e ficou atrás de PT, PSDB e PFL. Os dois últimos elegeram 65 deputados cada na eleição de ontem. Confira os dados completos nas tabelas abaixo.

Mesmo com a imagem arranhada por escândalos de corrupção, a Câmara não teve uma renovação maior que nas últimas eleições. De acordo com levantamento feito pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), a Casa terá 48% de deputados novos. No Senado, a renovação foi maior: 78%. Das 27 cadeiras disponíveis, 20 serão ocupadas por parlamentares novos. Os outros 54 senadores ainda têm mais quatro anos de legislatura, já que a duração do mandato é de oito anos.O diretor de documentação do Diap, Antônio Augusto de Queiroz, acredita que se não fossem os escândalos de corrupção, a renovação seria ainda menor. Ele aponta três razões para a tendência de continuidade. “A primeira é que quem concorria à reeleição tinha vantagens comparativas muito significativas. A segunda é a legislação eleitoral, que reduziu os meios de exposição e o tempo de campanha. A terceira é que muitas lideranças jovens que poderiam se eleger para a Câmara ou o Senado desistiram de concorrer por conta dos custos de imagem [com a redução dos gastos de campanha, ficou mais difícil para um candidato desconhecido se projetar]”.

Deputados eleitos por partido

PMDB – 89
PT – 83
PFL – 65
PSDB – 65
PP – 42
PSB – 27
PDT – 24
PL – 23
PTB – 22
PPS – 21
PV – 13
PCdoB – 13
PSC – 9
PTC – 4
PSOL – 3
PMN – 3
PHS – 2
PRONA – 2
PAN – 1
PRB – 1
PTdoB – 1
 
Votação total para a Câmara dos Deputados em 2006

Partido – Votos
PT  – 13.989.761
PMDB – 13.580.470
PSDB – 12.691.040
PFL – 10.182.274
PP – 6.662.142
PSB – 5.732.426
PDT – 4.854.009

Votação total para a Câmara dos Deputados em 2002

Partido – Votos
PT  – 16.094.080
PSDB – 12.473.743
PFL – 11.706.253
PMDB – 11.691.526
PPB* – 6.828.375
PSB – 4.616.674
PDT – 4.482.538
*posteriormente virou PP

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