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Fatos que pavimentam o caminho das urnas

Do Blog do Dirceu:

  1. Informa-nos o Estadão de ontem que o lucro das 227 maiores empresas privadas do país (excluídas, portanto, Petrobras e Eletrobrás) mais que quadruplicou nos três anos e meio de governo Lula, comparado a igual período do segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso.
  2. O lucro dos maiores grupos privados do país supera de longe a rentabilidade dos bancos: R$ 131,7 bilhões e R$ 54,5 bilhões, respectivamente.
  3. O ganho de lucratividade das empresas produtivas saltou 349,8% entre o governo FHC e o final do governo Lula.
  4. Na mesma comparação, o lucro dos 23 bancos de capital aberto teve crescimento bem mais modesto, de 104,2%.
  5. A Petrobras, maior empresa brasileira, e a Eletrobrás não foram incluídas na amostra. Na administração do Presidente Lula, a Petrobras sozinha lucrou mais que todos os 23 bancos juntos: R$ 77,4 bilhões, com expansão de 114,7% face ao resultado obtido no último governo tucano.
  6. Hoje, o portal UOL informa que a taxa média do juro bancário caiu em setembro para 41,5% anuais, o menor patamar desde junho de 2000. Nos empréstimos a pessoas físicas, baixou para 53,8%, o menor nível desde junho de 1994. A mais baixa da série histórica apurada pelo Banco Central.

Em contrapartida, vejamos o que dizem os tucanos sobre o governo Lula:

"Todos os seus méritos, explorados à exaustão, se resumem ao Programa Bolsa Família, a famigerada esmola estatal, que está produzindo subcidadão, subservientes na hora do voto, cujo futuro está subjugado à miséria, perpetuando o ato de estender a mão. Como bem diz Jackson Inácio da Silva, irmão do candidato mandatário. ‘O Bolsa Família é uma vergonha para qualquer governo. O povo não quer esmola, quer trabalho, casa para viver, escova de dentes. Não apenas arroz e feijão’. A comodidade de receber a minguada ajuda, inibe a força, a inteligência e a capacidade do povo lutar, se desenvolver, buscar melhores condições de vida atual e para as gerações futuras".

Esse é um texto de Antonio Marangon, presidente do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo no Estado de São Paulo (SESCOOP/SP). Como pode chamar uma política pública, estendida de forma igualitária, por critérios objetivos, a quem tem necessidade dela, de "esmola"? Mesmo Alckmin diz que vai manter e ampliar o Bolsa Família, embora nunca fale de crescimento com distribuição de renda. É por esse tipo de avaliação, cheia de preconceito e carente de uma visão lúcida sobre o Brasil, que os tucanos não conseguiram, até agora, ganhar votos dos eleitores de Lula.

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