61 x 39: Entenda os números da goleada

Paulo Henrique Amorim - Conversa Afiada

A goleada de Lula se explica da seguinte maneira:

  1. Alckmin teve menos votos no segundo turno do que no primeiro: 40 milhões de votos x 37 milhões de votos. A única vez em que isso aconteceu na política brasileira – ter menos votos no segundo turno – foi com outro tucano, candidato a prefeito de Belo Horizonte, Amílcar Martins;
  2. Lula diminuiu a diferença em São Paulo: Lula subiu dez pontos percentuais; Ou seja, a eleição de José Serra no primeiro turno e a entrada de Fernando Henrique na campanha beneficiaram Lula;
  3. Alckmin deu o beijo da morte no Rio. No primeiro turno, Lula ganhou de 49% a 28%. No segundo, Lula subiu vinte pontos – passou para 69%. E Alckmin passou de 28% para 30%;
  4. Minas. A eleição de Aécio no primeiro turno também beneficiou Lula. No primeiro turno, Lula ganhou de 50% a 40%. No segundo, de 65% a 34%.
  5. No Ceará, o presidente do PSDB, Tasso Jereissati, aprofundou a derrota de Alckmin. No primeiro turno, Lula ganhou de 71% a 22%. No segundo, de 83% a 17%;
  6. Na Bahia, a eleição de Jacques Wagner no primeiro turno beneficiou Lula. No primeiro turno, Lula ganhou de 66% a 26%. No segundo, de 78% a 21%.
  7. No Rio Grande do Sul, Lula diminuiu a diferença pró-Alckmin. No primeiro, Alckmin ganhou de 55% a 33%. No segundo, foi de 55% a 44%. Ou seja, Alckmin não se mexeu, embora Yeda Crusius tenha sido eleita;
  8. No centro oeste, Lula virou o jogo. No primeiro turno, Alckmin ganhou de 51% a 38%. No segundo, Lula ganhou de 52% a 47%.
  9. No Amazonas, estado do líder do PSDB, Senador Arthur Virgilio, que prometeu dar uma “surra” no Presidente Lula, no primeiro turno Lula ganhou de 78% a 12%. No segundo foi de 86% a 13%. Enquanto isso, Virgilio teve 5,5% dos votos para governador.
  10. A vitória de Lula sobre Alckmin – 61% a 39% - foi igual à vitória de Lula sobre Serra, no segundo turno de 2002: 61% a 39%.

Lula chega ao dia da eleição com 22 pontos de vantagem

Lula e Alckmin em campanhaPesquisas de Datafolha e Ibope apontam vantagem do petista de 22 pontos sobre Geraldo Alckmin, considerando os votos válidos

Do Portal G1:

Pesquisas do Datafolha e do Ibope divulgadas neste sábado (28) pelo “Jornal Nacional”, da TV Globo, apontam vantagem de 22 pontos percentuais de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Geraldo Alckmin (PSDB) nas intenções para presidente, considerando os votos válidos.

Datafolha

Segundo o Datafolha, o candidato do PT seria reeleito com 61% dos votos válidos, enquanto o tucano teria 39%. Os dois presidenciáveis mantiveram os mesmos percentuais da pesquisa anterior, que foi divulgada na última terça-feira (24).

A margem de erro do Datafolha é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Com isso, Lula teria entre 59% e 63% dos votos válidos, enquanto o percentual de Alckmin ficaria entre 37% e 41%.

Nos votos totais, o candidato petista continua com os 21 pontos de vantagem, já que ambos mantiveram os mesmos percentuais do levantamento anterior: 58% (Lula) e 37% (Alckmin). Os brancos e nulos somaram 3% e os indecisos, 2%.

A pesquisa do Datafolha foi realizada nesta sexta-feira (27) e sábado (28) e registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 23522/2006. O instituto entrevistou 12.561 eleitores em 356 municípios do País.

Ibope

Considerando os votos válidos (sem brancos, nulos e indecisos), o Ibope indica quadro semelhante ao do Datafolha. Segundo o instituto, Lula também teria 61% dos votos contra 39% de Alckmin. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Na análise dos votos totais, Lula se manteve estável, com 58% das intenções de voto, enquanto Alckmin oscilou positivamente um ponto, de 35% para 36%. Os brancos e nulos somaram 3% e os indecisos, também 3%

Registrado no TSE sob o número 23498/2006, o levantamento do Ibope foi realizado neste sábado, véspera do segundo turno da eleição. O instituto ouviu 8.680 eleitores em 465 municípios.

Delfim e Marta são dois dos ministeriáveis de Lula

Do Blog de Josias de Souza:

Confirmado o xeque-mate em Geraldo Alckmin, neste domingo, Lula deseja descansar por três dias. Em seguida, vai começar a montar o xadrez do ministério do segundo mandato. Entre a manhã de sexta e a noite de sábado, o blog ouviu quatro pessoas que privam da intimidade do presidente. Revelaram alguns dos nomes que constam da lista de “ministeriáveis”.

Por ora, o nome mais surpreendente da relação é o do ex-ministro da ditadura Delfim Netto (PMDB-SP), cotado para a pasta da Agricultura. A ausência mais vistosa é Aloizio Mercadante (PT-SP). Tisnado pelo dossiêgate, ele cedeu espaço para Marta Suplicy (PT-SP), cogitada para o Ministério das Cidades. Conheça abaixo alguns dos nomes que podem compor o primeiro escalão do segundo governo Lula:

  • Celso Amorim: deve ser mantido no Itamaraty. Pode se livrar do incômodo contraponto representado por Marco Aurélio Garcia. Despachado da assessoria internacional de Lula para a presidência interina do PT, Garcia pode não retornar ao Planalto. Lula pensa em premiá-lo com uma embaixada no exterior, provavelmente a de Paris;
  • Ciro Gomes: eleito deputado pelo PSB do Ceará, Ciro é um dos mais influentes conselheiros de Lula. O presidente quer tê-lo de volta na Esplanada. É improvável que volte à pasta do Desenvolvimento Nacional. Pode virar ministro da Saúde. Em privado, ele diz que não quer voltar à Esplanada. Mas Lula acha que, se pedir, Ciro volta;
  • Delfim Netto: aproximou-se de Lula em encontros sigilosos que manteve com ele. Começaram a conversar quando Antonio Palocci ainda era ministro da Fazenda. Foram cerca de dez reuniões. Algumas testemunhadas por Palocci. Outras, pelo ministro Tarso Genro (Relações Institucionais). Derrotado nas eleições para a Câmara, Delfim pode tornar-se ministro da Agricultura. Entraria na cota do PMDB, partido ao qual se filiou depois de deixar o PP;
  • Dilma Rousseff: Lula vai mantê-la na Casa Civil. Está satisfeitíssimo com o desempenho dela. Elogia-lhe a fidelidade, a eficiência e a discrição. O presidente a vê como uma espécie de anti-José Dirceu. É mais eficiente e não traz problemas. É e continuará sendo uma das ministras mais poderosas do governo;
  • Fernando Pimentel: Lula cogita aproveitar o prefeito petista de Belo Horizonte no ministério da Economia, no lugar de Guido Mantega. Compara-o a Palocci. É jeitoso no trato político. Com uma vantagem: em vez de médico, é economista. A decisão não está tomada. Lula ainda hesita em destronar Mantega. Se decidir afastá-lo, deve entregar-lhe outro posto, não necessariamente de nível ministerial;
  • Jorge Viana: Lula vê o ex-governador petista do Acre como bom executivo. Planeja alojá-lo na pasta do Meio Ambiente, hoje gerida por Marina Silva. Mas Viana pode ir para outra pasta;
  • Marta Suplicy: a idéia de Lula é entregar à ex-prefeita o Ministério das Cidades, à qual deseja dar mais visibilidade a partir de 2007. Quer tonificar os investimentos em saneamento e habitação;
  • Nelson Jobim: Lula queria que o ex-presidente do STF fosse o seu vice. O PMDB não deixou. Agora, pensa em nomeá-lo ministro da Justiça. Márcio Thomaz Bastos disse a Lula que não quer mais ser ministro. O presidente tentou demovê-lo, mas o Bastos parece irredutível; 
  • Patrus Ananias: gerente da menina dos olhos de Lula, o Programa Bolsa Família, o petista pode ser preservado na pasta do Desenvolvimento Social;
  • Paulo Bernardo: deixou de disputar um mandato de deputado federal pelo PT do Paraná a pedido de Lula. Deve ser mantido no Ministério do Planejamento;
  • Sérgio Gabrielli: aliado do governador eleito da Bahia, Jaques Wagner, o atual presidente da Petrobras é cogitado para duas pastas: Fazenda ou Minas e Energia;
  • Tarso Genro: junto com Dilma Rousseff, Genro é hoje um dos mais influentes conselheiros de Lula. Tornou-se seu braço direito na esfera política. É nome certo na nova equipe. Pode ficar onde está (Relações Institucionais) ou ser transferido para o Ministério da Justiça, se a opção Jobim não vingar.

Ibope: Lula mantém vantagem em disputa estável

Pesquisa mostrou o petista com 58% das intenções de voto, um ponto mais que na última pesquisa; Alckmin perdeu um ponto e foi a 35%

Do Portal G1

A três dias do segundo turno, pesquisa do Ibope divulgada nesta quinta-feira (26) mostra que a disputa presidencial está estável.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oscilou um ponto para cima em relação ao levantamento de 20 de outubro e atingiu 58% das intenções de voto.

Geraldo Alckmin (PSDB) perdeu um ponto e registrou 35%. Nos votos totais, a vantagem de Lula passou de 21 pontos para 23 pontos.

Votos brancos e nulos somam 3% e o índice de eleitores indecisos é 4%.

Considerando apenas os votos válidos (sem brancos, nulos e indecisos), o petista tem 62% contra 38% do tucano. Tanto a oscilação positiva de Lula, quando a negativa de Alckmin não alteraram o percentual de votos válidos em relação ao levantamento anterior.

Clique aqui para ver as pesquisas anteriores

Realizada entre os dias 24 e 25 de outubro, a pesquisa ouviu 3010 leitores em 202 municípios brasileiros. Com margem de erro de dois pontos percentuais, o levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 23351/06.

Avaliação

A avaliação do presidente Lula também se manteve estável em relação ao último levantamento: 63% aprovam a gestão do petista contra 31% que desaprovam.

Demais institutos

Outras duas pesquisas divulgadas nesta quinta-feira (26) confirmaram a vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, sobre o adversário Geraldo Alckmin (PSDB).
 
Levantamento CNT-Sensus mostra a maior diferença entre os candidatos já registrada em pesquisas do segundo turno: 24 pontos. De acordo com a pesquisa, Lula tem 57,5% das intenções de voto e Alckmin, 33,5%. Votos brancos ou nulos somam 3,3%, e 5,9% afirmaram que estão indecisos. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Na pesquisa Vox Populi, divulgada na revista "Carta Capital" desta quinta-feira (26), Lula manteve diferença de 20 pontos nos votos totais e 22 nos votos válidos. O petista registrou 57% das intenções de voto contra 37% do tucano, mesmos percentuais obtidos em 19 de outubro. Votos brancos e nulos somaram 3% e indecisos totalizaram 3%. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Levantamento do instituto Datafolha, divulgado na terça-feira (24), havia mostrado o petista com 58% das intenções de voto - 21 pontos da mais do que o tucano, que registrou 37%. Considerando apenas os votos válidos, Lula apareceu com 61% e Alckmin, 39%, uma diferença de 22 pontos. Até então, o Dataholha havia registrado a maior distância entre os candidatos.

Vitória Anunciada

Na reta final da campanha presidencial, as pesquisas antecipam o resultado das urnas e apontam para a reeleição de Lula

Por Maurício Dias - Carta Capital

A última rodada da pesquisa CartaCapital/Band/Vox Populi, concluída na quarta-feira 25, indicou que, a quatro dias do segundo turno da eleição presidencial, já parecia consolidada na cabeça dos eleitores. Lula, em alta, estava com 61% das intenções de voto e Alckmin, em baixa, tinha 39%, considerados os votos válidos, processo em que, a exemplo do resultado oficial, são descartados os votos brancos, os nulos e o porcentual de eleitores indecisos.

Pelo processo estimulado, Lula marcou 57% e Alckmin 37%. Na espontânea, os porcentuais baixam um ponto: Lula tem 56% e Alckmin 36%. Uma vantagem de 20 pontos porcentuais em torno da qual rondaram todos os resultados das sondagens de votos realizadas na reta final do domingo decisivo de 29 de outubro.

Com esses números, só restava ao tucano Geraldo Alckmin, católico fervoroso, esperar por um milagre ou por algo parecido, como, por exemplo, um fato espetacular, inquestionável e com alcance amplo e imediato. O pátio para esse acontecimento de última hora poderia ser o palco da TV Globo, durante o debate da noite de sexta-feira 27.

O desempenho espetacular de Alckmin, com um nocaute em Lula no último round dessa briga política – e sob os holofotes da televisão –, formaria as circunstâncias que tirariam a reeleição do presidente. Sem isso, no dia 29 de outubro, o resultado oficial da Justiça Eleitoral confirmará, inevitavelmente, as intenções de voto captadas por todos os institutos de pesquisa.

Ao presidente Lula coube tentar adotar um comportamento de prudência. Embora tenha sugerido a aliados e assessores não calçar o “sapato alto”, foi impossível, para ele próprio, evitar escorregadelas nos discursos finais da campanha.

A pesquisa testou as motivações do voto em Lula (tabela na edição impressa). É sintomático, considerando o recorde histórico de avaliação positiva de governo, conseguida pela administração Lula, que 51% das intenções de voto em Lula são sustentadas “pelas ações e realizações do governo dele”. A administração e a história de Lula formam um universo de 26% de eleitores que justificam o voto nele por essas duas razões somadas. Curioso: 8% votam em Lula por exclusão. Esses eleitores vão “lular” por falta de opção: como dizem, nenhum outro candidato os convenceu. A maioria deles se concentra na Região Sudeste: talvez aqui se localizem os eleitores que optam pelo voto mais radical. Lamentam, certamente, a derrota da senadora Heloísa Helena ainda no primeiro turno.

Por outro lado, vários fatores contribuíram para essa anunciada derrota de Geraldo Alckmin. Uma delas é o encolhimento eleitoral de Alckmin. O tucano terminou o primeiro turno com 41,6% dos votos válidos. Supostamente em alta. Na largada para o segundo turno, ao absorver cerca da metade dos eleitores de Cristovam Buarque e a maioria dos votos de Heloísa Helena, ele chegou a 45% das intenções de voto. A partir daí, desceu a ladeira e estancou no patamar em torno de 39% dos votos válidos. Isso significa que, na pele de presidenciável, Geraldo Alckmin terá mantido o mesmo tamanho de José Serra. Na disputa de 2002, o tucano agora governador eleito de São Paulo obteve 38,7%. O petista foi eleito com 61,2% dos votos. Um porcentual exatamente igual ao que a pesquisa Vox Populi aponta agora.

Mas é bom considerar que as curvas das sondagens de opinião dos eleitores sinalizam para Lula em alta e Alckmin em baixa. Não seria surpresa, portanto, se na apuração dos votos, o presidente se reeleger com um porcentual superior ao de 2002. Se isso ocorrer, Alckmin ficará aquém do que Serra conseguiu na disputa anterior.

No cenário da pesquisa do voto estimulado a explicação para a consolidação da vantagem de Lula sobre Alckmin pode ser encontrada no cruzamento do voto por região (tabela ao lado). Os números moveram-se de forma mais expressiva na populosa Região Sudeste e, também, no Centro-Oeste e Norte. Sempre favoravelmente a Lula.

No Sudeste, onde cerca de 50 milhões de votos estão em disputa, Lula abriu 9 pontos sobre seu adversário. Na pesquisa anterior, de 13 de outubro, Lula tinha 6 pontos de frente. Ele oscilou positivamente de 49% para 50%. Alckmin caiu de 43% para 41%.

No Centro-Oeste e Norte, onde Alckmin foi vitorioso no primeiro turno, Lula deu um passo largo. Em uma semana ele avançou 7 pontos. Saiu de 54% para 61%. Note-se que ele conquistou o apoio de Blairo Maggi, do PPS, governador eleito por Mato Grosso. Alckmin perdeu 6 pontos nessa região: caiu de 39% para 33%.

Em favor de Alckmin os números movimentaram-se no Nordeste lulista e no Sul anti-lulista. Entre os nordestinos, o presidente perdeu 4 pontos. Desceu de 78% para 75%. Já entre os gaúchos, a vantagem de 10 pontos que o tucano tinha, na eleição anterior, aumentou para 14 pontos.

A distribuição dos votos nas faixas sociais oscilou dentro da margem de erro, sempre na direção de Lula. Há um movimento um pouco mais forte na distribuição do voto por escolaridade do eleitor. O petista subiu 4 pontos porcentuais entre os eleitores com grau de instrução superior: saiu de 38% para 42%. Alckmin baixou de 52% para 50%.
Sem que ocorra um “milagre” que mude a direção do vento, os eleitores, de um lado e de outro, estão maciçamente convictos do voto que pretendem confirmar nas urnas. Nesse quesito, Lula leva também uma pequena vantagem (tabela ao lado). Enquanto a consolidação do voto em Alckmin é de 90%, a de Lula é de 93%.

Essa consolidação é confirmada pelo índice de rejeição, muito parecido, entre os eleitores de um e de outro candidato: 68% dos entrevistados que vão votar em Alckmin dizem que não votariam em Lula “de jeito nenhum”. Entre os que prometem votar em Lula, há um contingente de 65% que, por sua vez, não votariam no tucano “de jeito nenhum”.

Os focos de resistência a Lula, como já se sabe, estão entre os eleitores do Sul (78%) e entre aqueles com renda familiar acima de dez salários mínimos. A maioria que rejeita Alckmin deslocou-se, dentro da margem de erro, do Nordeste para o Centro-Oeste e Norte onde, agora, 67% não votariam no tucano “de jeito nenhum”. Entre os mais pobres, com renda de até um salário, 68% recusam Alckmin.
Leia mais na versão impressa da revista.

Indústria volta a crescer, depois de seis trimestres em queda, informa CNI

Da Agência Brasil

Depois de seis trimestres em queda ou estagnação, a produção industrial brasileira voltou a crescer. Entre junho e setembro, de acordo com a Sondagem Industrial do Terceiro Trimestre, o indicador de produção ficou em 53,6 pontos, o que representa aumento em relação aos 48,2 pontos registrados anteriormente.

Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), que hoje (25) divulgou os dados do período, valores acima de 50 pontos indicam evolução positiva. Os setores com maior aumento na produção no último trimestre foram álcool, com 62,5 pontos; farmacêuticos, com 59,5 pontos; e químico, com 56,4 pontos.

As grandes empresas registraram melhor desempenho entre junho e setembro, com 56,8 pontos. Para as pequenas e médias indústrias, o indicador ficou em 51,4 pontos.

Outros indicadores da pesquisa confirmam a expansão da indústria no período. Além da produção, o faturamento melhorou na comparação com a pesquisa anterior. O índice subiu de 48,4 pontos para 53,1 pontos.

O crescimento, no entanto, não se refletiu no mercado de trabalho. Apesar de aumentos em alguns setores, como os de refino de petróleo, farmacêutico e limpeza e perfumaria, o indicador de emprego continuou estável, em 50,2 pontos.

A expansão da atividade industrial no terceiro trimestre foi insuficiente para animar o empresariado. O estudo aponta baixo otimismo dos industriais para os próximos meses, principalmente em relação às exportações. O indicador de expectativa para as vendas externas caiu de 49,6 para 46,9 pontos.

Os preparativos para o final de ano ajudaram a expandir a capacidade instalada das indústrias, que subiu para 73% na comparação com os 71% registrados no levantamento anterior. Segundo a pesquisa, o aumento nesta época do ano é normal. As empresas de pequeno e médio porte utilizaram 70% da capacidade. Nas grandes indústrias, o percentual foi de 80%.

A sondagem foi feita entre os dias 3 e 20 de outubro, com 215 indústrias de grande porte e 1.366 de pequeno e médio portes.

Recuperação no sul maravilha explica disparada de Lula

Do Blog de Franklin Martins

A pesquisa do Datafolha fechada ontem, a cinco dias das eleições, aponta para uma folgada vitória de Lula sobre Alckmin no próximo domingo. No universo dos votos válidos, o presidente ampliou sua vantagem de 20 para 22 pontos, com o placar de 61% a 39%. A menos que nos próximos dias o Brasil sofra um terremoto eleitoral de intensidade superior a 9 pontos na escala Richter, daqueles que não deixam pedra sobre pedra e ninguém para contar a história, como o que se abateu sobre a lendária Atlântida, Lula será reeleito para governar o país por mais quatro anos.

Na primeira pesquisa do Datafolha deste segundo turno, Lula já vencia seu adversário. Mas a vantagem era, então, de apenas 7% dos votos válidos. Hoje, ela é de 22%. Ou seja, em menos de três semanas, foi multiplicada por três. De onde saiu essa avalanche de intenções de votos a favor do presidente, de uma hora para outra? Do Nordeste? Não. De outras regiões economicamente mais atrasadas do país? Tampouco. Pasmem, senhores, a virada no Sul Maravilha é a principal responsável pela disparada de Lula nas pesquisas.

Leia matéria completa aqui.

Fatos que pavimentam o caminho das urnas

Do Blog do Dirceu:

  1. Informa-nos o Estadão de ontem que o lucro das 227 maiores empresas privadas do país (excluídas, portanto, Petrobras e Eletrobrás) mais que quadruplicou nos três anos e meio de governo Lula, comparado a igual período do segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso.
  2. O lucro dos maiores grupos privados do país supera de longe a rentabilidade dos bancos: R$ 131,7 bilhões e R$ 54,5 bilhões, respectivamente.
  3. O ganho de lucratividade das empresas produtivas saltou 349,8% entre o governo FHC e o final do governo Lula.
  4. Na mesma comparação, o lucro dos 23 bancos de capital aberto teve crescimento bem mais modesto, de 104,2%.
  5. A Petrobras, maior empresa brasileira, e a Eletrobrás não foram incluídas na amostra. Na administração do Presidente Lula, a Petrobras sozinha lucrou mais que todos os 23 bancos juntos: R$ 77,4 bilhões, com expansão de 114,7% face ao resultado obtido no último governo tucano.
  6. Hoje, o portal UOL informa que a taxa média do juro bancário caiu em setembro para 41,5% anuais, o menor patamar desde junho de 2000. Nos empréstimos a pessoas físicas, baixou para 53,8%, o menor nível desde junho de 1994. A mais baixa da série histórica apurada pelo Banco Central.

Em contrapartida, vejamos o que dizem os tucanos sobre o governo Lula:

"Todos os seus méritos, explorados à exaustão, se resumem ao Programa Bolsa Família, a famigerada esmola estatal, que está produzindo subcidadão, subservientes na hora do voto, cujo futuro está subjugado à miséria, perpetuando o ato de estender a mão. Como bem diz Jackson Inácio da Silva, irmão do candidato mandatário. ‘O Bolsa Família é uma vergonha para qualquer governo. O povo não quer esmola, quer trabalho, casa para viver, escova de dentes. Não apenas arroz e feijão’. A comodidade de receber a minguada ajuda, inibe a força, a inteligência e a capacidade do povo lutar, se desenvolver, buscar melhores condições de vida atual e para as gerações futuras".

Esse é um texto de Antonio Marangon, presidente do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo no Estado de São Paulo (SESCOOP/SP). Como pode chamar uma política pública, estendida de forma igualitária, por critérios objetivos, a quem tem necessidade dela, de "esmola"? Mesmo Alckmin diz que vai manter e ampliar o Bolsa Família, embora nunca fale de crescimento com distribuição de renda. É por esse tipo de avaliação, cheia de preconceito e carente de uma visão lúcida sobre o Brasil, que os tucanos não conseguiram, até agora, ganhar votos dos eleitores de Lula.

Datafolha: Com aprovação recorde, Lula mantém vantagem

Petista oscilou um ponto para cima e tucano Geraldo Alckmin, um ponto para baixo; para 53%, governo é ótimo ou bom

Do Portal G1

A cinco dias da eleição, pesquisa Datafolha de intenção de voto no segundo turno, divulgada na noite desta terça-feira (24) pelo “Jornal Nacional”, mostra estabilidade na disputa pela Presidência da República.

Em relação ao levantamento divulgado em 17 de outubro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, oscilou um ponto para cima e registrou 58% das intenções de voto. Geraldo Alckmin (PSDB) oscilou um ponto para baixo e ficou com 37% do total de votos.

Considerando apenas os votos válidos (excluídos brancos, nulos e indecisos), Lula tem 61% - 22 pontos a mais do que Alckmin, que acumula 39%.

A pesquisa foi concluída um dia após o mais recente debate entre os dois presidenciáveis na TV Record, realizado na noite de segunda-feira (23).

Aprovação

Além de chegar à véspera das eleições como favorito, Lula alcançou a maior taxa de aprovação de um presidente desde que o Datafolha começou a fazer pesquisas nacionais de avaliação do governo federal, em 1990. 

Segundo informou o instituto, 53% dos entrevistados consideram o governo “ótimo ou bom”; a maior taxa (52%) havia sido registrada também por Lula, em pesquisa divulgada no dia 22 de agosto deste ano. A taxa dos que consideram o governo Lula “regular” passou de 33% para 31% e a dos que classificam o desempenho do governo como “ruim” se manteve em 15%.

Indecisos

De acordo com o Datafolha, o índice de votos brancos e nulos passou de 3% em 17 de outubro para 2% na pesquisa divulgada nesta terça.  A taxa dos que se declaram indecisos se manteve em 3%.

O Datafolha ouviu 7.218 eleitores em 347 municípios brasileiros entre os dias 23 e 24 de outubro. Com margem de erro de dois pontos percentuais, o levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 23200/06.

Petrobras ultrapassa 1,9 milhão de barris em um dia e bate recorde de produção de petróleo no país

Nielmar de Oliveira - Agência Brasil

Rio de Janeiro - A Petrobras ultrapassou, pela primeira vez, a marca de 1,9 milhão de barris de petróleo em um único dia, batendo novo recorde de produção. A marca foi obtida ontem (23), quando a produção chegou a 1.912.733 barris.

A nova marca supera em 30 mil barris o recorde anterior, de 1,882 milhão de barris, ocorrido em maio deste ano.

De acordo com a Petrobras, o resultado é fruto, principalmente, da manutenção da produção nos campos terrestres e da entrada de pordução de três novos poços interligados à plataforma P-50 (que levou o Brasil ao grupo de países auto-suficientes na produção de óleo), no campo de Albacora Leste, na Bacia de Campos.

A P-50 já atingiu uma produção de aproximadamente 150 mil barris diários – 30 mil a menos que sua capacidade total de produção quando operando a plena carga.

A Petrobras informa, ainda, que está em fase adiantada a ligação de outros quatro poços à mesma plataforma, o que deverá levar a P-50 a atingir, nas próximas semanas, a capacidade máxima de produção.

A meta da estatal é chegar ao final do ano com produção de dois milhões de barris por dia - o que deve acontecer após a entrada de mais duas plataformas na Bacia de Campos.

A P-34 deverá entrar em operação em novembro, no Campo de Jubarte, com capacidade de produzir mais 60 mil barris por dia; em dezembro, deve estar operando a plataforma semi-submersível Cidade do Rio de Janeiro, no campo de Espadarte, com capacidade para produzir até 100 mil barris por dia.