Queda na rejeição a Lula surpreende até analistas

Denize Bacoccina - BBC Brasil

A elevada rejeição aos candidatos da oposição à presidência, apontada na pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta terça-feira, surpreendeu até mesmo analistas políticos. Entre maio e julho, a rejeição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva caiu de 34,7% para 32,4%.

Os candidatos de oposição também tiveram queda entre maio e julho, mas os índices continuam elevados.

Pelos dados recolhidos, 35,8% dos eleitores disseram que não votariam no candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, “de jeito nenhum”. A rejeição à candidata ao PSOL, Heloísa Helena, é de 46,4%, enquanto o candidato do PDT, Cristovam Buarque, tem rejeição de 45,3%.

O diretor do Instituto Sensus, Ricardo Guedes, disse que o presidente Lula registrou o pior índice de rejeição no ano passado, na época do escândalo do mensalão, quando mais de 40% dos eleitores diziam que não votariam para reeleger o presidente de jeito nenhum. Desde então, vem recuperando seus índices de popularidade ao mesmo tempo em que cai a rejeição.

Leia matéria completa no sítio da BBC Brasil

Países do Sul transferem aos do Norte o equivalente a 3 Planos Marshall por ano

Susan George, especialista nas distorções e desigualdades ligadas à globalização, calcula que, em 2004, o Sul transferiu ao Norte US$ 274 bilhões (saldo das transações); apenas os pagamentos de serviços da dívida chegaram a US$ 374 bilhões.

Antonio Biondi – Carta Maior

RIO DE JANEIRO – Presidente do Conselho de Administração do Transnational Institute, da Holanda, a intelectual norte-americana radicada na França, Susan George, não deixa muitas dúvidas: "em lugar do Norte estar ajudando o Sul, é o Sul que está financiando o Norte". Autora de um contundente libelo contra a globalização neoliberal, "O relatório Lugano" (Boitempo Editorial, 2002), George é uma das principais ideólogas do movimento Attac. Para ela, se for mantida a atual situação de dívidas colossais e impagáveis por parte dos países em desenvolvimento para as nações ricas, não há muitas esperanças de os países em desenvolvimento crescerem a taxas realmente significativas.

Em entrevista à Carta Maior, a pesquisadora contabiliza 90 crises causadas pelo sistema financeiro entre 1990 e 2002 e demonstra que o atual funcionamento dos mercados tem gerado crescentes desigualdades entre as pessoas e nações. Ela explica que hoje, a forma de se acumular riquezas "é fazer dinheiro de dinheiro". E acrescenta que a concentração não é apenas deste capital gerado a partir de investimentos não produtivos, mas de poder. Com base no atual quadro mundial, Susan analisa que "no capitalismo, não há democracia".

Leia mais no sítio da Agência Carta Maior

Teria a CIA financiado o Google Earth?


Tradução por Sandro Araújo do
conteúdo original da AECnews.com

Parece que @Last Software e Keyhole, os desenvolvedores originais dos serviços SketchUp e Google Earth, respectivamente, têm mais em comum que terem sido adquiridas pelo Google. Ambas receberam venture capital financiado pela In-Q-Tel, o braço de financiamentos sem fins lucrativos da CIA, a Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos.

A In-Q-Tel é uma das operações da CIA menos secretas. Ela mantém um website, publica a lista das empresas na qual investe e está ativamente procurando rever seus planos de negócios para novos investimentos. Ela procura investir em empresas nas áreas de gerenciamento de conhecimento, segurança e privacidade, pesquisa e descobrimento, coleta de dados distribuídos e serviços de informações geoespaciais. É esta última categoria que levou a In-Q-Tel investir em ambas Keyhole e @Last.

A missão da In-Q-Tel é focar “em tecnologias de próxima geração para reunir, analisar, gerenciar e disseminar dados”. Parece familiar? Compare com a missão do Google: “A missão do Google é organizar a informação do mundo e torná-la acessível e útil”.

(Com agradecimentos a Adena Schulzberg do Blog All Points e a equipe do SlashGeo pela dica).

Piadas da Internet (2)

Mais uma da série, recebida por email:

A Morte do Senador

Um senador está andando tranqüilamente quando é atropelado e morre. A alma dele chega ao Paraíso e dá de cara com São Pedro na entrada.

- "Bem-vindo ao Paraíso!"; diz São Pedro. "Antes que você entre, há um probleminha. Raramente vemos parlamentares por aqui, sabe, então não sabemos bem o que fazer com você".

- "Não vejo problema, é só me deixar entrar", diz o antigo senador.

- "Eu bem que gostaria, mas tenho ordens superiores. Vamos fazer o seguinte: Você passa um dia no Inferno e um dia no Paraíso. Aí, pode escolher onde quer passar a eternidade".

- "Não precisa, já resolvi. Quero ficar no Paraíso", diz o senador.

- "Desculpe, mas temos as nossas regras."

Assim, São Pedro o acompanha até o elevador e ele desce, desce, desce até o Inferno. A porta se abre e ele se vê no meio de um lindo campo de golfe. Ao fundo o clube onde estão todos os seus amigos e outros políticos com os quais havia trabalhado. Todos muito felizes em traje social. Ele é cumprimentado, abraçado e eles começam a falar sobre os bons tempos em que ficaram ricos às custas do povo. Jogam uma partida descontraída e depois comem lagosta e caviar.

Quem também está presente é o diabo, um cara muito amigável que passa o tempo todo trazendo belas garotas. Eles se divertem tanto que, antes que ele perceba, já é hora de ir embora. Todos se despedem dele com abraços e acenam enquanto o elevador sobe. Ele sobe, sobe, sobe e porta se abre outra vez. São Pedro está esperando por ele. Agora é a vez de visitar o Paraíso. Ele passa 24 horas junto a um grupo de almas contentes que andam de nuvem em nuvem, tocando harpas e cantando. Tudo vai muito bem e, antes que ele perceba, o dia se acaba e São Pedro retorna.

- "E aí ? Você passou um dia no Inferno e um dia no Paraíso. Agora escolha a sua casa eterna."

Ele pensa um minuto e responde:

- "Olha, eu nunca pensei … O Paraíso é muito bom, mas eu acho que vou ficar melhor no Inferno."

Então, São Pedro o leva de volta ao elevador e ele desce, desce, desce até Inferno. A porta abre e ele se vê no meio de um enorme terreno baldio cheio de lixo.

Ele vê todos os amigos com as roupas rasgadas e sujas catando o entulho e colocando em sacos pretos.

O diabo vai ao seu encontro e passa o braço pelo ombro do senador.

- "Não estou entendendo", - gagueja o senador - "Ontem mesmo eu estive aqui e havia um campo de golfe, um clube, lagosta, caviar, e nós dançamos com belas garotas e nos divertimos o tempo todo.

Agora só vejo esse fim de mundo cheio de lixo e meus amigos arrasados!!!"

O diabo olha pra ele, sorri ironicamente e diz:

- "Ontem estávamos em campanha. Agora, já conseguimos o seu voto…"

Risco Brasil cai ao menor nível da história, abaixo de 210 pts

NOVA YORK (Reuters) - O spread dos títulos da dívida brasileira sobre os papéis do Tesouro norte-americano alcançou o menor nível da história nesta quarta-feira.

O apetite de investidores porativos considerados de maior risco continuava a crescer um dia após o Federal Reserve ter decidido interromper o ciclo de aumento do juro nosEstados Unidos.

O risco Brasil, medido pelo JP Morgan, recuava 9 pontos-básicos às 13h45 (horário de Brasília), para 207 pontos-básicossobre os Treasuries.

No mesmo horário, o EMBI+, que considera uma cesta de títulos de emergentes, cedia 5 pontos, para 183 pontos-básicos.

Pesquisa CNT/Sensus: Lula eleito em primeiro turno com 55% dos votos válidos

Por Sandro Araújo, com dados da CNT

Saiu resultado da última pesquisa CNT/Sensus para Presidente da República. Segundo a pesquisa, Lula teria 55% dis votos válidos em votação no primeiro turno (lista estimulada). Considerando-se o voto expontâneo, o Presidente teria 68,22% dos votos. Neste último cenário, 50,9% dos eleitores enquadram-se em indecisos, brancos e nulos.

Em breve, análise pormenorizada da pesquisa será publicada no blog.

A Pesquisa CNT/Sensus ouviu duas mil pessoas, no período de 4 a 6 de julho de 2006, em 24 estados das cinco regiões brasileiras.

ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS 2006
1º TURNO

Em pergunta espontânea sobre as eleições para Presidente da República este ano, o presidente Lula obteve 33,5% das intenções de voto; Geraldo Alckmin, 12,6%; Heloísa Helena, 1,4%; outros candidatos, 1,6%; indecisos,brancos e nulos, 50,9%.

Em uma lista estimulada, os números são os seguintes: Lula, 44,1%; Geraldo Alckmin, 27,2%; Heloísa Helena 5,4%; Cristovam Buarque, 1,4%; Ana Maria Rangel, 1,2%, Rui Costa Pimenta, 0,3%, José Maria Eymael, 0,3%; Luciano Bivar, 0,3%; indecisos, brancos e nulos, 20,0%.

2º TURNO

Em três listas estimuladas para o 2º Turno das eleições para presidente da República em 2006 os números são os seguintes:

Primeira Lista: Lula, 48,6%; Geraldo Alckmin, 35,8%; com 15,7% de indecisos, brancos e nulos.

Segunda Lista: Lula, 54,7%; Heloísa Helena, 22,6%; com 22,7% de indecisos, brancos e nulos.

Terceira Lista: Lula, 58,8%; Cristovam Buarque, 13,8%; com 27,5% de indecisos, brancos e nulos.

REJEIÇãO INDIVIDUAL

A Rejeição Individual aos candidatos em julho de 2006 é a seguinte: Lula 32,4%, Geraldo Alckmin 35,8%, Heloísa Helena 46,4% e Cristovam Buarque 45,3%.

EXPECTATIVA DE VITÓRIA

56,7% acreditam que Lula será eleito Presidente da República; 18,9%, Geraldo Alckmin, e 1,7% Heloísa Helena.

Para refletir (2)

Um amigo me envia o Decálogo de Lenin. Vale a pena ler e refletir. Saliento que não se trata de obra original: é, na verdade, um texto apócrifo atribuído ao falecido lider soviético. Seu conteúdo, entretanto, é "cabuloso":

Os 10 passos para tomada do PODER

DECÁLOGO DE LENIN

Em 1913, Lênin escreveu o "Decálogo" que apresentava ações táticas para a tomada do Poder.

a) Qualquer semelhança com os dias de hoje, não é mera coincidência.

b) Tendo a História se encarregado de pôr fim à questão ideológica, a meditação dos ideais, então preconizada, poderá revelar assombrosas semelhanças nos dias de hoje, senão vejamos:

  1. Corrompa a juventude e dê-lhe liberdade sexual;
  2. Infiltre e depois controle todos os veículos de comunicação de massa;
  3. Divida a população em grupos antagônicos, incitando-os a discussões sobre assuntos sociais;
  4. Destrua a confiança do povo em seus líderes;
  5. Fale sempre sobre Democracia e em Estado de Direito, mas, tão logo haja oportunidade, assuma o Poder sem nenhum escrúpulo;
  6. Colabore para o esbanjamento do dinheiro público; coloque em descrédito a imagem do País, especialmente no exterior e provoque o pânico e o desassossego na população por meio da inflação;
  7. Promova greves, mesmo ilegais, nas indústrias vitais do País;
  8. Promova distúrbios e contribua para que as autoridades constituídas não as coíbam;
  9. Contribua para a derrocada dos valores morais, da honestidade e da crença nas promessas dos governantes. Nossos parlamentares infiltrados nos partidos democráticos devem acusar os não-comunistas, obrigando-os, sem pena de expô-los ao ridículo, a votar somente no que for de interesse da causa socialista;
  10. Procure catalogar todos aqueles que possuam armas de fogo, para que elas sejam confiscadas no momento oportuno, tornando impossível qualquer resistência à causa.

Horário eleitoral rende R$ 190 milhões de isenção fiscal para rádios e TVs

Vitor Abdala - Agência Brasil

Rio de Janeiro - O Horário Eleitoral Gratuito só não tem custo para os partidos políticos. O governo paga, indiretamente, para que a publicidade seja veiculada nas emissoras de rádio e televisão. E os veículos recebem um desconto em seus impostos. O valor da isenção é correspondente ao que as emissoras receberiam se vendessem o horário para publicidade comercial.

Com a campanha deste ano, a Receita Federal deixará de arrecadar R$ 191,6 milhões das empresas de rádio e de televisão. "A emissora poderia estar usando aquele horário para publicidade comercial e está cedendo gratuitamente. Então, de alguma forma, o governo dá um benefício para ela", afirma Raimundo Elói de Carvalho, coordenador geral de Política Tributária da Receita Federal.

A lei não prevê, entretanto, benefícios fiscais para empresas de comunicação classificadas no Sistema Integrado de Imposto e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte (Simples). Essa regra faz com que 85% das empresas de rádio não tenham direito ao benefício fiscal, estima o diretor-executivo da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Oscar Luiz Piconez. Para ele, a compensação financeira não vale a pena e o melhor seria acabar com o horário eleitoral gratuito. "Nós somos os únicos concessionários obrigados a fazer alguma coisa. Pedimos que acabe o horário eleitoral ou que não seja mais obrigatório", afirma Piconez.

Mesmo não cobrindo o gasto de todas as emissoras, o pagamento indireto pelo horário é praticamente igual ao fundo partidário concedido às 29 legendas registradas no país. Este ano, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concedeu R$ 130 milhões para a sustentação das estruturas partidárias.

Gastos de publicidade de Alckmin dobraram em 2006

Do Blog do Noblat:

Tudo igual

 

O governo do Estado de São Paulo, administrado pelo presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) até o último 31 de março, dobrou seus gastos com publicidade no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. Assinante da Folha leia mais aqui.

O valor comprometido pelo governo de São Paulo para pagar as duas agências responsáveis pela publicidade e propaganda da administração direta entre janeiro e junho deste ano foi de R$ 28 milhões.Uma das agências, a Lua Branca, tem como um dos sócios o jornalista Luiz Gonzalez, responsável pelo marketing da campanha de Geraldo Alckmin (PSDB) à Presidência. Assinante da Folha leia mais aqui.

Fotos de Serra com sanguessugas circulam na CPI e embananam o caso

Do Blog de Fernando Rodrigues

Circulam no Congresso fotos de José Serra participando de uma cerimônia de entrega de ambulâncias em Mato Grosso, em maio 2001, ao lado de deputados hoje acusados de participarem do esquema dos sanguessugas.

Nas fotos, lá estão eles: Serra e os deputados Lino Rossi (PP-MT), Pedro Henry(PP-MT) e Ricarte de Freitas (PTB-MT). Como se observa, os 3 deputados pertencem aos partidos mais fortemente identificados com o escândalo d omensalão, além do PT e do PL. Henry foi citado nos dois casos. Na lista fornecida por Darci Vedoin sobre os sanguessugas à Polícia Federal estão citados Lino, Henry e Freitas.

José Serra, como se sabe, foi ministro da Saúde de março de 98 a fevereiro de 2002. O esquema das vendas superfaturadas de ambulâncias começou em algum momento no início da década. A Folha publica hoje reportagem (só para assinantes) sobre a convocação de Serra para depor à CPI dos Sanguessugas — por requisição do líder do PT na Câmara, HenriqueFontana (RS).

As fotos de Serra com os sanguessugas não provam nada. Assim como Lula, Serra também pode argumentar que não sabia de nada, certo? Palpite do blog: com essa guerrinha entre oposição e situação para convocar ex-ministrosa CPI dos Sanguessugas, já completamente rachada, corre o risco de não terminar bem. O PT quer convocar Serra; o PSDB força a barra paratrazer o petista Humberto Costa e o peemedebista Saraiva Felipe para o picadeiro. Mas as fotosvalem muito mais do que qualquer falação (a cerimônia foi para marcar aentrega de 41 unidades móveis de saúde a 38 municípios). A elas:


Da esquerda para a direita, Pedro Henry, Lino Rossi, Serra e Ricarte de Freitas (ao microfone)
 
Serra entrega chave de ambulância
 
Ambulância entregue para a cidade Pontes e Lacerda, em 2001
 
Lino Rossi discursa (Serra, atrás, observa)
 
Faixa faz menção a Serrra na entrega das ambulâncias

Essas ambulâncias eram da Planan, a empresa dos sanguessugas? Não se sabe. Mas leiam o que disse Darci Vedoin, em depoimento à PF, em 23.julho.2006:

"… QUE o pagamento de comissão a parlamentares já era uma praxe existente anteriormente, no Congresso Nacional; QUE para o exercício de 2000, o deputado Lino Rossi apresentou essas emendas, através das quais foram vendidos no Estado de Mato Grosso mais de 60 unidades móveis de saúde; QUE as unidades, adquiridas com as emendas individuais, foram entregues paulatinamente; QUE as unidades adquiridas com as emendas de bancada, cerca de 50 unidades, foram entregues em um evento preparado especialmente pela cidade de Cuiabá, inclusive com a presença do Ministro da Saúde".

O ministro da Saúde era… José Serra.