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Arquivo de julho, 2006

Até o final do ano, Brasil terá sistema para monitorar comércio exterior de serviços, diz Furlan

Adriana Brendler – Agência Brasil

Rio – O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, anunciou hoje (7) a criação de um sistema de dados para monitorar o comércio exterior de serviços.

Segundo ele, o novo sistema vai suprir a falta de um mecanismo consistente de medida do comércio exterior de serviços e, assim, contribuir para o crescimento do setor. "O sistema vai permitir acompanhar segmento por segmento, empresa por empresa e, com isso, alavancar um crescimento ainda maior do comércio de serviços".

A previsão é que o Siscoserv entre em funcionamento até o final do ano, funcionando de modo semelhante ao Siscomex, sistema que já existe para a exportação de bens. Quando estiver implementado, ele fornecerá resultados semanais, mensais e projeções para o setor.

Além da falta de informações específicas, Furlan apontou como obstáculos para o crescimento da exportação de serviços os entraves burocráticos, as questões tributárias e a legislação cambial desatualizada.

Para o ministro, o Brasil tem condições de ampliar sua participação no comércio internacional de serviços. "Este é um filão no qual o Brasil tem condições de competir", disse, acrescentando que há potencial para as empresas brasileiras na exportação de serviços. Nesse sentido, Furlan destacou as áreas de engenharia, tecnologia, informação e comunicação, saúde e turismo.

O ministro participou hoje, no Rio de Janeiro, do 1º Encontro de Nacional de Comércio Exterior de Serviços. O seminário foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior com o objetivo de colher sugestões para que o governo possa reduzir as barreiras que o setor enfrenta para crescer.

Durante o encontro, Furlan propôs a criação de uma câmara de exportação de serviços que seria um fórum de debates e de proposição de medidas públicas para o setor. De acordo com ele, o comércio de serviços é responsável pela geração de 50% da vagas de trabalho no país.

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RADIOBRÁS ELEIÇÕES 2006 – Eleitores já são quase 126 milhões no Brasil

 
Vladimir Platonow – Agência Brasil

Brasília – O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou, há pouco, o número total de eleitores do país. Ao todo, 125.913.479 brasileiros estão aptos a votar nas eleições de outubro, nos 5.565 municípios e em 93 países. Em comparação ao eleitorado de outubro de 2002, quando existiam 115.253.834 eleitores, houve crescimento de 9,25%.

O estado de São Paulo, com 28.037.734 eleitores, é o maior colégio eleitoral do Brasil, respondendo por 22,27% do total de votantes. Em segundo lugar está Minas Gerais (13.679.738 eleitores, ou 10,86% do total); em terceiro, Rio de Janeiro (10.891.293, ou 8,65% do total); em quarto, Bahia (9.109.353, ou 7,23% do total); e, em quinto, Rio Grande do Sul (7.750.583, ou 6,16% do total).

Os menores colégios eleitorais estão na região Norte, sendo Roraima o estado com o menor eleitorado (233.596 votantes), seguido por Amapá (360.614), Acre (412.840), Tocantins (882.728) e Rondônia (988.631).

Em São Paulo, estão o maior e o menor colégio eleitoral do país, em termos municipais. O maior é São Paulo, com 7.593.144 eleitores. O menor é Borá, com 834 eleitores. A listas com o eleitorado de todos os estados e munícipios está disponível no site do TSE (www.tse.gov.br) no item "Eleições 2006".

No Brasil, existem 91.037 locais de votação; no exterior, são 207. Ao todo, são 91.244 locais onde os brasileiros poderão votar. Os 86.360 eleitores residentes no exterior (0,07% do total) votam apenas para presidente da República e vice.

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Microsoft integra suporte a formato aberto OpenDocument ao Office

Por Steven Schwankert – IDG Now!

Pequim – Em resposta à pressão de governos, empresa vai aderir a tradutores para formatos abertos na versão 2007 do pacote de aplicativos.

A Microsoft anunciou na quarta-feira (05/07) a criação do projeto Open XML Translator, que permitirá que o seu pacote de produtividade Office suporte os documentos no formato OpenDocument Format (ODF).

O movimento é uma resposta a exigências de governos de que a companhia tornasse seus produtos compatíveis com o ODF – entre eles os governos da Bélgica, Dinamarca e o governo do Estado de Massachusetts, Estados Unidos.

A companhia diz que a próxima versão do Office 2007, agora prevista para o início do próximo ano, vai incluir menus para XML, ODF e PDF, da Adobe Systems. O suporte ao ODF se estenderá a três dos principais formatos de arquivos da Microsoft – Word, Excel e PowerPoint.

Um protótipo do primeiro tradutor para o Word 2007 será publicado na quarta-feira no SourceForge.net, popular repositório de aplicações de código aberto, e estará disponível sob a licença Berkeley Software Distribution (BSD), que permite o uso e a revisão do código do software sem pagamento de licença.

Uma versão final do tradutor para o Word estará disponível até o final deste ano, com as edições voltadas ao Excel e o PowerPoint previstas para 2007, disse a Microsoft.

Os tradutores serão retroativamente compatíveis, podendo ser instalados em versões mais antigas do Office – embora a Microsoft não tenha dito quais.

Empresas parceiras assumirão a autoria das ferramentas de tradução, entre elas a francesa Clever Age, a indiana Aztec Software & Technology Services e a alemàDialogika, como colaboradoras do Open XML Translator.

A Microsoft recusava anteriormente o ODF, diante da popularidade dos formatos proprietários do seu Office.

O ODF é o formado de documento aberto criado pela OASIS (Organization for the Advancement of Structured Information Standards), que recebe o apoio de advogados do software de código aberto como a Sun.

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O golpe do senador

Paulo Octávio é processado pelo Ministério Público por ganhar R$ 160 milhões em obras superfaturadas que causaram prejuízos ao fundo de pensão dos funcionários da CEF
Amaury Ribeiro Jr. – IstoÉ

O empresário e senador Paulo Octávio (PFL-DF), apontado como um dos maiores construtores da região Centro-Oeste, é alvo de um relatório de auditores da Caixa Econômica Federal (CEF) a pedido dos procuradores e do serviço de inteligência do Ministério Público Federal. Os auditores o acusam de ter se apropriado indevidamente de R$ 160 milhões de um megaprojeto que construiu com recursos da Funcef – o fundo de pensão dos servidores da CEF: cerca de 700 apartamentos na Superquadra 311 Norte em Brasília. Os procuradores no Distito Federal Carlos Henrique Martins e Lauro Cardoso Pinto ajuizaram na |Justiça, na sexta-feira 20, uma ação de improbidade administrativa contra ele e toda a antiga diretoria da Funcef. Solicitaram ainda por meio de medida cautelar a indisponibilidade dos bens de Paulo Octávio. Nesta semana, encaminham o relatório ao procurador-geral da República, Cláudio Fonteles, que deve oferecer denúncia contra o senador ao Supremo Tribunal Federal por crime tributário e contra o sistema financeiro.

As investigações estão em cima de uma espécie de fundo de investimento imobiliário, criado pela Funcef em 1998 em sociedade com as construtoras Paulo Octávio Investimentos Imobiliários Ltda. e Conbral S.A. para construir e administrar o empreendimento sob a fiscalização da Comissão de Valores Imobiliários (CVM). O relatório mostra que a construtora do senador realizou um milagre da multiplicação: recebeu R$ 160 milhões, investindo muito menos do que deveria. De acordo com o relatório a Paulo Octávio, detentora de 60% das cotas do fundo, deveria integralizar inicialmente R$ 61,2 milhões num prazo de 36 meses. Mas, com a conivência dos ex-diretores da Funcef, a construtora mudou várias vezes as regras do jogo nas assembléias de cotistas, evitando esse aporte de recursos. Um agravante para Paulo Octávio foi ter assinado, apesar de já estar exercendo na época o mandato de deputado federal, ata de uma assembléia do fundo como representante da empreiteira. Quando se está exercendo cargo público, a Constituição e o Código de Ética do Congresso não permitem que parlamentares tenham poder de decisão das suas empresas.

Com as manobras e um desembolso de apenas R$ 11,5 milhões no fundo, obtidos com a venda antecipada dos imóveis, a construtora conseguiu faturar R$ 113 milhões e receber R$ 47,5 milhões de lucros como cotista e a título de integralização de cotas. «Ficou comprovado que os significativos lucros auferidos pela Paulo Octávio foram decorrentes de favorecimentos explícitos, concebidos pelos representantes da Funcef e pela administradora, sem a observância da legislação aplicável aos fundos de investimentos», diz o relatório.

Leia matéria completa no sítio da IstoÉ

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Sete candidatos vão disputar presidência

Vladimir Platonow – Agência Brasil

Sete políticos registraram-se como candidatos à vaga de presidente da República. O prazo legal para oficialização de candidaturas na Justiça Eleitoral terminou às 19 horas de hoje (5). Veja aqui as informações sobre cada candidato

A última a fazer registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi Heloísa Helena (Psol), sétima candidata à Presidência da República a registrar-se. Candidatos cujos partidos não tenham realizado o registro até hoje ainda têm a possibilidade de comparecer aos tribunais até sexta-feira.

Ao registrar-se na Justiça Eleitoral, os partidos devem entregar uma série de documentos e declarações, incluindo a declaração de bens do candidato e uma estimativa sobre qual deverá ser o máximo a ser gasto na campanha eleitoral. Em Brasília, na sede do TSE, são feitos os registros dos candidatos à presidência. Os candidatos a governador, senador e deputado federal, estadual ou distrital realizam seus registros nos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), em seus estados de origem.

O primeiro candidato à presidência a registrar-se no TSE, na última segunda-feira, foi Luciano Bivar, do PSL. Ele tem como vice Américo de Souza. O gasto máximo de campanha declarado foi de R$ 60 milhões.

O PDT registrou Cristovam Buarque na terça-feira, juntamente com o vice, senador Jefferson Peres, com um teto de campanha estimado em R$ 20 milhões.

Nesta quarta-feira, no final da manhã, a coligação A Força do Povo (PT-PRB-PCdoB) registrou a candidatura à reeleição do atual presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e seu vice, José Alencar. O teto previsto para os gastos de campanha é de R$ 89 milhões.

No início da tarde, foi a vez da coligação Por um Brasil Decente (PSDB-PFL) registrar as candidaturas a presidente de Geraldo Alckmin, com o senador José Jorge como vice. O teto de campanha declarado é de R$ 85 milhões.

O PCO registrou as candidaturas de Rui Pimenta a presidente e de Pedro Paulo Pinheiro a vice. O gasto máximo previsto é de R$ 100 mil.

O PSDC registrou os nomes de José Maria Eymael a presidente e de José Paulo Neto a vice. O teto declarado dos gastos de campanha é de R$ 20 milhões.

A senadora Heloísa Helena (Psol) foi pessoalmente registrar sua candidatura à presidência, que tem César Benjamin como vice. O gasto máximo de campanha declarado é de R$ 5 milhões.

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No reino da mentirinha

Do Blog do Noblat

Este é o país do faz de conta.

Faz de conta que a Justiça pode declarar inelegíveis políticos em débito com ela. O Tribunal de Contas da União divulgou 2.900 nomes de políticos, administradores públicos e magistrados que não poderiam disputar as próximas eleições.

Mas há uma brecha na lei que os libera para disputar, sim. Os condenados podem recorrer à Justiça comum. E ao fazê-lo, ganham o direito de registrar suas candidaturas.

O Senado aprovou ontem o reajuste de 16,67% para aposentados e pensionistas da Previdência que recebam benefícios acima de um salário-mínimo. A proposta foi incluída na Medida Provisória que elevou o piso de R$ 300 para R$ 350.

Na verdade, a decisão do Senado foi uma decisão de faz de conta. Os senadores sabem que a Previdência Social está quebrada e que não pode arcar com mais esse gasto.

Os ministros da Previdência e do Trabalho avisaram que Lula vetará o reajuste. O Senado está pouco se lixando para isso. O desgaste será de Lula e do governo.

O Congresso paga a senadores e a deputados para que trabalhem de segunda à sexta – e eles fazem de conta que trabalham.

Na verdade, e quando muito, a maioria só trabalha de terça à quinta.

Pois bem: nos próximos dois meses, devido às eleições, os 513 deputados e os 81 senadores só trabalharão seis dias.

Seria até compreensível caso apenas recebessem por seis dias de trabalho – mas não. Os que baterem ponto nos seis dias receberão salário integral.

Quer dizer: por cadia dia trabalhado em agosto e setembro, cada parlamentar embolsará quase R$ 4.300 reais.

É sério um Congresso que procede assim?

Faz de conta que é.

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Congresso: três dias de trabalho e salário integral

Comentário: sei que os políticos dependem de uma atuação maior junto aos eleitores nesta época de eleição. Em caso contrário não poderiam sequer ser reeleitos. Mas trabalhar apenas três dias por semana soa como uma provocação à população. Seriam mais éticos, morais e justos com o povo se trabalhassem, por exemplo, duas semanas por mês e faltassem outras duas para atuar junto às suas bases. Mas só seria justo se recebessem salário proporcional a esta participação! Trabalhar três dias por mês e receber salário integral é FRAUDE!

Helayne Boaventura – Correio Braziliense

Todo brasileiro trabalha um mês inteiro para receber salário no final do mês. Deputados e senadores, porém, têm direito a uma regalia inimaginável em qualquer empresa moderna. A partir de agora, e até as eleições gerais, deputados e senadores serão obrigados a participar de sessões de votação apenas três dias por mês. Mas continuarão a receber o salário integral. Cada dia trabalhado dos parlamentares custará no mínimo R$ 3,2 mil aos cofres públicos. A decisão foi tomada ontem pelos presidentes da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), com a aprovação dos líderes partidários.

Os presidentes decidiram que os congressistas terão direito ao privilégio para se dedicar à campanha eleitoral. Na prática, recursos públicos irão ajudar os parlamentares a pedir votos com o objetivo de manter o mandato. Na próxima semana, deputados e senadores estão convocados para trabalhar na segunda, terça e quarta-feiras. No mês de julho, cada legislador, que tem salário de R$ 12.870, receberá R$ 3,2 mil por dia, pois todos foram convocados para trabalhar ontem.

No mês de agosto, haverá sessão apenas nos dias 1º, dois e três. Em setembro, nos dias 4, 5 e 6. Cada dia trabalhado custará R$ 4,2 mil ao erário. «É um esforço para compatibilizarmos as votações com as eleições», justificou Renan Calheiros. A ajuda na campanha dos parlamentares também virá hoje, quando não haverá sessão para que eles registrem suas candidaturas.

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Alckmin, Lula e as formigas da Guiana

Por Élio Gaspari

Na noite em que chegou a 45 o número de policiais e agentes penitenciários assassinados em São Paulo em menos de dois meses, o candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, disse que enfrentará a crise da segurança criando um conselho. Mais um. Logo Alckmin, legatário do mingau em que se transformou a segurança dos agentes da ordem pública no Estado que governou por cinco anos.

Para se ter uma idéia do que significam 45 mortos em 60 dias, em toda a década de 1920, quando o crime organizado parecia controlar Nova York, morreram 57 policiais. Número inédito, nunca igualado. (O "choque de gestão" de Alckmin arrisca derrubar essa marca antes de outubro.)

A fala pausada, numérica e oca do grão-tucano é apenas um dos aspectos da ruína. O outro é o triunfalismo de Luís 15, na versão Inácio: "Antes de mim, o dilúvio. Depois de mim, outro dilúvio". Alckmin não quer explicar por que sua política de gatilho rápido resultou em insegurança. Lula quer ficar a léguas de distância do tema. É preferível entender que o governador Cláudio Lembo tem razão: ou o andar de cima se mexe, ou o que vai mal haverá de piorar. Ou há segurança para todo mundo, ou não há para ninguém.

No mercado financeiro existe uma expressão banal para designar multidões que correm numa direção, sem saber direito o porquê. É o "efeito manada". Pensando bem, a manada pode ser sábia. Quem fugiu do dólar de R$ 1,20 da ekipekonômica tucana de bobo não tinha nada.

O que o andar de cima nacional faz em matéria de segurança parece mais com as formigas de Kartabo, na floresta da Guiana. De repente, uma delas perde o caminho e vai adiante. As outras, disciplinadas, vão atrás. Quando um naturalista observou esse fenômeno, elas percorriam um círculo com 365 metros de extensão. Levavam duas horas e meia para completá-lo, recomeçando-o ao longo de todo um dia. A maioria morria. A manada vai atropeladamente para não se sabe onde. As formigas da Guiana vão calmamente para onde estavam.

Outro dia o "Jornal Nacional" mostrou a família de um agente penitenciário abandonando uma casa pobre, de poucos móveis, porque a bandidagem deu-lhe um prazo, ao fim do qual iria matá-la. Causou a mesma perplexidade que a desclassificação da Arábia Saudita.

Não ocorre ao andar de cima mobilizar-se para mostrar aos bandidos que nunca mais uma família de um agente da ordem será desestruturada por falta de apoio. De quem? Das guildas patronais que gastam os tubos em pesquisas eleitorais, dos bancos que fazem obras sociais nos espaços nobres da publicidade, dos magnatas que andam com o papagaio do Estado mínimo no ombro. Enfim, de quem achar que não lhe fica bem ajeitar o meião quando Zidane centra para Henry.

O que falta em matéria de segurança é raça. Alguém que diga: a família do agente penitenciário que foi obrigada a deixar sua casa recebeu um apartamento e nele viverá o tempo que for necessário. Mais: as famílias de servidores públicos mortos pelos bandidos terão suas dívidas imobiliárias quitadas e seus filhos receberão bolsas de estudo até o último ano do curso superior. É complicado de fazer? Sem dúvida, por isso a formiga número 2 foi atrás da número 1.

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Domínio brasileiro do açúcar crescerá, diz OCDE

Daniela Fernandes – BBC Brasil

O Brasil dominará cada vez mais o mercado mundial de açúcar nos próximos dez anos. Esta é uma das conclusões do relatório "Perspectivas Agrícolas da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) para o período 2.006-2.015", divulgado nesta terça-feira em Paris.

O Brasil já atende atualmente por 40% das vendas mundiais do produto.

"As exportações brasileiras de açúcar bruto e refinado devem aumentar até 2015, o que irá reforçar ainda mais a posição dominante do país nesse mercado e exercerá certamente um efeito moderador em relação aos preços do açúcar", revela o relatório.

Segundo o documento, a maior demanda por etanol extraído da cana-de-açúcar não deve ter grande impacto na produção e exportação de açúcar do Brasil.

Europa

"O crescimento da demanda de etanol extraído do milho nos Estados Unidos deve frear o aumento das exportações norte-americanas do produto.

No Brasil, no entanto, a forte expansão do setor de etanol não deve impedir o país de ganhar ainda mais terreno nos mercados mundiais de açúcar”, diz o relatório.

A OCDE e a FAO afirmam que os preços de energias como o petróleo devem permanecer elevados durante o período considerado nesse estudo, o que irá favorecer a produção de produtos agrícolas que necessitem de uma menor utilização de energia como também estimular investimentos no setor de biocombustíveis.

A União Européia, após a reforma de seu sistema açucareiro (por determinação da Organização Mundial do Comércio), deverá reduzir sua produção e exportações subsidiadas de açúcar, diz a OCDE.

Segundo o "Perspectivas Agrícolas" até 2015, o bloco europeu perderá seu estatuto de exportador líquido para se tornar cada vez mais importador de açúcar.

Oleaginosos

Mas não é só em relação ao açúcar que o Brasil ganharia mais destaque nos mercados internacionais. Segundo projeções, o Brasil deverá se tornar no médio prazo o maior exportador mundial de produtos que contém óleo – os chamados oleaginosos. A posição até então era ocupada pelos Estados Unidos.

A OCDE e a FAO prevêem que as exportações brasileiras de oleaginosos devem crescer fortemente até 2015. Estados Unidos, Brasil e Argentina, os três maiores exportadores mundiais de oleaginosos, acumulam mais de 80% das vendas durante o período considerado no estudo.

De acordo com o relatório, as exportações argentinas do produto devem crescer 70% até 2.015.

A Argentina permanece o primeiro exportador mundial de óleos vegetais, seguida do Brasil.

Frango

A crescente exportação de carne de frango dos Estados Unidos também deve sofrer uma concorrência maior do Brasil em razão dos baixos custos de produção e dos preços competitivos dos produtos brasileiros nos mercados internacionais, ressalta o documento da OCDE.

Segundo as projeções da organização, a produção agrícola mundial deve registrar um crescimento regular nos próximos dez anos, mas mais lento do que durante a década anterior.

O consumo alimentar por habitante também deve aumentar devido ao aumento da renda e à ampliação das trocas comerciais.

Os países em desenvolvimento estão tendo um peso cada vez maior na expansão dos mercados agrícolas mundiais, aponta o documento.

"Essa tendência deve se acelerar durante o período estudado à medida em que os investimentos em capacidade e infra-estrutura transferem a produção, sobretudo de produtos agrícolas não transformados, dos países ricos para os países em desenvolvimento", diz o relatório.

Variáveis

As perspectivas em relação ao mercados agrícolas internacionais dependem fortemente da situação econômica no Brasil, na China e na Índia, “três gigantes agrícolas mundiais”, segundo o estudo, que ressalta que a China tem uma importância considerável em relação a vários produtos, mas como grande importador e não exportador.

"Se nesses países os mercados e as trocas comerciais tiveram uma evolução diferente das previstas até 2015, as perspectivas do relatório serão afetadas", afirma o texto.

Segundo a OCDE, entre as incertezas que pairam sobre a produção agrícola mundial nos próximos dez anos estão também os preços energéticos, as mudanças climáticas, o fraco crescimento econômico e, claro, o desfecho das negociações comerciais da chamada Rodada Doha, para a liberalização do comércio mundial.

A OCDE e a FAO afirmam que as discussões junto à Organização Mundial do Comércio representam um elemento de incerteza que não pode ser neglicenciado.

E são justamente as negociações agrícolas entre países ricos e em desenvolvimento que vêm impedindo a obtenção de um acordo na OMC e a conclusão da Rodada Doha.

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Balança Comercial registra valores recordes no 1º Semestre

4, julho, 2006 Comments off
Por Priscila de Oliveira – MDIC

De janeiro a junho, fechando o primeiro semestre, todos os resultados também são recordes históricos, com exceção do saldo comercial. As exportações totalizaram US$ 60,901 bilhões, 13,5% maior que em janeiro/junho de 2005, enquanto que as importações, de US$ 41,360 bilhões, tiveram um crescimento de 21,6% sobre o mesmo período do ano passado. Por este motivo, o superávit de US$ 19,541 bilhões é menor que em 2005 (US$ 19,654 bilhões). “A queda no superávit é um movimento esperado pelo MDIC. Projetamos para este ano um saldo positivo em torno dos US$ 40 bilhões”, informou o secretário de Comércio Exterior, Armando Meziat.

O secretário afirmou ainda que o valor já exportado até hoje, de US$ 60,9 bilhões, não altera a meta de US$ 132 bilhões em exportações para o ano, já que “o segundo semestre é mais forte em exportações”. Além disso, voltou a lembrar que não há um resultado concreto do que pode ter sido afetado pela greve dos funcionários da Receita Federal.

No acumulado de janeiro a junho, todas as categorias apresentaram crescimentos e valores expressivos para o período: manufaturas (US$ 34,057 bilhões e principalmente óleos combustíveis, gasolina e máquinas e aparelhos para terraplanagem), básicos (US$ 17,043 bilhões e principalmente petróleo, algodão em bruto e minério de ferro) e semimanufaturas (US$ 8,345 bilhões e principalmente alumínio bruto, açúcar em bruto e couros e peles).

No acumulado de doze meses, de julho de 2005 até junho de 2006, o valor vendido ao exterior já é de US$ 125,532 bilhões e o importado é de US$ 80,923 bilhões. No acumulado em 12 meses, as exportações de manufaturados cresceram 15,9% (US$ 69,180 bilhões), os básicos aumentaram suas vendas em 25% (US$ 36,949 bihões) e os semimanufaturados tiveram aumento de 8,2% (US$ 16,491 bilhões).

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