Confidências da Dona de Bordel

Anônimo

Baixa tanto político no meu privê que coloquei o nome do estabelecimento de “metida provisória”.
Esta semana, com tanta gente para me aparecer, adivinha quem resolve dar o ar da graça?
Severino !!
Depois dizem que puta é mulher de vida fácil.
Fácil? Quero ver encarar.
Se um milhão de pessoas vaiaram Severino vestido, imagina sem roupa.
Mas nada que cinco notas de cem não o transformem num Suplicy:
Vem com a mamãe, Severino…
Apaguei as luzes por motivos óbvios. Desci com a mão até o baixo clero, mas o dito-cujo era nanico.
Pensei: É, Severino, está precisando conseguir um aumento pro rapaz aqui, hein?
Para incentivar, comecei a falar umas palavras de “baixo escalão”:
- Vem, Severo.
Me chama de Congresso e me desarruma.
Pensa que eu sou o governo e me mete o pau.
Finge que eu sou teu filho e me bota lá dentro.
Pensa que eu sou o orçamento e acaba comigo.
Vai, Severo.
Finge que eu sou o povo e me leva à loucura !!
O Severo deve ter gostado.
Tanto que começou a dizer que ia me tirar dessa vida, que ia me arrumar um emprego no Congresso e coisa e tal.
Isso já é “neputismo”, pensei.
Mas, como ele conseguiu transformar o Congresso numa zona, até faz sentido…!!!

Memória Política

Do jornal Achei.ca

Um estudioso de São Paulo, Altamiro Borges, recuperou brevemente a nossa memória política da década recente e a colocou na rede. O sociólogo Rogério Chaves enxugou o texto, que é publicado na esperança de que possa contribuir com o debate - e para que não esqueçamos dos anos tucanos (ainda tão recentes e precocemente esquecidos) e de que a campanha presidencial já começou.

- Sivam: Logo no início da gestão de FHC, denúncias de corrupção e tráfico de influências no contrato de US$ 1,4 bilhão para a criação do Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam) derrubaram um ministro e dois assessores presidenciais. Mas a CPI instalada no Congresso, após intensa pressão, foi esvaziada pelos aliados do governo e resultou apenas num relatório com informações requentadas ao Ministério Público.

- Pasta Rosa: Pouco depois, em agosto de 1995, eclodiu a crise dos bancos Econômico (BA), Mercantil (PE) e Comercial (SP). Através do Programa de Estímulo à Reestruturação do Sistema Financeiro (Proer), FHC beneficiou com R$ 9,6 bilhões o Banco Econômico numa jogada política para favorecer o seu aliado ACM. A CPI instalada não durou cinco meses, justificou o “socorro” aos bancos quebrados e nem sequer averiguou o conteúdo de uma pasta rosa, que trazia o nome de 25 deputados subornados pelo Econômico.

- Precatórios: Em novembro de 1996 veio à tona a falcatrua no pagamento de títulos no Departamento de Estradas de Rodagem (Dner). Os beneficiados pela fraude pagavam 25% do valor destes precatórios para a quadrilha que comandava o esquema, resultando num prejuízo à União de quase R$ 3 bilhões.

A sujeira resultou na extinção do órgão, mas os aliados de FHC impediram a criação da CPI para investigar o caso.

- Compra de votos: Em 1997, gravações telefônicas colocaram sob forte suspeita a aprovação da emenda constitucional que permitiria a reeleição de FHC. Os deputados Ronivon Santiago e João Maia, ambos do PFL do Acre, teriam recebido R$ 200 mil para votar a favor do projeto do governo. Eles renunciaram ao mandato e foram expulsos do partido, mas o pedido de uma CPI foi bombardeado pelos governistas.

- Desvalorização do real: Num nítido estelionato eleitoral, o governo promoveu a desvalorização do real no início de 1999. Para piorar, socorreu com R$ 1,6 bilhão os bancos Marka e FonteCidam - ambos com vínculos com tucanos de alta plumagem. A proposta de criação de uma CPI tramitou durante dois anos na Câmara Federal e foi arquivada por pressão da bancada governista.

- Privataria: Durante a privatização do sistema Telebrás, grampos no BNDES flagraram conversas entre Luis Carlos Mendonça de Barros, ministro das Comunicações, e André Lara Resende, dirigente do banco. Eles articulavam o apoio a Previ, caixa de previdência do Banco do Brasil, para beneficiar o consórcio do banco Opportunity, que tinha como um dos donos o tucano Pérsio Árida. A negociata teve valor estimado de R$ 24 bilhões. Apesar do escândalo, FHC conseguiu evitar a instalação da CPI.

- CPI da Corrupção: Em 2001, chafurdando na lama, o governo ainda bloqueou a abertura de uma CPI para apurar todas as denúncias contra a sua triste gestão.Foram arrolados 28 casos de corrupção na esfera federal, que depois se concentraram nas falcatruas da Sudam, da privatização do sistema Telebrás e no envolvimento do ex-ministro Eduardo Jorge. A imundície no ninho tucano novamente ficou impune.

- Eduardo Jorge: Secretário-geral do presidente, Eduardo Jorge foi alvo de várias denúncias no reinado tucano: esquema de liberação de verbas no valor de R$ 169 milhões para o TRT-SP; montagem do caixa-dois para a reeleição de FHC; lobby para favorecer empresas de informática com contratos no valor de R$ 21,1 milhões só para a Montreal; e uso de recursos dos fundos de pensão no processo das privatizações. Nada foi apurado e hoje o sinistro aparece na mídia para criticar a “falta de ética” do governo Lula. E apesar disto, FHC impediu qualquer apuração e sabotou todas as CPIs. Ele contou ainda com a ajuda do procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, que por isso foi batizado de “engavetador-geral”.

Dos 626 inquéritos instalados até maio de 2001, 242 foram engavetados e outros 217 foram arquivados. Estes envolviam 194 deputados, 33 senadores, 11 ministros e ex-ministros e em quatro o próprio FHC.Nada foi apurado, a mídia evitou o alarde e os tucanos ficaram intactos.Lula inclusive revelou há pouco que evitou reabrir tais investigações - deve estar arrependido dessa bondade! (um grave erro, diga-se de passagem, porque acabou sendo conivente).

Diferente do reinado tucano, o que é uma importante marca distintiva do atual governo, hoje existe maior seriedade na apuração das denúncias de corrupção. Tanto que o Ministério da Justiça e sua Polícia Federal surgem nas pesquisas de opinião com alta credibilidade. Nesse curto período foram presas 1.234 pessoas, sendo 819 políticos, empresários, juízes, policiais e servidores acusados de vários esquemas de fraude - desde o superfaturamento na compra de derivados de sangue até a adulteração de leite em pó para escolas e creches. Ações de desvio do dinheiro público foram atacadas em 45 operações especiais da PF.

Já a Controladoria Geral da União, encabeçada pelo ministro Waldir Pires, fiscalizou até agora 681 áreas municipais e promoveu 6 mil auditorias em órgãos federais, que resultaram em 2.461 pedidos de apuração ao Tribunal de Contas da União. Apesar das bravatas de FHC, a Controladoria só passou a funcionar de fato no atual governo, que inclusive já efetivou 450 concursados para o trabalho de investigação.

“A ação do governo do presidente Lula na luta decidida contra a corrupção marca uma nova fase na história da administração pública no país, porque ela é uma luta aberta contra a impunidade”, garante Waldir Pires. Diante de fatos irretocáveis, fica patente que a atual investida do PSDB-PFL não tem nada de ética. FHC, que orquestrou a recente eleição de Severino Cavalcanti para presidente da Câmara (com a incompetência do PT), tem interesses menos nobres nesse embate. Através da CPI dos Correios, o tucanato visa imobilizar o governo Lula e desgastar sua imagem, preparando o clima para a sucessão presidencial. De quebra, pode ainda ter como subproduto a privatização dos Correios, acelerando a tramitaçãodo projeto de lei 1.491 /99, interrompida pelo atual governo, que acaba com o monopólio estatal dos serviços postais.”

Heleninha paz e amor

Senadora adota um discurso mais suave para conquistar votos

Por Hugo Marques - IstoÉ

A senadora Heloísa Helena foi convencida pelo comando de sua campanha a abrandar o discurso para não assustar o eleitor de classe média na corrida à Presidência da República. «São recomendações muito afetuosas que temos feito a ela», revela o deputado Chico Alencar, do Rio de Janeiro. «Temos que acertar o tom, mas sem perder a plumagem de guerreira», afirma. A suavidade nos discursos de Heloísa Helena começou pelo Senado. Em maio do ano passado, ao falar sobre taxas de juros, a senadora pregava o calote da dívida externa. Na sexta-feira 7, ao abordar novamente os juros da dívida, ela defendeu uma auditoria e as mudanças nos contratos, dentro do que diz a legislação. E teve mais recados. Como eterna crítica da «grande mídia», a senadora agradeceu o tratamento que tem recebido das emissoras de televisão na cobertura da campanha.

Até Jesus Cristo ganhou papel menos agressivo nos discursos de Heloísa Helena. Em junho de 2005, a senadora discorria um Jesus que entrava nos Três Poderes com chicote na mão para açoitar o «covil de ladrões» do Executivo e do Legislativo. No mesmo dia 7, Heloísa recorreu à imagem do Jesus traído, que tenta se afastar do amargo cálice da dor. O PSOL quer evitar comparações entre a nova imagem de Heloísa e o Lulinha Paz e Amor de 2002. «Não é a Heloísa paz e amor, é a Heloísa paz aos amigos e guerra aos inimigos», diz Chico Alencar. Na quarta-feira 12, o novo estilo de Heloísa foi testado na plataforma da Rodoviária de Brasília. A senadora, que sempre foi conhecida por ser uma mulher meiga no tratamento fora dos tapetes azuis do Senado, aumentou a doçura. O camelô de CD pirata Paulo de Araújo recebeu afagos e ficou impressionado com a delicadeza dela: «Acho que vou votar nessa Heloísa Helena.» Todos na rodoviária esperavam um discurso em altos decibéis. Mas ao final da caminhada, a senadora não subiu no caminhão como previsto. Heloísa preferiu carregar nas mãos uma rosa vermelha, símbolo do socialismo.

Há uma expectativa no Congresso quanto ao visual a ser adotado no horário gratuito de tevê. Na caminhada, a camiseta branca foi substituída por uma camisa de mangas compridas com babado na gola. Enquanto desfilava entre bugigangas chinesas e relógios falsificados, Heloísa acalmava os ambulantes preocupados com os militantes que a seguiam: «Aqui não é o rapa!» O partido de Heloísa está colaborando para que ela adote uma imagem menos radical. No entanto, está mantida a orientação de não aceitar dinheiro de grandes empresas, para evitar promiscuidade. «A gente aceita dinheiro de empresário, desde que não seja de multinacional», explica Martiniano Cavalcante, o tesoureiro. Longe da lógica capitalista, o PSOL tem aceitado doações a partir de 50 centavos. Para engordar o caixa, uma das principais formas de arrecadação, em Brasília, tem sido apelar para o estômago através de feijoadas e galinhadas.

Sadia tenta adquirir Perdigão através da compra de ações

Por Márcio Rodrigues - DCI

São Paulo - A Sadia, maior exportadora nacional de aves e suínos, tenta adquirir o controle da rival Perdigão , segunda colocada no ranking, através de uma oferta pública para compra das ações da concorrente.

Segundo informações da Sadia à reportagem do DCI, o “objetivo é criar uma parceria histórica entre as duas companhias brasileiras, para competir em igualdade de condições com concorrentes internacionais em um setor considerado estratégico para o País”, informou a direção da empresa ontem à noite. Hoje, a Sadia dará uma coletiva na sua sede, na capital paulista, para explicar a oferta.

De acordo com a assessoria de imprensa da Sadia, a empresa está oferecendo R$ 27,88 em cada ação ordinária da Perdigão, que fechou a R$ 23 na última sexta-feira, ou seja, R$ 4,88 a mais do que o preço de mercado. A oferta se estende até o dia 24 de outubro deste ano e só será concluída se a Sadia conseguir adquirir 50% dos papéis, mais uma ação da Perdigão. “Com a concretização da operação, Sadia e Perdigão reunirão forças para enfrentar uma possível desnacionalização do setor no qual o Brasil possui importantes vantagens competitivas”, informou a empresa.

Após a oferta pública, a Sadia pretende submeter à avaliação dos acionistas das duas companhias uma proposta de reestruturação societária, que prevê a incorporação da totalidade das ações da Perdigão.

A união das duas empresas pode resultar em uma companhia com receita líquida superior a R$ 12 bilhões. As duas empresas também vêm reforçando seus investimentos no Brasil, embora os resultados tenham apresentado queda em relação a 2005 por causa da retração do mercado externo.

Campo perde peso na economia nacional

Do Valor Econômico

O impacto da crise de renda no segmento de grãos e na pecuária é cadavez mais visível nos principais indicadores do setor. Projeções divulgadas ontem pela Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA) epelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da USP (Cepea) indicam que o PIB do agronegócio deverá recuar 1,94% em 2006, que o faturamento bruto da agropecuária cairá 3,8% e que o superávit da balança comercial registrará variação negativa pela primeira vez nos últimos sete anos, de 3,7%.

O desempenho negativo levará o setor a reduzir entre 1,3 e 1,6 ponto percentual sua participação no PIB total do país em 2006, segundo projeções da CNA. Se a economia brasileira crescer 3%, a fatia do agronegócio cairá de 27,8% para 26,5%. Se crescer 4%, a participação recuará a 26,2%. “Há um total desestímulo no setor”, resume o superintendente técnico da CNA, Ricardo Cotta.

Leia matéria completa no sítio do Valor Econômico

Satélite de sensoriamento remoto terá câmeras nacionais

Júlio Ottoboni - Gazeta Mercantil

- Investimento brasileiro nos dois equipamentos que irão integrar o Cbers-3 totalizará R$ 90 milhões. O satélite sino-brasileiro de sensoriamento remoto Cbers-3 terá duas câmeras de fabricação brasileira, num investimento total de R$ 90 milhões. A empresa Opto Eletrônica, de São Carlos (SP), será a responsável pela construção da câmera MUX de alta resolução. Essa será o primeiro aparelho deste tipo com tecnologia totalmente nacional. A Opto também construirá parte da câmera de imageamento WFI, que opera como uma grande angular, em parceria com a Equatorial Sistemas, de São José dos Campos (SP). Ambas terão um alto grau de nacionalização.

Esse satélite faz parte da segunda etapa do consórcio técnico-científico Brasil-China. O programa denominado oficialmente de Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres, prevê ainda outro equipamento similar. O Cbers-3 deve seguir para o espaço em outubro de 2008 e o lançamento do Cbers-4 está previsto para 2011. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) é o responsável pela coordenação geral do programa no Brasil. O investimento total nestes dois novos aparelhos é de US$ 300 milhões, sendo 50% de responsabilidade brasileira.

Na primeira fase do contrato, o Brasil era responsável por 30% dos investimentos e produção dos satélites. O programa com a China já colocou em órbita dois exemplares acordados, o Cbers 1 e 2. Ambos custaram ao País US$ 118 milhões e a vida útil de cada unidade é estimada em dois anos. O primeiro, lançado em 1999, deixou de funcionar em agosto de 2003. O segundo modelo, que entrou em órbita em outubro de 2003, ainda está em operação.

Agora o Inpe se prepara junto com os chineses para colocar no espaço um satélite que fará a transição até o lançamento do Cbers-3. Trata-se do Cbers-2B, que vem sendo testado e foi montado com as peças e equipamentos remanescentes da versão original. Devido a esse reaproveitamento, o custo final despencou para US$ 15 milhões, que inclui até o lançamento pelo foguete chinês Longa Marcha 4. Sua entrada em funcionamento é esperada para final deste ano.

A nova geração da família Cbers tem uma série aperfeiçoamentos técnicos em relação à primeira. Além do Brasil e China partilharem igualmente a produção e investimentos dos satélites, a vida útil dos modelos 3 e 4 subiu para três anos, assim como a participação da indústria brasileira neste projeto.

As câmeras brasileiras

O melhor exemplo disto vem da construção das câmeras de alto grau de complexidade e precisão, cruciais neste tipo de satélite. Duas das quatro unidades que serão embarcadas no Cbers–3 serão desenvolvidas e projetadas pelas empresas nacionais, Opto e Equatorial Sistemas. A primeira foi qualificada pelo Inpe, ela produzirá o exemplar de alta resolução, a câmera MUX. Esse instrumento é capaz de registrar objetos com tamanho até 20 metros e seu campo de visada chega a 113 quilômetros. Essa companhia nunca tinha feito antes qualquer trabalho para o setor aeroespacial e será capacitada pelo Programa Nacional de Atividades Espaciais (Pnae) a ingressar neste novo segmento de atividade.

Segundo seu diretor, Antonio Fontana, o investimento no projeto é de R$ 50 milhões, com verbas oriundas do Inpe e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “Essa câmera nos dará a oportunidade de sermos os primeiros a produzir lentes anesféricas no Brasil”, disse. “O modelo de testes da MUX foi avaliado com sucesso pelo Inpe”, completou.

A participação da Opto vai adiante. Em consórcio com a Equatorial Sistemas, que já participa do programa Cbers, desenvolverão juntas uma segunda câmera, a WFI, de baixa resolução e alta abrangência de cobertura. Esse modelo funciona como uma grande angular e sua visada será de 890 quilômetros. A parceria recebeu R$ 40 milhões dos financiadores para a criação e construção do projeto. O objetivo é aumentar os índices de nacionalização de componentes e equipamentos tanto nas câmeras como nos satélites.

Lançada versão Beta 1 do Firefox 2.0

A Mozilla Corporation lançou o primeiro beta oficial do Firefox 2.0 nesta quarta-feira, sinalizando que esta grande atualização de seu navegador popular alternativo está próxima de lançamento definitivo. Novas funcionalidades no Firefox 2.0 incluem melhoria na segurança, navegação por abas, performance e extensões.

Com o codename Bon Echo, o Firefox 2.0 inclui uma checagem ortográfica embutida e funcionalidades anti-phishing, algo parecido com aquela do Internet Explorer 7. Javascript 1.7 e melhoria na assinatura de RSS estão também entre as novas funcionalidades. O Firefox tem ganho terreno junto ao principal concorrente e dominante do mercado, Microsoft Internet Explorer, com mais de 15% de participação de mercado nos Estados Unidos. O Firefox 2.0 Beta 1 pode ser baixado para Windows, Mac OS X e Linux.

China lança site na Internet para ensinar chinês

Do Portal Terra / Reuters

A China lançou neste sábado um site na Internet, www.linese.com , oferecendo lições grátis de chinês e material para promover o uso e o estudo do idioma no exterior.

O site inclui apresentações áudio-visuais, exercícios interativos e conselhos para professores da língua mandarim, com fotografias e descrições de ícones culturais como a Grande Muralha, o ator de kung fu Jackie Chan e o astro do basquetebol Yao Ming.

Muitos exercícios fazem referência ao passado mítico e imperial da China, incluindo a prática de frases como "como você pode ser um herói se está desarmado" e "eu acho que os tibetanos gostam de venerar heróis".A China está disposta a expandir sua influência cultural junto do crescente poderio econômico e também está formando uma rede do "Instituto Confúcio" em todo o mundo.O site está em chinês e em inglês, mas versões em japonês e coreano estão sendo desenvolvidas, de acordo com a agência de notícias oficial Xinhua.

Mais de 30 milhões de pessoas estão agora aprendendo chinês como idioma estrangeiro e mais de 2.500 universidades em 100 países oferecem cursos de chinês, disse o Ministério da Educação.

Petrobras anuncia descoberta de óleo leve na bacia de Santos

Segundo a estatal, serão necessários novos investimentos no local para a avaliação do volume e produtividade da jazida

Irany Tereza - Agência Estado

SãO PAULO - A Petrobras anunciou nesta terça-feira uma nova descoberta de óleo leve na Bacia de Santos, a mais de 5 mil metros de profundidade. É a segunda descoberta do tipo nos últimos meses o que, segundo especialistas, reforça a tese da existência de uma nova bacia petrolífera situada em uma camada do solo bem mais abaixo da que vem sendo explorada na Região Sudeste. A estatal, em nota, considerou o encontro do óleo “um marco histórico”, mas ainda não há condições de determinar o volume da jazida e se a extração no local é comercialmente viável.

“O poço, ainda em perfuração, está situado em uma área de nova fronteira exploratória, em águas com 2.140 metros de profundidade, e representa um marco histórico na atividade de exploração de petróleo no Brasil: é o primeiro a ultrapassar uma camada de sal de mais de dois mil metros de espessura, no subsolo marinho, e encontrar petróleo”, diz o comunicado.

Leia matéria completa aqui

Interpretando a última pesquisa CNT/Sensus

Análise por Sandro Araújo 

O instituto Sensus acaba de divulgar nova pesquisa do Índice de Satisfação do Consumidor, encomendada pela Confederação Nacional dos Transportes. É a primeira pesquisa realizada após o registro dos candidatos no TSE - traduzindo portanto uma lista de candidatos concreta e não provável como nas rodadas anteriores.

Um detalhamento da pesquisa pode ser lida aqui. Para os interessados, é possível ainda verificar a pesquisa detalhada em arquivo disponível no sítio da CNT clicando aqui.

Segundo os dados desta última pesquisa, quando oferecida uma lista de candidatos aos eleitores, o presidente Lula seria reeleito ainda no primeiro turno, tendo um total de 44,1% das intenções de voto. A soma dos demais candidatos é de 36,1%. Cumpre salientar que os votos nulos, brancos e indecisos somam 20%. Votos brancos e nulos não são considerados para efeitos de identifação do eleito: consideram-ser apenas os votos válidos. Para ser eleito em primeiro turno o candidato deverá ter 50% + 1 voto, dos tais votos válidos.

Os demais candidatos possuem as seguintes intenções de voto: Geraldo Alckmin 27,2%, Heloísa Helena 5,4%, Cristóvam Buarque 1,4%, Ana Maria Rangel 1,2%, Rui Costa Pimenta 0,3%, José Maria Eymael 0,3% e Luciano Bivar 0,3%.

Chama atenção o nível de rejeição dos principais candidatos: Alckmin tem 35,8% de rejeição, sendo que 7,1% do eleitorado afirma não conhecê-lo (portanto não teriam condições de sequer rejeitá-lo). Já Lula tem 32,4% de rejeição - menor que Alckmin. Heloísa Helena tem 46,4% de rejeição: 17,6% dos pesquisados afirmam não conhecê-la. Todos estes candidatos tiveram diminuídas as suas taxas de rejeição desde a última sondagem. Apenas 0,7% dos pesquisados afirmam não conhecer o presidente-candidato Lula.

Nas sondagens anteriores o Sensus apresentava diversas listas aos pesquisados. Selecionamos duas cujos integrantes são mais próximos daqueles desta última sondagem.

Em uma primeira lista tínhamos Lula com 42,7%, Alckmin com 20,3%, Heloísa Helena com 8%, José Maria Eymael com 0,7% e Cristóvam Buarque com 0,5%. Estavam ainda incluídos Roberto Freire, que teve 2,5% de intenções e Enéas Carneiro, com 1,6%. A soma dos votos destes dois últimos perfaz 4,2%. Os indecisos/brancos e nulos somavam 23,9%.

Uma comparação entre estas duas sondagens evidencia:

  1. O número de indecisos/brancos/nulos caiu de 23,9% para 20% - isto pode evidenciar que, com a definição das candidaturas os eleitores podem estar iniciando a consolidação das intenções. Restando quase três meses para a eleição, esta hipótese deve ser tomada com bastante cuidado.
  2. Tanto Lula quanto Alckmin tiveram aumento nas intenções de voto. O primeiro teria saltado de 42,7% para 44,1% (dentro da margem de erro da pesquisa). Já Alckmin experimentou um salto de 20,3% para 27,2%. Esta alta de Alckmin deve ser tida como verdadeira, já que supera a margem de erro. Como já comentado em outra análise que fizemos sobre a pesquisa da Datafolha, o eleitorado de Enéas e de Roberto Freire tende a migrar para Alckmin - o que certamente teria havido. Somados 20,3% com os 4,2% de intenção de Freire e Enéas, Alckmin teria 24,5%. Analisando-se assim, sua real alta teria sido de 2,7% - ainda superior à margem de erro da pesquisa.
  3. Já Heloísa Helena teve uma queda nas intenções de 8% para os atuais 5,4%. Curiosamente a diferença, 2,6%, parece com os 2,7% que Alckmin teria ganho.
  4. Ganho expressivo teria tido Cristóvam Buarque, que foi de 0,5% para 1,4%, quase triplicando suas intenções de voto.
  5. A grande guerra de Alckmin parece ser descobrir como TIRAR votos de Lula. Não adianta crescer, vendo Lula crescer e ainda outros candidatos em potencial, como Heloísa Helena, 'emagrecerem' num momento tão embrionário da disputa.

Já outra lista da pesquisa anterior trazia Lula com 40,9%, Alckmin com 18,5%, Garotinho com 7,9%, Heloísa Helena com 6,8%, Enéas com 1,8%, Roberto Freire com 1,5%, Cristóvam Buarque com 0,5% e José Maria Eymael com 0,5%.

Como Garotinho foi alijado da disputa já a um certo tempo, preferimos utilizar a lista anterior como base de comparação. De qualquer forma, se considerássemos que Alckmin teria recebido todos os votos de Garotinho, Enéas e Roberto Freire,  deveria estar com 29,7%! Nota-se portanto que parte do eleitorado de Garotinho teria migrado para outros candidatos.

É curioso observar que candidatos desconhecidos do grande público (quer por serem novatos, quer por não terem espaço na mídia) conseguiram 0,3% de intenções. Com um universo de 2000 pesquisados, 6 eleitores teriam demonstrado intenção de votar em Rui Costa Pimenta, José Maria Eymael ou Luciano Bivar. Já a candidata do PRP, Ana Maria Rangel, para chegar aos seus 1,2% de intenções de voto, teria sido citada por 24 eleitores/pesquisados.

De imediato uma pergunta vem à mente: como podem Eymael (o da musiquinha) e Rui Costa Pimenta, igualmente candidato em outro pleito, serem lembrados por apenas 6 eleitores e Ana Maria por 24? Ana Maria tem enfrentado uma briga com seu partido, o PRP, acusando o presidente do partido de tentar extorquí-la para registrar sua candidatura. Tal fato teve uma repercussão razoável na mídia (leia aqui). O fato de ser, ao lado de Heloísa Helena, uma das duas mulheres na disputa, bem como esta exposição da sua candidatura 'forçada' devem ter colaborado com a sua performance na sondagem.

Vale ressaltar que na pesquisa estimulada o eleitor recebe uma lista de candidatos e informa em quem tem interesse de votar. Muitos eleitores simplesmente 'jogam no bicho': escolhem o primeiro nome que vem à mente. Isto também poderia explicar a intenção de voto de candidatos não tão conhecidos. Certo mesmo é o número de indecisos/brancos/nulos: mesmo tendo à frente uma lista de candidatos para escolher, o eleitor prefere não se manifestar.

À primeira análise, parece que a disputa deverá se polarizar entre Lula e Geraldo Alckmin - o desempenho de Heloísa Helena, que poderia ser o fiel da balança, tem sido ainda pior que Alckmin.

Muita água ainda passará por debaixo da ponte. Teremos pela frente a campanha televisiva. E Alckmin tem mais tempo que Lula.

O candidato tucano terá, no entanto, um duplo desafio: TIRAR votos de Lula e torcer para que os demais candidatos, em especial Heloísa Helena, também crescerem. Já para o segundo turno ficará uma dúvida: caso Alckmin dispute com Lula (cenário mais provável), quais dos demais candidatos o apoiariam? Heloísa Helena? Rui Costa Pimenta? Eymael? Cristóvam Buarque? Falando deste último: até onde irá seu fôlego? Continuará crescendo nas próximas sondagens ou este foi apenas um soluço?

É esperar para ver….