A pesquisa Ibope que acaba de ser divulgada traz quase nenhuma diferença em relação ao último levantamento do Datafolha. O que deve ser notado é uma certa estabilidade geral no patamar que cada candidato pontuava na semana passada. Com destaque para a candidata do PSOL, Heloísa Helena, que ficou no mesmo lugar depois de ter sido chamada de grande fenômeno eleitoral desta disputa.
Eis os números:
- Lula: 44%
- Alckmin: 27%
- Heloísa Helena: 8%
- Cristovam: 1%
- Eymael: 1%
- Rui Pimenta: 1%
- Bivar: (menos de 1%)
- Brancos e nulos: 9%
- Indecisos: 9%
Como se observa, Lula teria a possibilidade de ganhar no primeiro turno se a eleição fosse hoje (atenção: a eleição é só em 1º de outubro). É uma boa pesquisa para o petista. Seus 44% ficam 6 pontos acima dos 38% de todos os seus adversários somados. No Datafolha, a diferença era de apenas 3 pontos.
No limite mínimo da margem de erro do Ibope (2 pontos), Lula poderia ter apenas 42%. Já os adversários (no limite máximo da margem de erro) chegam só a 40%. Em resumo, a fatura seria liquidada no primeiro turno.
O que merece mais reflexão é a pontuação de Heloísa Helena. Os seus 8% estão (dentro da margem de erro) iguais aos 10% pesquisados há uma semana pelo Datafolha. E daí? Daí que a candidata do PSOL esteve desde a última quarta-feira à noite aparecendo como um tal “fator HH” em todas as TVs. Era uma possível novidade nas urnas. Teve até quem começasse a prever que ela pudesse passar Alckmin (nada disso foi encontrado nem escrito aqui neste blog, “bien sûr”).
A pesquisa do Ibope (realizada no sábado, domingo e segunda) teve condições de captar o momento positivo para Heloísa Helena. Não obstante, a senadora do PSOL não saiu do lugar.
Nada também de dizer que o tal “fator HH” já era etc. O que parece mais correto a esta altura é supor que o eleitorado pode ter fixado um teto para HH e seu discurso agressivo. Algo próximo aos 10%. Mas essa conclusão só poderá ser tirada mais adiante, com mais algumas semanas de campanha e novas pesquisas.
Até lá, nada de muito novo no front. Lula continua com chances reais de ganhar no 1º turno. A campanha de Alckmin é desalentadora. E HH ainda é uma promessa. Os outros são nanicos.
Por fim, este blog já apontou outro dia: o cenário é muito semelhante a 1998, quando FHC se reelegeu (apertado) no primeiro turno.

