Na madrugada de domingo, a barbárie visitou Qana
Marco Aurélio Weissheimer - Carta Maior
O massacre continua no Líbano. Pelo menos 60 pessoas morreram nos bombardeios de Israel contra o vilarejo de Qana, sul do país, na madrugada deste domingo. Dentre as vítimas, 37 eram crianças, segundo fontes da polícia libanesa e das equipes de resgate ouvidas pelas agências internacionais de notícias. Um prédio de três andares que servia de abrigo a famílias que haviam fugido de outras cidades do sul do Líbano bombardeadas nos últimos dias pelo Exército israelense, acabou desabando. De acordo com um sobrevivente, 63 pessoas estavam no edifício no momento do ataque. A correspondente da agência France Press relatou: «As mulheres abraçaram os filhos para protegê-los da morte, mas este último e inútil escudo não foi suficiente no abrigo de Qana. Os corpos de mães, vestidas com calças compridas estampadas de flores, estavam deitados no chão, com os olhos aterrorizados; morreram apertando os filhos nos braços».
Ao comentar o massacre em Qana, o secretário de Estado dos EUA, Nicholas Burns, disse que a morte de mais de 50 civis no ataque aéreo israelense é «trágica», mas não constitui um crime de guerra. Em entrevista à rede de televisão ABC, Burns comentou: «É um dia muito triste para o Líbano. É um dia trágico. Põe em evidência que todos devemos trabalhar muito, muito rápido, para conseguir um cessar-fogo duradouro e sustentável para que este tipo de incidente não se repita no futuro. Os Estados Unidos não acreditam que os episódios das últimas duas semanas e meia sejam crimes de guerra. Achamos que todos os países têm direito a se defender sob o artigo 51 da Carta das Nações Unidas, mas também acreditamos que este tipo de conflito deva terminar». Na manhàde domingo, a secretária de Estado, Condoleezza Rice, disse estar «profundamente triste com a terrível perda de vidas inocentes». A visita que faria ao Líbano neste domingo foi cancelada.
Leia mais no sítio da Agência Carta Maior


Post a Comment