Arquivo

Arquivo de junho, 2006

Microsoft prepara concorrente do iPod

Por Sandro Araújo

Após a incursão com o Xbox, a Microsoft continua sua saga na produção de equipamentos. A novidade? Um tocador de MP3, concorrente direto do iPod, da Apple. Para garantir o sucesso ao produto, a Microsoft deverá ainda lançar um sítio para venda de músicas, concorrente do iTunes, também da Apple.

Segundo informações do New York Post e da Reuters, a empresa está negociando licenciamento junto a quatro grandes selos musicais, como forma de prover conteúdo para seu sítio de venda de músicas.

Segundo o Post, que cita “várias fontes próximas das grandes gravadoras”, o novo tocador oferecerá um desafio direto ao iPod, enquanto o serviço de venda de músicas irá bater de frente com o iTunes. O serviço poderá oferecer vendas individuais ou “à la carte“, com opção de assinatura.

“Parece uma competição direta com a Apple”, disse uma fonte ao jornal. “Parece mesmo um estilo da Apple, para controlar o equipamento e todo o conjunto de tecnologias. Algo como Xbox contra Playstation”.

Não está claro como o novo serviço irá interagir ou afetar o MSN Music, atual serviço de baixa de músicas, bem como com o Urge, outro serviço para baixa de músicas e assinatura oferecido em parceria com o MTV.

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Especial sobre o Laptop de US$ 100 da OLPC

Por Carlos E. Morimoto e Pedro Axelrud
http://www.guiadohardware.net

Durante o FISL 7.0, tivemos a chance de realizar uma rápida entrevista com James Gettys, mentor do projeto "One laptop per child", que visa produzir notebooks destinados à educação por US$ 100 a unidade, em parceria com os governos, através do nosso "correspondente avançado" ;) , Pedro Axelrud.

Um notebook tradicional não sai por menos de US$ 600 e, ainda assim, se você comprar um remanufaturado (refurbished) direto no exterior. Para chegar aos US$ 100 e ainda assim reduzir o tamanho e peso, além de aumentar a vida útil das baterias, para que ele pudesse ser usado ao longo do dia todo, o projeto utiliza um conjunto de soluções bastante criativas e interessantes, tanto do ponto de vista técnico, quanto do ponto de vista social.

Dar notebooks para as crianças do ensino fundamental parece uma idéia muito estranha a princípio. Afinal, excluindo todo o problema do custo, como impedir que os laptops sejam roubados ou extraviados, e acabem sendo usados para outros fins, ou mesmo dar acesso à web para as crianças, sem que elas fiquem o tempo todo no MSN e Orkut?

Leia mais no sítio do Guia do Hardware

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Jornalista fala sobre volta ao Timor após violência

Publico abaixo relato de minha colega Thaíza Castilho, diretamente de Díli-Timor Leste 

Leia mais sobre o Timor em outros artigos deste Blog:

Presidente Xanana Gusmão prega reconciliação no Timor
Timor Leste: Diário de Guerra
Petróleo, Crises, Mundo Atual

Jornalista fala sobre volta ao Timor após violência

Thaíza Castilho*
de Díli
 
Voltei ao Timor Leste depois de ter passado 11 dias em Darwin, aonde eu fui me refugiar da pior onda de violência desde a independência do país da Indonésia, em 1999. Em nada parecia com o Timor de quando cheguei pela primeira vez, quase dois anos atrás.Onda de violência no país foi a pior desde a independência, em 1999

Do avião já pude ver a fumaça de algumas casas queimando e a movimentação dos tanques de guerra nas principais ruas da cidade. Esqueci de olhar a paisagem verde e os três lagos da região de Tacitolo, onde o papa João Paulo 2º chegou a fazer uma missa um dia.

O aeroporto, que recebia apenas dois vôos diários, agora está cheio de helicópteros da ONU e do Exército australiano. O estacionamento virou um dos vários campos de refugiados espalhados pela cidade.Os timorenses que procuram abrigo e segurança perto das tropas dormem em lonas e em poucos colchões que conseguiram retirar de suas casas. A ONU e algumas ONGs fazem a distribuição de alimentos durante o dia.O caminho de volta do aeroporto em nada lembrou minha primeira visita ao Timor. Casas queimadas. Lojas destruídas. Medo no olhar de quem circula nas ruas. Barulho incessante de caminhões e helicópteros. Nenhum aceno, ninguém vendendo nada, nem gritando malae (estrangeiro em tétum, uma das línguas oficiais do país).

Sem clima de festa

Enquanto estive na Austrália tive a casa assaltada. Roupas jogadas no lixo, papéis rasgados, luzes queimadas e muita coisa roubada. Estou hospedada na casa de uma amiga brasileira que trabalha para as Nações Unidas como juíza. Uma pessoa com o coração enorme que sempre chega tarde da noite pelo volume de trabalho nestes últimos dias.

No escritório onde trabalho apenas cinco pessoas estão indo regularmente. Eu não sou uma delas. Visito os campos de refugiados. Compro comida e água do próprio bolso para amigos timorenses que precisam de ajuda. Arrumo a casa aos poucos, ainda sem saber se volto para lá ou se mudo para um lugar mais seguro.

Minha casa, que dividia com mais dois amigos, sempre foi cheia de gente. Pra mim o Timor sempre esteve associado a festas e ótimas pessoas trabalhando para desenvolver uma nação. Hoje não fazemos mais festas. Aquele país de crianças sorrindo nas ruas, conversas nas bancas de cigarro e caminhadas na praia não existe mais.

Crianças de Díli não gritam mais 'Malae! Malae!' aos estrangeirosCrianças matam cachorro a pedradas para comer esta que, embora pouco falada, é uma das carnes mais apreciadas no país.

Ninguém respeita o trânsito. As pessoas ficam paradas em alguns locais vendo os tanques e inúmeros caminhões do Exército circularem freneticamente pelas ruas. Alguns poucos táxis ainda se arriscam nas regiões mais seguras, o preço da corrida continua o mesmo: um dólar. Quem não é taxista aproveita para ganhar uns trocados enquanto o trabalho não retorna ao normal.

As lojas e restaurantes que voltaram a funcionar fecham antes de escurecer. Fazer compras só é possível até as cinco da tarde. Depois disso nada permanece aberto. Restaurantes, mercados e o comércio em geral ainda sofrem com funcionários que não aparecem ou saem cedo com medo de andar nas ruas a noite.

Entrar em edifícios públicos só é permitido com apresentação de crachá de identificação. Quem faz a segurança são militares australianos que verificam individualmente cada pessoa. Com os carros a mesma coisa. Agora existem postos de controle em vários pontos da cidade.

Timor Leste foi um país onde eu aprendi muita coisa. Cheguei como voluntária e 300 dólares no bolso. Conheci limites antes desconhecidos. Trabalhei em muitos lugares. Jornais, rádios, centro de educação para jovens e mais um monte de coisas que não me cabe agora enumerar.

Descobri que o timorense vê o brasileiro como um irmão mais velho. Que, mesmo do outro lado do mundo, as músicas de Leandro e Leonardo, Roberto Carlos e Amado Batista fazem muito sucesso. Que nossos jogadores de futebol são queridíssimos no país. E que, assim como o Brasil, Timor Leste ainda tem muito que aprender

*Thaíza Castilho é jornalista e vive no Timor Leste desde 2004

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'Veja' pagará o preço pela perda de credibilidade

Interessante entrevista concedida por Franklin Martins à Agência Carta Maior, da qual destaco uns trechos. Leia a entrevista completa aqui.

'Veja' pagará o preço pela perda de credibilidade

Afastado da Rede Globo após quase uma década de trabalho, um dos mais conhecidos comentaristas políticos do país analisa a chamada “crise do mensalão” e avalia que a imprensa foi longe demais no episódio. “Parte da direção do PT cometeu erros e crimes, mas não havia o mensalão”, diz.

Gilberto Maringoni – Carta Maior

CM – Qual sua avaliação sobre a cobertura da mídia no chamado “escândalo do mensalão”?

FM – Foi boa no início do processo. Se não fosse a cobertura, não existiria Roberto Jefferson e todos os outros personagens. Até agosto, setembro, a cobertura foi boa. A partir desse ponto, a imprensa parou de investigar e passou a comer na mão dos deputados e senadores, afogando-se em denúncias e mais denúncias que não se sustentavam por mais de 48 horas cada uma. A mídia será julgada por essa cobertura. Ela teve muitos problemas. O primeiro foi tratar a questão como semelhante ao escândalo Collor-PC Farias. Não era. Foi uma cobertura extremamente difícil. A direção do PT cometeu erros e crimes nesse processo. Os crimes são claros: caixa 2 e compra de apoio no Congresso para a composição de maioria. Se não cometeu crime de corrupção, é porque não teve tempo, pois estava tudo armado. É como um avião na pista, com turbinas ligadas, taxiando na pista, pronto para decolar. Na última hora, não conseguiu. Os crimes cometidos não são novos na vida republicana. Qual o problema? É que o PT prometia uma renovação, um outro padrão de conduta política e acabou decepcionando seu próprio eleitorado. Não falo de todo o PT, mas de uma parte significativa.

CM – E nisso, como a imprensa agiu?

FM – Durante quatro ou cinco meses houve uma intensa campanha de desmoralização do PT; a oposição atacava e o partido não se defendia. A oposição acusava o PT de tudo e no plenário da Câmara tinha sempre dez deputados petistas chorando. Não havia resposta, não havia, por isso, “o outro lado da questão” na imprensa. A resposta foi ruim e o governo absteve-se de fazer luta política.

CM – Nem mesmo na cobertura das CPIs havia contraponto?

FM – Essas foram as primeiras CPIs cobertas em tempo real, sem mediação de jornalistas. Aí se viam coisas como o Duda Mendonça dizer, ao vivo para todo o país, que recebera dinheiro no exterior porque o PT assim exigira. Depois, só depois, se descobriu o óbvio: ele recebia assim havia muito, desde o tempo em que trabalhava para Paulo Maluf. E a oposição espetacularizava as acusações. Até setembro, outubro o clima era de absoluta perplexidade. Depois ficou evidente que a oposição não estava interessada em descobrir a verdade dos fatos, mas em propagar coisas como “estamos diante do maior escândalo de corrupção da história!” Não se conseguiu provar isso e nem a tese da corrupção sistêmica. Não existia no governo uma espécie de comitê central da corrupção, como havia no governo Collor. Cada um foi fazer sua jogada particular. As divisões internas ao governo impediram que vários negócios desse tipo prosperassem. Havia sim uma quadrilha, mas não o mensalão, entendido como pagamento regular a determinados parlamentares. Houve compra de apoio político de chefes partidários, através de doações clandestinas a gente como Valdemar da Costa Neto e José Janene, que ficaram com o dinheiro. Para onde foram esses recursos, eu não sei. Acredito que destinou-se à composição de maioria parlamentar, através de mudanças de partido. A CPI, por exemplo, não chamou os deputados que trocaram de partido, para esmiuçar a questão. Portanto, não se investigou a origem e o destino do dinheiro.

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Ingredientes da cerveja poderiam prevenir câncer de próstata

Do Vanguardia – Cuba

Uma substância presente no lúpulo, ingrediente da cerveja, que impede certa ação bacteriana e faz com que tenha o característico sabor amargo, poderia ajudar na prevenção do câncer e aumento da próstata, indicam estudos recentes.

Investigadores da Universidade Estatal de Oregon, afirmam que o componente xantohumil, achado no lúpulo, inibe uma proteína específica das células que abundam na superfície da próstata, registra o site www.orst.edu

O xantohumol pertence a um grupo de componentes das plantas chamados flavonoides, que podem controlar o crescimento celular desenfreado, característico dos processos cancerígenos.

A descoberta não significa que a gente deva sair correndo para beber um chope, pois esse ingrediente está presente em quantidades tão pequenas que uma pessoa teria de ingerir mais de 17 cervejas para obter algum benefício, esclarece a fonte.

No entanto, Fred Stevens, professor auxiliar de química medicinal na Faculdade de Farmácia do centro universitário, disse que as companhias farmacêuticas poderiam desenvolver pílulas com doses concentradas desse tipo de flavonoide e também aumentar a presença de xantohumol no lúpulo.

Já existem no mercado vários complementos alimentares que contêm lúpulo e cientistas alemães criaram uma cerveja que tem dez vezes a quantidade normal de xantahumol. Comercializa-se como cerveja ‘saudável’, mas as pesquisas ainda não são definitivas quanto a se tem efeito contra o câncer.

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Congresso aprova renegociação de dívidas de agricultores

Yara Aquino – Agência Brasil

Brasília – O plenário da Câmara dos Deputados aprovou hoje (13) o projeto de lei de conversão do Senado Federal à Medida Provisória 285/06 que prevê a renegociação de dívidas de agricultores rurais, principalmente da região Nordeste. A medida vai beneficiar mini, pequenos e médios produtores rurais, além de cooperativas e associações que tomaram empréstimos de até R$ 100 mil.

As dívidas referem-se às de operações de crédito rural contratadas com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) na área de atuação da Agência de Desenvolvimento do Nordeste (Adene). Além do Nordeste, parte do Espírito Santo e de Minas Gerais, onde a Adene atua também será beneficiada.

De acordo com o relator, deputado Eunício Oliveira (PMDB/CE), a aprovação beneficia diretamente 350 mil contratos, atinge cerca de 1,2 milhão de pessoas e renegocia dívidas até o ano de 2025, com taxa de juros de 3%.

O deputado destacou que 75% dos agricultores tomaram empréstimos entre R$ 5 e R$ 15 mil. O deputado informa ainda que o projeto já foi negociado e está aprovado pela área econômica do governo.

Eunício Oliveira se disse surpreso com a aprovação em um dia de jogo do Brasil na Copa do Mundo, quando o clima era de descrédito quanto ao comparecimento do número suficiente de deputados. “É inédito que, num dia como hoje, de jogo do Brasil, possamos aprovar um projeto como esse”.

Antes da votação, o presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), estava confiante quanto à possibilidade de alcançar o quórum necessário de 257 deputados. “Cumprimos apenas nossa obrigação de trabalhar em um dia em que todos os brasileiros estão trabalhando”.

Outra Medida Provisória, a 291/06, foi retirada da pauta de votação do dia, a pedido de deputados que alegam ser preciso mais tempo para discutir o tema.

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Presidente Xanana Gusmão prega reconciliação no Timor

Gusmão admitiu a existência de um conflito no país que precisa ser solucionado

EFE

DÍLI – Xanana Gusmão, presidente do Timor Leste, pediu nesta quarta-feira aos timorenses um gesto de reconciliação, para restabelecer a paz no país e dar um basta à violência que causou cerca de 30 mortes e deixou 100 mil pessoas desabrigadas.

"Falaremos do passado depois de executarmos um plano de ação para restabelecer o funcionamento das atividades do Estado e da atividade privada. Vamos evitar jogar a culpa uns nos outros", disse Gusmão.

Em seu primeiro discurso no Parlamento desde o início da onda de violência em Díli, em abril, Gusmão afirmou que a prioridade de seu governo é "acabar com a destruição de bens e propriedades e garantir assistência humanitária à população necessitada".

O presidente admitiu a existência de um conflito entre timorenses que precisa ser solucionado com novas medidas políticas. "A crise demonstrou a todos que algo estava errado. Na política, não reconhecer um erro, ainda que seja pequeno, pode levar a outro mais grave. Só reconhecendo que algo não funcionou poderemos corrigir a situação", disse.

Conflito

Tropas da Austrália, Malásia, Nova Zelândia e Portugal continuam em Díli para garantir a segurança. Durante semanas, grupos da região ocidental e oriental do país se enfrentaram nas ruas.

A violência explodiu depois da expulsão de cerca de 600 soldados do Exército que exigiam o fim da discriminação étnica na instituição. Eles agora reivindicam a renúncia do primeiro-ministro, Mari Alkatiri, como condição para se renderem.

Gusmão, que assumiu o controle das Forças Armadas ao declarar o estado de emergência, reafirmou no Parlamento que ficará no posto até o fim de seu mandato, em maio de 2007.

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Em 7 meses, Lula ganhou 16 pontos; Alckmin parou

Comentário: enquanto o PT, ou o próprio presidente Lula permanece confiante na vitória no primeiro turno, chegando mesmo a “peitar” a concorrência com comentários como: “eles não sabem perder”, o tucanato está de cabelo em pé. Alckmin teve a candidatura lançada oficialmente nesta última semana – logo após a pesquisa – mas saibam que o anúncio de seu nome foi realizado muito tempo antes. E mesmo após este anúncio, Alckmin tem perdido votos!

A última pesquisa IBOPE traz ainda uma coincidência: foi realizada entre 5 e 7 de junho. A invasão da Câmara dos Deputados, realizada pelo MLST e indiretamente “patrocinada” pelo governo, que possui convênio com a Anara – Associação Nacional de Apoio à Reforma Agrária através do INCRA, ocorreu no dia 6 de junho. Certamente outras notícias referentes ao financiamento somente chegaram às manchetes após o dia 7, mas a opinião pública em geral tem sim conhecimento de ligações de longa data entre o PT e os movimentos de sem-terra (do qual o MLST é um integrante): o próprio Bruno Maranhão, “capitão” da invasão, é dirigente nacional do partido governista. Ou era: foi excluído da Executiva Nacional e poderá ser expulso no próximo dia 23.

Não se pode confundir, por mais que a oposição queira fazê-lo, a atuação individual de um integrante com uma atuação institucional. Assim, a participação de Bruno Maranhão no episódio deve (ou pode?) ser considerada como de foro íntimo.

A invasão e suas conseqüências são deploráveis. Não tem absolutamente nada à ver com a luta de um movimento que busca a reforma agrária. Particularmente sou a favor da reforma. Mas porque será que os movimentos não voltam às origens, quando invadiam fazendas improdutivas e “forçavam” a desapropriação? E por quê não fazer uma atuação institucional, pesquisando as tais fazendas e solicitando formalmente a desapropriação? Uma coisa é fato: desde o início da década de 90, em função do aumento de produção, diversas propriedades improdutivas voltaram ao rol daquelas que geram riqueza ao país. Mas… o que o Congresso Nacional tem de fazenda? Qual era a intenção? Chamar a atenção? E por quê não uma atuação pacífica, do tipo montarem barraca em frente ao Congresso Nacional? O grupo manteria a aura pacífica e não traria contra si o ódio da opinião pública.

De volta à pesquisa… Novas sondagens serão divulgadas em breve. Mas é importante observar que esta última, do Ibope, que dá 48% para Lula no primeiro turno, já traz, sim, reflexo da invasão patrocinada pelo MLST. É: o PSDB tem todos os motivos para botar as barbas de molho! Confiar nos 45 dias de propaganda eleitoral na televisão, como faz crer Alckmin, é MUITO POUCO!

Sandro Araújo

Abaixo, comentário de Josias de Souza.

Do Blog de Josias de Souza

Em nova pesquisa, o Ibope informa que, se as eleições fossem realizadas hoje, Lula derrotaria Geraldo “chuchumbo” Alckmin no primeiro turno. Teria 48% das intenções de voto , contra 19% atribuídos ao adversário. Uma diferença de 29 pontos.

A pesquisa foi divulgada pela CNI. Considerando-se a série das últimas três pesquisas feitas pelo Ibope por encomenda da Confederação das Indústrias, verifica-se que Lula ganhou 16 pontos percentuais em sete meses. Saiu de um patamar de 32% em dezembro de 2005 para 48% neste mês de junho de 2006.

Quanto a Alckmin, manteve-se em situação de incômoda estabilidade no mesmo período. Em dezembro de 2005, desfrutava de 20% da preferência do eleitorado. Agora, tem 19%. A nova pesquisa foi feita entre 5 e 7 de junho. Ouviram-se 2.002 eleitores em 143 municípios.

A imobilidade de Alckmin nas pesquisas inquieta o tucanato. Para tentar fazer o seu candidato alçar vôo, o PSDB transformou-o em estrela de sua publicidade institucional. Em 2006, o partido tem direito a 60 minutos no rádio e na TV.

As inserções estão distribuídas assim: um programa de 20 minutos, a ser exibido no horário nobre da noite do dia 22 de junho, e mais 40 minutos distribuídos em oito dias (cinco minutos por dia, fatiados em cinco peças de um minuto ou dez de 30 segundos).

O PSDB já utilizou em abril três dos oito dias de propaganda de cinco minutos. Restaram cinco datas: 8, 13, 20, 27 e 29 de junho. Sem contar o programa mais extenso (20 minutos), do dia 22.

O campo da pesquisa Ibope foi fechado na véspera do início da exibição das peças publicitárias do PSDB. A publicidade do PT foi usada pelo partido em maio. Se Alckmin não crescer nas próximas sondagens, a inquietação do tucanato evoluirá para o desespero.

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TSE determina retirada do site do PFL de propaganda contra o PT

Da Assessoria de Imprensa do TSE

O ministro Marcelo Ribeiro, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), concedeu liminar na Representação (RP 933) do Partido dos Trabalhadores (PT) para proibir o Partido da Frente Liberal (PFL) de exibir, em seu sítio na internet, a propaganda impugnada pelo PT.

"A imagem de fls. 06, que veicula a frase 'Chega de corrupção! Em 2006, Lula não!', configura, ao que posso entender em uma análise preliminar, propapaganda eleitoral antecipada, na forma negativa. Infere-se da mensagem que o atual Presidente da República estaria envolvido em corrupção e, claramente, o usuário da internet é conclamado a nele não votar em 2006", argumentou o ministro Marcelo Ribeiro ao fundamentar a decisão.

Na propaganda contestada pelo PT, surge a seguinte mensagem, automaticamente, sempre que o site do PFL é acessado na internet: "A CPI dos Correios apresenta: Os Indiciados. Delúbio Soares, lavagem de dinheiro e corrupção ativa; Luiz Gushiken, corrupção ativa", e prossegue, nessa linha de considerações sobre Marcos Valério, José Dirceu, José Genoíno, entre outros.

"A página da internet, em flagrante propaganda eleitoral negativa extemporânea, traz mensagem ofensiva, difamatória e injuriosa ao Partido dos Trabalhadores, aos seus filiados e ao Presidente da República", alega o autor da Representação. Segundo o PT, a propaganda não inclui "meras informações acerca de eventuais e possíveis processos investigativos, mas ilações e afirmações diretas sem respaldo em provas ou fatos cabais".

Pelas razões expostas na inicial, o PT pediu ao TSE, liminarmente, a retirada imediata da propaganda eleitoral da internet e a proibição de qualquer mensagem com o mesmo teor para divulgação em qualquer mídia. Requereu, também, a aplicação ao PFL da multa prevista no parágrafo 3º do artigo 36 da Lei 9.504/97 (Lei das Eleições) "em seu valor máximo, dada a gravidade da propaganda impugnada".

O referido artigo 36 estabelece que a propaganda somente é permitida após o dia 5 de julho do ano eleitoral. A multa em caso de descumprimento varia de 20 mil a 50 mil Ufir.

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Novo Worm ataca o Yahoo! Mail

Artigo do TechTree – Índia, Tradução: Sandro Araújo

Um novo worm, denominado ”Yamanner worm“, que explora uma vulnerabilidade do Javascript no Yahoo! Mail foi detectado pelo Yahoo!

A empresa disse que uma pequena fração de sua base de mais de 200 milhões de contas foi infectada pelo worm. Enquanto empresas de segurança como Trend Micro e McAfee classificam o vírus como tendo um nível de ameaça baixo, Symantec classificou-o como “nível elevado”.

Em seu alerta, a Symantec disse que o worm Yamanner ataca todas versões do Yahoo! baseado em internet (navegador), à exceção da última versão beta, e que os usuários do Yahoo! Mail podem proteger a si próprios ao atualizar para a última versão do Yahoo! Mail.

Apesar de que não existia uma correção para a falha do Javascript na ocasião do alerta da Symantec, o Yahoo! posteriormente disse que a providenciou e lançou uma correção para a falha.

Um porta-voz do Yahoo! disse que a empresa tomou providências para resolver o problema, protegendo seus usuários de futuros ataques do worm. O porta-voz disse que a solução foi automaticamente distribuída a todos usuários do Yahoo! Mail e que os usuários não devem tomar nenhuma outra providência adicional.

O worm Yamanner entrou nas caixas-postais do Yahoo! através do cabeçalho “New Graphic Site”. Uma vez a mensagem tenha sido aberta, o computador torna-se infectado, e o worm redistribui-se automaticamente para outros usuários do Yahoo! da lista de contatos do usuário. Aparentementemente, a lista de contatos também é enviada a um servidor remoto.

Especialistas da Symantec acreditam que o worm foi selecionou um método de infestação muito inteligente, pois toma vantagem de uma vulnerabilidade do Javascript – desta forma o usuário não precisa sequer clicar em um anexo para ser infectado.

Ainda segundo o alerta da Symantec, os sistemas afetados pelo Yamanner incluem Windows 2000, Windows 95, Windows 98, Windows Me, Windows NT, Windows Server 2003 e Windows XP.

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