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Arquivo de junho, 2006

Banco implanta Linux em suas agências para economizar R$ 53 MI

Do Jornal Estado de Minas

Projeto brasileiro de implantação, em bancos, de sistemas operacionais baseados em Linux é o maior do mundo

O Banco do Brasil apresenta nos próximos dias seu projeto de instalação de sistemas baseados em software livre, que se constitui na maior implantação de sistemas operacionais baseados em Linux em bancos do mundo.

Aproximadamente, 40 mil terminais de auto-atendimento, além de 60 mil estações de trabalho e outros 5,5 mil servidores, vão operar, até o final do ano, com a plataforma Linux. A economia gerada aos cofres do banco está estimada em R$ 53,36 milhões ao ano, especialmente porque o banco deixará de pagar royalties por uso de sistemas de plataforma proprietária. «Apenas com o Linux, redução e centralização de servidores, estimamos economia ao ano de R$ 43,7 milhões», calcula Manoel Gimenes Ruy, diretor do BB.

O Banco do Brasil apresenta seu projeto durante a 16ª edição do Ciab Febraban – Congresso e Exposição de Tecnologia da Informação das Instituições Financeiras, que se inicia dia 21, evento organizado pela Federação Brasileira de Bancos. O crescimento da participação de software livre em soluções corporativas de tecnologia empolga outras empresas e faz com que o Ciab Febraban apresente uma série de novidades nesse tipo de plataforma, onde se destacarão as novidades da Oracle, Bull e soluções de segurança da CertSign, que estarão no estande da Brassec, consórcio brasileiro de exportação de tecnologia de segurança da informação

Novidades

O crescimento das soluções baseadas em plataformas livres, como o Linux, exige das empresas que apresentem um grande número de soluções às corporações de grande porte, como os bancos brasileiros. Assim, o Ciab Febraban vai apresentar vários lançamentos nessa área. No estande da Brassec, uma das maiores empresas de segurança do mundo, a CertSign vai apresentar o conector universal UIC. Pela sua completa compatibilidade com Linux, além de Windows, Solaris e MacOS, o UIC permite que assinaturas digitais e certificados digitais possam ser instalados em qualquer equipamento disponível no mercado, como discos rígidos, tokens e smart cards (cartões inteligentes).

Já a Oracle, fornecedora de tecnologia para a área de finanças, apresenta no evento a sua Suíte de Segurança e as soluções Oracle Fusion Middleware, uma família completa de produtos que se situa na camada intermediária de softwares, entre o sistema operacional e os aplicativos de negócios, voltada à integração de aplicativos e portais.

Também a Bull mostra novidades do mundo Open Source ao setor financeiro, como o middleware em código aberto JOnAS e o sistema de workflow Bonita, também em código aberto. Ambos os sistemas são membros do consórcio Europeu para desenvolvimento do software livre ObjectWeb, do qual a Bull é membro e fundadora.

A organização do 16º Ciab Febraban confirma a inclusão, no Congresso, de um painel de CIO’s, no qual os principais executivos de tecnologia do Banco do Brasil, Bradesco, CEF e Itaú responderão a questões formuladas por dirigentes de empresas da mídia especializada. Outros 20 especialistas internacionais estão confirmados como keynote speakers do Congresso. Eles virão dos EUA, Índia, Europa e América Latina e farão conferências sobre temas como Inteligência Coletiva, O Banco do Futuro, O Processo de integração bancária Europeu, Global Outsourcing, CRM e BI, segurança e prevenção a fraudes, além de Certificação Digital.

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Juiz aprova venda da Varig para trabalhadores da empresa

Por Alana Gandra – Agência Brasil

Rio – A Justiça do Rio de Janeiro homologou hoje (19) o resultado do leilão de venda da Varig, realizado no último dia 8. O juiz Luiz Roberto Ayoub afirmou há pouco que “a partir do momento em que houve homologação judicial, a NV Participações [representante dos trabalhadores da empresa] passou a ser proprietária dos ativos alienados”.

Isso significa que os donos da Varig Operacional, que reúne as rotas domésticas e internacionais, passam a ser os trabalhadores da empresa. A partir de hoje, eles têm 72 horas para efetuar o depósito inicial previsto no edital, de US$ 75 milhões (cerca de R$ 172,5 milhões). No leilão do dia 8, a NV ofereceu R$ 1,01 bilhão pela Varig Operacional.

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PDT oficializa Cristovam Buarque como candidato à Presidência da República

Por Vitor Abdala - Agência Brasil

Rio – A convenção nacional do PDT decidiu no início da noite que o senador Cristovam Buarque (DF) é o candidato do partido à Presidência da República nas eleições presidenciais deste ano. A decisão foi tomada depois de horas de discussão, em reunião fechada. A Executiva do partido indicara a candidatura à convenção, mas um grupo de delegados defendia que o PDT deveria permanecer sem candidato para liberar o partido para alianças estaduais mais amplas e diversas.

Na votação, realizada no começo da noite, a proposta da Executiva foi vencedora, com 236 votos a favor e 97 contra. Em seu discurso, após a divulgação do resultado, Buarque apresentou-se como uma alternativa ao Partido dos Trabalhadores (PT), ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e também ao Partido Socialismo e Liberdade (Psol).

“Temos total clareza de que nossa proposta é diferente”, disse. “Eles (Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin) vão propor o mesmo, de que basta aumentar meio ponto na taxa de crescimento que os problemas brasileiros se resolvem. De outro lado, nós temos o discurso heróico e batalhador da Heloísa Helena (pré-candidata do Psol), mas sem dizer como fazer para mudar o Brasil. Nós vamos mostrar que é possível fazer uma transformação social nesse país.”

Durante a convenção, houve tumulto e bate-boca entre as duas frentes, pró e contra a candidatura própria. O grupo gaúcho do partido chegou a retirar-se da convenção, por não concordar com o desenrolar da reunião, mas acabou retornando e defendeu posição contrária à candidatura própria, assim como outros nove diretórios regionais.

Os defensores da não-candidatura própria temiam que um candidato à presidente do PDT engessasse as alianças políticas nos estados, devido à regra de verticalização. Outro temor é que o partido não alcance o mínimo de 5% dos votos válidos no país e, com isso, perda direito a funcionamento parlamentar, devido à cláusula de barreira.

Segundo o presidente do partido, Carlos Lupi, agora o PDT trabalhará em busca de alianças para a disputa presidencial. “Nós vamos conversar com vários partidos que ainda não se decidiram e ver as possibilidades de aliança. Estamos conversando com o PHS, com o Prona. Nós estamos abertos ao diálogo com todas as forças que queiram mudar essa situação que o país está vivendo”, afirmou. Ainda não foi decidido quem será candidato a vice na chapa de Cristovam.

A convenção nacional do PDT foi realizada na Fundação Brizola/Alberto Pasqualini, no centro do Rio.

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PSL lança candidato à Presidência da República

Do Portal Terra

O ex-deputado e empresário do ramo de seguros, Luciano Bivar, 61 anos, foi lançado nesta segunda-feira como candidato à Presidência da República pelo Partido Social Liberal (PSL). Como candidato a vice, foi aprovado o nome de Américo de Souza, 74 anos, ex-deputado federal e senador pelo Maranhão. O PSL elegeu apenas um deputado federal em 2002 e atualmente não tem nenhum representante no Congresso.

O projeto de governo do PSL, apresentado em São Paulo, traz como proposta o fim da declaração do Imposto de Renda a partir do proximo ano, como prevê a Proposta de Emenda Constitucional (PEC), já aprovada em comissão especial da Câmara dos Deputados.

O PSL também propõe a redução do Estado, com a diminuição dos órgãos públicos, incluindo os ministérios, e a redução em 15% da representação parlamentar em todos os níveis (federal, estadual e municipal).

Na área da segurança, uma das propostas do partido é criar um mini-quartel para cada favela brasileira. O candidato Luciano Bivar também defende a pena de morte para crimes de seqüestro seguidos de morte, como prevê uma PEC em tramitação no Congresso, de sua propria autoria.

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Pagamento ao FMI foi "burrice", diz Alckmin

 
Comentário: A política realmente traz algumas surpresas. Quem diria? Após a desvalorização do real pós-eleição, ou melhor, reeleição,  de FHC em 1998, o Brasil recebeu uma avalanche de empréstimos do FMI para manter sua economia relativamente equilibrada. Nas vésperas da eleição de 2002, com toda a campanha realizada pelo então governo, incutindo na população o 'medo' da eleição de Lula, a economia quase foi novamente à bancarrota: o dólar chegou a 4 reais, o risco-país superou os 2400 pontos. Uma vez eleito, Lula manteve a maior parte dos pontos da política econômica e paulatinamente a economia voltou a níveis 'civilizados'. O dólar voltou ao patamar de 2,20 reais e o risco-país é o menor da história. O pagamento da dívida com o FMI foi anunciado em cadeia nacional de televisão no final do ano passado. Agora o candidato Geraldo afirma que trata-se de uma 'burrice' e ainda que o pagamento teve motivação 'eleitoreira'. É engraçado ver um partido (o PT), que sempre criticou o FMI e pregou por duas décadas o não-pagamento da dívida, tê-lo feito. Mais engraçado é ver o representante do poder econômico, o ungido pelos paulistas, 'Geraldo', pregar contra o pagamento efetuado!
 
Isto é política! 
 
Pagamento ao FMI foi "burrice", diz Alckmin
Do Portal Invertia
 
O candidato do PSDB à Presidência da República Geraldo Alckmin classificou como "burrice" o pagamento da dívida do Brasil com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Alckmin também chamou o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, de "covarde" por fazer cortes contidos na taxa básica de juros.O político tucano fez as declarações nesta segunda-feira em entrevista ao programa Jornal da CBN, reproduzida na página do partido na Internet.
 
"O Brasil perdeu oportunidade, pois o PT não tem credibilidade. Passou 25 anos dizendo uma coisa e foi obrigado a fazer outra ao chegar ao governo", disse Alckmin, criticando a redução da Selic.

Ele condenou o pagamento ao FMI, alegando que o goveno Lula preferiu pagar encerrar uma dívida a juros baixos e manter a dívida pública, sobre a qual os juros são maiores. Para Alckmin a decisão teve caráter eleitoreiro.

"Essa coisa de fazer de tudo apenas pensando na eleição é uma visão do atraso. Isso não tem mais cabimento hoje. Não existe nem no interior", afirmou.

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FMI vê economia do Brasil menos vulnerável em 2006

Do Blog de Josias de Souza

O FMI (Fundo Monetário Internacional) divulgou nesta segunda-feira sua avaliação sobre a economia brasileira no ano de 2006. O texto traz uma conclusão que reforça o discurso de fundo da campanha reeleitoral de Lula.

Para o FMI, é bastante reduzida a vulnerabilidade da economia do Brasil. As dívidas interna e externa e as reservas internacionais do país estariam em níveis confortáveis. O documento, que reflete a visão dos diretores da instituição, diz que eles “vêem esses avanços como pilares para maior estabilidade e crescimento de longo prazo".

A análise coincide com a pregação de Lula e do PT. O presidente e seu partido vêm propagando a tese de que, num eventual segundo mandato de Lula, a economia cresceria de forma mais vigorosa, aproveitando-se do ambiente de estabilidade obtido na atual gestão. O FMI previu em seu comunicado que o PIB brasileiro deve crescer 3,5% neste ano.

À margem da visão moderadamente otimista, o comunicado do Fundo alerta para a necessidade de o governo brasileiro manter-se em estado de alerta. Menciona a atmosfera turbulência que vem mantendo o mercado global de cabelo em pé em relação a economias ditas emergentes, como a brasileira.

O texto do FMI relaciona o êxito no controle da inflação ao rigor fiscal do Ministério da Fazenda e ao aperto monetário do Banco Central. Diz que o elevado superávit primário ajudou o governo a reduzir a dívida interna e a política de juros conteve a inflação dentro das metas oficiais, com taxas que convergem para 4,5% ao ano.

Coincidindo com a tônica das plataformas de governo de Lula e do tucano Geraldo Alckmin, também o FMI avalia que o maior desafio do Brasil é dar vazão ao seu potencial de crescimento. Algo que, a médio prazo, estaria condicionado à “consolidação da estabilidade macroeconômica". Leia aqui a íntegra do texto do FMI. Infelizmente, foi escrito em língua inglesa.

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Bate bola sobre a COPA 2006, já chegou na cozinha

Por Camila Leão

Diante de um cenário com tantos problemas políticas e financeiros, o Brasil consegue destaque como o “melhor país” na COPA DO MUNDO. Na seleção brasileira os jogadores, apesar de representarem seu país, a maioria vive longe desta realidade e, aposto, que sem saudades. Bom para eles que encontraram oportunidade e esperança lá fora, e hoje são reconhecidos e valorizados. E bom para o Brasil que pelo menos de quatro em quatro anos, seu povo resgata o orgulho de ser brasileiro.

Certos (e vários) acontecimentos neste país têm me revoltado, deixando-me triste, com vergonha. Mas tento não me afetar o bastante, pois fogem ao meu controle. O meu consolo é ao menos me expressar. Tenho observado que nem a paixão pelo futebol e pela própria seleção fez reduzir as críticas e o sentimento pessimista dos brasileiros. Eles arranjam defeitos, pontos fracos, fatos sem dados, fofocas fora do contexto. O alvo deles tem sido com frequência o Ronaldinho. Acho que esqueceram do apelido dado a um dos melhores jogadores do mundo: o Fenômeno, indivíduo extraordinariamente dotado da técnica esportista e do gingado com a bola no pé. Agora, ele é o gordo, com bolhas no pé e febril. Até o Presidente Lula se preocupou com essas babozeiras. Por essas e outras, é até melhor mesmo que nossos jogadores sejam exportados, assim ficam distantes dos problemas deste país e dos comentários negativos da sua torcida nacional.

Não somos técnicos nem preparadores físicos para indicar tantas falhas. Nossa função é, apenas, torcer e acreditar na vitória. A COPA DO MUNDO, é um momento de grande emoção e patriotismo, quando é devolvida a alegria e a paz aos brasileiros, principalmente, porque somos os melhores, temos o favoritismo. Então seria hora de elogiar, transmitir pensamentos e energia positiva, sorte e sucesso à seleção. E se caso não recebermos o título de Hexacampeão desta vez, teremos ganho, ao menos, a emoção de balançar nossa bandeira, animação de encontrar os amigos para assistir os jogos, a alegria de gritar Brasil. E por tudo isso, avaliar que mesmo com uma derrota, continuaremos os melhores do mundo, somos fortes, brasileiros, e não desistimos nunca.

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BB completa migração para software aberto

Tradução por Sandro Araújo

Artigo original disponível em http://www.tmcnet.com/usubmit/2006/05/30/1662778.htm

O Banco do Brasil completou a migração de todos os seus computadores com Windows XP para a suíte aberta OpenOffice.org, informa o serviço local da Computerworld.

A migração envolveu 35000 computadores e o banco agora pretende migrar outros 30000 micros que usam o sistema operacional OS/2. Assim deverá migrar toda a sua plataforma para o OpenOffice.org até o final do ano.

O Brasil é um dos primeiros países da região a adotar uma política de migração para o código aberto no nível governamental, solicitando às multinacionais um incremento no desenvolvimento nesta área.

Um destes casos é a IBM, que instalou um Centro de Tecnologia em Linux no Brasil e recentemente investiu 2,2 milhões de dólares dos EUA para expandir o centro, nas cidades de Campinas e Hortolândia no estado de São Paulo. O investimento irá cobrir novos equipamentos e a contratação de novos desenvolvedores, com a idéia de aumentar a capacidade de desenvolvimento.

O forte papel do Brasil no desenvolvimento do Linux é uma peça chave para o movimento open source, disse Jovanco Corrêa, gerente do Centro de Desenvolvimento em Linux da IBM Brasil à BNamericas.

"No mundo inteiro, o Brasil participa com 2-3% do desenvolvimento de TI, mas em respeito ao Linux o Brasil participa com 20-30% do desenvolvimento", disse Corrêa.

Ele também observa que o Brasil ainda possui um nível bastante alto de programadores habilitados em código aberto (open source) e instituições de governo estão ajudando a direcionar a resposta nesta linha.

"O centro de Hortolândia pode ser aberto em junho", disse, adicionando: "Nós iremos aumentar o número de empregados de 10 para 45 pessoas".

"Esperamos que o investimento e o número de empregados cresça no futuro", complementou, sem dar maiores detalhes.

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Eleições 2006 – Balanço Atual

Por Sandro Araújo

As eleições de outubro estão chegando: faltam pouco mais de três meses para o primeiro turno.

Devagar, os partidos estão homologando as suas chapas e os candidatos estão se mostrando ao mundo político: na última semana o PSDB oficializou a candidatura de Geraldo Alckmin – agora apenas “Geraldo”. O PFL também oficializou a aliança com o parceiro de 1994, com o lançamento de José Jorge como vice de Geraldo. No discurso de oficialização das candidaturas, Jorge bateu forte em Lula: disse que o presidente “viaja muito, bebe muito e trabalha pouco”. A resposta de Lula? Disse que falta caráter a quem o acusa.

Outros partidos também se movimentam: a candidatura de Heloísa Helena, PSol, é para valer. O PDT cogita lançar Cristóvam Buarque, mas ainda não fez a sua convenção. José Maria Eymael deve completar o grupo de candidatos ao planalto.

A se manter a tendência dos últimos meses, Lula será reeleito no primeiro turno. Um artigo deste blog fala do crescimento de 16 pontos de Lula enquanto Geraldo permanece estacionado. Em tempos de copa do mundo, vale uma “metáfora futebolística”: Lula parece-se mais com o Robinho, todo serelepe, enquanto Geraldo (sim, é assim que ele prefere ser “vendido” aos brasileiros) está mais para Ronaldo “Fenômeno” no primeiro jogo da seleção, totalmente estático.

A coordenação de campanha de Geraldo parece perdida na escolha de uma tática para atacar o favorito Lula (que deverá oficializar sua candidatura próximo do fim do mês, repetindo FHC em 1998): ora quer uma campanha propositiva, mostrando a que veio, ora bate forte, lembrando os escândalos de corrupção do governo atual – foi o que fez José Jorge, no discurso citado acima.

A lei eleitoral aprovada recentemente pelo Congresso Nacional, chamada de “mini-reforma” trazia em um de seus artigos dispositivo que proibia a exibição de cenas externas na propaganda eleitoral gratuita na televisão – a exemplo do que ocorreu na eleição de 1998. Numa atitude de estadista e até corajosa, o presidente Lula vetou tal dispositivo. Leia mais em outro artigo deste blog.

Por outro lado, numa atitude que cheirou a um arroubo de auto-suficiência, o presidente Lula desafiou a oposição a mostrar cenas das CPIs do Congresso Nacional, que seriam comprometedoras ao PT, afirmando que os brasileiros iriam ver como “muita gente inocente foi execrada”.

Em uma entrevista concedida ao Caderno Brasília, do jornal mineiro Hoje em Dia, o presidente nacional do PT, Deputado Ricardo Berzoini, deu outra pista para as próximas eleições: diz que a oposição estaria agindo de maneira de maneira equivocada ao apontar os escândalos de corrupção do governo Lula, afirmando que «A população sabe que o combate à corrupção é importante, mas não é o tema único nem central numa campanha eleitoral». O presidente do PT afirma que esta estratégia é equivocada, e que a oposição deveria fazer uma campanha propositiva. Afirma ainda que, caso a oposição insista em mostrar os escândalos de corrupção no governo Lula, o PT irá retrucar, mostrando escândalos ocorridos na gestão FHC, nomeadamente: As denúncias da compra de votos para a emenda da reeleição, a questão das privatizações, o famoso jantar secreto do Fernando Henrique com o Daniel Dantas, que saiu na Imprensa. Para ler a entrevista completa, basta fazer um cadastro gratuito no sítio do jornal, www.hojeemdia.com.br. Para refrescar a memória, vale apena ler outro artigo deste blog, oriundo do Jornal do Brasil, ”A matemática conveniente de Fernando Henrique”, que cita alguns escândalos daquele governo e compara as atitudes de um e de outro Presidente da República.

Heloísa Helena, entrevistada por Istoé reclama da polarização PT-PSDB: “A eleição não é só PT versus PSDB”, leia aqui. Em recente entrevista à rádio CBN, Cristóvam Buarque, ex-governador do Distrito Federal, senador eleito pelo PT, ex-Ministro da Educação de Lula e atualmente no PDT, afirma ser pré-candidato pelo partido de Brizola e também que quer uma campanha propositiva.

As últimas eleições, de 2002, deverão entrar para a história como a eleição do sonho: lembremos do lema do PT, “a esperança vencerá o medo”. E as próximas, como entrarão para a história? Como uma comparação de FHC x Lula? Ou ainda uma comparação PT x PSDB? A eleição pós-constatação de que “todos os partidos são iguais”, “todos são corruptos” e que o “menos pior deverá ser eleito”?

O Brasil merece muito, mas muito mais que isto!

A estratégia de bater no governo, “alertando” a população de que a “corrupção permeia todos os escalões do poder” acaba respingando no próprio PSDB e PFL: o que as pesquisas demonstram é que para a população simplesmente caiu a “máscara”, a “aura de bom” do PT, que se mostrou igual aos demais partidos. Infelizmente, para a oposição, não tirou um voto sequer do presidente – que como já dito, só vem crescendo, pesquisa após pesquisa.

O que se procura é a volta às propostas, a volta ao debate de que país queremos, que projeto de nação buscamos. A estabilidade financeira chegou, é fato: e nem a posse de um partido que tanto criticou o plano Real, do qual foi vítima, contaminou o desejo nacional de uma moeda estável, uma economia civilizada. Mas ainda é muito pouco! Precisamos de crescimento, de desenvolvimento. Quem encarnará esta proposta?

Mesmo que nenhum dos declarados candidatos (Lula, “Geraldo” e Heloísa Helena) o faça, é importante a volta ao debate: nem que isto só valha para 2010, seria interessante ao nosso país passar os próximos quatro anos pensando qual deverá ser o seu futuro.

Para finalizar, um comentário: é de causar asco a atitude do PMDB ao não assumir uma candidatura própria. O partido tem uma das maiores estruturas do país – só comparável ao PT dos velhos tempos. O lançamento de um candidato de verdade poderia sim melhorar o nível do debate. Mesmo não sendo um peemedebista histórico, o ex-governador fluminense Garotinho resumiu muito bem o que não se deseja do partido: que ele seja uma “prostituta” nas mãos de outros partidos. Em nome dos projetos regionais, o partido mostra-se COVARDE
para enfrentar os problemas nacionais.

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Rebeldes entregam armas em Timor

Início do processo accionado por Xanana Gusmão

Com informações da Lusa

O líder dos militares rebeldes timorenses, major Alfredo Reinado, foi o primeiro a entregar armas e carregadores aos militares australianos, esta manhàem Maubisse. O gesto do major vem na sequência do processo de entrega de armas accionado pelo Presidente da República.

Para além do major Reinado, também os mais de vinte militares e polícias que se encontram acantonados há várias semanas em Maubisse, 60 quilómetros a sul de Díli, entregaram armas e carregadores.

O processo de entrega de armas dos militares rebeldes deverá ser seguido também em Gleno, onde estão acantonados os restantes militares rebeldes liderados pelos majores Marcos Tilman e Alves Tara.

De acordo com o comandante das forças australianas em Timor-Leste, o brigadeiro australiano Mark Slater, deverão ser entregues entre 40 a 50 armas.

A entrega das armas acontece depois de o presidente timorense, Xanana Gusmão, ter proclamado, em mensagem ao Parlamento, que tinha chegado a hora de se passar à segunda fase da presença das forças militares internacionais no país, com o seu desdobramento para o interior do país.

Este movimento representa a ampliação da missão de manutenção da ordem pública pelos efectivos da GNR, por enquanto circunscritos ao bairro de Comoro, em Díli.

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