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Arquivo de junho, 2006

P-Sol formaliza candidatura de Heloísa Helena à Presidência


Marcela Rebelo – Agência Brasil

União dos Palmares (AL) – O Partido Socialismo e Liberdade (P-Sol) oficializou há pouco a candidatura da senadora Heloísa Helena (AL) à Presidência da República. Também foi aprovado o nome do economista carioca Cesar Benjamim com vice. Eleita senadora pelo PT, Heloísa foi aceita por aclamação pelas 600 pessoas presentesà conveção. O P-Sol terá o apoio do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e do Partido Socialista dos Trabalhadores Unidos (PSTU).

Heloísa Helena fez um discurso emocinado e admitiu que a sua campanha deve enfrentar dificuldades financeiras. Mas afirmou que o partido não aceitará doação de empresários. "É uma questão de coerência com o que defendemos na reforma política, de que não tivesse financiamento de setores empresariais. Assim sendo, as nossas contribuições serão de pessoas físicas que se identificam com a nossa alternativa", disse em entrevista à imprensa.

Heloísa disse que sua campanha será uma "alternativa concreta para o Brasil de desenvolvimento econômico com inclusão social". A senadora se disse esperançosa de que poderá chegar ao segundo turno da disputa eleitoral. "Estou abrindo mão de oito anos de segurança financeira e política de um mandato de senadora justamente porque acredito nas propostas concretas que estamos apresentando para o Brasil", afirmou.

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Cláusula de Barreira: Entenda o que é e como funciona

A cláusula de barreira no direito eleitoral brasileiro
Ricardo Ferraz – Do Portal Política para Políticos

A medida, que começa a vigorar plenamente a partir das eleições deste ano, é um dos mecanismos jurídicos estabelecidos para controlar a multiplicação excessiva de legendas partidárias

Muito tem-se falado sobre a cláusula de barreira no direito eleitoral brasileiro, especialmente sua importância para o controle da proliferação de legendas políticas. Afinal, muito embora tal medida já houvesse sido instituída pela Lei 9096/95 – chamada dos Partidos Políticos – uma regra de transição nela contida impediu sua plena vigência. Neste ano, no entanto, encerra-se o período previsto e, por esta razão, torna-se importante compreender o significado da cláusula de barreira, sua finalidade e suas conseqüências.

A cláusula de barreira auxilia no controle da proliferação de siglas partidárias na medida em que restringe a atuação legislativa daquelas cuja representatividade nacional mostra-se deficiente nas urnas No artigo anterior, tivemos oportunidade de esclarecer alguns aspectos acerca da verticalização e do risco que a multiplicação excessiva das siglas partidárias exerce sobre a democracia. Vimos também que quanto mais fortes e coerentes com suas respectivas ideologias forem os partidos, mais segura e estável será a construção do pensamento democrático brasileiro.

Tanto o aumento demasiado do número de partidos implica retrocesso, que a legislação brasileira exige deles um caráter de atuação nacional, impedindo que as legendas terminem por estimular o separatismo; obriga o respeito a critérios rigorosos de cadastramento, para que sua existência seja legítima, e ainda estabelece parâmetros de desempenho eleitoral para que possam funcionar nos parlamentos nacionais. A esta última categoria de controle chamamos cláusula de barreira que, no Brasil, possui três elementos.

O primeiro é indicado por um percentual sobre a quantidade total de votos obtidos no País para as cadeiras de deputado federal. Assim, por exemplo, se a soma geral alcançar 100 milhões de votos e a cláusula determinar a meta de 5%, então a agremiação terá que consolidar pelo menos cinco milhões de votos para a Câmara Federal em todo o Brasil. Ainda assim, um partido pode atingir muito mais que essa marca em apenas uma grande cidade – São Paulo, por exemplo. Nestas circunstâncias, o segundo elemento estabelece que os sufrágios estejam espalhados por um número tal de estados brasileiros.

Imagine-se, então, que a distribuição se dê em pelo menos um quinto das unidades federativas. Se houvesse 25 estados, o partido deveria contabilizar os necessários cinco milhões de votos em, no mínimo, cinco diferentes regiões. Mas qual seria a quantidade de votos exigida em cada um desses estados? A resposta está na terceira e última regra da cláusula de barreira, que define um percentual para tal cálculo. Suponha-se que a obrigação fosse alcançar o índice de 5%. Assim, deve-se apurar o número total de votos válidos naquela circunscrição e aplicar o percentual instituído. Num estado em que a soma total fosse 10 milhões de votos, então o partido precisaria contabilizar o apoio de pelo menos 500 mil eleitores.

Em que pese nossa atual Constituição não ajustar a cláusula de barreira de modo expresso, ela é clara ao dizer que o funcionamento parlamentar será regulado na forma da lei.

Art. 17. É livre a criação, fusão, incorporação e extinção de partidos políticos, resguardadas a soberania nacional, o regime democrático, o pluripartidarismo, os direitos fundamentais da pessoa humana e observados os seguintes preceitos:

I. caráter nacional;

II. proibição de recebimento de recursos financeiros de entidade ou governo estrangeiros ou de subordinação a estes;

III. prestação de contas à Justiça Eleitoral;

IV. funcionamento parlamentar de acordo com a lei.

Ora, se a atuação legislativa será regulamentada conforme os ditames legais, esse acaba sendo o principal fundamento jurídico da cláusula de barreira. Pela mesma razão, torna-se também a única sanção possível ao partido que não a atingir, qual seja, não possuir funcionamento parlamentar. É por isso que as menções à cláusula de barreira não significam cancelamento de registro partidário, tampouco a condução de dada agremiação à clandestinidade e, muito menos, impedimento à posse do parlamentar na Casa para a qual se elegeu.

Portanto, a sanção pela desobediência à cláusula de barreira é aplicável ao partido – e não a seu representante que tenha sido eleito. Todavia, o parlamentar de uma sigla que não pode atuar na esfera legislativa equivale a um zumbi, já que está impedido de discursar, ocupar vagas em comissões, integrar a mesa-diretora, entre outras restrições que, certamente, acarretarão a migração para outro partido em situação regular.

No Brasil, historicamente, a cláusula de barreira nunca foi efetivamente posta em prática. Veja-se que ela já se encontrava inscrita no artigo 148 do Código Eleitoral e determinava que o partido que não elegesse ao menos um representante no Congresso ou não alcançasse o mínimo de 50 mil votos em todo o território nacional teria seu registro cancelado. Posteriormente, já no governo militar, em 1967, além da proibição de coligações partidárias, era exigido dos partidos o apoio de pelo menos 10% do eleitorado, distribuídos por um terço dos estados, com pelo menos 7% dos votos em cada unidade da federação.

Devido ao rigor da medida, a exigência foi alterada pelo artigo 152 da Emenda Constitucional (EC) 1/69, reduzindo-se o número de votos para 5% do eleitorado brasileiro, distribuídos em sete estados, com o mínimo de 7% em cada um deles. Dez anos mais tarde, a EC 11/78 , diminuindo a cláusula de barreira para 5% do eleitorado, distribuídos por ao menos nove estados, com o mínimo de 3% do total de votos em cada um. Passados sete anos, a EC 25/85, considerada uma das mais benéficas e liberais de todas, foi editada determinando que o partido não poderia ter representação se não obtivesse os votos de pelo menos 3% do eleitorado nacional, distribuídos por cinco estados, com o mínimo de 2% em cada. Após a promulgação da Constituição de 1988, finalmente a cláusula de barreira ganhou uma redação final nos ar
tigos 12 e 13 da Lei 9096/95:

Art. 12. O partido político funciona, nas Casas Legislativas, por intermédio de uma bancada, que deve constituir suas lideranças de acordo com o estatuto do partido, as disposições regimentais das respectivas casas e as normas desta Lei.

Art. 13. Tem direito a funcionamento parlamentar, em todas as Casas Legislativas para as quais tenha elegido representante, o partido que, em cada eleição para a Câmara dos Deputados obtenha o apoio de, no mínimo, cinco por cento dos votos apurados, não computados os brancos e os nulos, distribuídos em, pelo menos, um terço dos Estados, com um mínimo de dois por cento do total de cada um deles.

Agora, enfim, o Brasil assistirá ao tão esperado desfecho da incidência integral da cláusula de barreira, uma vez que os efeitos da já citada regra de transição da Lei 9096/95 vencem justamente neste ano:

Art. 57. No período entre o início da próxima legislatura e a proclamação dos resultados da segunda eleição geral subseqüente para a Câmara dos Deputados (…)

Assim, a partir dos resultados das eleições de outubro próximo, somente terão funcionamento parlamentar os partidos que obtiverem o apoio de pelo menos cinco por cento da votação nacional – algo ao redor de seis milhões de votos – apurada para a Câmara Federal. Os sufrágios deverão estar distribuídos por pelo menos sete estados brasileiros – como há 27 unidades federativas, o cálculo que obedece à regra de um terço deste número totaliza nove estados, sendo que a agremiação precisa conquistar ao menos dois por cento dos votos locais. Os prognósticos mais otimistas apontam que, com vigência plena da medida, haverá no máximo oito partidos em condições de funcionamento parlamentar. É pagar para ver.

 

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FHC refuga e nega ter dito que "ética do PT é roubar"

Comentário: o que FHC fala realmente não se deve escrever… O que se espera de um ex-Presidente da República é a manutenção da "pose" de estadista, que o próprio tanto fez e faz questão de pregar. Agora, falar e desdizer em juízo? Cheira a molecagem!

Deu no Blog de Fernando Rodrigues

FHC rides again. “Esqueçam o que eu escrevi” foi uma frase atribuída a ele em 1994, mas ele sempre negou.

No início deste ano de 2006, deu entrevista à revista “IstoÉ”, cujo título foi “A ética do PT é roubar”, assim mesmo, entre aspas.

O PT processou o tucano. FHC negou ter dito a frase à revista.

Agora, o ex-presidente negou em juízo e apresentou a fita da gravação para provar que está dizendo a verdade.

O assunto foi noticiado hoje pelo “O Globo”.

Eis um trecho do texto:

“O ex-presidente Fernando Henrique negou na Justiça ter falado em entrevista à revista “IstoÉ” que “a ética do PT é roubar”. A frase foi publicada na capa da revista em fevereiro deste ano e reproduzida por vários veículos de comunicação, entre eles a página oficial do PSDB na internet. A entrevista levou o PT a protocolar uma queixa-crime contra o ex-presidente por considerar as declarações de Fernando Henrique caluniosas”.

“Na defesa apresentada à 1ª Vara Criminal do Fórum Regional da Lapa, em São Paulo, Fernando Henrique negou que tenha dito a frase da capa, anexou cópia em áudio da entrevista e um laudo do Instituto Del Picchia com a transcrição da gravação, mas não contesta os demais pontos da publicação”

“A “IstoÉ” e o ex-presidente não se manifestaram sobre o assunto ontem. A revista foi procurada, mas não deu resposta”.

FHC, claro, está no exterior…

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PSB quer Campos vice de Lula

Do Jornal Veja Agora - Maranhão

Dirigentes do PSB estiveram com o ministro Tarso Genro. Informaram a ele que o PSB admitiria ingressar na coligação de Lula caso o presidente da legenda, Eduardo Campos, fosse escolhido como candidato a vice na chapa.

Há três dias, Tarso dissera que três nomes compunham o leque de opções para vice do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Um dos mencionados foi o de Eduardo Campos, preferido do partido, além de Ciro Gomes (também do PSB) e do atual vice, José Alencar (PL).

Aceitando o nome de Campos, Lula e o Partido dos Trabalhadorers poderiam obter um ganho adicional. Campos é, hoje, candidato ao governo de Pernambuco. Incorporado à chapa de Lula, deixaria a disputa, em benefício do candidato petista Humberto Costa, com quem divide a mesma faixa do eleitorado.

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Timor-Leste: Acordo sobre demissão de Alkatiri

Do Portugal Diário

Informação terá sido transmitida por Ramos Horta. «Ganhamos esta guerra», diz Xanana. Mas pede calma: «Não podemos matar nem uma formiga». Manifestantes pressionam governo

O ministro dos Negócios Estrangeiros timorense, José Ramos-horta, comunicou hoje ao corpo diplomático em Díli que há um entendimento político sobre a demissão do primeiro-ministro, Mari Alkatiri, disse à Lusa fonte diplomática.

A decisão só deverá ser formalizada sábado, depois de uma reunião do comité central da Fretilin, com o partido maioritário a indicar um novo nome para a chefia do governo, acrescentou a mesma fonte, citando a informação transmitida por Ramos-Horta.

Entretanto, o presidente timorense, Xanana Gusmão, deslocou-se hoje ao Palácio do Governo, em Díli, para falar a milhares de manifestantes que ali se encontram a exigir a demissão do governo.

Acompanhado pela mulher, Kirsty, e pelos seus seguranças, Xanana Gusmão foi saudado efusivamente pelos manifestantes. «Falhámos em garantir a vossa estabilidade, mas com a vossa esperteza ganhámos esta guerra», afirmou Xanana Gusmão, perante o entusiasmo dos manifestantes, que exigem a demissão do primeiro-ministro, Mari Alkatiri.

No entanto, Xanana Gusmão não avançou qualquer solução para a crise política em Timor-Leste, nem se referiu à ameaça, feita quinta-feira, de resignar hoje ao cargo se Mari Alkatiri não se demitir.

Perante os slogans dos manifestantes que diziam «morte a Alkatiri», Xanana fez cara feia e apelou ao pacifismo: «Não podemos matar nem uma formiga».

Após as palavras de Xanana, manifestantes em caravanas automóveis, vigiados por militares australianos, dirigiram-se para a zona da residência do primeiro-ministro timorense, Mari Alkatiri, no bairro do Farol, em Díli, para exigir a sua demissão, mas sem registo de incidentes.

A passagem das caravanas começou a fazer-se a partir da parte da tarde (hora local), mas cerca de 3 mil pessoas continuam concentradas defronte do Palácio do Governo.

Os manifestantes que durante a manhã se tinham concentrado defronte do Parlamento, passaram da parte da tarde para a frente do Palácio do Governo, tentando aumentar a pressão sobre o governo e onde efectivos australianos asseguram a segurança da área.

A marginal defronte da entrada principal do parque que conduz ao Palácio do Governo está praticamente lotada com os manifestantes, que empunham cartazes com dizeres anti-governamentais, na maioria, mas também com inscrições a saudar Xanana Gusmão e a presença no país das forças militares internacionais.
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Timor-Leste – «Ganhámos esta guerra», diz Xanana Gusmão


Do Portal TVi – Portugal

Palavras enigmáticas, já que o Presidente timorense não avançou qualquer solução para a crise.

O Presidente da República de Timor-Leste, Xanana Gusmão, falou, esta sexta-feira aos milhares de manifestantes que pedem a demissão do Primeiro-ministro, Mari Alkatiri. Frente ao Palácio do Governo, em Dili, Xanana disse que a «esperteza» do povo permitiu ganhar «esta guerra». Palavras de alguma forma enigmáticas, já que Xanana nada adiantou sobre qualquer solução para a crise.

«Falhámos em garantir a vossa estabilidade, mas com a vossa esperteza ganhámos esta guerra», afirmou Xanana Gusmão, perante uma multidão entusiasmada.

Xanana Gusmão não se referiu à ameaça que fez na quinta-feira de se demitir caso Mari Alkatiri não assuma as responsabilidades pela crise.
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China: Arqueólogos descobrem sete pirâmides de 3 mil anos

Do Portal Angola Press

Pequim, 21/06 – Arqueólogos chineses descobriram um grupo de sete pirâmides funerárias de três mil anos na província de Jilin, no nordeste da China, informou hoje a agência oficial "Xinhua".

As tumbas, que ocupam uma área de mil metros de comprimento e 500 de largura, foram encontradas perto da cidade de Jiaohe, numa região montanhosa, depois de a erosão da água deixar visível um dos dois monumentos.

As estruturas estão tão deterioradas não é possível determinar o seu aspecto original e sua altura. Mas os arqueólogos acham que a maior delas, mais conservada que as outras seis, era uma pirâmide de três níveis de 50 metros de comprimento e 30 de largura.

A plataforma mais alta, feita de pedra e adobe, tem forma ovalada. No seu interior fica um ataúde de pedra coberto por uma placa de rocha, acrescentou a "Xinhua".

Acredita-se que no interior do ataúde estejam os restos de um líder ou "rei" de uma tribo local que viveu na região há cerca de três mil anos. Era a época da cultura de Xituanshan, em plena Idade do Bronze da civilização oriental.

Também foram encontradas nos arredores ferramentas de caça e domésticas, como facas, recipientes de bronze e de barro.

O uso de pirâmides como estruturas funerárias não era estranho na antiga China. O primeiro imperador, Qin Shihuang, famoso pelo Exército de Terracota que mandou construir, descansa no interior de uma estrutura semelhante.

Há três semanas, a imprensa oficial chinesa avisou que um conjunto de pirâmides funerárias na região autónoma de Ningxia, no noroeste do país, corre o risco de cair devido à erosão causada pelo vento ao longo dos séculos.

As pirâmides datam da dinastia Xia do Oeste (1032-1227) e a maior delas, de 15 metros de altura, apresenta uma rachadura de um metro de largura e dois de profundidade, que ameaça causar o seu desmoronamento.

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Concertación

Do Blog de Tereza Cruvinel

Escrevi no domingo uma coluna sobre o que virá depois da eleição.

Acho que vocës leram e que alguns concordam. Seja Lula ou seja Alckmin o presidente eleito, náo vai ser fácil.

Se Lula for apeado do poder, haverá ressentimento que se traduzirá em mobilização constante contra o novo governo. Se antes de tudo isso houve um "Fora FHC" comandando pelos radicais, imagine-se se forem escorraçados do Governo.

Se Alckmin perder, o PSDB também não o vai dar moleza. E Lula terá que inventar um jeito de governar, fazer a maioria, sem apelar para o fisiologismo, o mensaláo, seja lá o que for.

Por isso os mais ajuizados – como o senador Jefferson Peres, na oposição, e o ministro Tarso Genro, no PT – andam falando em pactuação ou Concertación ä la chilena.

É preciso pensar nisso. No Chile, partidos antagônicos, de centro e de esquerda (PS mais Democracia Cristá) juntaram-se na coalisáo que governa o país há 12 anos, obtendo estabilidade para fazer reformas e tocar um projeto de desenvolvimento. Ficaram fora a direita e grupelhos da ultra-esquerda.

Quem eu vejo também, do lado do PSDB, disposto a este entendimento, é o governador Aécio Neves. Talvez por isso os falcóes da coalisáo PSDB-PFL, como o prefeito César Maia, o estejam atacando.

Do próprio presidente Lula ainda náo ouvimos nada. Mas chegam-me informações de que se for reeleito, terá humildade para chamar ao entendimento mínimo, transparente, decente.

Quem náo entender isso dará com os burros nágua.

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Eleitor esqueceu denúncias de corrupção

Do Blog de Murillo de Aragão

Na semana passada foi divulgada pesquisa CNI/Ibope sobre intenção de voto para Presidente da República.

A pesquisa foi muito melhor para Lula do que para Geraldo Alckmin (PSDB), sem dúvida alguma.

Confirmando as pesquisas anteriores, Lula seria reeleito ainda no primeiro turno. Além disso, Lula aumentou a vantagem que tinha em relação a Alckmin em um eventual segundo turno. Lula teria 53% das intenções de voto e Alckmin, 29%. Em março, estes percentuais eram de 49% e 31%, respectivamente.

Também melhoraram a avaliação pessoal do presidente (a aprovação do governo Lula, que passou de 55% em março para 60% em junho) e a do seu governo (O percentual dos que avaliam o governo como ótimo ou bom aumentou de 38% em março para 44% em junho). Por fim, a rejeição de Alckmin superou a de Lula (34% a 28%).

Porém, o Ibope pediu aos eleitores que citassem notícias sobre o governo Lula das quais ouviram falar nas últimas semanas. Nada menos que 70% dos entrevistados não lembraram de nada. Entre os 16% que se recordaram de alguma, citaram denúncias de corrupção. Em dezembro do ano passado, portanto no auge da crise, este percentual era de 40%.

De certa forma, este dado pode ser considerado positivo para Alckmin. Além de outros fatores, Lula pode estar sendo beneficiado pelo esquecimento da população sobre os escândalos de corrupção que aconteceram no governo.

Seria muito ruim para Alckmin se, mesmo lembrando das denúncias, Lula tivesse um alto desempenho nas pesquisas.

Mesmo sabendo que sua campanha não pode ficar restrita a atacar Lula, este é um aspecto que não pode ser desconsiderado pelo PSDB, conforme defendem alguns membros do partido.

O PFL foi nesta direção. Na semana passada, em seu programa de rádio e TV, durante 11 minutos, fez um flashback das denúncias de corrupção no governo, ligando-as ao presidente Lula.

O difícil desta estratégia é estabelecer o limite da pancadaria, que pode ter o efeito contrário.

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Quanto custa uma não-cassação

Da Veja desta semana:

Apoio forçado

O ex-governador Joaquim Roriz acabou apoiando na marra Maurício Corrêa, candidato do PMDB ao governo do Distrito Federal. É a retribuição de Roriz pelo fato de Corrêa, em seus tempos de presidente do TSE, ter sido mais do que atencioso no encaminhamento de um processo que poderia ter cassado o mandato do governador. Roriz ainda tentou tirar o corpo fora, alegando que Corrêa era um candidato sem chances. Os emissários de Roriz ouviram, então, de Corrêa: “Quando vocês me procuraram pedindo ajuda, não me avisaram que eu tinha de estar bem nas pesquisas para me apoiarem”.

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