Comentário: enquanto o PT, ou o próprio presidente Lula permanece confiante na vitória no primeiro turno, chegando mesmo a “peitar” a concorrência com comentários como: “eles não sabem perder”, o tucanato está de cabelo em pé. Alckmin teve a candidatura lançada oficialmente nesta última semana – logo após a pesquisa – mas saibam que o anúncio de seu nome foi realizado muito tempo antes. E mesmo após este anúncio, Alckmin tem perdido votos!
A última pesquisa IBOPE traz ainda uma coincidência: foi realizada entre 5 e 7 de junho. A invasão da Câmara dos Deputados, realizada pelo MLST e indiretamente “patrocinada” pelo governo, que possui convênio com a Anara – Associação Nacional de Apoio à Reforma Agrária através do INCRA, ocorreu no dia 6 de junho. Certamente outras notícias referentes ao financiamento somente chegaram às manchetes após o dia 7, mas a opinião pública em geral tem sim conhecimento de ligações de longa data entre o PT e os movimentos de sem-terra (do qual o MLST é um integrante): o próprio Bruno Maranhão, “capitão” da invasão, é dirigente nacional do partido governista. Ou era: foi excluído da Executiva Nacional e poderá ser expulso no próximo dia 23.
Não se pode confundir, por mais que a oposição queira fazê-lo, a atuação individual de um integrante com uma atuação institucional. Assim, a participação de Bruno Maranhão no episódio deve (ou pode?) ser considerada como de foro íntimo.
A invasão e suas conseqüências são deploráveis. Não tem absolutamente nada à ver com a luta de um movimento que busca a reforma agrária. Particularmente sou a favor da reforma. Mas porque será que os movimentos não voltam às origens, quando invadiam fazendas improdutivas e “forçavam” a desapropriação? E por quê não fazer uma atuação institucional, pesquisando as tais fazendas e solicitando formalmente a desapropriação? Uma coisa é fato: desde o início da década de 90, em função do aumento de produção, diversas propriedades improdutivas voltaram ao rol daquelas que geram riqueza ao país. Mas… o que o Congresso Nacional tem de fazenda? Qual era a intenção? Chamar a atenção? E por quê não uma atuação pacífica, do tipo montarem barraca em frente ao Congresso Nacional? O grupo manteria a aura pacífica e não traria contra si o ódio da opinião pública.
De volta à pesquisa… Novas sondagens serão divulgadas em breve. Mas é importante observar que esta última, do Ibope, que dá 48% para Lula no primeiro turno, já traz, sim, reflexo da invasão patrocinada pelo MLST. É: o PSDB tem todos os motivos para botar as barbas de molho! Confiar nos 45 dias de propaganda eleitoral na televisão, como faz crer Alckmin, é MUITO POUCO!
Sandro Araújo
Abaixo, comentário de Josias de Souza.
Em nova pesquisa, o Ibope informa que, se as eleições fossem realizadas hoje, Lula derrotaria Geraldo “chuchumbo” Alckmin no primeiro turno. Teria 48% das intenções de voto , contra 19% atribuídos ao adversário. Uma diferença de 29 pontos.
A pesquisa foi divulgada pela CNI. Considerando-se a série das últimas três pesquisas feitas pelo Ibope por encomenda da Confederação das Indústrias, verifica-se que Lula ganhou 16 pontos percentuais em sete meses. Saiu de um patamar de 32% em dezembro de 2005 para 48% neste mês de junho de 2006.
Quanto a Alckmin, manteve-se em situação de incômoda estabilidade no mesmo período. Em dezembro de 2005, desfrutava de 20% da preferência do eleitorado. Agora, tem 19%. A nova pesquisa foi feita entre 5 e 7 de junho. Ouviram-se 2.002 eleitores em 143 municípios.
A imobilidade de Alckmin nas pesquisas inquieta o tucanato. Para tentar fazer o seu candidato alçar vôo, o PSDB transformou-o em estrela de sua publicidade institucional. Em 2006, o partido tem direito a 60 minutos no rádio e na TV.
As inserções estão distribuídas assim: um programa de 20 minutos, a ser exibido no horário nobre da noite do dia 22 de junho, e mais 40 minutos distribuídos em oito dias (cinco minutos por dia, fatiados em cinco peças de um minuto ou dez de 30 segundos).
O PSDB já utilizou em abril três dos oito dias de propaganda de cinco minutos. Restaram cinco datas: 8, 13, 20, 27 e 29 de junho. Sem contar o programa mais extenso (20 minutos), do dia 22.
O campo da pesquisa Ibope foi fechado na véspera do início da exibição das peças publicitárias do PSDB. A publicidade do PT foi usada pelo partido em maio. Se Alckmin não crescer nas próximas sondagens, a inquietação do tucanato evoluirá para o desespero.


[...] A se manter a tendência dos últimos meses, Lula será reeleito no primeiro turno. Um artigo deste blog fala do crescimento de 16 pontos de Lula enquanto Geraldo permanece estacionado. Em tempos de copa do mundo, vale uma “metáfora futebolística”: Lula parece-se mais com o Robinho, todo serelepe, enquanto Geraldo (sim, é assim que ele prefere ser “vendido” aos brasileiros) está mais para Ronaldo “Fenômeno” no primeiro jogo da seleÃão, totalmente estático. [...]