Bate bola sobre a COPA 2006, já chegou na cozinha
Por Camila Leão
Diante de um cenário com tantos problemas políticas e financeiros, o Brasil consegue destaque como o “melhor país” na COPA DO MUNDO. Na seleção brasileira os jogadores, apesar de representarem seu país, a maioria vive longe desta realidade e, aposto, que sem saudades. Bom para eles que encontraram oportunidade e esperança lá fora, e hoje são reconhecidos e valorizados. E bom para o Brasil que pelo menos de quatro em quatro anos, seu povo resgata o orgulho de ser brasileiro.
Certos (e vários) acontecimentos neste país têm me revoltado, deixando-me triste, com vergonha. Mas tento não me afetar o bastante, pois fogem ao meu controle. O meu consolo é ao menos me expressar. Tenho observado que nem a paixão pelo futebol e pela própria seleção fez reduzir as críticas e o sentimento pessimista dos brasileiros. Eles arranjam defeitos, pontos fracos, fatos sem dados, fofocas fora do contexto. O alvo deles tem sido com frequência o Ronaldinho. Acho que esqueceram do apelido dado a um dos melhores jogadores do mundo: o Fenômeno, indivíduo extraordinariamente dotado da técnica esportista e do gingado com a bola no pé. Agora, ele é o gordo, com bolhas no pé e febril. Até o Presidente Lula se preocupou com essas babozeiras. Por essas e outras, é até melhor mesmo que nossos jogadores sejam exportados, assim ficam distantes dos problemas deste país e dos comentários negativos da sua torcida nacional.
Não somos técnicos nem preparadores físicos para indicar tantas falhas. Nossa função é, apenas, torcer e acreditar na vitória. A COPA DO MUNDO, é um momento de grande emoção e patriotismo, quando é devolvida a alegria e a paz aos brasileiros, principalmente, porque somos os melhores, temos o favoritismo. Então seria hora de elogiar, transmitir pensamentos e energia positiva, sorte e sucesso à seleção. E se caso não recebermos o título de Hexacampeão desta vez, teremos ganho, ao menos, a emoção de balançar nossa bandeira, animação de encontrar os amigos para assistir os jogos, a alegria de gritar Brasil. E por tudo isso, avaliar que mesmo com uma derrota, continuaremos os melhores do mundo, somos fortes, brasileiros, e não desistimos nunca.


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