Pesquisa Datafolha…

Análise por Sandro Araújo 

Segundo informações da Datafolha, "O presidente Lula (PT) estaria reeleito hoje, sem necessidade de segundo turno. Se a eleição fosse realizada hoje, 46% dos eleitores brasileiros votariam pela reeleição do petista. Votariam no ex-governador paulista, Geraldo Alckmin (PSDB), 29%." 

Outra pesquisa igualmente publicada hoje mostra a diminuição da diferença Lula x Geraldo Alckmin. Leia sobre a pesquisa do Vox Populi aqui

O quadro abaixo faz uma comparação entre esta última pesquisa e a anterior, realizada entre 28 e 29 de junho de 2006.

Pesquisa Datafolha

Vale a pena levar em conta um fato ainda não tão comentado. De fato a diferença entre os dois principais oponentes diminuiu. É também verdade que Geraldo Alckmin teve uma exposição maciça na televisão e no rádio nos últimos dias, no programa do PSDB. Por seu turno, o PFL tratou de bater, e forte, no presidente Lula. Mas até que ponto Lula caiu e até que ponto 'Geraldo' subiu?

Lendo-se o quadro, nota-se que a intenção de votos de Lula permaneceu no patamar de 45% - subiu 1%, dentro da margem de erro da pesquisa. Já Alckmin subiu 7 pontos, indo de 22 para 29 pontos. Se Lula não perdeu pontos, na verdade ganhou, de onde vieram os votos de Alckmin?

Nesta última pesquisa foram incluídos Rogério Vargas, Luciano Bivar e Rui Costa Pimenta, que não estavam nas sondagens anteriores. A inteção de votos destes três candidatos é de 1% cada.

Heloísa Helena perdeu 1% entre as duas pesquisas, mas dentro da margem de erro.

De onde, então, vieram os votos de Alckmin? Enéas desistiu de tentar novo pleito. Tinha 4% de intenção. Roberto Freire também. E tinha 2%. O último tem feito críticas ácidas contra o governo Lula e já declarou apoio a Alckmin. O eleitorado de Enéas é considerado direitista e conservador. Certamente migraram todos para Geraldo Alckmin.

O que se nota é que, em que pese Alckmin tenha crescido, sua real luta ainda não demonstrou resultados positivos: tirar votos de Lula. O que se nota é que eleitores já insatisfeitos com Lula (caso de eleitores de Enéas e Freire) migraram para o candidato Tucano. Lula continua com chances de eleição em primeiro turno!

É esperar para ver o reflexo que a própria divulgação destas pesquisas terá no eleitorado e nas próximas sondagens eleitorais. 

Um relato completo da pesquisa da Datafolha pode ser lido aqui.

Vox Populi: Lula 45%, Alckmin 32%, diferença diminui

Do Portal do PCdoB, com agências

Pesquisa Vox Populi a ser divulgada hoje (30) na revista Carta Capital mostra o presidente Lula (PT-PCdoB-PRB) com 45% das intenções de voto e Geraldo Alckmin (PSDB-PFL) com 32%. Lula caiu 4 pontos e Alckmin subiu 9 em relação à última pesquisa Vox Populi, há três semanas. Os números surgem a seis dias da consolidação do quadro das candidaturas pelo TSE – a tempo para uma correção de última hora na atitude vista como exclusivista que o PT tem adotado em sua política de alianças.

Os números do Vox Populi se assemalham aos da pesquisa Datafolha, publicada hoje no jornal Folha de S. Paulo (clique em http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=4556 para ver). Lula mantém a tendência a vencer no primeiro turno, com uma vantagem de 13 pontos sobre Alckmin. Mas a distância se reduz pela metade em relação à sondagem anterior do instituto. A vantagem em um eventual segundo turno também foi reduzida - de 19 para 8 pontos porcentuais.

Na espontânea, 35% a 17%

Na pesquisa espontânea, onde o entrevistado declara sua intenção de voto sem que sejam apresentados a ele candidatos, o presidente manteve o índice anterior: 35%. Já Alckmin subiu 5 pontos, de 12% para 17%.

O Vox Populi foi contratado pela Associação Nacional do Transporte de Carga e Logística, para publicação na Carta Capital. A pesquisa envolveu 2 mil entrevistas, entre os dias 22 e 24 e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral na segunda-feira. A margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais.

Recuperação era esperada

A recuperação de Alckmin era esperada. Em junho o candidato tucano teve forte exposição nos programas partidários do PSDB em rede de rádio e TV. O partido apresentou 20 minutos de programa partidário em cadeia nacional. Outro fator, tido como ainda mais importante, foram as pequenas inserções nacionais tucanas, que somaram 25 minutos.

O PFL, coligado a Alckmin, exibiu programas com mais 11 minutos em cadeia nacional e 20 minutos em inserções nos Estados. Coube a ele fazer os ataques mais agressivos ao governo Lula, enquanto Alckmin se preservava.

Reeleição, Promessas, Democracia

Por Sandro Araújo

Com a proximidade das eleições e o prazo final para a realização de convenções partidárias visando o lançamento de candidatos a Presidente da República, temos um cenário mais claro dos oponentes para o próximo pleito.

Depois de muita 'hesitação' e falsas dúvidas, o Presidente Lula assumiu a candidatura e já foi lançado pelo PT numa chapa que traz ainda o atual vice, José de Alencar, como candidato ao mesmo posto. Geraldo Alckmin, PSDB, vai com José Jorge, do PFL. Cristovam Buarque será lançado pelo PDT. Heloísa Helena também será candidata, pelo PSol. Completam a lista - ainda provisória, já que o prazo final para convenções é 30 de junho - os candidatos Luciano Bivar (PSL), José Maria Eymael (PSDC), e o professor Rui Pimenta (PCO).

Quando eleito, FHC recebeu o apoio de Itamar Franco, então presidente. Itamar certamente contava com a gratidão de FHC para lançá-lo de volta em 1998. FHC agiu nos bastidores e aprovou emenda autorizando a reeleição. Foi o primeiro Presidente da República a ser reeleito, de forma direta. Naquela época, surgiram diversas denúncias de que o governo havia patrocinado a reeleição, com a compra de votos de deputados. Uma CPI chegou a ser proposta na Câmara dos Deputados, mas foi rapidamente 'abafada' pelo poder constituído na época.

Certamente FHC teria tido uma atitude de Estadista, para entrar para a história, se tivesse patrocinado e aprovado a reeleição mas aberto mão da mesma. Afinal, quando eleito, o foi para ficar quatro anos. Mas ficou oito… Ao final da era FHC, lançou José Serra candidato a presidente. Serra foi derrotado por Lula.

Por seu turno, Lula e o PT sempre foram contra a reeleição. Votaram contra e chegaram a denunciar a compra de votos que teria ocorrido. Uma vez eleito, Lula fará uso da prerrogativa de reeleição, com grandes chances de ser reeleito.

É importante considerar que a aprovação, em 1998, da reeleição, deveu-se a um 'projeto de poder' do PSDB: o falecido ministro Sérgio Mota, o 'Serjão', dizia que o projeto do PSDB era ficar 20 anos no poder.

Com a morte de Mota e de outras figuras marcantes do governo FHC, o projeto passou a ruir. O processo de escolha do sucessor, culminando com o lançamento de Serra, deixou marcas severas no partido - que até hoje não se recompôs. Resultado: Lula eleito em 2002.

Agora fala-se novamente no fim da reeleição.

A iminência da eleição de Lula tem feito inclusive com que os demais candidatos criem as mais diversas fantasias ou mesmo façam promessas que definitivamente não irão cumprir: 'Geraldo' - forma na qual Alckmin será vendido pelos seus marqueteiros, já que é um nome popular, de maior apelo junto ao 'povão' - chega a prometer acabar com a reeleição! Leia em artigo do Estadão. Já Cristovam Buarque chega a dizer que, uma vez reeleito, Lula poderá aderir ao 'Chavismo', promovendo inclusive um possível terceiro mandato! Leia mais aqui.

O que político fala não se escreve - é o dito popular. Na tentativa de inovar e passar credibilidade, não raro tem sido o registro de promessas em cartório, como se isto valesse de algo. Para lembrar fatos recentes, o próprio ex-prefeito de Ribeirão Preto, e ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci, quando reeleito prefeito em 2000, registrou em cartório que não iria renunciar ao cargo em hipótese alguma. É bem verdade que a morte de Celso Daniel e a posterior eleição de Lula serviram como justificativa para o seu afastamento da cidade. Outro que fez promessas de que não se afastaria do mandato ao qual seria eleito foi José Serra: prometeu não renunciar à prefeitura de São Paulo. E o fez! Promessas vãs…

Como é vã a promessa de Geraldo Alckmin de que, uma vez eleito, acabaria com o instituto da reeleição. Como se o instituto, em si, fosse prejudicial à nação.

E não o é! Pode ser sim, prejudicial ao projeto de poder de partido A ou B. A verdade é que o PSDB e o PFL estão prestes a provar o próprio veneno: se a reeleição não tivesse sido aprovada em 1998, Lula certamente teria sido eleito naquele pleito. Com a reeleição, Lula teve de esperar mais quatro anos para chegar ao Palácio do Planalto. Agora é a dupla PSDB/PFL que pode amargar mais quatro anos na oposição - em parte devido a um instituto que eles próprios criaram.

O alto percentual de reeleitos no país - cumpre lembrar que não só o presidente como governadores e prefeitos passaram a poder se recandidatar - revela que a população assimilou bem o instituto da reeleição, que passa a ser quase uma 'homologação', uma confirmação de um bom governo, que 'merece' ser continuado.

O instituto da reeleição é bom. Vários países o praticam. Faltava ao Brasil. E tem mais: deputados, senadores, vereadores, todos tinham a prerrogativa de ser reeleito. Os membros do executivo não! Querer acabar com um instituto tão recentemente incluído no nosso jogo político soa como casuísmo. Como foi, infelizmente, a sua própria introdução, em 1998.

Talvez falte ao país um outro instituto, além do impeachment: um voto popular de desconfiança. Foi assim que Arnold Schwartzeneger, ex-mister universo e astro de filmes de Hollywood, casado com um Kenedy (os Kenedy são democratas) mas republicano, foi eleito governador da Califórnia. O então governador Gray Davis havia sido reeleito a apenas um ano para um mandato de quatro. Mas foi realizado um 'recall': a população deveria votar se o governador deveria permanecer no cargo ou não. E em caso negativo, deveria votar em um dos demais candidatos. Deu Arnold.

Com o voto de desconfiança, o 'recall' dos Estados Unidos, talvez completássemos a roupagem institucional que falta ao sistema eleitoral. Caso um prefeito, um governador ou mesmo o presidente estivessem praticando um governo desastroso, a população (e não o legislativo, no caso do impeachment), poderia decidir sobre o seu futuro.

Isto é Democracia!

Brasil avança para o 12º lugar no mercado mundial de software

Do portal TI Inside

O mercado nacional de software e serviços subiu três posições no cenário mundial e ocupa atualmente o décimo segundo lugar, segundo dados de pesquisa encomendada a IDC pela Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes).

A empresa entrevistou 550 empresas entre desenvolvedores, fornecedores e exportadores de programas de computador, associados ou não a entidade e outras 780 companhias usuárias de tecnologia da informação. O objetivo é mostrar um panorama do setor, considerado um dos prioritários pelo atual governo para a política industrial.

De acordo com o estudo, o setor movimentou US$ 7,41 bilhões no ano passado, sendo que cerca de US$ 2,72 bilhões foram provenientes do segmento de software, o que representa 1,2% do mercado mundial e 41% do latino-americano. Os outros US$ 4,69 bilhões são relativos a serviços correlatos. O estudo aponta uma perspectiva de crescimento médio anual superior a 11%, até 2009.

O segmento é movimentado por, aproximadamente, 7.760 empresas. Deste total, 23,8% são dedicadas ao desenvolvimento e produção de software, 54% operam com distribuição e revenda e o restante atua na prestação de serviços.

Mundialmente, o mercado de tecnologia da informação movimentou US$ 1,08 trilhão, sendo que a classificação se dá em 40,8% para serviços, 20,5% software e 38,7% em equipamentos.

A pesquisa aponta também a segmentação do mercado de software e serviços nacional. De toda a movimentação do setor cerca de 47,2% é relacionado a aplicativos, 19,8% ambientes de desenvolvimento e 32,9% soluções de infra-estrutura. A categorização de serviços fica em 12% para consultoria, 29% integração de sistemas, 29% outsourcing, 27% suporte e 3% treinamento.

Outro dado importante refere-se à exportação de software. O estudo indica US$ 35,6 milhões em licenças em 2005, um acréscimo de US$ 10,2 milhões em relação ao ano anterior; e outros US$ 142,4 milhões relativos a serviços, registrando também um crescimento de U$$ 41,4 milhões. Foram detectadas ainda fortes tendências de curto e médio prazo, entre elas a preocupação com segurança da informação, sistemas ERP e investimentos em VoIP, como as prioridades das empresas nos próximos anos.

“Lançamos a primeira pesquisa sobre o mercado brasileiro de software no ano passado e agora podemos registrar um crescimento significativo no setor. O segmento é considerado um dos prioritários para a política industrial e um dos objetivos da pesquisa é mostrar os pontos fortes e onde precisamos investir para alcançar as metas propostas pelo governo”, declara Jorge Sukarie, presidente da Abes.

O que pensa a elite da Câmara dos Deputados

Do Blog do Noblat

Entre 16 e 31 de maio último, a empresa de consultoria Arko Advice, de Brasília, entrevistou sobre a conjuntura política os 52 parlamentares considerados por ela como os mais influentes da Câmara dos Deputados. Seus nomes não foram revelados.

O que eles pensam:
 
Sobre o Congresso Nacional

  • Renovação. Para 36,5% dos entrevistados a renovação da Câmara nas eleições de 2006 será de 50%. 19,2% acreditam em uma renovação de 40%. 13,5% acreditam em uma renovação de 60%.
  • Cláusula de barreira. Para a ampla maioria dos pesquisados, PFL, PSDB, PT e PMDB vão superar a votação exigida pela cláusula de barreira. PSB, PDT, PPS e PV não despertam confiança dos entrevistados de que alcançarão a cláusula de barreira. 
  • Maior partido em 2007. Para 57,7% dos entrevistados, o PMDB será o maior partido da Câmara. Apenas 17,3% dos entrevistados apostam no PT.
  • Maior perdedor. Para 57,7% dos entrevistados, o PT será o partido mais afetado pelos escândalos do mensalão. Seguidos pelo PL, PP e PSDB.
  • Financiamento de campanhas. 88,5% dos entrevistados acreditam que haverá redução no financiamento de campanha por conta dos episódios do mensalão. Apenas 7,7% acreditam que não haverá redução no volume de recursos. Para 39,1%, o PT será o partido mais prejudicado pela redução dos recursos para a campanha eleitoral.

Sobre as Eleições Presidenciais

  • Decisão. A elite está dividida. 48,1% acreditam que a eleição presidencial será definida no primeiro turno. Igual percentual acredita que será no segundo turno.
  • Polarização PT x PSDB. 86,5% dos entrevistados acreditam que a polarização entre os dois partidos está assegurada.
  • Futuro Presidente. Para 51,9% dos entrevistados, Lula será reeleito. 25% dos entrevistados apostam em Geraldo Alckmin.
  • Desafios de Lula. Para 53,8% dos entrevistados, o maior desafio de Lula na campanha será explicar a questão da corrupção. Mostrar honestidade (30,8%) e ética (15,4%) aparecem em seguida.
  • Desafios de Alckmin. Tornar-se conhecido ((40,4%) é o maior desafio de Alckmin. Seguido por eficiência, segurança pública e mostrar-se diferente de FHC. Todos com 13,5%.

Congresso e Governo em 2007

  • Pauta preferencial. Melhorar a imagem do Congresso (53,8%), Mudanças nas regras eleitorais (23,1%) e mudanças na elaboração do orçamento da União (13,5%).
  • Andamento das Reformas. A reforma política deverá ser aprovada para 53,8% dos entrevistados, seguida da reforma tributária para 34,6%.
  • Política Econômica. A elite está dividida: 51,9 % acham que ela não muda e 48,1% acham que ela muda com o novo presidente. Sendo que as áreas de mudanças seriam as políticas monetária e cambial.
  • Base Política de Alckmin. Os partidos que integrariam a base de sustentação de Alckmin seriam PMDB, PSDB e PFL.
  • Base de Sustentação de Lula. PCdoB, PSB e PMDB são apontados como parceiros preferenciais de Lula no segundo governo.

Cláusula de barreira pode facilitar vida do próximo presidente

Por Murillo de Aragão

Existem atualmente 17 partidos políticos com representantes na Câmara dos Deputados. Ao todo, são 30 legendas no País com registro no Tribunal Superior Eleitoral. Trata-se de um complicador para qualquer presidente da República, especialmente por ocasião de acordos para votações de interesse do Poder Executivo. A base aliada de Lula na Câmara, por exemplo, é formada por PT, PMDB, PL, PTB, PP, PSB, PC do B e PV.

Em virtude da cláusula de barreira, que valerá para as eleições de outubro, o número de partidos poderá ser reduzido de forma significativa. Para ultrapassar a cláusula de barreira, o partido precisa ter 5% dos votos nacionais e 2% dos votos do eleitorado de nove estados na eleição para deputado federal.

Aquele que não atingir a cláusula de barreira não terá direito a funcionamento parlamentar (prerrogativas inerentes às atividades partidárias, como eleger líderes, lançar candidato aos cargos da Mesa Diretora e das Comissões Técnicas da Câmara etc), além de perda drástica de recursos do fundo partidário e de tempo de televisão.

Caso a cláusula de barreira existisse nas eleições anteriores, de 1994 até as eleições de 2002, apenas sete legendas conseguiram atingir esta meta: PT, PSDB, PFL, PMDB, PP, PSB, PDT e PTB. No caso do PTB, PSB e PDT, a meta foi cumprida com dificuldade. O cenário que se desenha para as próximas eleições deve repetir a tendência verificada anteriormente. Talvez, até mesmo com alguma redução. No máximo, oito partidos conseguirão cumprir as exigências.

Os deputados eleitos por partidos que não atinjam estes percentuais mínimos deverão migrar para legendas que tenham tido bons resultados nas eleições, reduzindo o número de partidos no Congresso. Não será atrativo permanecer em um partido que terá sua atuação limitada na Câmara dos Deputados, com poucos recursos financeiros e tempo de TV. Poderá inclusive haver fusão de algumas legendas.

Considerando a vocação governista do Congresso brasileiro, cujos representantes tendem a se aproximar de partidos que fazem parte da base de apoio ao governo, a barreira eleitoral poderá facilitar a vida do próximo presidente, seja ele quem for. O número de partidos com os quais ele terá que dividir cargos e negociar as votações poderá ser menor.

No limite, esta nova realidade poderá contribuir para a aprovação da reforma política, que tem dificuldade de andar no Congresso por conta da pressão de partidos médios e pequenos. Por outro lado, não existe garantia de que o PMDB, por exemplo, não continue dividido em blocos governista e oposicionista.

Ornitologia também é política

Da coluna de hoje da Miriam Leitão

Por falta de conhecimento ornitológico, o PT deixou de dar uma resposta ferina ao ex-presidente Fernando Henrique. FHC disse que o PT era uma galinha que estava cacarejando sobre os ovos postos por outra.

O PT perdeu um gol feito por não saber que tucano é uma ave predadora, conhecida por roubar ovos e ninhos feitos por outras aves.

Roberto Rodrigues, ministro da Agricultura, pede demissão; Lula já aceitou

Do Blog de Fernando Rodrigues:

O ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, pediu demissão do cargo. Alegou problemas particulares (sua mulher está doente).

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aceitou o pedido e Rodrigues deve ficar no posto só até sexta-feira, dia 30 deste mês. A cadeira passará então a ser ocupada por um técnico, até o início do próximo mandato.

A saída de Rodrigues é um revés para Lula. Trata-se de mais um de seus ministros considerados operativos que sai do governo. O petista terminará o mandato com um grupo de assessores diretos desconhecidos do grande público, bem diferente da seleção prometida no início da administração.

Por outro lado, se Lula de fato for reeleito, estará com o ministério vazio para loteá-lo para os partidos que pretende atrair para uma grande aliança futura.

Amorim participa em Genebra de reuniões na OMC

Da Agência Brasil

Brasília - O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, participa a partir de hoje (28) em Genebra, na Suíça, de reuniões na Organização Mundial do Comércio (OMC). Entre outros assuntos, serão retomadas as negociações em torno de regras mais justas no comércio internacional.

Amanhà(29), estão previstas reuniões do G-20 grupo de 20 países em desenvolvimento), do Nama-11 (países coordenado pela África do Sul no âmbito de acesso a mercados para bens não-agrícolas) e do G-6 (grupo informal que, além do Brasil, congrega Austrália, Comunidade Européia, Estados Unidos, Índia e Japão).

Na sexta-feira (30), Amorim participa de reunião ministerial convocada pelo diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, e sábado (1º), da reunião do Comitê de Negociações Comerciais da organização.
Estão também previstos encontros com a representante comercial dos Estados Unidos, Susan Schwab; com o ministro do Comércio e Indústria da Índia, Kamal Nath; com o ministro do Comércio do Paquistão, Humayun Khan; e com o comissário de Comércio da Comunidade Européia, Peter Mandelson.

Moradores voltam a fugir de violência na capital do Timor

Da BBC Brasil

Manifestantes pró-Alkatri se reuniram nos arredores de Díli

Moradores da capital do Timor Leste, Díli, estão novamente trocando suas casas por abrigos temporários em campos de refugiados por causa da retomada da violência na cidade.

Membros das forças internacionais de paz tomaram as ruas da cidade nesta quarta-feira para tentar restaurar a ordem após grupos de manifestantes terem queimado ao menos 20 casas na capital.

Os alvos dos manifestantes seriam casas de membros do partido governista, Fretilin.

O líder do partido, Mari Alkatiri, renunciou na segunda-feira ao cargo após ter sido responsabilizado pelos episódios de violência registrados no mês passado, os mais graves desde a luta pela independência da Indonésia, em 1999.

Milícias

Analistas esperavam que a renúncia de Alkatri pudesse pôr fim aos tumultos.

O Timor Leste vem enfrentando uma onda crescente de violência desde março, quando Alkatri demitiu 600 soldados do Exército em greve.

Além de culpá-lo pela crise, os opositores a Alkatri também acusam o ex-premiê de armar milícias para matar políticos rivais, o que ele nega.

Milhares de simpatizantes de Alkatri e do partido governista Fretilin se reuniram nos arredores de Díli nesta quarta-feira, preparando-se para uma passeata na capital no fim do dia nesta quarta-feira.