Índia pernambucana é a primeira índia doutora do país

Maria Pankararu, 42 anos, natural de Taracatu, em Pernambuco. Na verdade, o nome completo é Maria das Dores de Oliveira, mas o sobrenome adotado é a marca de sua identidade étnica, e uma prova da sua personalidade e das suas escolhas. Maria é simples e forte como o nome, e o tamanho da sua simplicidade é diretamente proporcional à importância que tem hoje para os povos indígenas do Brasil. No dia 19 de abril deste ano, sua imagem estampou jornais e telejornais de todo o País. É que, nesse dia do índio, Maria escreveu seu nome na história ao ser a primeira índia brasileira a obter o mais alto grau na academia, ao defender sua tese de doutorado em lingüística, na Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

Leia mais no artigo Língua e Identidade , na revista Overmundo

Acordo prevê ajuda do Google no combate a crime na internet

Agência Câmara

 

Um acordo de cooperação entre o Google e os órgãos de segurança e justiça brasileiros de combate ao crime cibernético foi discutido hoje em reunião promovida pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias. Deputados da comissão, representantes do Executivo e da Polícia Federal, além de professores universitários e ONGs que acolhem denúncias de crimes praticados com o auxílio da internet, deram continuidade à audiência pública realizada pela comissão há duas semanas.

A discussão avançou na busca de um acordo entre a empresa Google e as autoridades brasileiras no sentido de tornar disponíveis aos organismos de segurança informações que permitam a identificação daqueles que usam a internet como ferramenta para a prática de crimes.

No encontro, a empresa Google apresentou uma proposta de acordo que não foi satisfatória. Diante disso, o presidente da comissão, deputado Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP), sugeriu a elaboração de duas propostas, uma por parte da empresa e outra por parte do grupo de profissionais brasileiros que participou da reunião. Daqui a 15 dias, o grupo voltará a se reunir com a empresa para a negociação dos pontos propostos por ambas as partes.

600 denúncias diárias

"Avançamos muito no sentido de um acordo. A reunião foi importante porque os advogados da empresa tiveram contato com o tamanho do problema. Após tomarem conhecimento das denúncias apresentadas, eles ficaram surpresos e sensibilizados com a necessidade de cooperação para coibir a prática de crimes", destacou Greenhalgh.

O representante da Safernet - ONG destinada a receber denúncias de crimes praticados com a utilização da rede mundial de computadores - Tiago Nunes de Oliveira apresentou à empresa Google um balanço das denúncias recebidas pela organização. A Safernet recebe uma média de 600 denúncias diárias de sites com conteúdos criminosos. Segundo o relatório elaborado pela entidade, 51% dessas denúncias se referem a crimes de pedofilia e pornografia infantil. O relatório também aponta que 49% das denúncias recebidas pela Safernet possuem conteúdo de incentivo a crimes de ódio.

PCC no Orkut

Além disso, a Polícia Federal identificou articulações das facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC), de São Paulo, e do Comando Vermelho (CV), do Rio de Janeiro, por meio do site de relacionamentos Orkut. Nas páginas dessas organizações no Orkut, segundo a Polícia Federal, os criminosos comercializam drogas e armas. "Assim, esses criminosos acabam fugindo do alcance da Justiça devido ao sigilo mantido pelos provedores", destacou o delegado Cristiano Barbosa Sampaio.

Presidiários no Brasil custam quase duas vezes mais que estudantes universitários

Por Aline Sá Teles, ONG Contas Abertas

Os prejuízos que a violência traz para a sociedade não estão presentes apenas no cotidiano dos cidadãos brasileiros. Manter um presidiário no Brasil onera os cofres da União em aproximadamente R$ 18 mil por ano. De acordo com estimativas do Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN), cada presidiário custa em média, de R$ 1.000 a R$ 2.000 por mês, o equivalente a mais de quatro salários mínimos, fixados em R$ 350,00. Um estudante das instituições públicas no país custa a metade desse valor. Segundo pesquisa feita pelo Tribunal de Contas da União (TCU), um estudante universitário custa aproximadamente, R$ 790 por mês e R$ 9.488,00 por ano.

O DEPEM estima que existam hoje, 361,4 mil presos em delegacias e penitenciárias de todo o Brasil. Se cada detento custa em média, de R$ 1.000 a R$ 2.000 por mês, manter a população prisional do país gera um custo mensal de aproximadamente R$ 542,1 milhões por mês e R$ 6,5 bilhões por ano. O programa Universidade do Século XXI, criado pelo Ministério da Educação para reformar a educação superior e estruturar as instituições federais gastou em 2005, pouco mais que isto, o equivalente a R$ 7,5 bilhões. O Fundo de financiamento ao estudante do ensino superior (FIES), do Ministério da Educação, aplicou R$ 787 milhões em 2005, oito vezes menos do que foi gasto com todos os presidiários do Brasil. Os dados sobre os programas do Ministério da Educação são do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) e não incluem os restos a pagar.

Traçar o perfil da população prisional e criar um cadastro único com o máximo de informações, não tem sido tarefa fácil para o governo. Os diferentes regimes de detenção, fechado, aberto, semi-aberto, entre outros, além dos vários tipos de presídios, como os de segurança máxima e os estaduais, tornam difícil uma estimativa precisa, principalmente em relação aos gastos.

O Sistema de Informações Penitenciárias Infopen, do Ministério da Justiça, criado em 2002, ainda não disponibiliza dados mais detalhados de todas as unidades prisionais e presos do país. De acordo com a assessoria de comunicação do DEPEN, ainda há dificuldade para fazer estas contas. A base de dados do Infopen estabelece uma série de indicadores que devem ser preenchidos pelas unidades prisionais de todos os estados. Segundo o DEPEN o maior problema para que haja uma base única tem sido o baixo índice de preenchimento desses indicadores pelos estados.

Os valores dos gastos com presidiários são aproximados. A estimativa leva em consideração diferentes custos como roupas, alimentação, remédios, assistência médica, energia elétrica, dentre outros. A proposta do Infopen é fornecer dados de todos os presos ou internos, como o controle de visitas, ficha jurídica, tipos de regime prisional e crimes cometidos, perfil social e etnia.

O estudo do TCU considera os dados de 2003 e utiliza valores globais, dividindo o orçamento pelo número de alunos. A pesquisa determinou valores distintos e avaliou os gastos de acordo com os cursos.
Para minimizar os altos custos com o sistema carcerário brasileiro, especialistas e organizações civis defendem a maior aplicação das penas alternativas para crimes leves, como prestação de serviços sociais, limpeza de muros e praças, ajuda em hospitais, dentre outros. Embora esteja previsto na Constituição e no Código Penal, esse tipo de pena ainda é pouco utilizado no Brasil. Estima-se que com a aplicação de penas alternativas, o custo de um preso poderia ser reduzido em até 10 vezes e o índice de reincidência despencaria de 42,5% para 17,5%.

O professor da Universidade de Brasília, Antônio Flávio Testa, sociólogo e cientista político, atribui boa parte dos problemas de segurança pública à ineficiência dos recursos públicos e à incompetência gerencial do Estado. "O preço que se paga para manter um criminoso na cadeia é altíssimo. Isto só reflete o mau uso do dinheiro público", disse.

Para o sociólogo, o Brasil não faz uso como deveria da legislação que prevê penas alternativas e dos programas de reeducação dos detentos. Flávio Testa critica o modelo repressor usado nos presídios e sugere uma segmentação dos criminosos com tratamentos mais rigorosos ou mais educativos, dependendo do tipo de crime cometido."Não adianta pensar que um Marcola vai voltar ao convívio da sociedade". O professor se referiu ao líder da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), Marcos Willians Herba Camacho, (Marcola), responsável por boa parte dos ataques ocorridos em São Paulo.

MST bloqueia entrada do Banco do Brasil em Brasília

Após bloquear a entrada do prédio do Banco do Brasil em Brasília, na manhã desta terça-feira, cerca de 250 manifestantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) se dirigiram ao Ministério da Fazenda. Eles querem uma reunião com o ministro Guido Mantega para conversar sobre a renegociação de dívidas dos trabalhadores, novas linhas de crédito de produção e assentamento de 650 famílias no DF. A assessoria de comunicação do Ministério ainda não confirmou o encontro.

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Brasil acelera sua recuperação econômica, diz OCDE

A informação foi dada com base na revisão para cima das previsões de crescimento do PIB brasileiro para 3,8% neste ano e 4% em 2007

EFE - Pela Agência Estado

PARIS - A recuperação econômica no Brasil está se acelerando. A afirmação foi feita nesta terça-feira pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento (OCDE), durante seu Conselho anual de ministros de Finanças, em Paris, na França. O encontro tem o intuito de examinar a situação a curto prazo nos 30 países membros.

A informação foi dada com base na revisão para cima das previsões de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro para 3,8% este ano e 4% em 2007.

Há seis meses, a entidade tinha projetado um crescimento de 3,7% em 2006 e 3,9% em 2007. Em nota, a OCDE disse considerar "boas" as perspectivas de uma recuperação "ampla" no Brasil este ano, depois do "decepcionante" crescimento de 2,3% no ano passado. A reativação está em andamento, apoiada num consumo "robusto", "fortes" exportações líquidas e uma recuperação do investimento privado.

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Jon «Maddog» Hall: ameaça do Linux à MS é certa como o nascer do sol

Figura ilustre do mundo do software livre, Maddog fala sobre o futuro do software e comenta abertura do Java pela Sun.

Por Daniela Moreira, do IDG Now!

Uma das figuras mais conhecidas do mundo do software livre, Jon “Maddog" Hall é diretor executivo do Linux International, organização sem fins lucrativos de companhias que apóiam e promovem o uso de sistema operacional Linux.

Presença confirmada no LinuxWorld Conference & Expo, que acontece a partir desta terça-feira (23/05), em São Paulo, Maddog – como prefere ser chamado – falou com exclusividade ao IDG Now! sobre temas como a abertura do código-fonte da linguagem Java pela Sun e classificou como “tão certa como o nascer do sol” a ameaça do código aberto à supremacia da Microsoft.

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Petrobras perde licitação no Timor Leste

Do Invertia

O consórcio formado pela Petrobras e pela Galp Energia, de Portugal, perdeu uma licitação para a prospecção de petróleo no litoral do Timor Leste, informou nesta segunda-feira a agência portuguesa Lusa.

A empresa italiana ENI foi a vencedora do direito a explorar cinco blocos em uma concorrência internacional de prospecção petrolífera, e uma sexta área ficou a cargo da empresa Reliance Industries, da Índia.

O consórcio formado pelas empresas brasileira e portuguesa ofereceu ao governo timorense um retorno de US$ 1 milhão, enquanto a italiana ENI apresentou uma oferta 4,5 vezes superior, segundo a Lusa.

A decisão da comissão de avaliação das propostas apresentadas no concurso foi aprovada pelo primeiro-ministro do Timor Leste, Mari Alkatiri.

O preço dos políticos

Do blog de Fernando Rodrigues

Que desmoralização.

O boato brasiliense desta 5ª feira: dois senadores teriam participado de uma operação de R$ 3 milhões para aliviar a barra de bingueiros na CPI dos Bingos –aquela que investiga de tudo, menos bingos.

Comentário ouvido pelo blog de alguém que é PhD nessa área: "Imagine!? 3 milhões? Esse boato é só um boato mesmo. Não pode ser verdade. Até porque 3 milhões é um valor muito alto para uma operação dessas".

Em tempo de "sanguessugas" que lucram 5 a 15 mil por ambulância, a anedota faz todo o sentido.

Vida e morte de um país europeu a que chamaram Jugoslávia

Por Luís Naves - Diário de Notícias (Portugal)

O referendo de domingo, no Montenegro, promete ser o penúltimo episódio do longo processo de dissolução da Jugoslávia, iniciado no final da década de 80, e que provocou centenas de milhares de mortos. Tudo indica que os eleitores do pequeno território balcânico se preparam para optar pela separação de Sérvia e Montenegro. Para terminar o drama faltará ainda um derradeiro episódio: a definição do estatuto do Kosovo, tema em negociação e que levanta questões delicadas.

Não é fácil entender o colapso da Jugoslávia, de tal forma são complexas e até contraditórias as forças que levaram à agonia daquele país. As explicações também diferem, pois têm uma dose de política, consoante o ponto de vista de quem escreve a História.

A Jugoslávia existiu por duas vezes e entrou em colapso em cada uma destas experiências. A inicial emergiu das ruínas da Primeira Guerra Mundial e resultou num reino dominado pela Sérvia, que tentava aglutinar os eslavos do sul. Tratava-se de uma concepção intelectual que nunca funcionou, pois não levara em conta as diferenças entre os povos alvo da junção. Além da Sérvia, cuja resistência entusiasmara os vencedores do conflito mundial, o novo país passou a dominar territórios que tinham pertencido ao Império Austro-húngaro. Havia seis religiões e numerosas minorias não eslavas (judeus, ciganos, húngaros, italianos ou gregos, entre outros).

Para as potências europeias, nos anos 20 e 30, a Jugoslávia era menos forte do que pensavam os seus aliados e mais fraca do que imaginavam os inimigos. A Itália via o novo país de forma amarga, pois certas áreas tinham-lhe sido prometidas em 1915. Este ressentimento alimentou a emergência do fascismo.

O reino eslavo do sul era parte da Pequena Entente (ideia francesa) que deveria servir de contrapeso ao reaparecimento da Alemanha, mas Hitler conseguiu minar a aliança de pequenas potências, jogando com as suas divisões internas. No caso jugoslavo, os principais conflitos eram entre croatas e sérvios ou entre sérvios e albaneses. Em Outubro de 1934, o rei Alexandre foi assassinado em Marselha, produzindo uma crise crescente nos anos seguintes.

A Segunda Guerra Mundial foi particularmente violenta no espaço jugoslavo e os ressentimentos nacionais tiveram um papel fundamental. A vitória dos comunistas liderados por Josip Broz - Tito - deu origem a uma segunda tentativa, também ditatorial, de formar uma Jugoslávia coerente. Até à morte do Presidente, em 1980, este foi um dos países mais influentes do bloco socialista e tentou uma via semi-independente de Moscovo, que lhe permitiu um razoável êxito económico, que resultou em estabilidade política.

Apesar do regime de partido único, os dirigentes das repúblicas nunca abdicaram da sua dose de nacionalismo. As tensões étnicas eram já visíveis nos anos 60 e 70, mas o país tinha uma larga faixa populacional multiétnica e havia um número cada vez maior de casamentos mistos.

O colapso começou a acelerar nos anos 80. O separatismo tem uma origem histórica, mas também razões ligadas ao nacionalismo económico e a frustrações alimentadas por políticos inseguros. A Federação Jugoslava consistia numa experiência que envolvia a substancial integração de várias economias regionais; o norte, mais rico, tinha acesso a mão-de-obra barata do sul, mas protestava contra o que considerava ser o esforço financeiro desequilibrado de sustentar zonas pobres. A complexidade étnica e religiosa é certamente um dos factores da desagregação, mas há historiadores que sublinham o efeito das diferenças económicas entre as regiões. Neste ponto, persiste um paradoxo: as mesmas regiões que se separaram pela guerra querem agora aderir a um espaço europeu, a UE, onde terão de aceitar regras que os obrigam a integração que não conseguiram concretizar por duas vezes.

A década do horror

A desagregação foi um penoso processo que ainda não terminou, destruindo não apenas um país, mas muitas famílias. Talvez nunca se conheça o número total de mortos, que alguns estimam em mais de 200 mil.

A Jugoslávia começou a fragmentar-se segundo linhas étnicas, na mesma altura em que desaparecia o bloco socialista e ruía o Muro de Berlim. Mas ninguém podia prever os horrores da década de 90. Quatro repúblicas (Eslovénia, Croácia, Bósnia-Herzegovina e Macedónia) foram reconhecidas internacionalmente em 1992, após episódios sangrentos durante a separação (nos dois primeiros casos).

A República Federal da Jugoslávia, confinada ao actual espaço e liderada por Slobodan Milosevic, tentou aglutinar territórios onde existia predomínio étnico sérvio. A ideia era criar a "Grande Sérvia", o que deu origem ao terrível conflito da Bósnia, no qual todas as partes (sérvios, muçulmanos e croatas) cometeram atrocidades. A Jugoslávia foi afastada da ONU e a guerra só terminou após difíceis negociações, com o Acordo de Dayton, em 1995.

Em 1998, reacendeu-se o conflito no Kosovo, um território sérvio onde os albaneses estão em maioria. A expulsão de albaneses pelas autoridades sérvias assemelhava-se às limpezas étnicas da Bósnia e isso provocou uma intervenção da NATO, que incluiu bombardeamentos a Belgrado. Milosevic caiu em 2000, tendo sido detido e enviado para um tribunal internacional, em Haia. Foi na Holanda que o dirigente nacionalista faleceu, este ano, num dramático episódio que apenas acentuou os poderosos ressentimentos que ainda pairam naquela região da Europa.

Google pode ser obrigado a abandonar o Brasil

Deu na InfoExame online (reproduzido abaixo): O Ministério Público Federal de São Paulo quer quebrar o sigilo do Orkut, mantido pelo Google - o que pode resultar no abandono da empresa do mercfado brasileiro. 

O Orkut é um fenônemo na internet - especialmente no Brasil, onde tem mais de 80% dos seus milhões de usuários. Foi lançado por um funcionário do Google e posteriormente absorvido pela empresa. Agora paga pelo sucesso: não fosse no orkut, aqueles que se utilizam de comunidades virtuais para promover crimes fariam uso dos milhares de portais gratuitos disponíveis na rede.

Recentemente um funcionário de escola foi demitido por promover venda de "cola" a alunos com provas obtidas através do orkut: leia aqui.

É até engraçado imaginar um Procurador ou um Promotor de Justiça "navegando" no orkut à busca de provas contra criminosos… O mais provável é que usuários do sistema identifiquem os crimes e denunciem ao MP.

Agora, aproveitar-se do sucesso do produto para se promover… é uma outra história! Imaginar que o Google deixe o mercado brasileiro chega a soar como uma loucura. Repito minha opinião: não tivesse a dupla orkut/google um sucesso tão estrondoso, não seria alvo de investigações judiciais.

Segue transcrição da matéria da InfoExame:

Google pode ser obrigado a abandonar o Brasil

O Ministério Público Federal de São Paulo (MPF-SP) vai pedir à Polícia Federal que abra um inquérito policial contra o Google, para apurar o crime de desobediência, favorecimento pessoal e co-autoria de prática de pedofilia.
O MP quer ainda iniciar uma acção civil para apurar a responsabilidade do Google na propagação de pedofilia e para julgar o suposto não cumprimento das ordens de abertura de sigilo dos utilizadores do Orkut no Brasil. O MP vai pedir que a Justiça estipule uma multa diária ao Google até que a empresa cumpra as determinações judiciais.
O Ministério Público poderá ainda pedir a «desconstituição da pessoa jurídica» do Google no Brasil, caso a empresa «continue a ignorar a ordem de abrir o sigilo dos seus utilizadores». A medida, na prática, obrigaria a divisão brasileira da empresa a deixar o país.
Representantes do Google Brasil dizem que não têm o poder de quebrar o sigilo dos utilizadores do Orkut, já que o serviço está hospedado nos Estados Unidos e sob responsabilidade da Google Inc.