Da Folha de São Paulo
Como se fosse um reality show, a greve de fome de Garotinho está sendo acompanhada por fotógrafos e cinegrafistas através de uma porta de vidro.
A greve, iniciada às 17h15 de anteontem, é uma resposta às denúncias de que as empresas que doaram R$ 650 mil à pré-campanha são de fachada e que outras são ONGs contratadas sem licitação pela Fesp (Fundação Escola de Serviço Público) e beneficiadas com repasses do governo.
A governadora Rosinha Matheus determinou ontem que a Procuradoria Geral do Estado crie uma comissão para apurar as denúncias em relação à contratação e à execução de serviços da Fesp.
Garotinho se mantém numa sala de 15 metros quadrados na sede regional do partido, no centro do Rio. Dispõe de um pequeno banheiro com chuveiro e de um frigobar, onde há apenas água.
No espetáculo que se tornou a greve, o momento de maior dramaticidade foi quando Rosinha chegou acompanhada de seis dos nove filhos do casal, ao meio-dia.
Deitado com a luz apagada, Garotinho não se levantou para recebê-los. Em vez disso, todos se ajoelharam ao lado do sofá e rezaram. A filha Clara, 11, chorou muito. Depois, levantaram-se e abraçaram Garotinho. Ficaram na sala por cerca de 30 minutos.
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