Novo Firefox trará ferramenta anti-phishing do Google

Por Sandro Araújo. 
 
Enquanto a Microsoft prepara o dominante Internet Explorer 7 que irá fazer parte do Windows Vista, a Google reforça os laços com o navegador Firefox, empregando desenvolvedores-chave e apoiando o Firefox com um acordo de pequisa que vale dezenas de milhões de dólares. Ambos os navegadores terão recursos anti-phishing, protegendo usuários de ataques online que roubam identidades, senhas, dentre outros crimes.
 
A Google coleta uma lista online de sítios de phishing para permitir o alerta aos usuários da Google Toolbar. A mesma tecnologia é planejada para prover recursos para navegação segura ao Firefox 2.0. Firefox tem aproximadamente 20% do mercado de navegadores e tem consistentemente ganho terreno contra o Internet Explorer. Isto pode ser devido ao público voltado à tecnologia que usa e promove o uso do Firefox.
 
O navegador Firefox pode ser obtido gratuitamente através do sítio da Mozilla Corporation.
 

Um é “burro” e outro “senhor de engenho” - com vocês, Cláudio Lembo e ACM

Do Blog de Fernando Rodrigues :

Foi bonito o bate-boca e vale a pena o registro histórico aqui no blog.

O senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) disse: "Lembo tem cara de burro". O governado de São Paulo, Cláudio Lembo, do mesmo PFL de ACM, respondeu que o baiano age como "senhor de engenho". E mais: "A frase de ACM é a forma como a minoria branca trata os demais". Numa rádio, Lembo foi citado dizendo: "Melhor burro que fascista, assaltante de painel eletrônico".

De noite, ACM divulgou uma nota. Eis o texto:

Nota do Senador Antonio Carlos Magalhães face
a declarações do governador Cláudio Lembo

"O governador Cláudio Lembo é fruto do acaso e da pressão que o ilustre senador Marco Maciel exerceu no Partido para alçá-lo, sem que mérito ele tivesse, à condição de vice-governador, o que resultou torná-lo responsável por administrar um governo como o do Estado de São Paulo sem qualquer experiência a não ser a subalterna em um grande banco paulista".

"À sua inexperiência juntou-se a falta de votos. Quando o senhor Cláudio Lembo participou de pleitos eleitorais o resultado foi desastroso. Eu, por outro lado, tenho uma longa e vitoriosa carreira. Fui Deputado Estadual, Deputado Federal, Prefeito de Salvador, Governador da Bahia, Ministro de Estado, Senador da República. Do povo baiano sempre recebi, além da confiança do voto, também sua afeição e respeito. Até mesmo do senhor Lembo já recebi muitos elogios como, por exemplo, em um seminário do PFL, na Universidade Mackenzie. Quando governador do meu Estado, sempre disputei o primeiro lugar nacional entre os governadores com maior aprovação entre seus conterrâneos, diferentemente do que, infelizmente, acontece com o atual governador paulista, segundo pesquisa recente do próprio DataFolha".

"Não sou agressivo, como parece crer o governador. Apenas reafirmo que a leniência do governador Lembo nos episódios recentes em São Paulo, além de causar espanto à população, pode, sim, ter contribuído para o agravamento da situação".

"Finalmente, devo esclarecer que se não mantive diálogo com senhor Lembo, foi porque eu não quis, pois mais de uma vez fui procurado por ele nesse sentido".

"Brasília, 30 de maio de 2006".

Quais as chances de a aliança PFL-PSDB prosperar nesse clima? Zero.

Timor Leste: Diário de Guerra

Por Sandro Araújo.

Depois de algum tempo longe da grande mídia, o Timor Leste voltou às principais manchetes devido ao clima de tensão vivido internamente.

Durante o ano de 2005 tive a oportunidade de trabalhar naquele país, através de cooperação entre o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), junto ao Parlamento Nacional.

Naquela oportunidade, pude ver um país em construção (reconstrução?), com literalmente tudo a ser feito. Uma população extremamente carente: de comida, de educação, mesmo de sonhos.

Foi neste período que adotei como lema uma linda frase de Cecília Meirelles: "Liberdade é uma palavra que o sonho humano alimenta, não há ninguém que explique e ninguém que não entenda."

Durante o período de ocupação pela Indonésia, em que pese toda a imposição da cultura Javanesa e porque não muçulmana, ainda pela repressão, o Timor Leste era uma província alinhada com a maior parte do país: muita pobreza mas uma certa estabilidade econômica. É como se nivelássemos por baixo a população.

A Indonésia construiu boa parte da infraestrutura do país. Ao término da colonização portuguesa, o Timor Leste era pouco mais que um enorme conjunto de tribos sem comunicação. Pena que, em função do levante que culminou com a "restauração" da independência do país em 1999, grande parte desta infraestrutura tenha sido destruída pelas "milícias" pró-Indonésia.

Voltando à situação atual. O Timor Leste tem uma importância geo-estratégica muito grande. Além disto, possui razoáveis reservas de petróleo, estimadas em mais de 20 bilhões de dólares para os próximos 20 anos. Imagine "distribuir" 1 bilhão de dólares para uma população de pouco mais de 1 milhão de pessoas: seriam 1000 dólares per capita durante 20 anos. Muito, mas muito mais que a renda atual da população.

Mas o governo montou uma estratégia para aplicação dos recursos oriundos do petróleo que privilegia a "garantia" das próximas gerações: partem do princípio de que, se todo o recurso for utilizado agora as futuras gerações continuarão na pobreza. Os royalties oriundos das concessões do petróleo estão sendo em grande parte depositados em um Fundo do Petróleo, regulamentado pelo Parlamento Nacional e sancionado pelo Presidente da República.

O problema é que ainda tem gente, e muita gente, passando fome: morrendo de fome. Na minha opinião, pouco adianta assegurar as futuras gerações se eventualmente sequer elas existirão: os pais estão morrendo… Deve-se encontrar um ponto de equilíbrio entre o quanto deve ser aplicado agora em segurança alimentar, educação e outras necessidades básicas e quanto deverá ser poupado em nome das futuras gerações.

Enquanto isto a insatisfação é enorme: há mesmo quem prefira os tempos indonésios, nos quais a fome, se existia, era bem menor. Mal comparando, é como muitos brasileiros que dizem que "eram felizes e não sabiam", quando fazem remissão ao regime militar pós-1964.

Boa parte do que está acontecendo agora, diferentemente do que a mídia tem anunciado (e mesmo consta no relato ao final deste artigo) deve-se à constatação, pela população, que uma elite tem se formado no país: enquanto 99% da população passa fome e vive uma vida pior que nos tempos de dominação indonésia, os demais 1% estão literalmente "mamando nas tetas do governo".

Daí para uma guerra civil, é um rastilho de pólvora.

Como sempre, o povo vê no representante maior do executivo a raiz de todos os males: a culpa é sempre do governo… Sem fazer apologia para qualquer das partes, o Primeiro Ministro Mari Alkatiri paga o preço por ser o chefe de governo. Por outro lado, nada mais que isto para simbolizar a tal elite que está se formando. E pensar que no último congresso da Fretilin, partido majoritário, ele foi reconduzido como Secretário-Geral e será virtualmente o próximo chefe de governo a partir das eleições de 2007, já que a Fretilin deverá ter outra votação arrasadora. Membros da Fretilin não têm pudores em dizer que o projeto de poder do partido é para os próximos 50 anos… Compare esta situação às ditaduras implantadas na África e veja a raiz da insatisfação popular.

Quando saí do Timor as coisas estavam começando a se desestruturar. Em 2005 um protesto iniciado pela Igreja Católica durou cerca de 20 dias. Foi uma manifestação pacífica, mas que continha uma quantidade enorme de pessoas e que não se sabe ao certo quem foi o financiador dos fiéis que ficaram rezando e cantando todos aqueles dias. A saída das forças de segurança da ONU e finalmente o término da missão das Nações Unidas, simbolizado pelo fechamento da UNOTIL (Escritório da ONU no Timor Leste) em maio de 2006 foi o sinal que faltava para iniciar a revolta popular.

O resto pode ser acompanhado na imprensa brasileira e mundial…

Abaixo, reproduzo um relato do amigo André Witter, professor brasileiro integrante da missão da Capes junto ao Ministério da Educação Timorense, uma verdadeira "carta da zona de guerra!, com votos de que as coisas de ajeitem o mais rápido possível para ele e os demais colegas brasileiros:

Minha situação… situação do Timor

André Witter

A coisa está mesmo muito preta.

O que rola é que o primeiro ministro desse país, esqueceu-se de uma regra simples, a ser feita a tempo: cortar o mal pela raiz, quando suas forças ainda permitiam.

Uma crise entre as duas regiões desse país, que embora seja pequeno, passou a dividi-lo em parte leste e oeste. Após um conjunto de medidas, os comandantes estrangeiros do exército, premiaram mais militares de uma região (leste ou loro mono) em detrimento de outra. Alguns militares, hoje denominados peticionários, decidiram revoltar-se contra isso.

Essa revolta de Abril (27 e 28), deu início a uma crise do exército, que se espalhou para a polícia e demais forças, alcançando até setores do funcionalismo público.

Após ataques pontuais, incêndios e destruições sem muita expressão, houve um congresso do partido majoritário do governo. Sem muitas mudanças, esse congresso teve como principal desfecho um verdadeiro bombardeamento de boatos e de pequenos conflitos.

Com medo de um maior caos urbano em sua capital, o Presidente, Xanana Gusmão, firmou um acordo com a Austrália, convocando suas forças armadas para assumir o controle das forças do país. O problema é que veio um exército, quando a população precisava e ansiava por policiais.

Ontem incêndios, mortes e algum pânico marcaram a noite e o amanhecer. O povo, sem policiais e com fome, em pleno caos econômico pela interrupção das funções do estado, passou a saquear lojas e armazéns.

Além disso, algumas famílias rivais de muitos anos, resolveram incendiar casas e comércio, gerando mais caos urbano. Como vingança é um ciclo vicioso, ocorrem mais ódio e mortes, para vingar as anteriores.

Assim é Dili: calma, com a população vagando pela manhã, violenta e completamente imprevisível a noite.

Em meio a essa confusão, o coordenador de nossa missão pediu que alguém anunciasse duas horas e meia antes da partida do avião, a nossa evacuação. Nenhuma palavra, foi-se para Darwin.

Nossos rendimentos estão atrasados, estamos sem coordenador, sem possibilidades de ficar e comprar comida, com promessas de diárias - se formos evacuados. Dili é uma cidade cara, mas Darwin é caríssima. E é turística, para nosso azar, está em alta temporada. Um hotel, está na faixa dos 150 dólares… Exatamente a diária prometida, que viria com atraso, mas que não paga o custo de alimentação.

Sem salários, sem diárias para evacuação… sem certeza de vôo para Darwin, sem polícia em Díli, com fome - E SEM COORDENADOR. Bem vindos à missão brasileira em Timor Leste, a primeira cooperação (SUICIDA) técnico-científica do Brasil.

Ps. é o primeiro aniversário que passo em guerra. Quando voltar ao Brasil, devem me chamar de "veterano"…

Por que Lula é tão forte entre os mais pobres

Meu comentário: Com um salário mínimo de R$ 350 e uma Bolsa Família que atinge boa parcela da população recente aumentada para R$ 120, o cidadão de baixa renda tem conseguido uma melhor qualidade de vida, especialmente quando se leva em conta a alimentação. Um saco de arroz agulhinha custava a quatro anos cerca de 10 reais. Hoje custa menos de 5 reais. O salário mínimo era R$ 200! Tudo isto explica os altos índices de intenção de voto para a reeleição do atual Presidente da República. Abaixo, matéria da Revista Veja.

Da VEJA deste fim de semana, citada pelo Blog do Noblat:

"Nos três primeiros anos do governo petista, a inflação acumulada chegou a quase 25%, mas os alimentos subiram apenas 9% - o que tem uma repercussão notável no orçamento de famílias menos abastadas. Só o preço do arroz, produto onipresente na dieta dos brasileiros, caiu um terço de 2003 para cá. A tendência prossegue inalterada.

Nos quatro primeiros meses deste ano, o preço do arroz baixou 5,2%, além de produtos mais nobres, como a carne, cujo quilo ficou 6% mais barato (veja quadro ao lado). A parcela mais pobre do eleitorado tem manifestado sua satisfação na forma de voto. De acordo com a pesquisa do Datafolha da semana passada, Lula tem 27% de preferência nas famílias cuja renda mensal é superior a dez salários mínimos.

Mas, nas famílias que ganham até dois mínimos, Lula salta para 49%. "A vida melhorou muito", diz a faxineira Luana Maria, 22 anos, bebê no colo, moradora de uma área pobre a 10 quilômetros do Palácio do Planalto. "Antes, o litro do óleo custava 3,40 reais. Hoje, encontro até por 1,15", diz ela, que ganha 347 reais. Luana Maria informa que votará em Lula.

As pesquisas mostram que o eleitorado brasileiro em geral, e não apenas sua parcela mais pauperizada, coloca como uma das prioridades ter acesso a alimentação farta, variada e barata. Em sucessivas pesquisas do instituto Sensus, feitas de 2004 para cá, os eleitores mostram que prestam muita atenção ao preço dos alimentos - e deixam claro que, depois da "reforma na casa", a primeira coisa que fariam com um eventual aumento de salário seria "melhorar a alimentação".

Na última pesquisa da série, realizada em dezembro passado, constata-se que o temor de que os alimentos aumentem de preço caiu de 31% para 20%. "Com o preço dos alimentos subindo abaixo da inflação média, o poder de compra do salário mínimo se fortalece", diz o economista André Braz, da Fundação Getulio Vargas. O poder de compra do salário mínimo, porém, não acresceu apenas em função do baixo preço dos alimentos.

Nos três primeiros anos do governo atual, teve um aumento real da ordem de 25%. Com o salário mínimo de hoje, pode-se comprar muito mais comida do que há cinco ou dez anos (veja a lista de compras de 1996, a de 2001 e a de hoje).

Obviamente, o presidente Lula não se interessa em ressaltar em seus discursos que o bom desempenho do preço dos alimentos não é resultado de políticas específicas de seu governo, mas da estabilidade monetária, cujas bases foram plantadas por seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso.

Em 2004, Lula eliminou a incidência de dois tributos, o PIS e a Cofins, sobre uma série de produtos alimentícios de consumo popular, numa tentativa de favorecer a mesa dos brasileiros mais pobres, mas os economistas são unânimes em dizer que o efeito sobre o preço final da cesta básica foi praticamente nulo. Fatores pontuais têm contribuído também para a queda do preço dos alimentos. O preço do arroz, por exemplo, tem caído devido à superprodução e à concorrência com o produto mais barato importado da Argentina e do Uruguai.

O dado que melhor explica a queda nos preços dos alimentos, no entanto, é a valorização do real diante do dólar, que desestimula a exportação e provoca aumento da oferta de alimentos no mercado interno. Na vigência do Plano Real, Fernando Henrique ganhou popularidade com a queda nos preços do frango e do iogurte. Reelegeu-se, mas não fez o sucessor. Agora, Lula fatura com alimentos baratos."

“Novatos” criam carro elétrico que roda 48 km com R$ 1,30

Notícia editada em 28/05:
 
Atendendo ao comentário de Marta, estamos incluindo foto do veículo e o endereço do fabricante, em inglês, onde se encontram maiores informações: http://www.myersmotors.com. 
 
NoMoreGas

 
Do portal Invertia:
 
A pequena montadora norte-americana Myers Motors, que começou a operar em 2004, levou um ano e meio para desenvolver o NoMoreGas, um mini-carro elétrico e econômico, que gasta apenas US$ 0,55 (R$ 1,30) a cada 48 km rodados.

Anunciado pela empresa como o "carro do futuro", o NMG possui três rodas, percorre pequenas distâncias, tem espaço apenas para o motorista e custa US$ 24,9 mil (cerca de R$ 59 mil).

O design não lembra em nada os imponentes carrões híbridos, que vêm como motor elétrico. A proposta da montadora é oferecer veículos "divertidos, práticos e eficientes", que não emitam gases poluentes.

Para um carro de pequenas proporções e que utiliza energia alternativa, o NMG oferece eficiência. O veículo atinge até 112 km/h e é capaz de percorrer 50 km sem precisar reabastecer. Ele vai de 0 a 48 km/h em 3,5 segundos e de 0 a 96 km/h em 12,5.

O modelo tem 1,32 m de largura, 2,84 de comprimento e altura de 1,44m, já vem equipado com CD player e está disponível nas cores branco, azul, vermelho, amarelo, roxo e laranja.

Vírus da Aids surgiu em chimpanzés de Camarões

Após mais de 20 anos de mistério, pesquisa desvenda origem geográfica do HIV

Estudo refina conhecimento sobre diversidade do HIV em humanos; contato com macacos selvagens pode trazer novo subtipo do vírus.

Uma população de chimpanzés isolada em Camarões foi o ponto de partida do subtipo 1 do HIV, o que mais se espalha hoje pelo mundo. A descoberta foi feita por um grupo de cientistas que criou um método para detectar a presença de vírus nas fezes dos macacos.

Já se sabia que o HIV estava intimamente relacionado ao SIV (a versão símia do vírus), mas ainda não havia meios técnicos de detectar qual população selvagem abrigava o vírus.

Leia mais aqui no Jornal da Ciência.

Lula hoje está melhor do que FHC em 1998

Do Blog de Fernando Rodrigues

O Brasil tem poucos números históricos deste seu período democrático atual porque o hábito da democracia é novo entre nós. Mas já há alguma coisa passada que permite comparação com o momento atual: as pesquisas eleitorais de maio e de junho de 1998, quando FHC disputava a reeleição.

Pois bem, a constatação possível é uma só: Lula, hoje, está muito mais bem posicionado do que FHC em 1998.

Hoje, segundo a pesquisa Sensus, Lula tem 40,5% contra 18,7% de Geraldo Alckmin (PSDB), seu único adversário para valer até agora (tendo o Sensus feito a gentileza de colocar nesse cenário o pré-candidato Garotinho, com 11,4% –todo mundo sabe que Garotinho não será candidato).

Em 1998, os cenários que permitem alguma comparação são os seguintes:
Vox Populi (20-22.jun.1998): FHC 36%; Lula 29%; Ciro 8%; Enéas 5%.
Datafolha (8-9.jun.1998): FHC 35%; Lula 34%; Ciro 9%, Enéas 5%.

Duas ressalvas: 1) como o internauta pode notar, as pesquisas não foram realizadas nas mesmas datas em que foi feito o levantamento anunciado hoje pelo Sensus (18-21.maio.2006); 2) a pesquisa Vox Populi de 1998 era com a mesma metodologia hoje usada pelo Sensus.

Enfim, a menos que Alckmin consiga crescer uns 10 pontos nos próximos 20 dias, a situação dos tucanos será mesmo desesperadora.

Em tempo: em maio de 1994 (uma eleição que não pode ser comparada com a atual), o cenário era bem diferente. Em maio daquele longínquo 1994, segundo o Datafolha, Lula tinha 40% contra apenas 17% de FHC. Depois, o tucano se beneficiou do Plano Real (lançado em junho), virou o jogo e acabou vencendo no primeiro turno. Hoje, o PSDB não tem Plano Real para mostrar, mas apenas a crise de segurança paulista.

Lula amplia vantagem sobre Alckmin, mostra Datafolha

da Folha Online

Pesquisa Datafolha divulgada na edição da Folha de S.Paulo desta quinta-feira revela que a vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o tucano Geraldo Alckmin aumentou. A diferença, que era de 20 pontos em abril, aumentou para 22 pontos agora.

Lula aparece na pesquisa com 43% das intenções de voto, contra 21% do tucano. Em abril, Lula tinha 40% das intenções de voto e Alckmin aparecia com 20%.

O índice de intenção de voto em Garotinho, que era de 15% em abril, caiu para 7% agora. Com isso, a diferença entre Lula e Garotinho subiu de 25 pontos para 36 pontos. Na comparação com Alckmin, a diferença subiu de 5 pontos para 14 pontos.

A queda de Garotinho ocorreu logo depois da greve de fome iniciada pelo peemedebista em protesto a uma suposta perseguição promovida pela mídia contra sua candidatura. A retração de Alckmin, por sua vez, foi verificada após a crise na segurança pública de São Paulo deflagrada pela onda de violência que atingiu o Estado.

Leia mais no sítio da Folha de São Paulo

Operadora oferece GSM com VoIP no Brasil

Por Felipe Zmoginski, do Plantão INFO

SãO PAULO - A operadora de voz sobre IP Voice Global apresentou, essa semana, aparelho celular que integra solução VoIP e GSM no mesmo aparelho.

O telefone permite fazer e receber chamadas de modo tradicional, via GSM, e, nos locais onde há pontos de conexão Wi-Fi, fazer ligações de VoIP com tarifas até 75% inferiores.

De acordo com a operadora, o aparelho GF-200 é capaz de detectar quando está numa rede Wi-Fi e, assim, mudar sua forma de conexão automaticamente.

O serviço começa a funcionar no Brasil para o usuário final no mês de julho em sistema que integrará os serviços da Voice Global com as operadoras de GSM Tim ou Claro.

O serviço de telefonia GSM será pago normalmente, de acordo com o sistema contratado pelo usuário junto à operadora de telefonia móvel que escolher.

Já as ligações por VoIP serão pagas no modelo pré-pago. O usuário compra créditos da Voice Global e os gasta como quiser. Uma assinatura básica de R$18 será cobrada do usuário pela operadora VoIP, mesmo que ele não use seus serviços naquele mês.

O aparelho que integra Wi-Fi e GSM comercializado pela Voice Global será o GF-200, produzido pela empresa americana UTStarcom e distribuído no Brasil pela Ynoma. O telefone deve chegar ao varejo pelo preço de R$ 700.

CNT/Sensus: Lula vence no primeiro turno em todas as simulações

Do Globo Online

A 82ª pesquisa Sensus encomendada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva venceria no primeiro turno se as eleições fossem realizadas hoje. Em relação à pesquisa de abril, Lula e a senadora Heloisa Helena (PSOL-AL) subiram e os ex-governadores Geraldo Alckmin e Anthony Garotinho caíram. Segundo o cientista político Ricardo Guedes, do Sensus, Lula venceria no primeiro turno em todas as simulações.  A pesquisa mostra também que rejeição ao presidente baixou em maio, enquanto a do ex-governador paulista Geraldo Alckmin aumentou.

Leia mais no sítio do Globo Online