A eleição não é só PT versus PSDB
Por Mário Simas Filho e Rodrigo Rangel – ISTOÉ
Ela mesma se define como uma menina danada, dessas que não param quietas um só minuto. Neste momento, com toda a sua energia, a senadora Heloísa Helena está disposta a sair candidata a presidente pelo PSOL. Ela acredita que, quanto mais concorrentes houver, mais haverá condições para se questionar o «receituário de irresponsabilidade fiscal, social e administrativa representado pelos antigos e pelos novos inquilinos do Palácio do Planalto». É claro que, com sua linguagem pessoal e intransferível, a senadora está fazendo referências aos adversários do PSDB e do PT. «O povo precisa saber que há alternativas que devem ser expostas e discutidas.» Nos últimos meses, graças a sua participação na recém-encerrada CPI dos Correios, Heloísa Helena ganhou visibilidade nacional e, uma vez candidata, acreditam muitos analistas, tem boas chances de crescer durante a campanha. Segundo as pesquisas atuais, ela pode largar de um patamar de 5% das intenções de voto. Pessoalmente, no entanto, ela não faz contas. A ISTOÉ, a senadora atacou os partidos que buscam alianças «apenas de olho na matemática eleitoral» e avaliou como falsa a polarização entre o PT e o PSDB: «É o mesmo projeto de País, só que dividido em dois palanques», dispara. Defensora ferrenha do fim do voto secreto no Congresso e, na mesma direção, da quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de todos os agentes públicos, ela poderá apresentar na campanha a proposta de um salário mínimo de R$ 1,6 mil. Abaixo, algumas de suas idéias.
Leia entrevista completa em Istoé Online.
