Rio deu R$ 26 mi para firma com um funcionário

Raphael Gomide - Folha de S.Paulo

O Inep (Instituto Nacional de Pesquisa e Ensino da Administração), sociedade de Luiz Antônio Motta Roncoli –cuja empresa Virtual Line doou R$ 50 mil para a pré-campanha de Anthony Garotinho–, tinha apenas um funcionário oficialmente registrado em outubro de 2004, ano em que recebeu da Fundação Escola do Serviço Público (Fesp) R$ 26,5 milhões em contratos.

O número foi constatado pelo Ministério Público do Trabalho, a partir de pedido de informações feito pelo deputado estadual José Nader (PTB) naquele ano. Desde 2003, o Inep recebeu R$ 52,1 milhões, sem licitação, da Fesp.

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O «Comendador Arcanjo» e a política

O «Comendador Arcanjo», acusado de liderar o crime organizado em Mato Grosso concedeu entrevista exclusiva a repórteres da Rede Globo, que deverá ser veiculada na edição deste domingo do Fantástico. Arcanjo deverá falar de financiamento de campanhas políticas em Mato Grosso, especialmente a do ex-governador Dante de Oliveira (PSDB) - a conferir…

Arcanjo confirma negócios com políticos e vai em busca de absolvição
Rubens de Souza - Redação 24 Horas News

Demorou mas aconteceu. João Arcanjo Ribeiro, acusado de liderar o crime organizado em Mato Grosso, enfim, começou a falar o que sabe sobre o submundo dos negócios financeiros envolvendo a classe política. Em depoimento prestado na manhàdeste domingo ao delegado Tony Gean Barbosa de Castro, da Polícia Federal, dentro da Penitenciária do Pascoal Ramos, Arcanjo avalizou os vários depoimentos de Nilson Robeiro Teixeira, que cuidava dos negócios das suas factorings, ou seja: dinheiro para campanha de Dante de Oliveira - sem citar o nome do senador Antero de Barros -, negócios com o Governo, deputados e Assembléia Legislativa.

Arcanjo, em verdade, acrescentou pouco daquilo que já se sabia sobre financiamento de campanha em Mato Grosso: confirmou, de fato, era um dos grandes patrocinadores poderosos de políticos influentes. Evidentemente, tudo para receber depois com juros e correção ou ainda, possivelmente, com previlégios, que garantiam alguns de seus negócios, como as próprias operações ilegais das factorings, fugindo da regra de fomento, ou ainda do jogo do bicho, atividade que deveria ser clandestina, mas que estava a pleno vapor com barraca fixa e tudo mais em praticamente todo Estado.

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A greve de fome de Garotinho

Era só o que faltava!

Garotinho inicia greve de fome contra “perseguição”
Do jornal O Dia

O ex-governador Anthony Garotinho, pré-candidato à Presidência pelo PMDB, iniciou neste domingo uma greve de fome em protesto contra as denúncias de irregularidades nas doações de sua campanha. Ele permanecerá na sede do partido, no centro do Rio de Janeiro, acompanhado de equipe médica e dirigentes.

Garotinho classificou o ato extremo como “último recurso em defesa da verdade que tem sido escamoteada do povo brasileiro”. O ex-governador declarou estar sendo “perseguido” e se disse vítima do sistema financeiro, das Organizações Globo e da revista Veja. Segundo Garotinho, não está sendo dado a ele o direito de defesa.

Ao lado da governadora, Rosinha Garotinho, ele anunciou que manterá o protesto até que cessem as “calúnias” da mídia e organismos internacionais passem a acompanhar o processo eleitoral brasileiro.

“Com indisfarçável patrocínio do governo Lula mentem e não me dão o direito de defesa”, disse. “Venho sofrendo uma campanha mentirosa e sórdida, tentando desconstruir a minha imagem como administrador, homem público e ridicularizando minhas posições cristãs e éticas”.

Garotinho rebateu a denúncia de que teria usado um avião do chefe do crime organizado em Mato Grosso. Segundo ele, o jato foi fretado por uma empresa de táxi aéreo e que a Justiça havia colocado a aeronave à disposição.

O ex-governador disse ainda que a sede do partido ficará aberta para o público, que poderá acompanhar o seu protesto.

O velho estilo Malvadeza

Acusado de usar um amigo como testa-de-ferro, ACM parte para a ofensa

Por Leandro Fortes - Carta Capital

O reinado carlista na Bahia, quase sempre sob controle, vive momentos de grande alvoroço às vésperas do período eleitoral. À decisão do PSDB local de não se aliar ao PFL dominado pelo senador Antonio Carlos Magalhães juntou-se mais uma saraivada de denúncias que envolvem o clàde ACM. No olho do furacão está o publicitário preferido do senador, Fernando Barros, dono da Propeg e das principais contas publicitárias do governo da Bahia e dos fiéis seguidores do carlismo. Acusado pelo deputado estadual Emiliano José, do PT, de usar Barros como testa-de-ferro em negócios escusos, ACM reagiu com a virulência de costume: chamou o adversário de “canalha” e, é claro, botou a mãe no meio. Iniciou-se, então, uma troca de insultos, via fax, com papéis timbrados da Assembléia Legislativa da Bahia e do Senado Federal.

Farpas.
No diálogo de alto nível que se seguiu à denúncia, sobrou até para a mãe do deputado Emiliano
Emiliano também levantou, junto à Secretaria de Fazenda da Bahia, que Antonio Carlos Magalhães Júnior, filho e suplente de ACM no Senado, era sócio de pelo menos duas empresas ligadas a Fernando Barros. ACM Júnior, aliás, segundo cadastro da mesma secretaria, aparece como sendo ou tendo sido sócio de 54 empresas no estado. Apesar da documentação apresentada pelo deputado petista, o senador Antonio Carlos, de Brasília, vociferou por meio de um fax. Negou ter sociedade com Fernando Barros, assim como o filho, Júnior. E mandou ver: «Inclusive, se o sr. encontrar alguma cota, passo-as para a senhora sua mãe, a fim de que lhe sirva como herança no seu triste fim de vida». A resposta de Emiliano veio no mesmo tom.

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III Guerra Mundial

Geopolítica
O próximo alvo
Ao admitir bombardeio atômico “limitado” no Irã, Bush pode incendiar Oriente Médio
Por Cláudio Camargo - Revista IstoÉ

Depois de ter descartado como “ficção” as denúncias de que a Casa Branca estaria preparando um ataque ao Irã e ainda sob o impacto das críticas de generais da reserva à inépcia do secretário de Defesa Donald Rumsfeld, o presidente George W. Bush admitiu que os EUA poderiam lançar um ataque nuclear “limitado” contra o regime dos aiatolás para impedi-lo de produzir uma bomba atômica. “Todas as opções estão sobre a mesa”, disse Bush, respondendo a uma pergunta sobre a possibilidade de um bombardeio às instalações iranianas com armas nucleares táticas. “Mas queremos resolver essa questão diplomaticamente”. Do lado iraniano, o presidente radical Mahmmoud Ahmedinejah reagiu com bravatas do tipo “cortar as mãos do agressor” (uma punição prevista na sh’aria, a lei islâmica), mas também com a ameaça de ataques suicidas contra alvos ocidentais, para os quais já estariam sendo treinados cerca de 40 mil militantes, segundo o jornal britânico The Guardian.

O pretexto americano, desta vez, é o fato de o Irã ter retomado o programa de enriquecimento de urânio. Teerã afirma que esse programa tem objetivos pacíficos (o urânio enriquecido a 3,5% produz energia; para produzir uma bomba seria necessário enriquecê-lo a 90%) e é garantido pelo Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), do qual o governo iraniano é signatário. Mas Washington suspeita de que o Irã, por baixo do pano, esteja realizando um programa paralelo para desenvolver uma bomba nuclear ou, pelo menos, ter a capacidade de produzi-la. Isso porque, em 2003, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) descobriu que Teerã ocultara um programa de enriquecimento de urânio durante 18 anos.

Nos últimos dias, a hipótese de um ataque americano ao Irã com armas nucleares tornou-se um pesadelo perigosamente real, como havia alertado o economista Paul Krugman em artigo no The New York Times: “Dada a combinação de insensatez e desonestidade manifestada por Bush ao lançar a guerra no Iraque, por que deveríamos supor que ele não tornaria a fazer a mesma coisa?” A inspiração bélica dos falcões de Washington vem de Israel, que em 1981 bombardeou o reator iraquiano de Osirak, atrasando o programa nuclear de Saddam Hussein. Mas a maioria dos analistas não crê no sucesso militar dessa empreitada: ela provocaria muitas vítimas civis entre os iranianos e acabaria fortalecendo o regime xiita de Teerã, com graves repercussões no Iraque, também de maioria xiita. Isso poderia levar o Oriente Médio a uma guerra de proporções bíblicas, com conseqüências econômicas devastadoras para os países ocidentais.

O que salta aos olhos é a clara postura de dois pesos e duas medidas sobre armas nucleares adotada pela administração Bush. A Casa Branca sempre fez vista grossa ao fato de países aliados como Israel, Índia e Paquistão possuírem armas atômicas. Há pouco mais de um mês, durante a sua visita à Índia, Bush desmoralizou de vez o TNP ao assinar com o governo de Nova Déli um tratado de cooperação nuclear – na prática, esse acordo premia um país que jamais se submeteu à não-proliferação e sobre o qual não existe nenhum controle internacional. A Coréia do Norte, mesmo sendo um dos vértices do “eixo do mal”, não precisa temer nenhuma ameaça de invasão dos EUA – o país está em via de produzir ogivas nucleares e tem mísseis que atingem o Japão. Já o Iraque, que ao final das contas não tinha nenhum arsenal de armas de destruição em massa, foi invadido. Por essa lógica, se for verdade que os aiatolás estão mesmo tentando construir uma bomba atômica, eles não são tão loucos como um certo tipo de propaganda tenta insinuar. Apenas buscam o equilíbrio de poder, como entendia a velha diplomacia realista dos EUA antes da chegada dos missionários de direita de Bush.

Prefeitura de SP desarticula sistema de transporte público

16 MESES DE GOVERNO - Prefeitura de SP desarticula sistema de transporte público

Corte de linhas, envelhecimento das frotas, suspensão da construção de corredores e problemas no bilhete único causam transtornos aos usuários da periferia. Secretaria de Transportes não se pronuncia sobre o assunto.

Rafael Sampaio – Carta Maior

SãO PAULO - Em março, a prefeitura paulistana anunciou que colocaria em prática um plano de racionalização para o sistema de transporte público na cidade. Como parte do plano, a Secretaria Municipal de Transportes (SMT) divulgou, na época, que reduziria o número de linhas de ônibus da cidade de 829 para 315. Isso é equivalente a um corte operacional de 37,7% das linhas.

Passado um mês, a SMT informa que o plano ainda não foi implantado e não respondeu à Carta Maior sobre quais linhas serão cortadas. As informações sobre quando iniciará o plano de racionalização são imprecisas. «O povo ficará a par das mudanças conforme elas vierem a ser feitas», diz a SMT em nota oficial.

Leia mais em no sítio da Agência Carta Maior.

Um Francenildo para Alckmin

Do Blog de Josias de Souza:

A brincadeira de violar sigilos alheiros parece ter virado moda. Veja o que informa o repórter Rogério Pagnan (na Folha, para assinantes):

«O ex-gerente de Marketing da Nossa Caixa, Jaime de Castro Júnior, disse em depoimento à Comissão de Finanças e Orçamento da Assembléia Legislativa de São Paulo que teve acesso a documentos que provam a quebra de sigilo bancário de funcionários e de familiares dele pelo banco, sem autorização judicial.

Inicialmente nervoso, Castro Júnior, demitido pela Nossa Caixa por suspeita de irregularidades em contratos de publicidade, disse que as movimentações financeiras constavam de relatório da auditoria feita pelo banco em duas sindicâncias internas. ‘No próprio relatório da auditoria citam isso. Procedimentos verificaram a movimentação financeira, dados cadastrais, das pessoas a, b e c.’

Essas pessoas, segundo ele, seriam sua ex-secretária, o filho, a filha e a sobrinha dela, além da própria namorada de Castro. ‘Desconfiavam que ela tinha conta conjunta comigo. Dizem que fizeram isso para exaurir toda e qualquer dúvida de favorecimento’, afirmou.

A Nossa Caixa nega ter havido quebra de sigilo. O deputado Romeu Tuma Júnior (PMDB) pediu à presidência da comissão que solicite à Nossa Caixa uma cópia reservada dessas sindicâncias. ‘Em Brasília, a quebra de um sigilo derrubou um ministro. Aqui, não derruba nem um presidente de um banco’, disse Tuma. O peemedebista acha que há elementos suficientes para abrir uma CPI sobre o assunto (…)».

Um estranho no ninho (Alckmin)

Comentário da cientista política Lucia Hippolito na CBN:

“Em todo partido e em toda eleição é a mesma coisa. Se há um candidato natural, ele surge «naturalmente» e reúne o apoio do partido em torno de seu nome.

É o caso de Lula, no PT, em todas as eleições que disputou. De vez em quando Eduardo Suplicy tentava ser candidato, mas o PT sempre decidia por seu candidato natural.

Da mesma forma, em 1994, Fernando Henrique surgiu como o candidato natural do PSDB, depois de seu desempenho como o ministro que implantou o Plano Real. Fernando Henrique entusiasmou os tucanos e acabou arrastando os pefelistas.

Já nas eleições de 2002, o candidato natural dos tucanos teria sido Mário Covas, se as trapaças da sorte não tivessem tirado o governador da disputa - e da vida - em 2001.

José Serra praticamente impôs sua candidatura. Resultado: rachou o PSDB, não conseguiu atrair os tucanos mais ariscos, afastou o PFL.

E perdeu a eleição.

A derrota parece ter feito bem a Serra. Na campanha para prefeito em 2004, ele fez tudo diferente. Recompôs-se com o PFL, reuniu o PSDB e atraiu o apoio do governador Geraldo Alckmin, que se lançou com entusiasmo na candidatura Serra.

Serristas e alckmistas viveram um raro momento de paz. Resultado: Serra elegeu-se prefeito, impondo ao PT sua mais grave derrota: a perda da Prefeitura de São Paulo.

Chegamos a 2006, e Serra era o candidato natural do PSDB, apontado nas pesquisas como o único capaz de derrotar o presidente Lula.

Mas Alckmin decidiu atropelar a precedência e lançou-se candidato com um apetite insuspeitado, que sepultou, pelo menos naquele momento, o apelido de picolé de chuchu.

Serra piscou primeiro. Não quis arriscar uma candidatura a presidente, atrasou-se e deixou que o fosso entre serristas e alckmistas aumentasse perigosamente, tanto dentro do PSDB como no PFL.

Mas a candidatura Alckmin não decola. Continua com uma bola de ferro no pé. Tudo é amador. Não existe esboço de projeto, não existe tema, não existe roteiro, não existe estado-maior de campanha, não existe ainda o tal diretório em Brasília. Enfim, não existe candidatura.

Como Serra também ainda não começou a organizar sua campanha ao governo de São Paulo, florescem as especulações de que a candidatura de Alckmin não é para valer, que uma substituição por José Serra não demora muito.

Com isso, o PFL endurece o jogo e não indica o vice.

As principais lideranças tucanas não entram em campo para estancar a especulação de que Alckmin não é o verdadeiro candidato.

A coisa vai mal.”

Escolha do vice de Alckmin deixa o PFL em frangalhos

Jornal Correio do Brasil

O nome do candidato à vice-presidente na chapa do tucano Geraldo Alckmin vem causando estragos nas hostes do PFL. O presidente do partido, senador Jorge Bornhausen, e um dos principais expoentes da legenda, Antonio Carlos Magalhães (BA), têm disputado palmo a palmo a hegemonia do partido e o direito de indicar o companheiro do ex-governador paulista na disputa à Presidência da República.

Enquanto Bornhausen apóia o senador José Jorge (PFL-PE), ACM joga suas fichas no nome do senador José Agripino Maia (PFL-RN), que reúne também a preferência do próprio Alckmin. Os políticos favoráveis a José Jorge dizem a boca pequena, que a escolha de Maia significaria fortalecer a idéia de que ACM seria o todo-poderoso dentro do PFL, como se distinguiu nos anos do governo Fernando Henrique Cardoso.

Caso consiga emplacar o senador pernambucano, Bornhausen acredita, segundo observadores próximos da cena política, que terá chegado a hora de diminuir a área de influência de ACM nas fileiras pefelistas. Mas é fato que seu opositor já venceu, no início da disputa, um tento fundamental. ACM apostou que o escolhido dos tucanos seria Alckmin, e não o ex-prefeito paulistano José Serra, que recebera total apoio de Bornhausen e perdeu a indicação. O faro político rendeu ao senador baiano um canal direto de negociação com o tucanato paulista, ao mesmo tempo em que envenenou as relações do adversário catarinense junto ao presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati, de quem é amigo de longa data.

Para justificar o nome de Jorge, o presidente do PFL realizou uma série de consultas junto aos principais líderes do partido, justamente aqueles que o sustentam politicamente como herdeiro do velho PDS, com todos os resquícios da ditadura. O velho cacoete de ouvir somente o lado que o apóia rendeu a Bornhausen um resultado favorável, mas sem credibilidade suficiente para significar uma vitória dentro do partido. Em consulta paralela, Mais diz ter a preferência dos pefelistas com uma frente de 55% sobre o pernambucano, junto ao mesmo eleitorado consultado por Bornhausen. Estabelecido o impasse, o político potiguar quer agora uma conferência final, caso não se chegue a um consenso.

Para o senador José Jorge, que se julga à frente do processo de escolha, caberá ao contendor estabelecer as regras para a saída desta sinuca de bico. Vestido de bombeiro, Alckmin - que não consegue avançar na preferência dos eleitores - pretende reunir os dois grupos adversários para uma “conversa franca e honesta”, segundo relata um observador da cena política.

Agripino, em conversa reservada com o político paulista, tranqüilizou-o dizendo que já reuniu o apoio de Estados importantes do Norte e Nordeste do país. Entre eles, a Paraíba toda, a ampla maioria do Piauí, à exceção do senador Heráclito Fortes, ainda sem definição, todo o Mato Grosso e uma parte do Maranhão. Neste último, está otimista sobre a possibilidade de a senadora Roseana Sarney, que ainda não declarou seu voto, vir a apoiá-lo em breve.

Empresa de assaltante está entre doadores de Garotinho

Agência Estado

José Onésio Rodrigues Ferreira, de 33 anos, que cumpre pena no Complexo Penitenciário de Bangu, na zona oeste do Rio, por assalto, é fundador da empresa Virtual Line Projetos e Consultoria de Informática, que teria doado R$ 50 mil à pré-campanha de Anthony Garotinho, do PMDB, à Presidência da República.

O nome dele saiu da sociedade neste mês, mas a doação aconteceu em fevereiro, quando Ferreira ainda era sócio. De acordo com o site do jornal Zero Hora, a Virtual faz parte de lista de empresas divulgadas como doadoras.

Algumas têm endereços fictícios em Rio Bonito, que fica a 70 quilômetros do Rio. Antes de ser preso, há dois meses, Ferreira morava numa vila no Pé do Tuiuti, morro controlado pela facção criminosa Comando Vermelho. Sua ex-mulher, Sarajane Aparecida Luz Costa, também é ex-sócia da firma. Ela disse que foi utilizada como “laranja” e que tem salário mensal de R$ 385 como depiladora.

As informações são do site do jornal Zero Hora.