Pólio volta às Américas. Nos EUA!

Foi identificado um surto de poliomelite em uma comunidade amish em Minnesota, Estados Unidos, segundo informou ontem o jornal The New York Times. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a doença havia sido erradicada do continente desde 1994.
O primeiro caso descoberto foi uma menina de oito meses que transmitiu o mal para outras quatro crianças em duas fazendas vizinhas - no total são vinte e quatro. A pólio, também conhecida como paralisia infantil, é uma infecção viral aguda que atinge principalmente a faixa etária até 5 anos. Mas até agora não foi verificada deficiência em nenhuma das pessoas contaminadas - normalmente, apenas um em 200 casos de pólio provoca paralisia.
O fato de o mal ter surgido entre os amish, pode não ser por acaso. Essa pequena comunidade rural, caracterizadas por seguirem os hábitos do século 19, têm receios em relação à vacinação. Um fazendeiro, pai de sete filhos, que não quis revelar o nome, relatou que muitos membros da comunidade acreditam que a vacina pode enfraquecer o sistema imunológico.
Os amish retratados no filme A testemunha, de 1985, estrelado por Harrison Ford, não utilizam energia elétrica, nem telefone. Pessoas de fora não podem se dirigir diretamente às mulheres.
O caso da doença mostra os riscos a que estão expostos os moradores da região, já que todos indivíduos que não foram vacinados são vulneráveis. O vírus é transmissível pelo contato fecal-oral. Isso serve de alerta para os americanos, já que, segundo o NYT, muitos pais não têm vacinado as crianças contra pólio devido à crença errônea de que está associada a desordens como o autismo.
- Se essa criança é o primeiro sinal, ainda não se sabe a dimensão do problema - afirmou Bruce Aylward, coordenador da iniciativa global para erradicação da pólio da OMS.
Permanece desconhecida a maneira como a menina contraiu a doença, mas foi observado que o bebê, cujo nome não foi revelado, tem uma deficiência imunológica que o torna incapacitado de livrar o vírus de seu corpo. Umas da possibilidades é a infecção ter ocorrido em um hospital por outro paciente com deficiência de imunidade, que pode ter sido portador da doença por anos. Outra hipótese é a existência de uma cadeia de portadores dentro da comunidade amish. A menina continua hospitalizada, em isolamento restrito e as autoridades de saúde continuam investigando.
Focos de poliomelite são mais comuns em países pouco desenvolvidos, devido a precariedade das condições de higiene. Recentemente, foram registrados surtos da doença na África e na Ásia. No Brasil, a moléstia está erradicada.
Matéria original do Jornal do Brasil.

Agronegócio Brasileiro é dos mais competitivos do mundo, mostra estudo da OCDE

Enquanto os países desenvolvidos concedem, em média, 30% de subsídios aos agricultores, o Brasil dá apenas 3% de apoio oficial ao setor. Apesar disso, o agronegócio brasileiro é um dos mais competitivos do mundo. Essas são algumas das conclusões extraídas do seminário “A Política Agrícola Brasileira no Contexto Internacional”, realizado na segunda-feira (31/10), no Hotel Transamérica, em São Paulo. O evento foi promovido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Durante o seminário foram lançados dois importantes documentos. Um deles é o relatório “Análises das Políticas Agrícolas do Brasil”, um amplo estudo produzido pela OCDE sobre a política agrícola brasileira. O outro é a edição especial, bilíngüe, da Revista de Política Agrícola, editada pela Secretaria de Política Agrícola do Mapa.
O seminário contou com a presença do diretor da OCDE para Alimentação, Agricultura e Pesca, Stefan Tangermann, que falou sobre a atuação da instituição na agricultura. Já o secretário de Política Agrícola do Mapa, Ivan Wedekin, fez uma exposição sobre A Política Agrícola Brasileira em Perspectiva. Finalizando o encontro, a consultora da OCDE Olga Melyukhina abordou outros dois temas: Análise das Políticas Agrícolas do Brasil e OCDE: indicadores de apoio à agricultura.
Fonte: Assessoria de Imprensa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Pelé diz que tem mais fama que Jesus

Nunca escondi a minha antipatia ao “rei do futebol”. Nos tempos passados eu preferia Garrincha - apesar de nunca tê-los visto jogar ao vivo. Pelé agora veio com uma novidade: afirmou em entrevista à agência de notícias Ansa (Itália), citada pela Agência Estado, que é mais famoso que Jesus Cristo. Os Beatles, no auge de sua fama fizeram declaração semelhante…
Voltando a Pelé e à campanha do Tri. Agora existe uma nova geração. Ainda mais vitoriosa. Se o Brasil conquistar a Copa do Mundo de 2006 na Alemanha é possível que Cafu não só tenha participado de quatro finais de Copa como ainda ser campeão em três delas - fato que nem mesmo Pelé conseguiu. É fato que Pelé participou das copas em que o Brasil foi Tri, mas em 1962 jogou apenas uma partida naquela copa - contundido, foi substituído até o final da mesma. Em 1966 a seleção canarinha foi eliminada ainda na primeira fase. Pelé estava lá. A geração atual, da qual faz parte Cafu, é Bicampeàe uma vez vice-campeã. Cafu participou das três finais. É titular absoluto e capitão da seleção que tentará o hexa. Ronaldo “Fenômeno”, em que pese tenha participado apenas como expectador da copa de 1994, fez parte do grupo do “tetra”. Foi ainda vice em 1998 e a estrela da copa de 2002. Voltará com tudo em 2006 - e tem tudo para ultrapassar a glória de Pelé.
É inegável a fama que Pelé conquistou e a lembrança que possui no consciente e no inconsciente coletivo nos “quatro cantos do mundo”. Afirmar, no entanto, que possui é a pessoa mais lembrada quando se fala de futebol pode soar ultrapassado. É comum, especialmente na Ásia, onde estou radicado, referências a “Brasil”, “Futebol”, “Ronaldo/Ronaldinho”: é… o fenômeno da associação do Brasil ao Futebol permanece e tende a continuar. Já a referência a Pelé…
Quanto à afirmação de Pelé que ele é lembrado na Ásia e em países budistas: assim como no Brasil, país predominantemente cristão, o budismo é conhecido, em países budistas não há esta ignorância à existência do cristianismo e de Jesus Cristo. Além do mais, um tem quase 2000 anos de fama - o outro tem menos de 50. Fama esta que, por constatação própria, afirmo que está sendo corroída pela nova geração de jogadores que vêm por aí.